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Veiled west

3 Julho, 2014

veus

A proibição da burqa e do niqab em França são um sinal de fraqueza de uma cultura em declínio. Ao reconhecerem que a liberdade já não favorece a cultura ocidental, as autoridades francesas transformaram o véu num símbolo de contestação aos valores ocidentais e de reforço da identidade dos muçulmanos. Claro que não é possível salvar a liberdade limitando-a. Boa sorte.

25 comentários leave one →
  1. António's avatar
    António permalink
    3 Julho, 2014 08:11

    se eu fosse a sua casa e deixa-se por lá uma bosta bem no meio da sua sala,,,, em que é que ficava-mos,,,, volta que és bem vindo….

    as regras implícitas, as vezes necessitam de ser explicitadas,,,, só isso e se não gostam, a porta da rua é serventia da casa….

    misturar alhos com bugalhos, o que geralmente faz,,, é que não é correcto e é um atentado a liberdade.

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  2. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    3 Julho, 2014 09:09

    The Walking Dead

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  3. Jorge's avatar
    Jorge permalink
    3 Julho, 2014 09:21

    Estas fotografias misturam situações diferentes. No caso dos touaregs trata-se de uma proteção contra o sol e a areia…
    Eu entendo que no espaço público as pessoas devem ser identificáveis.

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  4. Fernando's avatar
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    3 Julho, 2014 09:29

    Pois é João. Sabe? A axiologia de um dado comportamento (neste caso o uso de roupas que tapam o rosto) deve ser vista a partir da fundamentação ideológica que justifica tal comportamento. E sabe, João? (já não entro na questão da falsa comparação, que é uma mera falácia “tu quoque”). Não é o mesmo no caso do Cristianismo (o véu não oculta jamais os traços do rosto; e a imagem das carmelitas é, para a comparação com a proibição vertente relacionada com espaços públicos, ridícula, pois ocorre dentro das quatro paredes de um mosteiro onde, por uns brevíssimos instantes, se tapa o rosto e apaga as velas no decurso de uma procissão para simbolizar o “fez-se trevas em toda a terra” aquando da morte, segundo os textos bíblicos, de Jesus) e do islão (onde há casos em que se tapa o rosto, e não são os que o João ilustrou com as suas imagens, meu caro, que não são proibidos). No caso do Cristianismo, em que é voluntário e ninguém é morto por não usar véu, é uma questão cultural de modéstia (análoga a outras referidas aos varões); no caso do islão, onde se chega a matar por não se usar o hijab ou a burka, tem por trás o desejo de fazer as mulheres reconhecerem: 1) que são propriedade exclusiva dos seus esposos (ver, por exemplo: surah 4:34; Sahih Bukhari 3:34:264); 2) que são seres inferiores a nível ontológico (ver, por exemplo: Sahih Bukhari 2:24:541) e religioso (ver, por exemplo: Sahih Bukhari 2:24:541); 3) que só assim evitarão a auto-culpa no caso da sua aparência despertar a libido dos varões e estes as violarem (ver, por exemplo: surah 33:59). Mais, meu caro João: a proibição não refere roupas islâmicas (isso é o que os media têm querido passar), mas qualquer tipo de vestimenta que oculte o rosto, não é, João?

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  5. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    3 Julho, 2014 10:51

    Caro João Miranda, perdoe-me a observação, mas aqui o essencial passou-lhe ao lado.

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  6. Ana Vasconcelos's avatar
    Ana Vasconcelos permalink
    3 Julho, 2014 12:22

    A burca, o véu são simbolos de opressão das mulheres e de submissão destas ao poder masculino. Por isso devem ser combatidos por quem defende a liberdade. Garantir a liberdade dos opressores não favorece a liberdade.

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    • zazie's avatar
      3 Julho, 2014 13:32

      A burka é um tecido. Os símbolos não são trapos.

      Os usos das coisas têm uma tradição e essa de “submissão ao poder masculino” é jargão feminista que também tem uma história.

      O uso de cobertura do corpo era recomendado a homens e mulheres por questões de humildade e não foi inventado por uma religião, muito menos pela islâmica.

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      • Fernando's avatar
        Fernando permalink
        4 Julho, 2014 10:20

        Meu caro; o símbolo conota e denota; não seja tão primariamente simplista; no caso do hijab/burka a sua raíz é justamente a que diz Ana Vasconcelos. Quer fontes islâmicas contemporâneas? Aqui estão elas:

        «”No human being is permitted to prostrate to another, but if this were permitted I would have ordered wives to prostrate to their husbands, because of the greatness of the rights they have over them»

        «Treat women well, for they are like domestic animals (awan) with you and do not possess anything for themselves.»

        «The purpose of clothing is to prevent fitnah (temptation), and this can only be achieved if clothes are wide and loose. Tight clothes, even if they conceal the colour of the skin, still describe the size and shape of the body or part of it, and create a vivid image in the minds of men. The corruption or invitation to corruption that is inherent in that is quite obvious. So the clothes must be wide»

        «Allaah commands the believing women to guard their chastity, and the command to guard their chastity also a command to follow all the means of doing that. No rational person would doubt that one of the means of doing so is covering the face, because uncovering it causes people to look at it and enjoy its beauty, and thence to initiate contact.»

        «From an early age, daughters should be taught that hijab is an ordinance from Allah to protect their chastity»

        «Hijab is an obligation from Allah on Muslim women. The obligation is referred to in the Qur’an and the Sunnah. The Muslim woman must wear it and the Muslim parents should encourage their daughters to wear it»

        Conclusões? Esta é precisa:

        «The requirement for the hijab has had the effect of placing full responsibility for Muslim-male self control onto the females – freeing the men of responsibility for their actions if they see an unveiled woman. Lack of self control is not an inherent attribute to men, because men in non-Islamic societies generally do not have such self control issues; when it is rare to see a woman covered so in these societies. The hijab’s purpose, as revealed and to this day, is designed to protect Muslim females from the now acceptable behavior of Muslim males; behavior which has been deemed socially acceptable precisely because of the requirement of Muslim females to wear the hijab. »

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      • zazie's avatar
        4 Julho, 2014 10:40

        ò estúpido. Um símbolo é algo no lugar de outro. Um símbolo é inofensivo.

        V.s podiam era dizer que a burka é um exemplo, ou um testemunho de subjugação das mulheres aos homens.

        Mas nunca um símbolo disso. Porque se fosse símbolo disso, até podiam andar em top e calções com burkas estampadas no tecido.

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      • zazie's avatar
        4 Julho, 2014 10:41

        Cambada de analfas a querem fazer de doutores.

        Metem nojo. gente mais besta que ainda há um século fariam o mesmo por cá a acharem-se agora superiores por saberem fazer copy paste na net.

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      • zazie's avatar
        4 Julho, 2014 10:43

        E vê lá se aprendes que uma mulher não se trata por “meu caro”. Se não sabes quem é a Zazie dans le Metro faz uma busca na net que isso parece já teres aprendido.

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      • Fernando's avatar
        Fernando permalink
        4 Julho, 2014 16:03

        “Estúpido”? Ah, obrigado pela sua inteligência e douta argumentação.

        Claro que um símbolo é uma coisa num sítio e outra noutro: por isso falei em conotar e denotar, sabe o que é isso? Por isso é que um neo-nazi com uma suástica é diferente de um hindu com uma suástica. Símbolo quer dizer “o que reúne” e numa mulher islâmica a burka e o hijab reúnem a mulher concreta à ideologia islâmica que concebe o hijab do modo que eu demonstrei. Percebe isto, não? Ou é-lhe difícil? Quer um pouco de vaselina para a verdade lhe entrar?

        Quem começou a fazer copy paste de links foi o senhor, não foi, meu caro?

        Não preciso de ir à net buscar nada: fui muçulmano 30 anos na Jordânia, meu caro. E do islão percebo mais do que o senhor até a dormir.

        Mas mostre-me, com textos islâmicos ortodoxos, que o senhor tem razão. Aqui espero. Força.

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      • zazie's avatar
        4 Julho, 2014 16:32

        Então se sabe que um símbolo é uma representação no lugar de algo existente, porque é que concordou com a Ana Vasconcelos que achou que o crime da burk era simbólico?

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      • zazie's avatar
        4 Julho, 2014 16:33

        V. quer textos “ortodoxos” de quê e com que data para se entenderem costumes?

        V. devia começar por ir para a escola e depois falávamos.

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  7. BorNot2B's avatar
    3 Julho, 2014 14:35

    A proibição do véu é apenas um pequeno golpe frouxo numa guerra que ninguém admite existir, mas que está em curso.. Na verdade, o “ocidente” não tem é “tomates” para proibir de raiz o culto político-religioso mais violento e obscurantista da história. Não obstante, teria tanta facilidade em reunir argumentos de peso quantos existiram para os programas de “desnazificação”… A afirmação (esquerdista e politicamente correta) de que “não é possível salvar a liberdade limitando-a”, neste contexto, é completamente desajustada. Ignora o cerne da questão…

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  8. zazie's avatar
    3 Julho, 2014 15:26

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  9. jorgegabinete's avatar
    3 Julho, 2014 21:15

    A Europa funda-se actualmente em vários valores de esquerda e liberais e alguns desses valores comuns a ambas as falácias dogmáticas: existe a liberdade individual e a liberdade de culto religioso e pelo meio a liberdade de associação. Entende recentemente o TEDH que a liberdade individual se realiza pelo direito ao esquecimento e pela proibição de vestes, caso para dizer que os nossos conselheiros co-habitam o TC e o TEDH nesta pífia procura da quadratura do círculo. Sobre o direito ao esquecimento entende-se atribuir esse direito individual sobrepondo-se a um direito colectivo de memória; já sobre as vestes sobressaem duas linhas ideológicas (e não jurídicas) que é o pressuposto de urgência de derrota de uma religião pelo mal que lhe aparece associado em diversas circunstâncias e latitudes (e deste modo a sobreposição do preconceito à liberdade de culto não invasivo de demais liberdades) e por outro lado o pressuposto que o uso de vestes resulta de uma imposição sobre o indivíduo de um culto porventura opressivo e não de uma escolha individual legítima e informada. É pena, porque sendo eu de direita conservadora e nada progressista (é o meu supremo de auto.crítica), vejo nestas duas decisões o prelúdio de maior intolerância e determinismo numa suposta evolução civilizacional até agora tendencialmente tolerante e ecuménica. Resulta do meu entendimento que se o uso de vestes assim como a perseguição pela memória são riscos de potencial opressão, são-no precisamente numa sociedade diferente daquela que temos tido na Europa que tem sabido acolher e integrar e desse modo derrotar o principal manifesto quer dos perseguidos pela memória quer dos integristas que querem diabolizar o não-islamismo. Falta coragem aos actuais ideólogos europeus para saber não decidir quando a demanda é a satisfação de pretensões totalitaristas. Digo.

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  10. JCA's avatar
    JCA permalink
    4 Julho, 2014 01:28

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    Leaked report: Israel acknowledges Jews in fact Khazars; Secret plan for reverse migration to Ukraine

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    In retrospect, we should have seen this coming, said a venerable State Department Arabist, ticking off the signs on his fingers: a little-noticed report that Russia was cracking down on Israeli smuggling of Khazar artifacts, the decisions of both Spain and Portugal to give citizenship to descendants of their expelled Jews, as well as evidence that former IDF soldiers were already leading militias in support of the Ukrainian government. And now, also maybe the possibility that the missing Malaysian jet was diverted to Central Asia.

    http://blogs.timesofisrael.com/leaked-report-israel-acknowledges-jews-in-fact-khazars-secret-plan-for-reverse-migration-to-ukraine/#ixzz35KLMCAR7
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  11. rhianor's avatar
    4 Julho, 2014 09:46

    Isto torna-se interessante, dum lado temos os esquerdistas defensores dos direitos das mulheres, do outro os esquerdistas defensores das minorias étnicas…

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