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Ridiculite abrilesca

10 Abril, 2014

A minha opinião está dividida entre a do José Manuel Fernandes e a da Helena Matos. Se, por um lado, seria extremamente útil televisionar o pior da portugalidade abrilesca, com comentário da Anabela Neves e flash interviews de penduras sistémicos como sindicalistas com função única de sacar uma quota ao sindicalizado para a “luta, camarada, a luta”, isto enquanto avançam mais um a dois centímetros na barriga de proto-enfarte; por outro, seria interessante explicar à jarretada abrilesca que, já no próximo ano, a duração do Estado Novo (1933–1974) será igual à do período pós–1974. Começa a ser tão maçador ouvir o “não foi para isto que fizemos o 25 de Abril” como seria ridículo ouvir algures em Baden-Württemberg no ano de 1974 o discurso de Hitler em Berlim (1933) sobre “não foi para isto que fizemos a nação germânica”.

49 comentários leave one →
  1. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    10 Abril, 2014 16:14

    Calimero…

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  2. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    10 Abril, 2014 16:46

    Salazar foi tão bonzinho que ainda vai ser atacado pelos memes por pelo menos mais algumas boas gerações. Com três bancarrotas na algibeira os memes utilizam o Salazar para marketing de guerrilha.

    Sobre a I república ninguém pia.

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    • André's avatar
      André permalink
      10 Abril, 2014 17:31

      Mas….eu cá pensava que até gostavam da I Republica?!? O Afonso Costa conseguiu um superavit de 1913 a 1915! Um dos poucos a conseguir, claro até à chegada do Ubersantacombadensefuher dos sapatos rotos.

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        10 Abril, 2014 17:37

        “Gostavam”. Eles. Os bichos.

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  3. murphy's avatar
    murphy permalink
    10 Abril, 2014 16:53

    O último século foi marcado por um conflito entre uma minoria, mais progressista, bem estabelecida na capital e o resto do País… o resto são adereços.

    “Há uma parte do País que ficou suspensa na “quimera do 25 de Abril”, nos ideais e conquistas que, apesar de muita fé revolucionária, nunca se concretizaram.

    Essa facção, órfã de uma espécie de “Sebastianismo Abrilista”, está fortemente enraizada na capital e continua a dominar uma parte importante do aparelho centralista do Estado, com o qual se entrelaça e onde angariou os seus privilégios.

    http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/02/portugal-lisboa-e-o-resto-do-pais-1.html

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  4. F.'s avatar
    10 Abril, 2014 16:54

    O 25 de Abril faz-te comichão vitor?

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      10 Abril, 2014 17:35

      Está a confundir o 25 de Abril com tricomoníase. É muito comum. Consulte o seu médico ou farmacêutico.

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      • F.'s avatar
        11 Abril, 2014 10:48

        LOL mas não sou eu que tenho comichão homem…

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        11 Abril, 2014 11:41

        Então tem comichão mulher.

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  5. MJRB's avatar
    10 Abril, 2014 17:05

    Também seria “extremamente útil” , por exemplo neste 40ª aniversário do 25 de Abril, “televisionar” (Alberto da Ponte/PMaduro deixarão ?) o melhor da portugalidade post queda do regime duma peculiar “jarretada” que não quis ouvir, ler, interpretar positivamente as opiniões e propostas EM LISBOA (Baden-Wurttemberg não conta para os actuais defensores da manjedoura “social-democrata” e/ou “centrista”) de FSá Carneiro, Miller Guerra, FPBalsemão, Mota Amaral, Magalhães Mota e outros protagonistas da Ala Liberal.
    Seria também “interessante explicar” numa TV (com comentário de Teresa Leal Coelho) aos “barriga de proto-enfarte” do “arco da governação” que manietam o desenvolvimento, ultrajam a democracia, enviesam a justiça e prejudicam as finanças públicas, que não foram nem são exclusivos detentores e proprietários da verdade, dum modo de governar cristalino, nem da única via política/ideológica/administrativa que promoverá o progresso, purificará a justiça, reorganizará o Estado.
    Não foi para isto que surgiu o 25 de Abril ; os militares governaram o país durante 2 anos ; os políticos “profissionais” (Cavaco Silva incluído), coadjuvados, assessorados por apparatchiks muitos deles neo-democratas e forçados “cristãos novos” do regime é que desvirtuaram por exemplo (e para não ferir flores de estufa-“penduras sistémicos”) as ideias de Melo Antunes, de REanes ou…de Sá Carneiro.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      11 Abril, 2014 02:41

      O Sá Carneiro tinha de facto ideias para o país e eram conhecidas. Nas ideias do General Eanes, nunca reparei.
      Já o Melo Antunes tinha dias, às vezes, muito poucas, admirava a Social-Democracia do Olof Palm, politico sueco que estava muito na moda nesses tempos, outras vezes achava que o que nós precisávamos em Portugal era de um regime Titista, assim à moda da então Jugoslávia, que era um regime tão totalitário como os outros da Cortina de Ferro, mas o Marechal Tito teve a coragem de mandar o Estaline à merda, e assim captar umas massas do imperialismo ocidental, ao mesmo tempo que liderava uma organização muito curiosa que se chamava Movimento dos Países Não Alinhados, movimento anti Nato e anti Pacto de Varsóvia, e a que Melo Antunes achava que Portugal devia aderir, depois de abandonar a Nato, já se vê.
      Era pois numa Jugoslávia totalitária e anti-democrática que Melo Antunes queria transformar Portugal. Já Victor Constâncio era mais comedido: afivelando aquele ar inteligente que lhe conhecemos, pensava que o que era mesmo bom para os tugas ignorantes, era um regime “entre a Suécia e a Jugoslávia”. Uma social-democracia comunista, não sei se estão a ver.
      Mas Melo Antunes fica na história do pós 25 de Abril por ter sido o militar de Abril que foi à RTP salvar o PêCêPê de males maiores na noite do 25 de Novembro de 1975, ao arrepio e contra a vontade dos operacionais que nesse dia devolveram a Liberdade aos portugueses.

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      • Fernando S's avatar
        Fernando S permalink
        11 Abril, 2014 12:59

        Victor Constancio ou … Vitor Alves ?… 🙂

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  6. André's avatar
    André permalink
    10 Abril, 2014 17:25

    Até pode ser maçador, mas dado que arriscaram o couro para fazer o 25 de Abril, têm o direito de o dizer. Têm direito ao folclore, aos cravos na lapela, aos “camaradas” e “companheiros”, aos abraços, às pancadinhas nas costas, aos resmungos.

    Repare, eles têm que levar consigo, com a piada fácil de “jarretadas e barrigas proto-enfarte” (por incrivel que pareça envelheceram).
    Maçam-no? Temos pena.

    Eu cá gosto da abrilada folclore, gosto de usar o cravo no bolso da camisa ou das calças, sempre gostei. Gostava de ver o meu avô de lágrimas nos olhos sempre que encontrava outros “jarretas” nos Aliados, gosto de lá andar com a minha ganapada às cavalitas. No 25 de Abril não há problema em ser “ridículo”, não se preocupe, relaxe, não se amofine. Os velhotes podem ser maçadores, mas é só um dia. No dia 26 volta tudo à santa normalidade…prometo.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      10 Abril, 2014 17:36

      “Temos pena”. Não conseguem falar na primeira pessoa?

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    • Castrol's avatar
      Castrol permalink
      10 Abril, 2014 18:02

      Esses velhotes têm uma coisa boa! Mais dia menos dia..

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      • Ex-combatente's avatar
        Ex-combatente permalink
        11 Abril, 2014 12:41

        Também tu Castrol … diz-se que às vezes morrem mais cedo os cordeiros que as ovelhas …
        Quanto ao VC não lhe fica bem tratar-nos por jarretada abrilesca, assim como outros por peste grisalha !
        Quando somos jovens julgamo-nos eternos, vão ver que o tempo passará célere também para vocês …

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        11 Abril, 2014 16:51

        Espero chegar a velho sem ser jarreta. Basta, para o efeito, não chegar aos 80 a falar do Cavaco.

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  7. MJRB's avatar
    10 Abril, 2014 17:54

    peanuts, meros peanuts comidos pelo governo da maravilhante dupla (ou duo, como quiserem) Passos/Portas : mais de 160 mil pensionistas, a partir de hoje, novamente vigarizados, roubados pelo Estado. Culpados ? — claro, os militares que protagonizaram o 25 de Abril.
    (O “partido dos reformados” afinal nunca existiu e as promessas de Coelho tiveram como único objectivo animar a festança no Pontal…).

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      10 Abril, 2014 17:55

      Alô? Marte? Venham cá buscar o cubano perdido.

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      • MJRB's avatar
        10 Abril, 2014 18:13

        Alô ? Lua ? Venham cá buscar o deslumbrado com o seu (dele) umbigo.

        VC,
        vc. não tem melhor argumento-comentário do que ajuizar todos o que discordam de si como pró-cubanos ?

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      • vitorcunha's avatar
        vitorcunha permalink*
        10 Abril, 2014 18:14

        Só faço isso aos pró-cubanos.

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  8. Castrol's avatar
    Castrol permalink
    10 Abril, 2014 18:00

    Na Mouche!

    Para o ano deixa de haver desculpas!!!

    Estando há mais tempo em “Democracia” do que no “Estado Novo”, não podem os Abrilistas continuar a desculpar-se com o dito cujo.

    (aliás do meu ponto de vista nunca puderam…)

    Que assumam de uma vez por todas a sua incompetência!!!

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    • MJRB's avatar
      10 Abril, 2014 18:26

      Por exemplo : porque a sua residência já não comporta os seus filhos, vc. manda construir uma casa, com dois andares, irrepreensivelmente edificada e mobilada, para os descendentes. Estes, habitando-a, passado algum tempo destroem recheio, rasgam paredes para unir salas, não cuidam do telhado, ignoram outros e crescentes problemas. A culpa é de quem ? Certamente não de si, que até os educou bem…
      Os protagonistas do 25 de Abril é que são os culpados dos desmandos, incompetências, desvarios, abusos de poder de sucessivos governos post 1976 ?
      Não está nas bases programáticas dos primeiros estatutos do CDS e do PPD, o reconhecimento, adopção pontual (e gratidão) ao 25 de Abril ?

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      • IO's avatar
        10 Abril, 2014 18:50

        Não! “Eles” são culpados dos “desmandos, incompetências, desvarios abusos de poder” ATÉ 1976.. e cúmplices dos “desmandos, incompetências, desvarios e abusos do poder de grande parte dos “senhores” que se seguiram!

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      • Jean Marie Le Pen's avatar
        Jean Marie Le Pen permalink
        10 Abril, 2014 19:08

        Será que há militares de Abril com responsabilidade no até hoje inexplicado desaparecimento destes 40 milhões de euros, já depois de 1976?

        http://www.publico.pt/politica/noticia/relatorio-revela-saida-sem-rasto-de-40-milhoes-do-fundo-do-ultramar-1210305

        Cheira a Conselho da Revolução…cheira a militares de Abril!

        http://expresso.sapo.pt/-sa-carneiro-pode-ter-sido-o-alvo-principal-em-camarate=f788634

        Em 27 de Maio de 1980, o governo, então chefiado pelo líder da AD, aprovou em Conselho de Ministros um diploma em que colocava sob a sua alçada todos os fundos autónomos existentes, incluindo o Fundo de Defesa do Ultramar.
        É o Decreto-lei 525/80, só publicado em Diário da República em 5 de Novembro de 1980 porque o Presidente da República da altura, Ramalho Eanes, após forte polémica sobre o diploma, demorou cinco meses a promulgá-lo, só o fazendo a 27 de Outubro de 1980.

        Mas a 29 de Outubro de 1980, dois dias após a promulgação deste DL 525/80, o Conselho da Revolução aprova o Decreto-Lei 548/80 que abre um regime excepcional para o Fundo de Defesa do Ultramar, retirando-o da tutela do governo.
        Este Decreto-Lei 548/80 é muitas vezes considerado erradamente como extinguindo o Fundo de Defesa do Ultramar. Na verdade, como facilmente se avalia pela sua leitura, abre um regime excepcional para o Fundo de Defesa do Ultramar, de forma a que ele permaneça sob a tutela dos militares.

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      • CC's avatar
        10 Abril, 2014 23:46

        Fosga-se!!!
        “porque a sua residência já não comporta os seus filhos, vc. manda construir uma casa, com dois andares, irrepreensivelmente edificada e mobilada, para os descendentes.” = Uma revolução irrepreensível. Até o Otelo lá estava carago!
        Alô Marte!!! É urgente! O Cubano já não diz coisa com coisa!

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  9. MJRB's avatar
    10 Abril, 2014 18:32

    VC,

    Se pensa que sou indefectível defensor do regime cubano, tem avaliado mal alguns dos meus comentários no Blas.
    Gosto muito de cuba e dos cubanos (cubanas em especial), dos charutos, das praias, de Habana, doutras coisas, e, compreendo perfeitamente que o regime de Fulgêncio tinha de acabar. Os ideais da revolução cubana, pontualmente bons, não tinham nem têm viabilidade.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      10 Abril, 2014 18:33

      Pronto, agora é transpor isso para a república constitucionalmente empenhada no rumo ao socialismo.

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      • MJRB's avatar
        10 Abril, 2014 18:41

        Tenho de registar esse seu bom humor acerca das duas primeiras linhas do meu segundo parágrafo.
        Na constituição cubana já lá estão os cubanos (e as cubanas), as praias, outras coisas e, os charutos via Fidel-então fumador.
        (Esqueci-me das magníficas noites em Habana e na sua baía).

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    • Chico's avatar
      Chico permalink
      10 Abril, 2014 23:35

      Gostas tanto de “cubanas” e foste apanhado agarrado a um gajo de barbas na Estufa Fria?
      Então porque é que frequentas um bar de maricas ali para os lados da Politécnica? Pois é….

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  10. BELIAL's avatar
    10 Abril, 2014 19:18

    Como escreveu certo comentador fassista::”Esses gajos fizeram o 25A para impedir a promoção de oficiais milicianos (Decreto 353/73).Tenham respeito pelo Acto”

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  11. BELIAL's avatar
    10 Abril, 2014 19:58

    JORNAL i: “Vasco Lourenço diz que se o problema é dos capitães não vão à sessão solene”
    Mas…mas, OH NÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

    A malta queria tanto que fossem “a jarrinha de tinto” das comemorações.
    Hum…hum, se calhar podem substitui-los por uma associação de sargentos de messe, veteranos, de fato e gorro militar…

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    • MJRB's avatar
      10 Abril, 2014 20:05

      Vasco Lourenço (só ele manda na Associação 25 de Abril ?), não tem razão.
      O convite não lhes “retirou” a palavra, simplesmente porque não lhes pedia para discursarem.
      Prestou um mau serviço a quem protagonizou o 25 de Abril, e desrespeitou a Democracia.

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  12. Vivendi's avatar
    Vivendi permalink
    10 Abril, 2014 20:18

    Um país de constituição socialista e estavam à espera de quê?

    Relatório Riqueza média de Portugal será inferior à de Timor ou do Gabão
    Segundo o relatório do FMI divulgado ontem, a retoma irá existir, mas, por enquanto, será insuficiente para colocar a taxa de desemprego de Portugal abaixo dos 12% daqui a cinco anos. Segundo o Jornal de Notícias, isso significa que Portugal irá manter-se no top 15 global do desemprego até 2019, e que poderá ser ultrapassado por países como Timor e Gabão em termos de riqueza média por habitante.

    Verifiquem onde estava Portugal em 1974.

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    • André's avatar
      André permalink
      11 Abril, 2014 13:18

      Eu verifiquei e você reparou ?
      1.Taxa de mortalidade infantil: 1974- 37, 4% 2010 – 2, 4 %
      2. Esperança de vida: 1974- 70,8% 2013 – 82,59% (mulheres)
      3.1974 – 34 % dos portugueses trabalhavam no sector primário, ao nível do terceiro mundo.
      4.1974 -16 creches oficiais
      5. 1974 – 50 % das habitações sem água canalizada
      6. Analfabetismo 1970 – 30 % 2002 – 9%
      7. Taxa de escolarização (secundário) 1974 -10 % 2007 – 60 %
      8. Taxa de cobertura:de água canalizada: 1970 47,0% 2001 97,4%
      9 ” esgotos: 1970 58,0% 2001 96,7%
      10 ” electricidade: 1970 63,0% 2001 99,6%

      Sem falar em coisas menores como: sistema nacional de saúde, segurança social ( e por favor não comparar com a previdência dos nos 70 % é embaraçoso se o fizer), liberdade de expressão, liberdade de associação e reunião, fim de um guerra palerma, fim da policia politica, fim da censura, aumento brutal da qualidade de vida da generalidade dos portugueses…

      Tudo isto com uma constituição “socialista” elaborada e votada por perigosos socialistas e comunistas do PSD “O nosso socialismo personalista encontrou eco em considerável parcela do povo português.” e do CDS “A Constituição que elaborámos responde a muitos dos nobres ideais que a inspiraram à partida” (justiça seja feita que apesar das frases inflamadas em defesa da Constituição e do 25 de Abril votaram contra).

      Chega?

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      • André's avatar
        André permalink
        11 Abril, 2014 13:19

        errata: o CDS votou contra o PSD a favor

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      • António's avatar
        António permalink
        13 Abril, 2014 19:49

        Registo o seu excelente trabalho de consulta e comparação de dados. Acha que seria um abuso da minha parte se lhe pedisse uma idêntica comparação de dados para o período 1928-1974? É que, queiramos ou não, os intervalos temporais são semelhantes… E naquela altura – ao contrário do que aconteceu durante o período que focou – ainda foi necessário retirar o país da bancarrota (sem auxílios externos) e custear uma guerra no então Ultramar…

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  13. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    10 Abril, 2014 20:58

    A indignação dos capitães da Academia contra o Decreto-Lei n.º 353/73 que lhes retirava o exclusivo das vantagens e mordomias na guerra ultramarina está para a instauração de um regime democrático como um tipo a fumar um charro e dois aviões a chocar em pleno voo como acontece no .”breaking bad”.
    Aos capitães de Abril devemos a instauração de um regime soviético que começou desde logo a ocupar as celas de Caxias que tinham sido até ali uma das principais razões de luta contra o regime antecedente.

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  14. JorgeGabinete's avatar
    JorgeGabinete permalink
    10 Abril, 2014 22:25

    OCA – o que é a OCA?!
    Opinativo Conjuntivo Arcaico? – naa, podia ser mas é apenas a Associação 25A
    Ostracismo Contra Ataca? – naa, podia ser mas é apenas a esquerda quando perde o pé
    Oje Como Amanhã? – naa, quase podia mas é apenas como omens sem H são imutáveis na aparência do saber, porém nunca alcançado
    Observatório sobre Crises e Alternativas – baa, que raio de organismo (e que raio de nome) associado ao CES da UC pode concluir o que se segue?:

    “Simulando a trajectória da dívida com os valores referidos pelo primeiro-ministro (excedente primário de 1,8%, crescimento nominal 2,6%) para uma taxa de juro implícita de 4% (referida pelo Presidente da República, mas omitida pelo primeiro)”, haverá uma “trajectória horizontal” da dívida, sugere-se no documento. Ou seja, neste cenário “a dívida em percentagem do PIB manter-se-ia indefinidamente no nível de 126,6% previsto pelo FMI para 2014”

    digo, como se pode defender uma tese de flatline em economia? vejamos, temos 3 indicadores que dizem altamente improváveis de ocorrer e a conclusão lógica é que na improbabilidade se atinge a incerteza de um resultado fixo e perpétuo, confusos? Desta vez não é de mim, é mesmo este 25A que permite a recorrente des/re-construção da realidade. Existem economistas na UC? Existirão mesmo ou o Carvalho da Silva tem carta branca para o disparate? Prémio Nobel da Economia para quem encontrou a fórmula para prolongar indefinidamente um nível fixo de endividamento ou dito de outro modo: não há dívida insustentável se ela indefinidamente não se agrava, certo? Ou ainda o homem, e apaniguados da OCA (que raio de nome), são burros ou têm o fetiche do paradoxo.

    Este comentário não foi escrito segundo o acordo ortográfico e muito provavelmente ignora por vezes as próprias regras de ortografia e de construção frásica.

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  15. JorgeGabinete's avatar
    JorgeGabinete permalink
    10 Abril, 2014 22:47

    Pela minha parte não devo nada a Abril nem a Novembro, não devo a capitães nem a professores, não devo a operários nem a saneados. O dia que um desses senhores me disser na cara que lhe devo algo respondo (sem entrar em questões físicas, neste comentário) que para lhes dever teria de ter o direito de exigir. Como nenhum desses ululantes palermas se fez disponível para o auto do meu libelo acusatório, não lhes reconheço patrocínio de qualquer realidade que tenha herdado. Tal como se pode repudiar uma herança (e não só por dívidas superiores ao património, como aqui acontece) repudio o que esses senhores acham ter feito por mim e embora suspeite não viverei a imaginar o quanto melhor teria sido se meses volvidos e sem revolução se desse a consequência lógica que se adivinhava de transição para a II República, mas se isso acontecesse não poderiam estes intrujas agora arguir o repúdio de uma herança de meio século que, no melhor e no pior, não pode ser apagada da nossa história como vergonhosamente o é na toponímia de Almada tal como nos roteiros da contemporaneidade…
    Quanto a deixa-los falar pergunto: já alguma vez se calaram?

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  16. Fernando S's avatar
    Fernando S permalink
    11 Abril, 2014 02:08

    O ter “participado” no “25 de Abril” não dá a ninguém qualquer direito para reclamar qualquer estatuto priveligiado e, ainda menos, para contestar a legitimidade daqueles que foram democraticamente eleitos pelos portugueses.
    No “25 de Abril” de 1974 participou muita gente.
    Muitos militares, a grande maioria dos soldados mas também muitos sargentos e oficiais, acabaram por participar sem serem para tal achados, involuntáriamente.
    Muitos dos graduados fizeram-no por razões meramente corporativas e interessadas, como já foi aqui recordado por vários comentadores. Fizeram o “25 de Abril” para eles e não para os portugueses.
    Muitos dos que foram mais influentes na conspiração, no golpe e no desenrolar dos acontecimentos, já cá não estão ou estão fora do circuito.
    Muitos dos oficiais “golpistas” ou que aderiram e permitiram o sucesso da operação e a posterior consolidação da mudança de regime, eram o que na altura se chamou de “spinolistas”, conservadores, hostis a um rumo “revolucionário” e a uma descolonização sem condições. Como se sabe, uma parte significativa destes oficiais, a começar pelo proprio Antonio Spinola, foi saneada e marginalizada (por sinal, alguns até chegaram a ser presos ou tiverem de se exilar).
    Como se viu a seguir, o “25 de Abril” foi muita coisa na cabeça de muita gente. Não houve UM “25 de Abril” mas sim VARIOS. Cada um deles, ou pelo menos alguns deles, tiverem mais ou menos influencia ao longo do processo … posterior ao “25 de Abril”. Mas nenhum deles foi ou é mais “original” do que outros.
    Os actuais membros da “Associação 25 de Abril” são uma minoria e representam-se apenas a si proprios.
    Algumas das principais referencias destes auto-proclamados propriétários do “25 de Abril” são valores e pessoas que pretenderam e tudo fizeram para substituir uma ditadura por outra ditadura (Rosa Coutinho, Vasco Gonçalves, Otelo, etc), porventura ainda pior do que a anterior, no melhor dos casos para instaurar uma democracia limitada e tutelada (Conselho da Revolução, Vasco Lourenço, etc) .
    No fim de contas, este “25 de Abril” é mesmo o contrário do menor denominador comum do que foi na altura proclamado e assumido pela maioria dos portugueses : a liberdade e a democracia representativa.
    Estes senhores que pretendem ter a exclusividade do “25 de Abril” são autenticos ursupadores.
    Não vejo sequer porque é que, depois de se terem vindo a comportar e a falar como uma verdadeira seita ideologica anti-democratica,, deveriam agora estar presentes nas cerimonias oficiais de celebração dos 40 anos do “25 de Abril”.

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    • vitorcunha's avatar
      vitorcunha permalink*
      11 Abril, 2014 08:34

      Outra coisa a lembrar é que o Estado Novo morreu, só não sabia que estava morto.

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    • Fernando S's avatar
      Fernando S permalink
      11 Abril, 2014 12:31

      vitorcunha,
      Exactamente.
      O que até relativisa um pouco “os riscos” e “a coragem” dos que desencadearam e aderiram ao golpe militar.

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  17. anónimo's avatar
    anónimo permalink
    11 Abril, 2014 10:21

    Por causa da barriga do Lourenço, pá, foi criada uma nova linha de aventais: os de gola alta.

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  18. BELIAL's avatar
    11 Abril, 2014 23:00

    Não haverá incompatibilidade em presidr, também, aos AA?

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