Constatação curta e grossa
8 Julho, 2014
Os portugueses têm vergonha de assumir os motivos pelos quais fazem greve. Por isso mesmo são todas “em defesa” daqueles que precisamente prejudicam com a greve.
16 comentários
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Os portugueses têm vergonha de assumir os motivos pelos quais fazem greve. Por isso mesmo são todas “em defesa” daqueles que precisamente prejudicam com a greve.
Os nossos “Democratas” sindicalistas sempre encheram o bandulho à custa do Trabalhador e do Cidadão!
Nisto os médicos, apesar da sua apregoada “ética” profissional, em nada são diferentes. Usar doentes como arma de arremesso e de chantagem é do mais vil e rasteiro.
Bem sei que estão habituados a ordenados milionários e vidas de nababos, mas nem sempre os fins justificam os meios…
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Eu não conseguiria expressar melhor o meu absoluto repúdio por este tipo de comportamento!
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Defina, por obséquio, «ordenados milionários» e «vida de nababos».
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A maior parte das grvaes não passa de uma tomada de reféns, de um autêntico rapto dos cidadãos, prevista nas leis gerais do país.
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Acha mesmo que pode comparar os efeitos de uma greve à “tomada de reféns” ou ao “rapto de cidadãos? Não será exgerado?
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Sim, de facto bom mesmo seria as greves não afetarem ninguém. Do tipo, os trabalhadores do Metro fazerem greve às… horas de almoço. Ou os professores fazerem greve aos… intervalos! Melhor ainda: os cantoneiros fazerem greve aos… banhos depois do trabalho!! Mas… esperem… assim também prejudicava…
E essas seriam greves com grande probabilidade de alcançar objetivos.
Indizíveis, claro…
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Você não devia começar pela última letra do alfabeto.
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Vamos falar de greves de outros trabalhadores, os sazonais e independentes?
Eu preciso de renovar o revestimento da residência. Vem cá o empreiteiro e apresenta o orçamento: 6000 euros SEM IVA. Então e os impostos, ó sr. Diamantino? O sr. quer? São mais 1000 (e não sei quantos).
Vindimas… As mulheres ganham 30-35 euros por dia, os homens 40 a 50 (isto é variável consoante o ano). E descontos? Ah, assim não quero, pois teria de me coletar. E, se for trabalhar para o seu vizinho, ele não quer sabe dessas esquisitices. Dois meses, de segunda a segunda, dá uma bela maquia.
Ah e tal é trabalho sazonal… Sim, dois meses de vindimas, depois castanha, amêndoa; de seguida, vareja e por aí fora.
Maio e junho, é preciso limpar as matas… Ó sr. Nightingale, são 50 euros por dia para mim, mais 30 para a mulher, fora o combustível da máquina e a alimentação.
Vem o tratorista lavrar e arar as terras… 40 euros por hora e meia de trabalho…
Nada disto paga um cêntimo de impostos. Zero!
Estes precisam de fazer greves? Claro que não.
E é isto… Se um gajo vai chatear e exigir fazer tudo de acordo com a legalidade, não consegue quem faça o trabalho, porque isso de pagar impostos é para os outros, que trabalham para outrem (Estado ou privados) e são ricos.
Enquanto isso, a malta discute o privado vs funcionalismo público.
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Completamente. Mas, neste caso dos médicos, é de tal maneira óbvio e eles são tão impopulares entre quem usa o SNS que só tramam os sindicalistas e o PCP com estas merdas.
Por mim, como digo, até os deviam entrevistar na tv e à saída das clínicas particulares, já agora, que isto é a maior propaganda para justicar todos os cortes que o Governo lhes faça.
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os portugueses têm vergonha? fale por si, cunha!
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Você tem vergonha do seu próprio nome. Por isso não o usa. Vou optar por idiota, parece adequado.
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O mais interessante é os termos orwellianos que inventam, mostrando a sofisticação das campanhas:
Valorização e dignificação das carreiras= Queremos mais dinheiro
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Onde paira a racionalidade! Ouvi esta tarde um Homem dizendo numa TV estou à espera duma consulta de oftalmologia há 3 anos, venho de Vila Real ao Porto e chego aqui e o médico faz greve.
Conheço médicos que não fazem greves e dizem, o paciente está sempre primeiro.
Vejo na TV o bastonário numa entrevista de bata branca. Porquê hoje? Foi à TV fazer uma consulta?
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Foi experimentar a bata. Já não se lembrava da sensação de usar uma.
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As greves não sendo a forma ideal de contestação são muitas vezes a única. Esta greve tem a ver com a qualidade de vida não apenas dos médicos, mas sobretudo dos doentes e Sistema Nacional de Saúde. E com a tentativa de silenciamento/ ocultação do estado de coisas, impedindo os trabalhadores de revelar aquilo que não está bem.
http://nblo.gs/YiCzK
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