uma para ricos e outra para pobres
O Sr. Reitor da Universidade do Porto anda muito preocupado com a possibilidade da introdução do cheque-ensino no ensino superior criar uma universidade para ricos e outra para pobres. Bom, se for só para isso, o dito cheque escusa de ser criado. Na verdade, já temos hoje uma universidade dos «ricos», a pública, à qual acedem maioritariamente, nas vagas de média mais elevada, os alunos que vêm com melhor preparação do ensino secundário particular (pago, claro, por quem tem dinheiro para o pagar), e uma dos «pobres», a privada, maioritariamente frequentada por quem não teve essa oportunidade, e que tem de trabalhar para pagar os seus estudos. Por outro lado, como estamos – todos – cada vez mais pobres, o critério do Sr. Reitor também é capaz de se tornar despiciendo, por um destes dias. Já se for para obrigar as universidades públicas a terem de competir por alunos – e receitas – a que estão habituadas a receber sem grande esforço, nesse caso, por mais que custe ao Sr. Reitos, é de não deitar fora a ideia.

O ensino superior seria melhor tratado sendo integralmente pago, e garantindo o Estado empréstimos a qualquer pessoa que o frequentasse.
O controlo dos empréstimos teria que ser apertado para não redundar numa inflação brutal do ensino superior (como acontece nos EUA).
O ensino superior confere uma vantagem de rendimento a quem o frequenta – é um investimento. Os investimentos com retorno pressupõem um investimento de capital à cabeça. Embora aqui advogue um investimento com recurso a capital alheio, pelo menos este seria feito no pressuposto de ser pago de volta. O que também ajudaria os alunos a concentrarem-se na possibilidade de retorno (na empregabilidade dos cursos).
GostarGostar
Ó Incognitus, com o confisco e o empobrecimento generalizado que estes iluminados, andaram e andam a fazer, pagarias integralmente o quê?
Olha, eu ando com mais doze pessoas, a contribuir semanalmente com bens alimentares, para quatro familias com filhos, sendo uma de classe média (ou era)!
Vives em que País Incognitus?
GostarGostar
Pagarias integralmente o ensino superior, usando um empréstimo para o efeito se necessário (com qualquer pessoa que frequentasse o ensino superior a ter acesso ao empréstimo).
De seguida repagarias o empréstimo quando possível com rendimentos (superiores) do trabalho que tal ensino providencia.
Obviamente existiria uma taxa de incumprimento elevada por vezes, isso faz parte do custo do sistema e seria muito inferior a financiar directamente todo o sistema.
GostarGostar
Caro rui a.,
Esta para mim é nova. Eu que sou rapaz para conhecer muita gente, pensava que a maioria dos estudantes da privada era constituída por gente rica, muita a tender para o cábula, e que conseguem fazer um curso exatamente por ser na privada.
Afinal, o meu caro conclui que os pobres é que vão para a privada. Sendo assim, a parir de amanhã, vou ralhar com pobres e ricos que conheço. Com os pobres, por terem ido quase todos para a pública, garças a eles próprios, porque se aplicam nos estudos.
Com os ricos, porque afinal contrariam a teoria de que deveriam andar na pública. Só não lhes vou falar na cabulagem porque sou uma pessoa com alguma educação. 😉
GostarGostar
Mas acredite, meu caro Fincapé, acredite, que eu seria incapaz de o enganar. Faça a experiência de ver quem (ainda) entra nos cursos de Medicina, Medicina Dentária e, ainda há pouco tempo, quando as vagas eram poucas e a procura muita, nos Direitos, Arquitecturas, etc. Não digo com isto que não entrem, também, pessoas de baixa renda. mas se for feito o estudo das admissões nas universidades públicas nos últimos 30 anos, nos cursos com menos vagas e maior empregabilidade, verá os resultados… Quanto às privadas, basta dizer-lhe que, actualmente, os turnos pós-laborais estão mais cheios do que os diurnos, tendência que se sente desde há muito. E não é por andarem na borga que estes alunos só estudam à noite…
GostarGostar
Caro Rui. Eu também não sei se a realidade de Lisboa é diferente da de outras regiões. Mas entre as pessoas que eu conheço, minhas vizinhas ou conterrâneas, a realidade é a que lhe disse. Claro que eu não pretendo generalizar de forma absoluta. E muito menos duvidar de si. Mas a realidade que conheço não é essa. Mas, como viu, eu também escrevi “parir” em vez de partir. Talvez eu também esteja a cometer um erro estatístico a partir da amostra que conheço. 🙂
GostarGostar
Comtudo caro fincape nao acha que a imaginacao do Rui A. e por vezes desbordante?. Na entrevista com o Sr. Reitor (pelo demais recomendavel) parece bem mais preocupado por outros assuntos ainda que bem certo que ele chga a afirmar:
“Cheque- ensino corre o risco de fazer escola de pobres e ricos”
GostarGostar
As Universidades públicas são para os privilegiados e outros que estudam. As particulares são para cábulas e não só, com desempenhos menores. A partir daqui discute-se tudo,ou não confiasse eu na Ciência. Confio,mas não acredito.
GostarGostar
Syria + Russia Cristã vs Qatar + Israel
.
http://www.youtube.com/watch?v=EDh-vVPIWh
GostarGostar
http://www.youtube.com/watch?v=EDh-vVPIWhs
GostarGostar
o que une o Qatar a França…
.
http://www.lycee-bonaparte.fr/
GostarGostar
Gostei muito desta análise. Ora, eu nem discuto que sejam pessoas com mais dinheiro quem ocupa grande parte das vagas no ensino superior público, agora, essa de estarem os pobres nas privadas, é um bocadinho exagerada. Caso o Rui não se lembre, numa sociedade capitalista o pobre é aquele que não tem dinheiro, não me parece que sem dinheiro as pessoas entrem em faculdades privadas (deve ser trabalho pro bono dos professores e muita boa vontade das direções).
É claro que Rui também podia estar a falar dos pobres de espírito, como o Relvas (desses há muitos nas privadas), mas tendo em conta que vivemos numa sociedade capitalista, quando não se explicita que se está a referir aos pobres de espírito, aos mentecaptos, aos burros, o texto pode dar azo a bastantes erros de compreensão.
Essa da melhor preparação no ensino particular, também não duvido. É interessante que na segunda semana de aulas, alguns colegas que vinham com médias de 18 e 19 no ensino secundário particular já foram matricular-se no ensino superior particular. Parece que não conseguiam “aguentar a pedalada”. Mas devem ser casos únicos, as exceções.
GostarGostar
Caro André,
Faça uma experiência: vá ver os apelidos dos professores de algumas das mais importantes faculdades públicas do país, e, depois, compare-os com alguns professores de uma, duas gerações anteriores. Talvez retire daí alguma conclusão. Ou sobre como funcionam algumas dessas escolas, ou sobre a transmissão hereditária das capacidades intelectuais…
GostarGostar
Não acredito que Rui A.
recolocasse o teor do post e o comentário supra sem se rir.
GostarGostar
Bom, acho que era o Vitor Cunha que dizia que se devia identificar as falácias nos textos, não era? Lamento, mas eu não me lembro do nome da falácia, nem tenho paciência para ir procurar, mas desviar os temas de conversas não é propriamente uma forma de argumentação válida.
Voltando ao tema que o Rui insere neste seu comentário, mesmo que isso fosse assim linear, o que é que isso invalida que muitos bons alunos no privado não são capazes de aguentar ler sete ou oito livros por semestre como nos estão a pedir para fazer na FLUL? Têm falta de hábitos de trabalho? Não me parece, os colégios privados no secundário são tão bons…
GostarGostar
De que grande contorcionismo se reveste o seu raciocínio, tendente a demonstrar o que não surge ao fim demonstrado, que se às universidades públicas já aportam, como afirma, automaticamente, os melhores alunos, sem falta dos seguintes, até aos mais fracos, visto como a oferta excede largamente a procura, desde há alguns anos… por que haverá o governo, este, liberal voluntarista, ou outro competente e equilibrado, esbanjar por milhares de cheque-ensino, a capricho, mais porrada de dinheiro ?
GostarGostar
É claro que Rui também podia estar a falar dos pobres de espírito, como o Relvas (desses há muitos nas privadas),
.
Por ai e que vai,Andre.A correlacao quasi depravada entre certos governantes prostituidos da politica e certas universidades (maiormente privadas).:)
universidades
GostarGostar
Como dizia o outro: “Demagogia feita à maneira…”.
1º Não é verdade que o ensino privado coloque mais alunos nas faculdades da UP com média mais elevada.
2º Não é verdade que os alunos do ensino privado tenham maior sucesso na UP do que os alunos do ensino público.
3º Não é verdade, não é de todo verdade, que as universidades privadas sejam “maioritariamente frequentada por quem não teve essa oportunidade, e que tem de trabalhar para pagar os seus estudos”. Acredita mesmo nesta palermice que escreveu? Estava a pensar em que universidade privada? Na Católica? Na Fernando Pessoa? Na CESPU? Na Portucalense? Na Lusíada? Andamos a fumar o quê?
GostarGostar
Os alunos do ensino privado terão na Universidade MENOR sucesso que os do ensino público. A razão é simples: a escola privada até à secundária é mais eficaz que a pública, conseguindo assim qualificar alunos de capacidade média inferior. Assim que ficam em igualdade de circunstâncias com os alunos vindos do ensino público, estes últimos irão destacar-se (em média).
Isto também implica que as escolas privadas qualificarão uma % maior dos seus alunos para o ensino superior.
GostarGostar
Demagogo,
o raciocínio linear,
tem resposta para tudo,
sebastião, o desconhecido,
por relvas e coelhos sem estudos,
embora, arrimados desde jotas a padrinhos .
GostarGostar
A mim o que me espanta nas respostas do johnas é mesmo a total ausência de argumentos. Em todas. Fénix.
GostarGostar
Já agora só mais um pedido de esclarecimento:
O ensino secundário particular parece ser o melhor cá do sítio, a julgar pela afirmação
“…os alunos que vêm com melhor preparação do ensino secundário particular (pago, claro, por quem tem dinheiro para o pagar)”, embora seja pago a preço de ouro.
No entanto, o ensino universitário particular não parece ser tão atractivo, pois só para lá vão os “…«pobres», a privada, maioritariamente frequentada por quem não teve essa oportunidade…”, embora continue a ser pago a preço de ouro.
Portanto, bom mesmo deverá ser pegar em meninos ricos, formados no particular caro, e colocá-los em unversidades para ricos, no particular caro. O problema mesmo, por enquanto, parece ser a qualidade do ensino, mas isso pelos vistos é um problema acessório que o cheque-ensino vai concerteza resolver.
GostarGostar
A razão é relativamente simples. Até ao secundário o ensino privado concorreu com ensino público gratuito e sem numerus clausus. Portanto só podia concorrer pela superior qualidade.
No ensino superior, existiu durante muito tempo restrição ao acesso, pelo que o ensino superior privado pode concorrer simplesmente por fornecer acesso e não qualidade – o que a maior parte das universidades fizeram. Logo não se destacaram em qualidade.
GostarGostar
De quem sera’ a culpa? Os comentarios a esta noticia do Expresso estao cheios de DESculpas…..
.
http://expresso.sapo.pt/indisciplina-cresce-no-ensino-superior=f832491
GostarGostar
Hoje ( daqui a mais ou menos meia hora) o bacano do rui a. vai dedicar isto ao António Costa… é homem para isso!
GostarGostar
Que força é essa? é a força dos amigos dos media que o trazem ao colo desde há mais de 15 anos. O homem é a incompetência em pessoa, nem foi capaz de comprar 9 mil pistolas para os policias, de acordo com as afirmações no parlamento de Rui Pereira que lhe sucedeu no ministério. O Costa do Intendente, é um verdadeiro zero à esquerda, é o espelho dos zeros à esquerda deste país!
GostarGostar
Bem, se foi preciso um zero à esquerda para que se começasse a conseguir andar a pé na baixa de Lisboa, sempre é melhor do que o zero à direita (refiro-me ao Santana Lopes) que lá esteve uns bons anos. Além disso, já que estamos em comparações, Costa podia ser mau num governo, mas não nos podemos esquecer que após um governo (temporalmente pequeno) do Santana Lopes, o país deu uma maioria absoluta ao Sócrates. Acho que percebe onde é que eu estou a chegar…
GostarGostar
O autor do texto confunde o acesso ao curso de medicina (cheio de aldrabices provocadas pelas notas internas inflacionadas em várias escolas privadas), com o acesso a todo o superior. Veja a caracterização do acesso ao IST (dados que são públicos…) concluíra que mais de 80% dos alunos vêm de escolas secundárias públicas, muitas de província.
GostarGostar
já sabemos que o teu couto é o IST
que coloca os seus em todos os Portos e estivas…..
e uma lista de nomes vê-se a origem social desses caloiros
nem um cigano nem um mouro muito escurinho entrou nos últimos 20 anos no Iste é qué um instituti
e o INÉ ali ao pé,,,,
o asexo é diferencial
o facto dum labrego do IST ESCREVER SOBRE A PROVINCIANA PROVÍNCIA CHEIA DE INSTITUTOS E UNIVERSIDADES MAS QUE VEM DESEMBOCAR AS SUAS ÉLITES EM LISBOA A MAGNÍFICA DIZ MUITO DO PHODER UNIVERSITÁRIO NESTE MALPAÍS….
MA PUTO VA FAN CULO NO ISTéquéuma cáfila de ali bábás nos camelos
GostarGostar