Belas histórias de Lisboa
Cada peça jornalística sobre a cidade de Lisboa é um poço de informação sobre uma cidade disfuncional. Aquilo que na maior parte dos casos é mais um infomercial de António Costa vai revelando nas entrelinhas casos aberrantes de mau governo e prepotência. Três exemplos:
1. Numa reunião da câmara de Lisboa todos os partidos querem passar a imagem que se preocupam com a cultura e com o seu simbolo actual lá no sítio, o cinema Londres. Que fazem então todos os partidos? Aprovam uma moção para embargar as obras no interior do cinema Londres (Câmara de Lisboa procura fundamentação jurídica que lhe permita embargar obras no Cinema Londres). Ficam os serviços da câmara incumbidos de encontrar uma justificação para tal embargo. É um caso de prepotência e arbitrariedade, mas esse não é o foco da notícia. O foco da notícia é: ai, estão todos tão preocupados com a cultura.
2. Esta notícia (Manutenção dos espaços verdes do Parque das Nações vai ser feita por 16 jardineiros, antes eram 70) parece uma notícia banal sobre a gestão dos jardins de Lisboa, mais propriamente sobre uma parte de Lisboa, a zona da Expo. Ao que parece, o novo concurso público para a manutenção dos jardins tem como critério um mínimo de 16 jardineiros. O concessionário anterior tinha 70 jardineiros a trabalhar. E portanto a notícia foca-se na impossibilidade de 16 jardineiros assegurarem a qualidade do serviço. Nas entrelinhas da notícia dá para perceber outras coisas. Percebe-se que o concurso inicial foi mal feito, que o nível de serviço prestado a um jardim deve ter critérios de exigência próximos de um serviço de saúde , que a mentalidade reinante associa qualidade do serviço ao número de pessoas que dele se ocupam e que a gestão dos jardins da câmara de Lisboa é uma confusão com múltiplas entidades com responsabilidade por espaços vizinhos. Percebe-se ainda que até em coisas simples como um jardim há megalomania.
3. O terceiro exemplo é um caso em que António Costa é apresentado a enfrentar a Siemens, empresa concessionária da manutenção dos semáforos, por esta não resolver rapidamente as avarias (António Costa afirma que o serviço prestado pela Siemens na manutenção dos semáforos “não é aceitável”). À medida que se vai lendo percebe-se que a responsabilidade pelo problema é do próprio António Costa. Os semáforos de Lisboa estão velhos (ou há dinheiro para semáforos novos ou para as milhentas actividades de show off que a câmara realiza). Em 2012 fizeram um concurso público contratar a manutenção dos semáforos. Ganhou a Siemens, perdeu a Eyssa-Tesis. Acontece que a Eyssa-Tesis é que tem acesso às peças para os semáforos, a Siemens tem dificuldade em encontrar peças de substituição. O concurso foi mal feito (ninguém se lembrou do problema das peças), a gestão de longo prazo dos semáforos foi mal feita, mas o Costa tem boa imprensa porque enfrenta a Siemens.

2. A redução de 70 para 16 jardineiros tem uma explicação:
Se a jardinagem fizesse parte das aspirações dos jotinhas, em vez de 70 teríamos 120 jardineiros.
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ESTE GAJO É PARVO, MESMO. . .
O que parece crível é que houve inflação: se 17 cumprem
o mesmo que 70 temos e indagar qual foi o irresponsável
dirigente que empregou os tais 70. Não é assim?
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Licas
Já foi alguma vez ao Parque das Nações?
16 jardineiros!!, só se asfaltarem os jardins que lá existem
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Os 120 jardineiros têm utilidade a plantar batatas nas crateras das ruas que faz de Lisboa a cidade mais esburacada do país.
Degrada o material e, no caso dos motociclos, é um campo minado.
Basta passar em frente à Fundação da Viúva do Saramago para se perceber a hierarquia de valores deste Presidente de Camara.
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Esse local é exemplo do futuro do piso nas ruas de Lisboa.
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Gostava que todas as pessoas que vierem aqui comentar já tivessem andado a passear pelos vários e longos jardins que ficaram da Expo e pelas urbanizações que se seguiram.
Posto isto, deixem o futuro secretário-geral do PS em paz que ele tem mais com que se preocupar do que com uma cidade.
Ele até já vai avisando que é “impensável” que o PS perca as eleições europeias.
Cuida-te (In)Seguro.
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ah! ah! ah!
Ora aí está…um comentador com neurónios… não fosse ele benfiquista!!!
Carrega Benfica !!!
aaaah!… “o futuro secretário-geral do PS” é outro grande benfiquista … como tal, tem que ser bom! o resto é conversa…
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Ainda vamos ver esta porcaria deste preto sonso como PM ou PR…
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Saiu da sarjeta foi? bem me parecia…
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Chocado?… Não estejas. Digo o que penso. Não alinho com a corja de medíocres, deslumbrados, ignorantes e acanhotados. Lisboa é uma cidade suja e desleixada. O pretinho só gasta dinheiro no que é ou dá origem a propaganda.
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Caraças. O João Miranda conseguiu ver três (3), repito, três, volto a repetir porque é um numero importante e porque é a terceira vez, aspectos da má gestão de António Costa. O João que se ponha em cuidados senão vira Pedro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Nega%C3%A7%C3%A3o_de_Pedro) mas esse já está na Santa Casa, a da Misericórdia.
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O que é isso comparado com os 180 milhões que a câmara de Lisboa vai ter de pagar à Bragaparques? E os media, especialmente as tvs andam tão caladinhas com o assunto.
Os terrenos da Feira Popular e do Parque Mayer juntos, não valem mais do que 50-60 milhões!
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Não foram negócios do Pedro????
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Coitado do Tozé, tem os dias contados. Agora que já começava a afeiçoar-me a ele, pimba, os do Rato estão a tirar-lhe o tapete, e o Costa da câmara anda a aplanar o terreno para lhe ficar com o poiso. Vamos estar atentos, porque o filme que se vai seguir no PS, há-de ser lindo de se ver. Parece-me que desta vez, e se perderem as europeias e depois as legislativas como muita gente já vaticina, não fica pedra sobre pedra.
Também não se perde nada.
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“António Costa vai revelando nas entrelinhas casos aberrantes de mau governo e prepotência.”
1. “Que fazem então todos os partidos?”. Mas não é António Costa que revela coisas nas entrelinhas?
2. “E portanto a notícia foca-se na impossibilidade de 16 jardineiros assegurarem a qualidade do serviço…. Percebe-se ainda que até em coisas simples como um jardim há megalomania.” Isto parece-me uma “microlomania”. E como era no tempo do Santana?
3. “O concurso foi mal feito (ninguém se lembrou do problema das peças), a gestão de longo prazo dos semáforos foi mal feita, mas o Costa tem boa imprensa porque enfrenta a Siemens.” A Siemens não se lembrou das peças? Então porque raio concorreu? Ele há cada “iniciador privado”! 😉
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Dá a sensação que a coligação tem medo do Costa. (as eleições foram há poucos meses e ele ganhou com 50% dos votos)
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Este já está a trabalhar para as próximas eleições para a C.M.Lisboa.
Quem é que no pote está ansioso por avançar? Coitado! Se estiver a contar com a ajuda dos Lusófonos bem pode esperar toda a vida sentado.
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Miranda
No ponto 3, diz que o concurso foi mal feito porque as peças são difíceis de encontrar e isso é um erro de quem fez um concurso.
Estranha forma de pensar, então a Siemens que concorreu para um trabalho que não tinha capacidade para fazer está inocente? ou acha mesmo que a Siemens não enviou documentação a confirmar que tinha competências para os trabalhos objeto do concurso?
Já foi júri de algum concurso?
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Falar de cor para dizer palermices é tão fácil como escrever aqui as bacoradas que nos vêm à cabeça.
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Caro Churchill,
Os semáforos não estão a funcionar e o responsável é o presidente da câmara. Atacar a Siemens é passar as culpas. O Churchill vai na onda.
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