A ler
2 Maio, 2014
Henrique Raposo: Foto de banana é brincadeira. Já desceram a Calçada de Carriche? Ó Henrique a Calçada de Carriche, o Fogueteiro ou a Damaia são locais onde só se vai integrado em equipas multidisciplinares que fazem levantamentos para observatórios que confirmam o que já se sabia: são necessários mais cientistas sociais deviadamente apetrechados para estudarem as dinâmicas do racismo no contexto das periferias urbanas e económicas e dinamizarem grupos de cruzamento de culturas numa abordagem de aprofundamento das identidades.
13 comentários
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xenofobia a todos os níveis:
‘mata que é brasileiro’
racismo idem
romeno é cigano
‘on dit’ que o pm francês vai importar ciganos
tive compadres Rom aka ciganos
tenho Amigos pretos
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Mais uma versão da famosa frase:
“Eu não sou racista, até tenho um amigo preto!”
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Assino por baixo o artigo do Henrique Raposo. Xenofobia é ver o preto, o indiano ou seja lá de que raça fôr, antes da pessoa.
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Quando leio coisas escritas sobre racismo por pessoas que nunca puseram os pés em África , não rapo da pistola como dizia o outro embora me apeteça, mas rio-me.
A ignorância que demonstram sem qualquer pudor é do tamanho de um elefante que conhecem apenas do Zoo.
Não será possível guardar a informação cá do rapaz, para evitar estar sempre a dedilhar o mesmo?
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A maioria dos gajos do Ku Klux Klan também nunca foram a África. Que significa isto?
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Significa que a África foi a eles.
Agora um pouco mais sério, repare esse são segundo o conceito geral racistas diria mais quase uma seita religiosa, mas do que estamos a falar é de intelectuais que não são racistas e falam sobre o que é o racismo que só entendem de branco contra preto.
Mais ou menos como eu começar a debitar conceitos sobre cajun, cholos, navajos, cockney, alentejanos e outras complexidades só perceptíveis por quem vive a realidade.
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Racismo?
Há para todos os gostos e para todas as campanha publicitárias.
Cerca de un millar de aficionados se han congregado esta tarde en Vila-real, en contra del que entienden está siendo un “linchamiento mediático” del joven David Campayo. Con ello lo que en un principio era una concentración de apoyo al joven, que fue detenido por lanzar el plátano al futbolista del Barcelona Dani Alves, se ha convertido en un acto de protesta contra los medios y su forma de tratar la noticia.
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A estupidez do racismo só tem paralelo na estupidez da cruzada integradora e já agora na aparente ignorância do artigo de Henrique Raposo:
Não é verdade que Lisboa seja o único caldeirão étnico do país e menos verdade é que viver rodeado de diversidade de origens resulte em maior possibilidade de integração como parolamente o autor parece querer dar a entender. Na verdade ele acaba por incorrer no erro que imputa, julga que a Lisboa não central é a verdadeira life experience e mostra desconhecer o que foi o processo de integração dos chamados retornados no seu todo (um dos maiores desafios de integração social da nossa história).
Quanto ao não ver o negro mas ver o Zé é mais parvoíce da mesma que parece querer criticar, somos sensitivos e esquecer de ver o negro que o Zé é é fugir à questão, enterrar a cabeça na areia, se um tipo é negro eu vejo-o como negro, obviamente e por muito chegado que me seja continuo a ver um negro, o que não vejo porque não cresci em Lisboa é o negro, não vejo uma insuficiência minha por não me alhear da fisionomia e por não julgar as pessoas por grupos de traços. Não sou racista nem xenófobo mas ainda não aprendi a ignorar a especificidade do indivíduo e certamente que a cor da pele assim como traços culturais não me são indiferentes.
Foi à volta de Lisboa que se criaram os maiores e mais abjectos guetos e fora de Lisboa conheço pelo menos um exemplo de integração tão real que não chegou a dar assunto.
Esta parvoíce de normalização de pensamento e procedimento para com a raça leva a um quase dilema existencial que nos obriga a ser hipócritas, não está na nossa natureza domar a percepção e faz parte do indivíduo assimilar como sinais integrantes do semelhante coisas como a cor da pele ou o cheiro ou mesmo as proeminências do rosto, do rabo, do cabelo, tudo o mais é hipocrisia que semeia quase tanto racismo como a pura intolerância.
A título de exemplo do politicamente correcto veja-se como um clube de diversão nocturno declara publicamente que não pratica a segregação (racial, social, blablabla, etc) no mesmo parágrafo que diz que tem de seleccionar as admissões de clientes, adivinha-se mesmo que selecciona sem critério.
Finalmente digo que não me achando racista ou xenófobo não me obrigo a sentir-me atraído pela diferença, limito-me a gostar do que gosto e a desgostar o que desgosto sem fazer disso uma regra de matriz racial ou cultural. Quando sinto “repulsa” pelo aspecto de alguém que acontece ser negro não sou racista pois acontece sentir a mesma por indivíduos da minha raça com as mesmas motivações, intelectualmente ainda mais acontece.
Lamento não ser, mais uma vez, adequadamente conforme a esta fascisante polícia de usos.
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A fascisante polícia de usos anda a par da não menos fascisante ideologia da igualdade, porque sim!
Se racismo é pressupor atributos em função da raça, se a raça indicia uma odiosa cultura, manda a prudência ser racista até que se prove a excepção.
Mas manda a cretinice vigente que se pressuponha igual o que é diferente,
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Qual o carpanta que comeu a carne do antigo Blasfemias…que roia tambem os ossos dos comentarios e comentaristas da actualidade!
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No artigo HR tenta cingir-se a aspectos culturais e sociais do ‘racismo’. Na verdade, esse fenómeno, ou essa realidade, tem outros vectores associados que ultrapassam uma visão bairrista, ou ‘alfacinha’, do problema.
Não é por mero acaso que a questão do multiculturalismo foi recentemente (mais uma vez) introduzida na agenda política europeia.
Há uma razão próxima, embora nebulosa, que são os problemas que a Alemanha e a França (putativas locomotivas da Europa) estão a viver no campo da realização de conceitos fundamentais como tolerância, pluralismo, liberdade, igualdade. Circunstâncias só possíveis numa sociedade amplamente democrática que podem levar os pactos leoninos em vigor (orçamentais, fiscais, etc.) a serem questionados na sua essência.
É que, isso tornou-se um empecilho ‘democrático’ para a consolidação da actual deriva económico-financeira ‘globalizante’.
Na verdade, a única coisa a quem é concedido o ‘direito’ não ter cor é, efectivamente, ao dinheiro…
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Sem endividamento então existe um pacto leonino…
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E então existe uma deriva económico-financeira “globalizante” quando os Estados deixam de poder ir aos mercados financiar-se devido aos “pactos leoninos”.
É obra este raciocínio.
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