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má escolha

5 Junho, 2014
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O governo preferiu continuar a atirar as responsabilidades para cima dos portugueses mais desprotegidos, em vez de obrigar a vir a jogo todos aqueles que criaram e mantêm a situação que nos obrigam, sem mais, a pagar. É uma atitude pouco corajosa, que terá inevitáveis consequências sobre aqueles que a tomaram. Daqui por um ano, se até não for antes, o governo e os partidos de Passos Coelho e Paulo Portas terão um lindo enterro. Ficará a cargo de um PS renascido nas mãos de António Costa, a quem os dois partidos do governo acabam de entregar o poder. De facto, a cadeira de Francisco Sá Carneiro não é para qualquer um.

16 comentários leave one →
  1. YHWH's avatar
    YHWH permalink
    5 Junho, 2014 17:20

    Desde que correram com o secretário de estado que afrontou Mexia, que todo o quadro de disponibilidade macro-económica onde este governo estava disposto a tocar se revelou: «carregai em quem não tem pau nem pedra para nos atirar».

    Um governo fraquíssimo com os poderosos, os protegidos e demais associados poderes instalados, mas fortíssimo com os fracos, os individualizados, e os desprotegidos.

    Sic transit.

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  2. joao lopes's avatar
    joao lopes permalink
    5 Junho, 2014 17:22

    excelente post,sem espinhas.concordo a 100%.bravo…

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  3. neotontono's avatar
    neotontono permalink
    5 Junho, 2014 17:32

    em vez de obrigar a vir a jogo todos aqueles que criaram e mantêm a situação que nos obrigam, sem mais, a pagar.
    .
    E que bem pareceria para um estrangeiro que o governo de Passos Coelho em vez de governar anda mais bem…a jogaaaaaar !

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  4. Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
    Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    5 Junho, 2014 17:38

    95% dos pensionistas da Segurança Social e 87% dos pensionistas da CGA ficam de fora e isto é um ataque aos “mais desprotegidos”? Não é uma questão de estar aqui a defender o governo, mas que quantidade da população portuguesa reformada é que está “desprotegida”?
    Mas a mim já nada me espanta: hoje à tarde vi e ouvi no Parlamento, deputados do PS (com o Paulo Campos ao lado a rir-se) acusarem este governo de não cortar o suficiente nas rendas das PPPs que eles negociaram com os bancos quando estavam no governo. A gente ouve e nem acredita na desfaçatez que tomou conta deste país.
    Por isso, é esperar mais umas semanas, e quando o PS estiver no auge da discussão de como é que se vão disputar as primárias, se é à francesa ou à americana, demissão do governo.
    E depois o bom povo português que decida ser quer ser governado pelos “gaijos porreiros” da esquerda, ou se querem vir a ter um futuro o melhor que for possivel. E eu estou confiante: o Tozé disse ontem na tv que se ganhar as eleições legislativas sem maioria absoluta, vai fazer um governo “à esquerda”. Sendo assim, até eu vou votar nele; não há nada que eu deseje mais para este país do que um governo formado por uma coligação “à esquerda”!

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    • YHWH's avatar
      YHWH permalink
      5 Junho, 2014 17:59

      LOL!!!

      Pensa mesmo que um governo ia arranjar guerras de proporções mediáticas por causa de 5% de pensionistas da SS e 13% da CGA?!…

      Só se cada um deles tivesse reformas superiores a +5000€/mês… e mesmo assim…

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      • murphy's avatar
        murphy permalink
        5 Junho, 2014 22:18

        Arrisco dizer que existe uma diferença significativa entre um “desprotegido médio”, se tomarmos o país como amostra, de um “desprotegido médio”, se a amostra for a rua onde vive YHWH…

        “O “Estado”, enquanto entidade que pode financiar este e aquele direito, não existe! O dinheiro vem sempre do bolso dos contribuintes.

        Outro caso flagrante desta ilusão em que muitos cidadãos ainda vivem – talvez pela forma como a comunicação social aborda as questões, dando a ideia que o Estado tudo pode garantir – relaciona-se com o corte de 10% sobre as pensões da Caixa Geral de Aposentações (CGA), na componente anterior a 2005.

        Já perdi a conta ao número de vezes que ouvi a classificação da medida como “imoral”, vejamos então onde anda a “moral” nesta estória… Note-se que o sistema de pensões português não é de capitalização, i.e., não faz sentido aquela frase “descontei toda a vida para a minha pensão”, isso não existe. A situação é tão simplesmente esta: existe um grupo de cidadãos (reformados) que aufere um valor de pensão que é pago com os descontos dos restantes cidadãos (activos). Como estes descontos não chegam para cobrir a despesa com pensões, o restante é pago com transferências do orçamento de estado (impostos). Mais concretamente, os descontos para a CGA só cobrem uma parte (cerca de 40%) dos custos do mesmo sistema, isto determina que, actualmente, 60% das pensões da função pública (CGA) já são financiadas pelos impostos pagos por todos os portugueses e não pelos descontos efectuados pelo sistema da CGA.

        Por razões já aqui abordadas, com as mudanças ocorridas na sociedade ocidental (e portuguesa em particular), o sistema de pensões tornou-se completamente insustentável e, desde há alguns anos, correcções têm sido introduzidas de forma a fazer convergir o sistema de pensões da CGA com o RGSS (Regime Geral da Seg. Social). Por ex., um funcionário público que se reforma-se até 2005, teria uma pensão superior ao seu último salário (pensão = 100% do salário, mas fazia menos descontos). A partir de 2006, foi introduzido um factor que fez a pensão corresponder a 89% do último vencimento. O corte de 10% nessas pensões que agora se discute, resulta de uma alteração desse factor de 89% para 80%.

        Actualmente, estudos apontam para que um cidadão activo que hoje tenha menos de 50 anos, tenha no futuro uma reforma de 50% – 40% (quem sabe?…) desse mesmo vencimento.

        Mais uma vez, não é o “Estado” quem “paga as pensões”, são os contribuintes que o fazem – melhor – existe um conjunto de contribuintes que paga e outro que recebe. Assim, pergunta-se: com que “moral” se pode exigir a um grupo de cidadãos que terá uma pensão de 40% do seu vencimento (RGSS), que sustentem os “direitos adquiridos” de um outro grupo que continuará a receber 89% (CGA)? Será “moral” esta desigualdade de direitos entre cidadãos “iguais”? Será constitucional, a manutenção de um grupo de cidadãos de 1ª classe e outro de cidadãos de 2ª?!”

        http://jornalismoassim.blogspot.pt/2013/09/o-estado-garantista-o-estado-ladrao-e.html

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        5 Junho, 2014 22:52

        Nem mais, Murphy, é isso mesmo. Mas o que mais me espanta, é que são pessoas que estão a sustentar o actual sistema com os seus impostos, e que mais tarde irão ter direito, se tiverem, a uma pensão de reforma mixuruca, que apoiam com denodo este estado de coisas. A estupidez natural não explica tudo; é assim uma espécie de “quanto mais me bates, mais eu gosto de ti”!

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      • YHWH's avatar
        YHWH permalink
        6 Junho, 2014 07:48

        Faça como eu, Alex: pensão privada.

        Aí o governo não mexe.

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      • murphy's avatar
        murphy permalink
        6 Junho, 2014 10:28

        Caro Alexandre C Silveira, quem apenas se informa – por opção ou falta de acesso a outras fontes – com base no que vê nos telejornais das 20h, dificilmente consegue perceber o que está em jogo…

        Cumprimentos.

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  5. JDGF's avatar
    JDGF permalink
    5 Junho, 2014 18:03

    É cada vez mais evidente que a crise partidária não atinge exclusivamente o PS. A situação política nacional é resvaladiça. Só ‘para inglês ver’ é que se pode falar em estabilidade governativa. As eleições poderão estar mais próximas do que se julga.
    Ninguém vai ficar à espera de A. Costa. Como o PSD não espera por R. Rio. O ‘impasse’ é profundíssimo e resta saber como Belém descalça a bota.

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    • YHWH's avatar
      YHWH permalink
      5 Junho, 2014 18:15

      Em Belém, para mais nestes tempos de severo acometimento de velhice, já só se usam pantufas…

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    • Almeida's avatar
      Almeida permalink
      5 Junho, 2014 18:44

      Diria até que o PS (ao contrário do PSD) percebeu que precisava dar a ideia de que alguma coisa ia mudar para reconquistar o eleitorado!

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        5 Junho, 2014 19:09

        SE eu mandasse no PSD, o que queria menos era estar no governo depois de 2015. Eles lá no PS pensam que chegam lá, e é tudo rosas. Não é! As rosas só existem na cabeça e no logotipo deles.
        De resto, os cortes na despesa do estado que os zelotas do Ratton não têm deixado fazer a este governo, vão deixar fazer ao governo do PS que será obrigado a fazê-los, e até mais violentos, porque mais tardios. Se não acreditam, vão ler os acordãos de 2010, do tempo dos cortes que o Sócrates fingia que fazia.

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      • Almeida's avatar
  6. oscar maximo's avatar
    oscar maximo permalink
    6 Junho, 2014 09:30

    Esse Frnacisco Sá Carneiro não foi o tal que aprovou uma Constituição que diz que há dinheiro para direitos adquiridos ?

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  7. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    6 Junho, 2014 15:12

    O que tem de bom o ps é que cumpre sempre o que promete, a chamada ética republicana.
    O Costa não te esqueças de aumentar tudo.

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