Cabulei mas não inalei
7 Agosto, 2013
Há swaps marados? Danosos para o contribuinte? Contratações que prejudicam dolosamente o erário público (eufemismo para “bolso do privado”)?
Deve haver um ministro e um chefe de governo responsáveis, não? É ver as datas.
Entre a fantochada do “sabia ou não sabia, esteve ali ou acolá”, esconde-se o essencial: neste país não é importante fazer asneiras, o importante é sair por cima das asneiras feitas.
26 comentários
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Bom dia.
Telefonei à ministra e diz-me ela, filho, mas é outra manipulação a calhar bem em cima .
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Então a ver se entendi. Não podemos ignorar os crimes do governo Sócrates (concordo plenamente), mas podemos ignorar o crime de uma ministra ter mentido à Assembleia da República, aos representantes do povo e, consequentemente, ao povo? Não seria mais fácil (tanto para o PS como para o PSD) deixar cair quem cometeu todos os crimes? Já agora, nos casos swap não havia gestores de empresas públicas envolvidos? Esses eram todos do PS? Não me parece. Acho que o PSD também anda a deixar o processo arrastar-se para deixar passar o essencial porque caso se começasse a investigar a sério o PSD teria tanto a perder como o PS.
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André,
E que mentira foi a da ministra?
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Das duas uma, ou tinha conhecimento, ou não tinha conhecimento. Como ela já afirmou as duas coisas, escolha a que lhe der mais jeito. No caso, temos o seguinte argumento:
Ou a ministra tinha conhecimento ou a ministra não tinha conhecimento.
A ministra tinha conhecimento.
A ministra não tinha conhecimento.
Logo, (e não consigo concluir nada porque no âmbito da lógica formal é impossível).
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Que importa se tinha ou não conhecimento? É como se o problema do adultério fosse se o outro sabe ou não.
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Então admite que o crime cometido pela ministra de mentir ao Parlamento deve ser ignorado? Não é uma grande política da sua parte, ignorar crimes. Mas também, não é diferente daquilo que se tem feito até agora, PPP, BPN/SLN, submarinos, swaps,… Sim, os políticos deste país resistem apenas porque se ignoram os crimes.
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Disse “crime(s)” três vezes. Se disser mais três em frente a um espelho aparece o Sócrates.
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Torna-se realmente dificil explicar o que se está a passar a quem vê o mundo a branco e preto…
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Vitor, sabe aqueles juízes dos processos da máfia em Itália que acabam mortos? São os meus heróis. Por isso de maneira nenhuma defendo o Sócrates, digo apenas que todos os criminosos que encontrarmos até ele também o são e como tal devemos detê-los. Chama-se limpar o sistema.
A C da Silveira, acreditar que todos os criminosos devem ser punidos é ver o mundo a branco e preto, ou acreditar que só os criminosos das fações políticas contrárias à nossa é que devem ser punidos é que é ver o mundo a branco e preto?
Se com branco e preto se estava a referir à disjunção exclusiva, boa sorte a encontrar um meio termo aceitável na lógica formal. Se conseguir o seu nome ficará na História da argumentação (embora me pareça que o senhor está a tentar fazer um exercício semelhante a um feito por um colega meu no oitavo ano quando achou que o teorema de Pitágoras podia ser aplicado a todos os triângulos, e não apenas aos triângulos retângulos).
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Concordo com o comentário, mas a culpa de se estar a discutir: quem disse o que e quando. É da total inabilidade política deste governo em fechar estes temas de uma vez por todas para focar a questão no essencial. Demitem o gajo e vão atras de quem realmente andou a assinar contratos criminosos, agora andar nesta tendencia sadomaso de andar a apanhar por coisas que não se fizeram é que não percebo…
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Tem toda a razão: levar porrada por aquilo que os outros fizeram, e dar tiros nos pés, é a especialidade deste governo.
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– Sou gestor de um banco. Sou competente. Sou um profissional sério.
– Existem produtos financeiros no mercado que têm forte procura por parte dos clientes.
– Esses produtos interessam-me, enquanto fornecedor.
– Todos os meus concorrentes os usam.
– Mas eu não o vou usar. No alto do meu pedestal, decido que, eu é que sei o que é melhor para o cliente.
– Vou provocar prejuízos avultados à instituição para a qual trabalho. Mas não. A minha sabedoria superior não me permite comercializar tais instrumentos do demónio!
O que vale é que vão existindo estes idiotas úteis que permitem manter um clima de pressão constante para inibir os governantes de decidir.
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Isso seria uma coisa sensata…mas o bom senso não faz parte deste governo…!
Parece que gostam de complicações…as que lhe deixaram não chega…é sempre a complicar!
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Acabei agora de ver o director da Visão na tv a meter os pés pelas mãos, dizendo que o facto de os papéis que ele publicou serem forjados, não importa, o que importa é se o secretário de estado esteve em S. Bento, ou não. Elucidativo: forjámos uns papéis para acusar uma pessoa, mas no pasa nada…
Tanta investigação jornalistica ainda não tirou a limpo como e porquê, dois funcionários de um banco são recebidos no gabinete do 1º ministro: se foram lá bater à porta, assim tipo vendedores de enciclopédias ou de aspiradores, ou se o gabinete do 1º ministro os convidou para lá irem apresentar as propostas do banco.
Também não investigaram se o City Bank foi o unico a ser recebido, ou se houve mais bancos a apresentarem as suas propostas de swaps.
O que resultou de tudo isto, e é o que importa, é que o governo do Sócrates não aceitou as propostas do City, porque resolveu a coisa de outra maneira: em vez de ser o governo a fazer os swaps, passaram a ser as empresas publicas a fazê-los, e para isso o governo socialista retirou-as do perimetro do OGE, com os resultados que estão à vista, ou seja um buraco de três mil milhões. Isto é tão evidente que só não vê, quem tem falta de visão.
Mas pelos vistos a capacidade de investigação jornalistica da Visão é muito limitada e fica-se pelos documentos, forjados, que diligentemente lhes fazem chegar a partir das imediações do cruzamento da Alexandre Herculano com a Rua da Escola Politécnica, com horas minutos e segundos; só falta descreverem em que lugares da mesa estavam sentados.
É isto o jornalismo de latrina que a Visão tem para vender aos seus leitores.
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Na rtp? E sobre a questão da manipulação dos documentos apresentados na SIC, “isso não lhe sei dizer, é uma investigação da sic e não nossa”. Right, eles nem são do mesmo grupo editorial.
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A cleptocracia no seu melhor.Só largarão “o pote” quando o ministério público entrar com mandado e com polícia nos ministérios para os deter.Volta sócrates ,os teus sucessores são piores.
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Não, não são piores.
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É o sentido da impunidade de quem manda, resquício da longa noite fascista.
Mas não só.
É também a incapacidade de quem fiscaliza, quase sempre corroída pela corrupção.
Uma merd@.
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O dr Salazar era muito escrupuloso na escolha dos seus governos e bastava um cartão de visita para os despedir. Cotejando os dois regimes ,esta democracia está mais corrupta, por muito que nos custe e eu sei que havia corrupção no regime anterior ,mas não estava instalada nos mais altos cargos do estado.
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Já chegámos à teoria da cabala… Incrível como vai tudo dar ao mesmo.
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Não se pense que os novos fascismos vão chegar de bigodinho quadrado, ao som de berros histéricos, fanfarras com passo de ganso, de mão espalmada e erguida ou com arengas de cinismo beato.
Os novos fascismos, enquanto puderem, serão bem falantes, engravatados, rubiozinhos, anafadinhos, cheios de “democracia” e de “licenciaturas, mestrados e douturamentos” em privadas universidades da nossa desgraça formação académica, saberão dizer umas coisas às multidões que gostarão de ouvir, mesmo sofredoras de fome e misérias que a crise impõe. Basta ver os novos arautos Poiares e Lombas (e há mais uns figurinos, há mais). Quem diria 39 anos depois do 25 de Abril de 1974?
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Esta história está ao nível do Moutinho não servir para o Porto, porque quando jogava no Sporting, tentou meter a bola na baliza do Porto.
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Está enganado. Para o Porto sempre serviu, até porque o golo era limpo. Os swaps, não.
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O que será um swap “sujo”? Deixando os exemplos de futebol – coisa que só assisti pela tv -, encontro o paralelo em alguém que, sem crédito (algo que o país não tinha, apesar de Sócrates só falar em milhões de milhões), se vê na contingência de pedir “fiado”.
O tal actual Secretário de Estado, ou qualquer Zé Maria Pincel, em representação de um qualquer Banco, só tinha uma obrigação: defender os interesses de quem representava.
Aos governantes cabia o mesmo: defender os interesses do País.
Algo que, desconfiavamos e sabemos agora, não fizeram.
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Neste caso, não me parece que o vitorcunha tenha razão. Todos estão interessados em conhecer os responsáveis, independentemente do governo a que pertenceram. Até mais: independentemente do governo a que pertenceram e da empresa pública ou privada envolvida.
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Agora, só por manifesta incompetência é que, depois de terem “acalmado” uma crise, se metem noutra. Decididamente, eles não sabem.
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Os novos fascismos já chegaram faz tempo nestas democracias burguesas com mestrados e doutoramentos socializantes e, muito mais que gravatinhas usam vestes alternativas e tem sempre na boca o anti-fascismo, propondo sociedades alternativas em que o seu pensamento único, e só ele, pode assumir o poder e orientar as massas “anti-fássistas” com fantasmas por eles próprios criados.
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