afinidades capilares
Daniel Oliveira escreveu hoje, no Expresso, um interessante artigo sobre um tema que ele conhece bem: o fanatismo ideológico. No caso, Oliveira atira-se à “imberbe pandilha” orientada por “João Carlos Espada, olheiro da jovem fauna liberal”, gente “sem qualquer experiência política relevante” a quem ele atribui todas as desgraças da pátria. É compreensível que Oliveira pense assim. Em matéria de fanatismo, ele sempre preferiu a fauna de barba rija da extrema-esquerda, controlada por olheiros como Francisco Louçã, a cuja vasta experiência política a pátria tanto ficou a dever. A dever sobretudo ao estrangeiro, não só graças à genialidade da extrema-esquerda de abundante capilosidade, que escavacou a economia portuguesa nos idos da segunda metade da década de 70, como também ao brilhantismo de uma certa esquerda mais escanhoada e de barba aparada nos melhores coiffeurs parisienses, que recentemente, no governo, soube honrar os pergaminhos desenvolvimentistas dos seus heróis do passado. Esquerda essa à qual, de resto, Daniel Oliveira parece desejoso de se encostar. As afinidades capilares são implacáveis.

bom, em simplex, muita gente escavacou a economia na ddécada de 70 e nem todos eram de esquerda e não foi nos 2 anos do Prec que a escavacaram
ela já estava escavacada por mais de uma década de guerra colonial
as guerras devastam as economias e criam dívida
a crise petrolífera e a fraqueza económica da efta tamém ajudaram
uma economia monopolista e dependente energética e materialmente dependente do exterior estava lixada à partida
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de resto a megalomania da economia estatizada começou com o estado novo em cáfilas de camelos capitalistas apoiados pela derrama dos exangues contribuintes
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hehehe
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O pedagogo Daniel de Oliveira tem carradas de razão.
Não é por acaso, que a antiga RDA a Rússia , Polonia, Hungria e as republicas “checas” querem voltar aos tempos áureos do comunismo.
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Vicente Jorge Silva deve perguntar-se, foi para isto que tanto trabalhei no Expresso?
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Não deixa de ser peregrina a ideia de que foi a extrema esquerda – nos idos anos 70 – quem ‘escavacou a economia’, definitiva e irremediavelmente, para aparecer como (a única?) responsável, passados quase 40 anos.
já agora, o termo ‘escavacou’ não terá nada a ver com ‘cavaco’?
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segunda metade da década de 70 da qual João Carlos Espada fez parte, para o bem e para o mal !
quem não se lembra dos seus editoriais na “voz do povo? 🙂
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Todos ralham, todos ralham.
Alguém tem razão?
Daqui a muitos, muitos anos, se saberá.
Talvez…
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É espantoso como alguém como Daniel Oliveira é capaz de lançar críticas baseadas em “experiência política relevante” de terceiros. Parece que as opiniões e afirmações feitas por alguém passam a ser mais ou menos relevantes de acordo com a data de inscrição no partido (não foi o Daniel Oliveira que foi militante do PCP desde os 16 anos e graças a esse currículo conseguiu um tacho num jornal aos 18?) e que o direito de participar na governação do país depende da duração dessa subserviência às elites de um partido qualquer. Se assim fosse os agitadores de bandeiras do PCP, aqueles cuja acção política resume-se a afixar cartazes e agitar bandeiras como figurantes, seriam certamente todos candidatos a ministro das finanças.
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Abanadores de bandeiras do “arco” sempre deram mais tachos…
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“(…) que escavacou a economia portuguesa nos idos da segunda metade da década de 70”.
Ó Rui a. Esta é forte! Mas também revela alguma deficiência nos conhecimentos históricos…
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O artigo é digno de um discípulo daquele célebre homem do PNUD, cujo nome já esqueci…
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