má escolha
5 Junho, 2014
O governo preferiu continuar a atirar as responsabilidades para cima dos portugueses mais desprotegidos, em vez de obrigar a vir a jogo todos aqueles que criaram e mantêm a situação que nos obrigam, sem mais, a pagar. É uma atitude pouco corajosa, que terá inevitáveis consequências sobre aqueles que a tomaram. Daqui por um ano, se até não for antes, o governo e os partidos de Passos Coelho e Paulo Portas terão um lindo enterro. Ficará a cargo de um PS renascido nas mãos de António Costa, a quem os dois partidos do governo acabam de entregar o poder. De facto, a cadeira de Francisco Sá Carneiro não é para qualquer um.
16 comentários
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Desde que correram com o secretário de estado que afrontou Mexia, que todo o quadro de disponibilidade macro-económica onde este governo estava disposto a tocar se revelou: «carregai em quem não tem pau nem pedra para nos atirar».
Um governo fraquíssimo com os poderosos, os protegidos e demais associados poderes instalados, mas fortíssimo com os fracos, os individualizados, e os desprotegidos.
Sic transit.
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excelente post,sem espinhas.concordo a 100%.bravo…
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em vez de obrigar a vir a jogo todos aqueles que criaram e mantêm a situação que nos obrigam, sem mais, a pagar.
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E que bem pareceria para um estrangeiro que o governo de Passos Coelho em vez de governar anda mais bem…a jogaaaaaar !
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95% dos pensionistas da Segurança Social e 87% dos pensionistas da CGA ficam de fora e isto é um ataque aos “mais desprotegidos”? Não é uma questão de estar aqui a defender o governo, mas que quantidade da população portuguesa reformada é que está “desprotegida”?
Mas a mim já nada me espanta: hoje à tarde vi e ouvi no Parlamento, deputados do PS (com o Paulo Campos ao lado a rir-se) acusarem este governo de não cortar o suficiente nas rendas das PPPs que eles negociaram com os bancos quando estavam no governo. A gente ouve e nem acredita na desfaçatez que tomou conta deste país.
Por isso, é esperar mais umas semanas, e quando o PS estiver no auge da discussão de como é que se vão disputar as primárias, se é à francesa ou à americana, demissão do governo.
E depois o bom povo português que decida ser quer ser governado pelos “gaijos porreiros” da esquerda, ou se querem vir a ter um futuro o melhor que for possivel. E eu estou confiante: o Tozé disse ontem na tv que se ganhar as eleições legislativas sem maioria absoluta, vai fazer um governo “à esquerda”. Sendo assim, até eu vou votar nele; não há nada que eu deseje mais para este país do que um governo formado por uma coligação “à esquerda”!
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LOL!!!
Pensa mesmo que um governo ia arranjar guerras de proporções mediáticas por causa de 5% de pensionistas da SS e 13% da CGA?!…
Só se cada um deles tivesse reformas superiores a +5000€/mês… e mesmo assim…
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Arrisco dizer que existe uma diferença significativa entre um “desprotegido médio”, se tomarmos o país como amostra, de um “desprotegido médio”, se a amostra for a rua onde vive YHWH…
“O “Estado”, enquanto entidade que pode financiar este e aquele direito, não existe! O dinheiro vem sempre do bolso dos contribuintes.
Outro caso flagrante desta ilusão em que muitos cidadãos ainda vivem – talvez pela forma como a comunicação social aborda as questões, dando a ideia que o Estado tudo pode garantir – relaciona-se com o corte de 10% sobre as pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA), na componente anterior a 2005.
Já perdi a conta ao número de vezes que ouvi a classificação da medida como “imoral”, vejamos então onde anda a “moral” nesta estória… Note-se que o sistema de pensões português não é de capitalização, i.e., não faz sentido aquela frase “descontei toda a vida para a minha pensão”, isso não existe. A situação é tão simplesmente esta: existe um grupo de cidadãos (reformados) que aufere um valor de pensão que é pago com os descontos dos restantes cidadãos (activos). Como estes descontos não chegam para cobrir a despesa com pensões, o restante é pago com transferências do orçamento de estado (impostos). Mais concretamente, os descontos para a CGA só cobrem uma parte (cerca de 40%) dos custos do mesmo sistema, isto determina que, actualmente, 60% das pensões da função pública (CGA) já são financiadas pelos impostos pagos por todos os portugueses e não pelos descontos efectuados pelo sistema da CGA.
Por razões já aqui abordadas, com as mudanças ocorridas na sociedade ocidental (e portuguesa em particular), o sistema de pensões tornou-se completamente insustentável e, desde há alguns anos, correcções têm sido introduzidas de forma a fazer convergir o sistema de pensões da CGA com o RGSS (Regime Geral da Seg. Social). Por ex., um funcionário público que se reforma-se até 2005, teria uma pensão superior ao seu último salário (pensão = 100% do salário, mas fazia menos descontos). A partir de 2006, foi introduzido um factor que fez a pensão corresponder a 89% do último vencimento. O corte de 10% nessas pensões que agora se discute, resulta de uma alteração desse factor de 89% para 80%.
Actualmente, estudos apontam para que um cidadão activo que hoje tenha menos de 50 anos, tenha no futuro uma reforma de 50% – 40% (quem sabe?…) desse mesmo vencimento.
Mais uma vez, não é o “Estado” quem “paga as pensões”, são os contribuintes que o fazem – melhor – existe um conjunto de contribuintes que paga e outro que recebe. Assim, pergunta-se: com que “moral” se pode exigir a um grupo de cidadãos que terá uma pensão de 40% do seu vencimento (RGSS), que sustentem os “direitos adquiridos” de um outro grupo que continuará a receber 89% (CGA)? Será “moral” esta desigualdade de direitos entre cidadãos “iguais”? Será constitucional, a manutenção de um grupo de cidadãos de 1ª classe e outro de cidadãos de 2ª?!”
http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/09/o-estado-garantista-o-estado-ladrao-e.html
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Nem mais, Murphy, é isso mesmo. Mas o que mais me espanta, é que são pessoas que estão a sustentar o actual sistema com os seus impostos, e que mais tarde irão ter direito, se tiverem, a uma pensão de reforma mixuruca, que apoiam com denodo este estado de coisas. A estupidez natural não explica tudo; é assim uma espécie de “quanto mais me bates, mais eu gosto de ti”!
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Faça como eu, Alex: pensão privada.
Aí o governo não mexe.
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Caro Alexandre C Silveira, quem apenas se informa – por opção ou falta de acesso a outras fontes – com base no que vê nos telejornais das 20h, dificilmente consegue perceber o que está em jogo…
Cumprimentos.
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É cada vez mais evidente que a crise partidária não atinge exclusivamente o PS. A situação política nacional é resvaladiça. Só ‘para inglês ver’ é que se pode falar em estabilidade governativa. As eleições poderão estar mais próximas do que se julga.
Ninguém vai ficar à espera de A. Costa. Como o PSD não espera por R. Rio. O ‘impasse’ é profundíssimo e resta saber como Belém descalça a bota.
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Em Belém, para mais nestes tempos de severo acometimento de velhice, já só se usam pantufas…
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Diria até que o PS (ao contrário do PSD) percebeu que precisava dar a ideia de que alguma coisa ia mudar para reconquistar o eleitorado!
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SE eu mandasse no PSD, o que queria menos era estar no governo depois de 2015. Eles lá no PS pensam que chegam lá, e é tudo rosas. Não é! As rosas só existem na cabeça e no logotipo deles.
De resto, os cortes na despesa do estado que os zelotas do Ratton não têm deixado fazer a este governo, vão deixar fazer ao governo do PS que será obrigado a fazê-los, e até mais violentos, porque mais tardios. Se não acreditam, vão ler os acordãos de 2010, do tempo dos cortes que o Sócrates fingia que fazia.
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Golpe de estado palaciano? http://www.noticiasaominuto.com/economia/230079/quem-sao-e-como-sao-escolhidos-os-13-juizes-do-constitucional
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Esse Frnacisco Sá Carneiro não foi o tal que aprovou uma Constituição que diz que há dinheiro para direitos adquiridos ?
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O que tem de bom o ps é que cumpre sempre o que promete, a chamada ética republicana.
O Costa não te esqueças de aumentar tudo.
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