Eu também não sou neoliberal
22 Fevereiro, 2014
Quando Alexander Rüstow cunhou o termo, na década de 30 do século XX, pretendia traçar a diferença entre o liberalismo clássico e a nova visão liberal de cariz social, efectivamente estabelecendo uma posição preponderante do estado no estabelecimento de uma “economia social de mercado”. O liberalismo social usa termos como “justiça social”, tal como a CGTP.
O expoente máximo do neoliberalismo português da última década é José Sócrates.
São todos um bando de socialistas.
18 comentários
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“São todos um bando de socialistas.”
.
Isso é verdade. Mas… e os outros? Não são também todos socialistas, embora pintados com outras cores?
Onde é que estão os verdadeiros liberais?
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Há um motivo para estarem por todo o lado e ao mesmo tempo parecerem estar em lado algum: é o mesmo motivo pelo qual (admito a controvérsia neste ponto) não faz grande sentido um partido liberal.
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Caro VC, só para saber: você censura as respostas? Caso positivo, existe algum critério?
PS. Acontece que em posts de outros a resposta aparece de imediato.
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Comentários são aceites mediante um critério que consiste em permitirem discussão civilizada que acrescente algo ao post. Obviamente não se aceitam espasmos motivados pela distância física de um computador.
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VC, agora reciclado em «cançonetista oficial» do Blasfémias «transacciona» mais música para o povo…
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O Vitor tambem e neo-que’?
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Pois claro que estão por todo o lado.
Até há o liberal-facho.
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O liberal-facho deve ser este:
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. . . e o comuna burkhado . . .
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Neo só há o do Matrix que saiu de uma de nerd liberal para entrar noutra de Che liberal.
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E também o expoente máximo do neo-mentirismo.
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E há muito *maduro* por aí . . .
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Fica sempre bem citar Mises…
E já agora, VC, permita-me: Tu ne cede malis, sed contra audentior ito
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E as vezes que fui aqui “injustiçado” por usar o termo ultraliberal uma vez que recusava o uso de “neoliberal”. Por fim, rendi-me por estar sozinho e para não parecer um extremista que não sou. 😉
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Não Vitor, não foi o Sócrates, foi o Guterres. Lembra-se? Aquele que privatizava empresas públicas enquanto dizia ter preocupações sociais (o estado-garantidor, penso eu, ainda antes de termos chegado à era Sócrates/Passos Coelho com o estado-regulador). O Sócrates está ao nível do Passos Coelho, ambos bons neoliberais, mas esses só referem a tal justiça social porque fica mal dizer que não o fazem (António Avelãs Nunes, 2014). O Cavaco fez umas experiências mas ainda ficou atrás do Guterres. Aliás, o autor que refiro neste comentário refere-se mesmo aos socialistas franceses e trabalhistas ingleses sobre o tal socialismo, a tal justiça social, sem se tocar no sistema económico-financeiro vigente, ou seja, a olhar para os resultados que deu, um completo absurdo. No livro ele acaba mesmo por atirar grande parte das culpas para o partidos chamados de centro-esquerda.
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Para as minhas bandas ser apelidado de “qualquer coisa”-liberal tem muito pouco que ver com ideologia, presta-se mais a ser classificativo categórico. Se a certas mentes trás a felicidade ou descanso resumir a divergência a um atributo, seja. Eu não serei socialista mas (para quem chama) serei um “…”-liberal a vida toda. Poupo-lhes o desconforto de terem de imaginar existirem filosofias políticas que preconizam menos estado a realizar mais socialmente e que até aderem a uma realidade que os mesmos negam viver.
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O “fásssista” estava gasto e o termo liberal permite unificar todos os estatistas num inimigo comum.
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Se de inimigo se trata, cada um deles requereria uma diferente abordagem, diria Sun Tzu. O exército mais idiota é aquele que olha apenas e só às próprias armas, desconhecendo o terreno e as forças e fraquezas de cada oponente, diriam os últimos resultados das legislativas. :))
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