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Hoje ainda é dia de defesa do SNS, amanhã é dia de defesa de outra coisa

9 Julho, 2014

Hoje ainda há greve dos médicos. Depois de toda a excitação, de toda a algazarra, de toda a actividade grevista que parou o país ontem – nomeadamente dos jogadores brasileiros -, é dia de regressar à luta.

A luta é uma luta boa. Ninguém aproveita a greve nos hospitais públicos para consultas adicionais na privada, dizem-me; e eu acredito, como acredito sempre que se defende um sistema público qualquer, como acreditei quando a escola pública foi defendida das últimas 35 vezes, melhorando a cada uma das intervenções, resolvendo os problemas um de cada vez.

A FENPROF solidarizou-se com a luta da FNAM. Directamente de Cancun, talvez do Algarve – que isto não se aguenta – expressam a sua solidariedade com a defesa da coisa pública, os edifícios, o equipamento, os funcionários.

Faz falta alguém que defenda os alunos e os doentes destas constantes defesas da coisa pública. Mas cá vamos andando, com a graça de Deus, menos mal, obrigadinha, cumprimentos aos seus, que não os vejo há muito, devem já estar uns homenzinhos.

29 comentários leave one →
  1. gastão's avatar
    gastão permalink
    9 Julho, 2014 13:20

    Pff…

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  2. joao lopes's avatar
    joao lopes permalink
    9 Julho, 2014 14:19

    a destruiçao do SNS pelo governo atraves do estrangulamento financeiro e a luta dos medicos em defesa do SNS(fonte:eugenio rosa ,economista e doutorado pelo ISEG )

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    • vitorcunha's avatar
      9 Julho, 2014 14:27

      Distinto comunista e martelador, se produzisse vinho seria à base de água. Adoro. Razão tem a Zazie: falem, falem muito.

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    • Duarte de Aviz's avatar
      Duarte de Aviz permalink
      9 Julho, 2014 16:47

      O SNS acabou! Está morto! Finito! Metam isso na cabeça! Só falta saber o que se segue. E agora já sei que vão ser os médicos que lhe farão o enterro pois já estão a começar a perceber que se não o fizerem nunca mais vão ganhar mais do que dois mil e poucos euros por mês sem terem que ir para a estranja. C’est la vie!

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      9 Julho, 2014 16:49

      Lopes, leia e aprenda. Se quiser…

      http://observador.pt/opiniao/depois-de-acabar-o-dinheiro-dos-outros/

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      • joao lopes's avatar
        joao lopes permalink
        9 Julho, 2014 17:29

        espero que leia tambem,o economista eugenio rosa,no texto acima referido.sim ja li a maria joao,e o texto dela nao deve ser para mim.como portugues nao tenho dividas em nome pessoal.que o estado se tenha endividado estupidamente,é outra coisa.dou um exemplo:o euro 2004 foi uma patetice.mas na altura todo o portuga andava com uma bandeira,nao é? era so patriotas,nao é? pois,esta ai a conta para pagar

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      • vitorcunha's avatar
        9 Julho, 2014 17:41

        Eugénio Rosa? Percebi “vinho a martelo”.

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      • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
        Alexandre Carvalho da Silveira permalink
        9 Julho, 2014 17:57

        O Eugénio Rosa é comunista, e para mim está tudo dito: só vê neo-liberais à frente do nariz, e defende a estatização da economia.
        O problema do país para Eugénio Rosa, para João Ferreira do Amaral e parece que para si também, foi a entrada de Portugal no euro. Mas não foi. A entrada de Portugal no euro faz parte da nossa sobervivência futura. O erro foi o que Portugal devia ter feito e não fez: ter contas publicas sãs, e ter investido o dinheiro que nos deram (mais de 80 mil milhões de fundos europeus) no crescimento da economia e na transformação de bens transaccionáveis, em vez de fazer autoestradas a metro, e ter criado um estado social que é necessário, mas que é insustentável face à economia que temos.
        Para Eugénio Rosa dizer isto que está à vista de toda a gente, é ser neo-liberal. Estamos conversados!

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  3. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
    9 Julho, 2014 14:28

    Este é o baile do costume. Os caminhos da defesa dos interesses dos pobrezinhos está trilhado há muito tempo, sendo seus activistas, os médicos, os professores, os senhorios, os banqueiros, as confissões religiosas, as diversas maçonarias e os partidos políticos, entre outros. É preciso manter os pobres para justificar tais missões. O salário mínimo, líquido de 431€, deve manter-se por muito mais tempo para justificar a luta, assim como as reformas dos banqueiros em milhões ( não esquecer Jardim Gonçalves). também deve continuar, dado que os deputados que aprovam salários mínimos, não se incomodam com salários ou reformas máximas. Os médicos têm muita pena do SNS e esperam que não acabe, como se não fosse obrigação de qualquer república tratar dos cidadãos, tanto mais que lhe cobra, em impostos directos e indirectos, verbas para o manter. Estamos na época do descaramento total. Valha-nos ao menos o Brasil para arrefecer os ânimos, que colocou tudo ao rés-de-chão e que aguentou os sete petardos mortais.

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    • Duarte de Aviz's avatar
      Duarte de Aviz permalink
      9 Julho, 2014 16:50

      “obrigação de qualquer república tratar dos cidadãos”? Salvo seja… Eu não quero ser tratado por esta república. Preferia ir à bruxa!

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      • Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
        Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
        9 Julho, 2014 17:07

        Só que a bruxa, também a existir, vive na república. Logo, mesmo tratado pela bruxa, é na república que isso sucede. E a republica, se a bruxa está conceituada, tem obrigação de a assistir e dar guarida e conforto para que possa exercer condignamente o seu mester.

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    • vitorcunha's avatar
      9 Julho, 2014 16:51

      Posso não ser tratado pela república? E sendo obrigatório, pode ao menos mostrar a outra mama?

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      • Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
        Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
        9 Julho, 2014 18:10

        A república, neste contexto, é um conceito mais lato, qualquer coisa como o conjunto das pessoas e todas as estruturas do país e não refere apenas o governo e seus apêndices. Logo, é no espaço em que desgraçadamente muitos de nós vegetamos, que se deve encontrar a resposta para tratar as enfermidades pessoais ou as da pátria.

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      • vitorcunha's avatar
        9 Julho, 2014 18:12

        Passo.

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    • Duarte de Aviz's avatar
      Duarte de Aviz permalink
      9 Julho, 2014 16:57

      O castiço bolibariano da benezuela disse que foi uma tragédia para toda a América Latina. Eu já disse aos meus amigos brasucas que não estão ainda livres de voltar a perder… Com a ARGENTINA… E então é que a Dilma, o PT, o insubstituível Lula honoris causa, o Scolari, e toda a tralha socrática do Brasil vão à vida… MAs se isso salvaer a Argentina de outra banca rota, sera por uma boa causa.

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  4. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    9 Julho, 2014 14:34

    Entrudo o ano inteiro…

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  5. Procópio's avatar
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    9 Julho, 2014 15:40

    O arménio esteve nos três canais mais porcos da tv à hora do almoço em simultâneo.
    Ele é a nossa esperança, ele é o nosso enlevo, ele há-de levar-nos ao paraíso. Prontos!

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    • anónimo's avatar
      anónimo permalink
      9 Julho, 2014 15:51

      arménio, sob a bandeira dos pobres que roubou ao vaticano, e com a sua inesgotável inergia (vem do in) é a verdadeira abadessa da ordem dos armenitas.

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    • joaquim's avatar
      joaquim permalink
      10 Julho, 2014 22:23

      O Arménio é o protótipo do português: valente , falador, refilão e preguiçoso. Acho que AC nunca trabalhou.

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  6. lucklucky's avatar
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    9 Julho, 2014 20:04

    Não é defesa nenhuma do SNS, é defesa dos que trabalham no SNS, tal como a Frenprof não defende a Escola Publica defende quem trabalha na Escola Publica.

    Os doentes e os alunos são o que menos interessa.

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  7. Florêncio Nightingale's avatar
    Florêncio Nightingale permalink
    9 Julho, 2014 21:07

    Quem defenda os alunos?

    Pelos exemplos que conheço, a pergunta seria mais quem defende os profes, pelo menos aquelas que entram numa sala de aula.

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    • vitorcunha's avatar
      9 Julho, 2014 21:52

      Tem que arranjar melhores companhias.

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      • Joam Roiz's avatar
        Joam Roiz permalink
        10 Julho, 2014 04:46

        “Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” – ditado popular. Cada um anda com as companhias que quer; não será assim, Vítor Cunha?

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  8. Luís Pereira's avatar
    Luís Pereira permalink
    10 Julho, 2014 10:47

    Em nome da defesa dos doentes, milhares deles não foram atendidos, milhares de cirurgias ficaram por fazer. Em nome da defesa dos doentes, maltratam-se os doentes. Continuamos reféns destes assaltantes que, legalmente, fazem de nós todos reféns e carne para canhão. Há que pôr cobro a isto.

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  9. colono's avatar
    colono permalink
    10 Julho, 2014 12:31

    A palavra de ordem que mais me comoveu:

    ” CHEGA DE LITORAL —QUEREMOS IR PARA O INTERIOR”

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  10. jorgegabinete's avatar
    16 Julho, 2014 23:20

    Eu posso explicar…

    “Os professores reunidos esta quarta-feira em Encontro Nacional decidiram manter a luta contra o atual Governo e por uma política “que defenda a escola pública” e rejeitaram a municipalização da educação.

    Numa moção aprovada esta quarta-feira no encontro, os docentes mantêm a exigência da demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas para uma alternativa que “respeite e valorize o trabalho e os trabalhadores, nomeadamente os profissionais docentes”.

    No documento, comprometem-se ainda em reforçar a ação em defesa dos estatutos das carreiras docentes e pela “manutenção das atuais estruturas de carreira e correspondentes grelhas salariais”.

    “Recusar qualquer transferência de novas responsabilidades para o poder local, através do designado processo de municipalização da educação, sem que seja precedida de um debate público com todos os parceiros educativos”, foi outra das medidas aprovadas.

    Os professores recusam ainda, “inequivocamente, qualquer tipo de transferência de responsabilidades a nível da gestão do pessoal docente para as autarquias”.

    Apoiar todas as lutas das populações contra o encerramento das suas escolas, apelar à luta contra a precariedade, o desemprego e a instabilidade profissional e lutar contra qualquer nova prova de avaliação “destinada a humilhar e degradar a imagem social dos professores”, foram outras medidas aprovadas no encontro.

    Os docentes admitem ainda convocar uma nova greve à vigilância dessa prova, caso ela se realize.

    No Encontro Nacional foi ainda decidido rejeitar uma eventual extinção das grelhas salariais e a criação de uma tabela remuneratória única e exigir a não aplicação da mobilidade especial aos professores.

    Os professores pedem também uma “fiscalização rigorosa” da situação nos colégios privados, locais onde consideram que os docentes “veem desrespeitados, de forma continuada, direitos que constam do seu contrato coletivo de trabalho”.

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    • jorgegabinete's avatar
      16 Julho, 2014 23:21

      eu posso tentar explicar:

      Os professores reunidos esta quarta-feira em Encontro Nacional decidiram manter a luta contra o atual Governo e por uma política “que defenda a escola pública” e rejeitaram a municipalização da educação.

      Numa moção aprovada esta quarta-feira no encontro, os docentes mantêm a exigência da demissão do Governo e a convocação de eleições antecipadas para uma alternativa que “respeite e valorize o trabalho e os trabalhadores, nomeadamente os profissionais docentes”.

      No documento, comprometem-se ainda em reforçar a ação em defesa dos estatutos das carreiras docentes e pela “manutenção das atuais estruturas de carreira e correspondentes grelhas salariais”.

      “Recusar qualquer transferência de novas responsabilidades para o poder local, através do designado processo de municipalização da educação, sem que seja precedida de um debate público com todos os parceiros educativos”, foi outra das medidas aprovadas.

      Os professores recusam ainda, “inequivocamente, qualquer tipo de transferência de responsabilidades a nível da gestão do pessoal docente para as autarquias”.

      Apoiar todas as lutas das populações contra o encerramento das suas escolas, apelar à luta contra a precariedade, o desemprego e a instabilidade profissional e lutar contra qualquer nova prova de avaliação “destinada a humilhar e degradar a imagem social dos professores”, foram outras medidas aprovadas no encontro.

      Os docentes admitem ainda convocar uma nova greve à vigilância dessa prova, caso ela se realize.

      No Encontro Nacional foi ainda decidido rejeitar uma eventual extinção das grelhas salariais e a criação de uma tabela remuneratória única e exigir a não aplicação da mobilidade especial aos professores.

      Os professores pedem também uma “fiscalização rigorosa” da situação nos colégios privados, locais onde consideram que os docentes “veem desrespeitados, de forma continuada, direitos que constam do seu contrato coletivo de trabalho”.

      Sob o lema “O Direito a Ser Professor”, o Encontro Nacional foi organizado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

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      • jorgegabinete's avatar
        16 Julho, 2014 23:40

        Na verdade não posso explicar mas tento:
        começa-se por ler o artigo que reproduzo acima, truncado e depois inteiro, publicado em http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Educacao/Interior.aspx?content_id=4031087&page=-1

        mas começa-se por ler de baixo para cima porque isto de perceber do que se fala é para tontos, o que vale é escrever vários parágrafos e só no último deslindar a profundidade. Embora pareça enredo dramático é jornalismo, e daquele que está em extinção porque estão todos a ser violentamente/barbaramente despedidos. Começa-se por saber que os professores todos: você, eu, os dos meus filhos e dos seus netos e eventualmente os could be também; dizia os professores todos estão contra/rejeitam/reverberam/resistem a um qualquer novo desígnio de governação; como dizia começa.-se por aí e depois constata-se que não são todos os 10 milhões de professores reunidos na esplanada do S.Luíz mas sim num Encontro Nacional não daqueles em que se encontra a nacionalidade mas sim estoutros onde a nacionalidade se encontra; dizia que começa por ali, continua por acoli e finda aqui “Sob o lema “O Direito a Ser Professor”, o Encontro Nacional foi organizado pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof).” questão menor do verdadeiro relato do tsunami de justiça que é esta marcha por direitos…

        Por outro lado temos a verdade: a Fenprof que representa parte dos professores sindicalizados (porque nem todos são sindicalizados e nem todos os sindicalizados se fenprofam em autoflagelo) constrói uma narrativa a que chama Encontro Nacional (de tal modo gigante que foi reservado o MeoArena para agrupar os empregados de logística de tal encontro); depois da construção da narrativa e ainda no seu entretanto vem o press release, maravilhoso desígnio de alavancagem do impacto infomativo da VunhaCaz e congéneres. E deposi não há crivo, rigor e honestidade informativa, mas como não está assinado deve ser produto vacante do jornalismo de causas autofágico e quando não “Lusotype” – sim a Lusa é o Ikea da produção de conteúdos jornalísticos e todos lá compram, até o Observador! shame on you!

        Amanhã tenho que aturar um palerma qualquer que treslê esta merda de produção no JN e depois se acultiva de convicção do conhecimento do Portugal real e sabe transmitir o verdadeiro sentir do professorado nacional que importando no total de 10 milhões são afinal o somos todos nós. Abaixo o Governo que já nem os pardais de mesa de esplanada aguentam isto, até o jornalismo morreu vejam lá…

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