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a católica em queda livre

3 Dezembro, 2013
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Na mesma semana em que Francisco Seixas da Costa vitupera o “liberalismo económico radical” da Universidade Católica Portuguesa, preocupadíssimo que está com a perda da identidade profunda da doutrina social da Igreja naquela instituição, e que Daniel Oliveira arrasa os “imberbes liberais de João Carlos Espada”, Director do Instituto de Estudos Políticos dessa mesma Universidade, a sua Escola de Gestão, certamente um viveiro de muitas dessas perniciosas ideias, foi distinguida, pelo Financial Times, como uma das 25 melhores da Europa. Provavelmente, se entregue à escola económica do Professor Louçã ou ao franciscanismo do Padre Melícias, a Escola de Gestão da Universidade Católica Portuguesa teria ficado colocada entre os primeiros cinco lugares do ranking. Uma pena e um prejuízo irreparáveis.

16 comentários leave one →
  1. @!@ permalink
    3 Dezembro, 2013 22:04

    Fascinante é que com tantos excelsos economistas, com bachareis, mestrados, doutoramentos, tipo cacavo, Passos, Gaspar, Teixeira, Vasconcelos, Catrogas, Cadilhes, o país está como está. Será por falta de prática do muito saber?

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    • 4 Dezembro, 2013 00:26

      FAScinante é ficarmos abaixo dos 25 no ranking da corrupção

      atão temos a melhor escola económica logo abaixo das outras 24

      e inda ficamos em 33º no ranking da corrupção

      paguem lá a essa malta dos rankings pra ficarmos pelo menos em 25º…..

      bolas até o afganistão nos passa à frente

      é uma vergonha nacional….e nós até temos uma data de advogados corruptos
      não dependemos só de economistas

      somos corruptos multidisciplinares

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  2. 3 Dezembro, 2013 22:09

    de resto os milhares de desempregados que o senhor amorim esse grande trabalhador descartou aos 50 e muitos anos de idade vivem muito melhor agora no desemprego em coina ou na baixa da banheira ou na quinta do conde do que quando começaram a trabalhar para o senhor e seus competidores na década de 60 e 70

    na década de 90 estavam velhos
    e de 1996 até 2009 foi tudo arruinar a economia lá deles né…

    explica lá o qué quesse espada e seus pupilos fizeram pela economia portuguesa além de carregá-la com impostos?

    simplificaram alguma cousa?

    a propriedade fundiária ficou mais acautelada?

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  3. 3 Dezembro, 2013 22:55

    O que faz falta é malta tesa! http://lishbuna.blogspot.pt/2013/12/blog-post_7141.html

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  4. 3 Dezembro, 2013 22:57

    … e, quanto ao franciscanismo do Melícias, não sei, não… http://lishbuna.blogspot.pt/2013/09/blog-post_19.html

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  5. javitudo permalink
    3 Dezembro, 2013 23:21

    Quem é o daniel oliveira?

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  6. Bicifila permalink
    3 Dezembro, 2013 23:27

    Fez muito bem esta comparação. O ranking do FT vem corroborar o que escreve o Seixas da Costa. Há rankings em que ficar nos últmos lugares é um elogio, porque os últimos serão os primeiros, no reino de Deus.

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    • ora permalink
      3 Dezembro, 2013 23:30

      bicefalia biceofilia? biciclete fila?

      mais vale no último da lista que fora dela

      mais vale oliveira ao pé

      que católico de fugida

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      • ora permalink
        3 Dezembro, 2013 23:35

        bicifila dá só disto
        Salazar, no ensaio de 1916 que cito (Questão cerealífera: o trigo), e que este excerto traduz bem, faz uma extensa análise da questão cerealífera, em especial do trigo, muitíssimo bem informada e demonstrando uma cultura agronómica notável, tanto porque sabia de perto o que era o campo dos pequenos agricultores, como pela quantidade e solidez das fontes que usa, seguramente as melhores disponíveis na altura, sobre a questão agrária em Portugal.

        E traduz fielmente a tragédia das elites que se debruçaram sobre o mundo rural português (e em grande parte ainda hoje isso se verifica).

        Quase todos formados pelas escolas da Europa central, ou pelo menos fortemente influenciados por elas (como Salazar, que cita o escol dos que pensaram sobre agricultura no país, nesse tempo), a agricultura assume uma primazia absoluta (era preciso alimentar a nação) a que se junta, em complementaridade, a produção florestal.

        A pecuária, em especial de bovinos, está muito entranhada nesta discussão, mas como submundo da agricultura e, em especial, como sub-utilização de um espaço que poderia ser agrícola (muito interessante a discussão do último quartel do século XIX sobre os avanços e recuos das áreas cultivadas, em especial para trigo, estando sempre presente o famoso mito dos incultos e do abandono, nomeadamente o recuo pontual da produção de trigo e, concomitante, aumento da produção pecuária, considerada uma extensificação da produção prejudicial à nação, embora favorável ao produtor).

        A ideia trágica é a de que a produção em regime pastoril, em especial de pequenos ruminantes, é matéria que não merece grande consideração, ou que merece análises semelhantes às que são feitas para os incultos que é fundamental erradicar.

        Ora o que começo a aprender é que esta ideia, que ainda hoje é dominante, e que foi dominante seguramente nas elites que discutem o mundo rural nos últimos 150 a 200 anos, desde a transição do antigo regime para a economia moderna, é uma tragédia que se abateu sobre o mundo rural, impedindo uma discussão equilibrada sobre a produção, a riqueza e a sustentabilidade do mundo rural.

        Está na altura dos nossos engenheiros florestais passarem a engenheiros de montes e recolocar a pastorícia no seu devido lugar na discussão do mundo rural.

        é um bocadinho bucólico né

        vão arranjar lobisomens pra pastorear os rebanhos?

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  7. 4 Dezembro, 2013 00:55

    Esqueceu-se de lembrar que eu escrevi que a “UCP é indiscutivelmente uma das melhores universidades portuguesas”…

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  8. sergiomartins permalink
    4 Dezembro, 2013 08:27

    UCP pode ser a Univ com melhores notas e com mais quadros formados em lugares “importantes”. Mas terem as melhores notas e mais quadros não invalidada que os seus graduados façam merda por onde passam.

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  9. André permalink
    4 Dezembro, 2013 20:17

    Não querendo ser mal educado… O Financial Times não era um daqueles jornais que apoiava o liberalismo económico quase como uma religião e que publicitava as decisões das agências de rating sobre aquele banco ultra-sólido que, veja-se, faliu? É desse jornal que o Rui está a falar, não é…? Por outras palavras, quando se pergunta a um professor universitário se a sua faculdade é melhor ou pior que outra numa área, a resposta é obviamente “a minha é melhor”. Não admira que esse tipo de proteção se estenda aos jornais.

    PS: Não quero com isto descredibilizar o ranking, quero apenas colocar algumas reticências na plena ironia do post. Até acredito que a UCP tenha uma boa escola de economia, tenho é quase a certeza que quem lá é formado (e dá aulas) não deve trabalhar em Portugal porque os nossos trabalhadores são elogiados no estrangeiro, ao que parece até há formação a mais, por isso o problema do país só pode estar em quem o gere, ou seja, os gestores que saem de sítios como a UCP, a Universidade Nova de Lisboa ou a Universidade do Porto.

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  10. A. R permalink
    4 Dezembro, 2013 22:25

    Esta seita da verdade suprema, a esquerda para os néscios, ainda vai tornar as barbas do Daniel Oliveira, um património mundial da própria seita.

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