Uma tragédia em 3 actos
22 Janeiro, 2014
Armanda, filha tardia de Afonso e Leonor, engravida de um cliente aos 19 anos, gerando o pequeno Ivan. Com a falta de actividade e a concorrência de leste, os 25 kg ganhos durante a gravidez tornam-se difíceis para um país tradicionalista na linha de trabalho de Armanda.
Armanda ruma para Hamburgo, após ser seleccionada para um emprego numa franchise de montras nas traseiras da Reeperbahn.
Agora com 63 e 71 anos, Leonor e Afonso não podem concorrer à adopção do pequeno Ivan por serem demasiado velhos.
O pequeno Ivan está à guarda do Estado e na Casa Pia ouve histórias de um Bibi que soa assustador.
É preciso combater o preconceito.
12 comentários
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é de facto muy triste que se use como exemplo uma filha da miséria condenada â miséria num país de miseráveis que engordam outros miseráveis….
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Oia, seu vítor – esse minino ivan entrou numa fria.
Troço xato, né?Pergunta pro dr bonzinho!
Diz que é um tal eduardo sá?
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Isto é num estado de direito, ou numa republica das bananas?
Uma coisa é certa, é num país de bananas.
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O vitorcunha sabe pouco destas coisas, mas podia informar-se. O problema da institucionalização apenas se coloca se a idade dos avós for comprovadamente impeditiva de acompanhar a educação da criança e se não houver ninguém, na família alargada, que queira ou possa tomar conta dela.
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Mas, mas, mas… Então não é preciso mesmo adoptar? É que se não é mesmo mesmo mesmo preciso… A moça foi assassinada em Hamburgo, sabe? E não é mesmo mesmo mesmo um atentado aos direitos fundamentais a criança não ser adoptada?
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Qualquer institucionalização é entendida como medida transitória, até que a adoção seja possível. Mas nem sempre é.
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VC
“É preciso combater o preconceito”, assim como as histórias inverosímeis.
O Afonso e a Leonor são avós, pelo que, desde que tenham os requisitos necessários, podem arcar com o Ivan. E se forem um casal com caroço, o pequerrucho irá herdar a coisa.
No espírito da sua história posso dar uma achega:
A polícia de Hamburgo desconfia que foi o Ivan que mandou matar a Armanda. O pagamento à máfia russa é fruto do roubo da pensão do avô Afonso. Ele reparou que faltava dinheiro e até comentou com a Leonor que devia ser mais uma nova taxa neoliberal e que a dra Manuela é que tinha razão – e aproveito para comentar que é um dos perigos dos reformados terem pensões altas: pagar à máfia russa.
O Ivan está na Casa Pia sob custódia da PJ e observação do Moita Flores que é assessorado pelo Marinho Pinto.
O Afonso e Leonor é que precisam do nosso carinho. Por mim, posso co-adoptar um. Fique com o outro.
Co-adoptar fica bem a qualquer pessoa
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Ó Vitor, e estórias aos quadradinhos, não tem?
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Não quero que lhe falte nada. Tome lá dois quadradinhos.
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Critérios à medida para administração pública
por Miguel MarujoHoje3 comentários
Na avalanche de concursos abertos para a administração pública, nas últimas semanas – que estão sob avaliação da Comissão de Recrutamento e Seleção da Administração Pública (CRESAP) – há critérios apontados e preferências definidas que apontam para cargos à medida. Dá-se preferência, por exemplo, a quem tenha desempenhado “cargos de dependência direta de membro do governo” e noutro “a prestação de apoio técnico especializado aos membros dos gabinetes do Ministério das Finanças”.
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Não percebi essa referência à CASA PIA.
O filho do Santana Lopes andou lá, tal como muita figuraça. Inclusive eu e muita gente que está na Suíça a trabalhar na Bulgari.
Se ouviu, ouviu errado.
R.
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O Cunha é burro. Só e apenas. O Cunha é um menino sobrevalorizado. E burrinho, burrinho.
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