Fássistas de todo o mundo, a desunião faz a força
Sendo eu o mais recente membro da Ilustre Casa Blasfema, sinto o prazer de assinalar esta quase celebração cigana com o mega-aniversário d’O Insurgente e Blasfémias, frutos do laborioso esforço invernal do mês de Fevereiro, época de cultivo de cebolas, couve galega, tronchuda e repolho, assim como de alfaces, agriões, coentros e beterrabas. Como há muitos anos dizia Miguel Esteves Cardoso enquanto candidato do PPM, “Portugal é uma horta” (cito de memória). Numa época em que se bradam as virtudes das redes sociais (ou denunciam, nos casos mais homotecnofóbicos) em detrimento dos blogues, é nos últimos que se fixam as memórias de ideias e discussões que transcendem o aqui-e-agora perene.
Primeira palavra, em perfeito espírito blasfemo, para os aniversariantes do dia, n’O Insurgente: ide próraisquevosparta. É que os gajxs (cedência altamente ofensiva ao politicamente correcto) são bons. Irritantes, provocantes, acutilantes, incisivos, enérgicos, vigorosos e expressivamente robustos, com tenacidade e ritmo impressionantes.
Segunda palavra para esta própria casa, que completa algures entre o dia de hoje e amanhã, naquele dia inexistente em 3/4 dos anos, o seu décimo aniversário. Tal como com O Insurgente, fui leitor assíduo do Blasfémias muito antes de imaginar que me convidariam para blasfemar com eles (perdão, elxs, em mais uma cedência inaceitável ao politicamente correcto). Ao contrário do que fiz com O Insurgente, recuso-me a assinalar qualidades nos blasfemos, que não parecendo, são pessoas emotivas que facilmente vertem uma lágrima sempre que não são apodados de malucos.
O que vos posso dizer, em plena solenização aniversariante, é que quando se juntam pessoas destes dois grupos, não há risco para o comum transeunte na sua vidinha estatizada. Não, ao invés da dominação mundial e do controlo pulmonar centralizado de cada inspiração, são pessoas que discutem temas tão politicamente incorrectos como futebol, a superior qualidade da carne do Barroso e os méritos e deméritos do tinto do ano anterior.
Podia pedir a todos para continuarem por muitos e bons anos mas, conhecendo as peças, é muito mais provável que tal aconteça enquanto houver vontade governamental para regular o chouriço e a alheira.

E uns grelos não se arranja por aí no mercado liberal (neoliberal para a esquerdalha)??
🙂
hehehehe.
Felicitações e é continuar a desmascarar a farsa do socialismo já que a merdia e escolas portuguesas são incapazes em o demonstrar.
GostarGostar
NÃO AO REGRESSO DO FASCITA TOMÁS!
NEM FASSISMO NEM SOCIAL.FASSISMO – COMUNISMO LIBERTÁRIO!
GostarGostar
Após ler e reler o texto surge-me a danada da dúvida: o raio da celebração tem qualquer coisa de gay. Qualquer coisinha apenas, insuficiente para reacções homofóbicas.
Mas tudo bem, pois que festejem entre eles a tais Primaveras liberais com, provavelmente, troca de malmequeres e begónias, pelo que me resta, apesar de se borrifarem para a coisa: parabéns
GostarGostar
“… época de cultivo de cebolas, couve galega, tronchuda e repolho, assim como de alfaces, agriões, coentros e beterrabas. ”
– Começo por elogiar o recurso ao Borda-d’Água como prova da proximidade do Blasfémias ao povão tuga;
– Depois, quero apresentar as minhas congratulações por constatar que “são pessoas emotivas que facilmente vertem uma lágrima sempre que não são apodados de malucos”. (Apenas para vos obrigar a um choradinho, não vos apodo de malucos – mas apenas por essa razão 😉 );
– A seguir, pretendo felicitar-vos por existirem, condição essencial para eu ( bem como vários outros comentadores) poder demonstrar que estão politicamente enganados;
– E, já que existem, tenho também de apresentar os meus agradecimentos pela oportunidade que me dão de partilhar convosco alguns momentos interessantes e muito interessantes, outros engraçados e ainda outros de contrações dolorosas do sobrolho.
———
– Ah! E que daqui a alguns “bons anos”, preferiram encerrar ou não, reconheçam o longo caminho que tiveram de percorrer até verem a luz. 😉
Cumprimentos
GostarGostar
“…preferindo…”
GostarGostar
De facto, a nossa preocupação nos jantares acaba sempre por redundar na próxima garrafa de vinho, CRF ou whisky. Para liberais, bebemos tanto quanto consagrados conservadores como Churchill e procrastinamos nos planos de roubar aos pobres para dar aos ricos que nem revolucionários de sofá.
Parabéns a todos. Duas vozes dissidentes no marasmo que é (quando é) o debate ideológico em Portugal.
GostarGostar
Tudo de bom,e do melhor;
No entanto,sempre achei que um bom tinto acomoda muito bem um cherne.
E nada como um Irish para acabar.
Cumprimentos.
GostarGostar
Hum hum
Pensara VC que a mamandurria-dos-setenta-e-oito-mil milhoes de milhos dura ab eternum?
GostarGostar