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uma para ricos e outra para pobres

29 Setembro, 2013
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O Sr. Reitor da Universidade do Porto anda muito preocupado com a possibilidade da introdução do cheque-ensino no ensino superior criar uma universidade para ricos e outra para pobres. Bom, se for só para isso, o dito cheque escusa de ser criado. Na verdade, já temos hoje uma universidade dos «ricos», a pública, à qual acedem maioritariamente, nas vagas de média mais elevada, os alunos que vêm com melhor preparação do ensino secundário particular (pago, claro, por quem tem dinheiro para o pagar), e uma dos «pobres», a privada, maioritariamente frequentada por quem não teve essa oportunidade, e que tem de trabalhar para pagar os seus estudos. Por outro lado, como estamos – todos – cada vez mais pobres, o critério do Sr. Reitor também é capaz de se tornar despiciendo, por um destes dias. Já se for para obrigar as universidades públicas a terem de competir por alunos – e receitas – a que estão habituadas a receber sem grande esforço,  nesse caso, por mais que custe ao Sr. Reitos, é de não deitar fora a ideia.

29 comentários leave one →
  1. Incognitus's avatar
    Incognitus permalink
    29 Setembro, 2013 14:47

    O ensino superior seria melhor tratado sendo integralmente pago, e garantindo o Estado empréstimos a qualquer pessoa que o frequentasse.

    O controlo dos empréstimos teria que ser apertado para não redundar numa inflação brutal do ensino superior (como acontece nos EUA).

    O ensino superior confere uma vantagem de rendimento a quem o frequenta – é um investimento. Os investimentos com retorno pressupõem um investimento de capital à cabeça. Embora aqui advogue um investimento com recurso a capital alheio, pelo menos este seria feito no pressuposto de ser pago de volta. O que também ajudaria os alunos a concentrarem-se na possibilidade de retorno (na empregabilidade dos cursos).

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    • RCAS's avatar
      RCAS permalink
      29 Setembro, 2013 18:22

      Ó Incognitus, com o confisco e o empobrecimento generalizado que estes iluminados, andaram e andam a fazer, pagarias integralmente o quê?
      Olha, eu ando com mais doze pessoas, a contribuir semanalmente com bens alimentares, para quatro familias com filhos, sendo uma de classe média (ou era)!
      Vives em que País Incognitus?

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      • Incognitus's avatar
        Incognitus permalink
        29 Setembro, 2013 18:31

        Pagarias integralmente o ensino superior, usando um empréstimo para o efeito se necessário (com qualquer pessoa que frequentasse o ensino superior a ter acesso ao empréstimo).

        De seguida repagarias o empréstimo quando possível com rendimentos (superiores) do trabalho que tal ensino providencia.

        Obviamente existiria uma taxa de incumprimento elevada por vezes, isso faz parte do custo do sistema e seria muito inferior a financiar directamente todo o sistema.

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  2. Fincapé's avatar
    Fincapé permalink
    29 Setembro, 2013 14:52

    Caro rui a.,
    Esta para mim é nova. Eu que sou rapaz para conhecer muita gente, pensava que a maioria dos estudantes da privada era constituída por gente rica, muita a tender para o cábula, e que conseguem fazer um curso exatamente por ser na privada.
    Afinal, o meu caro conclui que os pobres é que vão para a privada. Sendo assim, a parir de amanhã, vou ralhar com pobres e ricos que conheço. Com os pobres, por terem ido quase todos para a pública, garças a eles próprios, porque se aplicam nos estudos.
    Com os ricos, porque afinal contrariam a teoria de que deveriam andar na pública. Só não lhes vou falar na cabulagem porque sou uma pessoa com alguma educação. 😉

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    • rui a.'s avatar
      rui a. permalink
      29 Setembro, 2013 16:42

      Mas acredite, meu caro Fincapé, acredite, que eu seria incapaz de o enganar. Faça a experiência de ver quem (ainda) entra nos cursos de Medicina, Medicina Dentária e, ainda há pouco tempo, quando as vagas eram poucas e a procura muita, nos Direitos, Arquitecturas, etc. Não digo com isto que não entrem, também, pessoas de baixa renda. mas se for feito o estudo das admissões nas universidades públicas nos últimos 30 anos, nos cursos com menos vagas e maior empregabilidade, verá os resultados… Quanto às privadas, basta dizer-lhe que, actualmente, os turnos pós-laborais estão mais cheios do que os diurnos, tendência que se sente desde há muito. E não é por andarem na borga que estes alunos só estudam à noite…

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    • Fincapé's avatar
      Fincapé permalink
      29 Setembro, 2013 17:09

      Caro Rui. Eu também não sei se a realidade de Lisboa é diferente da de outras regiões. Mas entre as pessoas que eu conheço, minhas vizinhas ou conterrâneas, a realidade é a que lhe disse. Claro que eu não pretendo generalizar de forma absoluta. E muito menos duvidar de si. Mas a realidade que conheço não é essa. Mas, como viu, eu também escrevi “parir” em vez de partir. Talvez eu também esteja a cometer um erro estatístico a partir da amostra que conheço. 🙂

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      • neotonto's avatar
        neotonto permalink
        29 Setembro, 2013 19:01

        Comtudo caro fincape nao acha que a imaginacao do Rui A. e por vezes desbordante?. Na entrevista com o Sr. Reitor (pelo demais recomendavel) parece bem mais preocupado por outros assuntos ainda que bem certo que ele chga a afirmar:

        “Cheque- ensino corre o risco de fazer escola de pobres e ricos”

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  3. manuel meira gonçalves pereira's avatar
    manuel meira gonçalves pereira permalink
    29 Setembro, 2013 14:52

    As Universidades públicas são para os privilegiados e outros que estudam. As particulares são para cábulas e não só, com desempenhos menores. A partir daqui discute-se tudo,ou não confiasse eu na Ciência. Confio,mas não acredito.

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  4. tric0001's avatar
    tric0001 permalink
    29 Setembro, 2013 15:04

    Syria + Russia Cristã vs Qatar + Israel
    .
    http://www.youtube.com/watch?v=EDh-vVPIWh

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  5. André's avatar
    André permalink
    29 Setembro, 2013 15:07

    Gostei muito desta análise. Ora, eu nem discuto que sejam pessoas com mais dinheiro quem ocupa grande parte das vagas no ensino superior público, agora, essa de estarem os pobres nas privadas, é um bocadinho exagerada. Caso o Rui não se lembre, numa sociedade capitalista o pobre é aquele que não tem dinheiro, não me parece que sem dinheiro as pessoas entrem em faculdades privadas (deve ser trabalho pro bono dos professores e muita boa vontade das direções).
    É claro que Rui também podia estar a falar dos pobres de espírito, como o Relvas (desses há muitos nas privadas), mas tendo em conta que vivemos numa sociedade capitalista, quando não se explicita que se está a referir aos pobres de espírito, aos mentecaptos, aos burros, o texto pode dar azo a bastantes erros de compreensão.

    Essa da melhor preparação no ensino particular, também não duvido. É interessante que na segunda semana de aulas, alguns colegas que vinham com médias de 18 e 19 no ensino secundário particular já foram matricular-se no ensino superior particular. Parece que não conseguiam “aguentar a pedalada”. Mas devem ser casos únicos, as exceções.

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    • rui a.'s avatar
      rui a. permalink
      29 Setembro, 2013 16:45

      Caro André,

      Faça uma experiência: vá ver os apelidos dos professores de algumas das mais importantes faculdades públicas do país, e, depois, compare-os com alguns professores de uma, duas gerações anteriores. Talvez retire daí alguma conclusão. Ou sobre como funcionam algumas dessas escolas, ou sobre a transmissão hereditária das capacidades intelectuais…

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      • MJRB's avatar
        29 Setembro, 2013 16:55

        Não acredito que Rui A.
        recolocasse o teor do post e o comentário supra sem se rir.

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      • André's avatar
        André permalink
        29 Setembro, 2013 17:24

        Bom, acho que era o Vitor Cunha que dizia que se devia identificar as falácias nos textos, não era? Lamento, mas eu não me lembro do nome da falácia, nem tenho paciência para ir procurar, mas desviar os temas de conversas não é propriamente uma forma de argumentação válida.
        Voltando ao tema que o Rui insere neste seu comentário, mesmo que isso fosse assim linear, o que é que isso invalida que muitos bons alunos no privado não são capazes de aguentar ler sete ou oito livros por semestre como nos estão a pedir para fazer na FLUL? Têm falta de hábitos de trabalho? Não me parece, os colégios privados no secundário são tão bons…

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  6. johnas's avatar
    johnas permalink
    29 Setembro, 2013 16:29

    De que grande contorcionismo se reveste o seu raciocínio, tendente a demonstrar o que não surge ao fim demonstrado, que se às universidades públicas já aportam, como afirma, automaticamente, os melhores alunos, sem falta dos seguintes, até aos mais fracos, visto como a oferta excede largamente a procura, desde há alguns anos… por que haverá o governo, este, liberal voluntarista, ou outro competente e equilibrado, esbanjar por milhares de cheque-ensino, a capricho, mais porrada de dinheiro ?

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  7. neotonto's avatar
    neotonto permalink
    29 Setembro, 2013 16:41

    É claro que Rui também podia estar a falar dos pobres de espírito, como o Relvas (desses há muitos nas privadas),

    .
    Por ai e que vai,Andre.A correlacao quasi depravada entre certos governantes prostituidos da politica e certas universidades (maiormente privadas).:)

    universidades

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  8. Albuquerque's avatar
    Albuquerque permalink
    29 Setembro, 2013 16:46

    Como dizia o outro: “Demagogia feita à maneira…”.

    1º Não é verdade que o ensino privado coloque mais alunos nas faculdades da UP com média mais elevada.
    2º Não é verdade que os alunos do ensino privado tenham maior sucesso na UP do que os alunos do ensino público.
    3º Não é verdade, não é de todo verdade, que as universidades privadas sejam “maioritariamente frequentada por quem não teve essa oportunidade, e que tem de trabalhar para pagar os seus estudos”. Acredita mesmo nesta palermice que escreveu? Estava a pensar em que universidade privada? Na Católica? Na Fernando Pessoa? Na CESPU? Na Portucalense? Na Lusíada? Andamos a fumar o quê?

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    • Incognitus's avatar
      Incognitus permalink
      29 Setembro, 2013 18:43

      Os alunos do ensino privado terão na Universidade MENOR sucesso que os do ensino público. A razão é simples: a escola privada até à secundária é mais eficaz que a pública, conseguindo assim qualificar alunos de capacidade média inferior. Assim que ficam em igualdade de circunstâncias com os alunos vindos do ensino público, estes últimos irão destacar-se (em média).

      Isto também implica que as escolas privadas qualificarão uma % maior dos seus alunos para o ensino superior.

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      • johnas's avatar
        johnas permalink
        29 Setembro, 2013 19:16

        Demagogo,
        o raciocínio linear,
        tem resposta para tudo,
        sebastião, o desconhecido,
        por relvas e coelhos sem estudos,
        embora, arrimados desde jotas a padrinhos .

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      • Incognitus's avatar
        Incognitus permalink
        29 Setembro, 2013 20:59

        A mim o que me espanta nas respostas do johnas é mesmo a total ausência de argumentos. Em todas. Fénix.

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  9. Albuquerque's avatar
    Albuquerque permalink
    29 Setembro, 2013 16:57

    Já agora só mais um pedido de esclarecimento:

    O ensino secundário particular parece ser o melhor cá do sítio, a julgar pela afirmação
    “…os alunos que vêm com melhor preparação do ensino secundário particular (pago, claro, por quem tem dinheiro para o pagar)”, embora seja pago a preço de ouro.

    No entanto, o ensino universitário particular não parece ser tão atractivo, pois só para lá vão os “…«pobres», a privada, maioritariamente frequentada por quem não teve essa oportunidade…”, embora continue a ser pago a preço de ouro.

    Portanto, bom mesmo deverá ser pegar em meninos ricos, formados no particular caro, e colocá-los em unversidades para ricos, no particular caro. O problema mesmo, por enquanto, parece ser a qualidade do ensino, mas isso pelos vistos é um problema acessório que o cheque-ensino vai concerteza resolver.

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    • Incognitus's avatar
      Incognitus permalink
      29 Setembro, 2013 18:45

      A razão é relativamente simples. Até ao secundário o ensino privado concorreu com ensino público gratuito e sem numerus clausus. Portanto só podia concorrer pela superior qualidade.

      No ensino superior, existiu durante muito tempo restrição ao acesso, pelo que o ensino superior privado pode concorrer simplesmente por fornecer acesso e não qualidade – o que a maior parte das universidades fizeram. Logo não se destacaram em qualidade.

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  10. Expatriado's avatar
    Expatriado permalink
    29 Setembro, 2013 18:16

    De quem sera’ a culpa? Os comentarios a esta noticia do Expresso estao cheios de DESculpas…..
    .
    http://expresso.sapo.pt/indisciplina-cresce-no-ensino-superior=f832491

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  11. RCAS's avatar
    RCAS permalink
    29 Setembro, 2013 18:36

    Hoje ( daqui a mais ou menos meia hora) o bacano do rui a. vai dedicar isto ao António Costa… é homem para isso!

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  12. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    29 Setembro, 2013 19:29

    Que força é essa? é a força dos amigos dos media que o trazem ao colo desde há mais de 15 anos. O homem é a incompetência em pessoa, nem foi capaz de comprar 9 mil pistolas para os policias, de acordo com as afirmações no parlamento de Rui Pereira que lhe sucedeu no ministério. O Costa do Intendente, é um verdadeiro zero à esquerda, é o espelho dos zeros à esquerda deste país!

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    • André's avatar
      André permalink
      29 Setembro, 2013 20:02

      Bem, se foi preciso um zero à esquerda para que se começasse a conseguir andar a pé na baixa de Lisboa, sempre é melhor do que o zero à direita (refiro-me ao Santana Lopes) que lá esteve uns bons anos. Além disso, já que estamos em comparações, Costa podia ser mau num governo, mas não nos podemos esquecer que após um governo (temporalmente pequeno) do Santana Lopes, o país deu uma maioria absoluta ao Sócrates. Acho que percebe onde é que eu estou a chegar…

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  13. Daniel's avatar
    Daniel permalink
    30 Setembro, 2013 02:10

    O autor do texto confunde o acesso ao curso de medicina (cheio de aldrabices provocadas pelas notas internas inflacionadas em várias escolas privadas), com o acesso a todo o superior. Veja a caracterização do acesso ao IST (dados que são públicos…) concluíra que mais de 80% dos alunos vêm de escolas secundárias públicas, muitas de província.

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    • und's avatar
      und permalink
      30 Setembro, 2013 02:19

      já sabemos que o teu couto é o IST

      que coloca os seus em todos os Portos e estivas…..

      e uma lista de nomes vê-se a origem social desses caloiros

      nem um cigano nem um mouro muito escurinho entrou nos últimos 20 anos no Iste é qué um instituti
      e o INÉ ali ao pé,,,,

      o asexo é diferencial

      o facto dum labrego do IST ESCREVER SOBRE A PROVINCIANA PROVÍNCIA CHEIA DE INSTITUTOS E UNIVERSIDADES MAS QUE VEM DESEMBOCAR AS SUAS ÉLITES EM LISBOA A MAGNÍFICA DIZ MUITO DO PHODER UNIVERSITÁRIO NESTE MALPAÍS….

      MA PUTO VA FAN CULO NO ISTéquéuma cáfila de ali bábás nos camelos

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