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Se não pago eu, pagas tu

9 Julho, 2014
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Os socialistas são assim. Primeiro cobraram impostos até ao limite do tolerável. Quando o dinheiro dos outros se acabou, endividaram-se. Agora chegou a altura de não quererem pagar as dívidas. Haverá sempre outros a pagar. Como se percebe bem analisando a proposta de renegociação da dívida:

A primeira consequência de um movimento deste género é que no minuto seguinte Portugal perderia de novo acesso aos mercados da dívida pública: ninguém empresta a quem não cumpre as regras de um empréstimo. (…) No caso do Estado e das Administrações Públicas, a impossibilidade de aceder aos mercados significaria que, de um dia para o outro, o défice público teria de ser reduzido a zero – ou então teríamos de chamar de novo a troika, se é que alguma troika aceitaria vir. Escusado será dizer que os “cortes” seriam muito mais violentos do que tudo o que conhecemos até ao momento. Talvez começassem mesmo por deixar salários e pensões por pagar.

 

 

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31 comentários leave one →
  1. 9 Julho, 2014 16:35

    Ainda bem que os socialistas foram embora. Os impostos já se tonaram toleráveis…

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    • lucklucky permalink
      10 Julho, 2014 10:34

      Precisamente, pelo texto até parece que este Governo não é Socialista.

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  2. Duarte de Aviz permalink
    9 Julho, 2014 16:42

    Como já aqui escrevi (onde é que já li isto…) o Louçã, pelo menos, é coerente com a ideologia que professa e tem objectivos claros – quer nacionalizar o sistema financeiro no primeiro round do assalto ao controlo total da economia. Se é através de um processo gonçalvista ou por esta forma, não interessa. O resultado é o mesmo. O que me deixa preplexo é que o eminente professor ache que o povo algum dia lhe daria votos suficientes para tamanha loucura. O mesmo povo que passou as manhãs de sábado do verão de 1975 a descarregar mobiliário pelas janelas das casas ocupadas pelas delegações do PC da USSR. Ora isso sugere-me que o homem está a delirar. Porque é que o PS quer andar perto desses delírios é, quiçá, o 4º segredo de Fátima.

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    • Almeida permalink
      10 Julho, 2014 10:54

      Olhe que pelo andar da carruagem, eu não seria tão definitivo na recusa da nacionalização da banca.

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  3. Juromenha permalink
    9 Julho, 2014 16:45

    Percebe-se perfeitamente o ” bìblicamente estúpidos” do VPV…

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  4. silva permalink
    9 Julho, 2014 17:18

    http://revelaraverdadesemcensura.blogspot.pt/

    Vejam Os mafiosos que desgraçam o país com despedimentos

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  5. Alexandre Carvalho da Silveira permalink
    9 Julho, 2014 17:41

    Toda a discussão sobre a reestruturação, renegociação, mutualização da divida, eurobonds, ou o que fôr, tem como objectivo evitar a inevitável austeridade. E esquece sempre um ponto fundamental: tudo o que seja possivel fazer para diminuir os encargos com a divida publica portuguesa, serão sempre consequência das reformas que o governo, este ou outro qualquer, seja capaz de fazer. A reestruturação de 2013 sobre os 58 mil milhões do FEEF e do BCE, só foi possivel depois de sete avaliações positivas da troika.
    Existe já um consenso na Europa sobre como se mutualizar parte das dividas soberanas, fruto do trabalho de uma comissão de que fez parte Vitor Bento. Ouvi-o num canal de tv falar sobre o assunto e ele foi taxativo: estas medidas só serão implementadas depois de 2018-20, e só podem beneficiar da mutualização dos valores das dividas publicas acima dos 60%, os países que tiverem as suas contas publicas controladas e os respectivos defices dentro dos valores previstos no Tratado Orçamental.
    Até lá não há pão cozido; quanto mais depressa os juizes do TC e o PS perceberem isto, melhor para todos.
    Mas existe um outro problema sobre o qual ninguém fala: as dividas das empresas e das familias. São mais de 500 mil milhões, mas isso parece não tirar o sono a ninguém, porque afinal o que está em causa quando se fala de austeridade e da reestruturação da divida do estado, é a manutenção do excesso da despesa pública, ou seja, os salários dos funcionários publicos, as respectivas pensões e as prestações sociais em geral.
    Os defensores do defice publico versus austeridade, são simultâneamente defensores de mais divida, e são os mesmos que defendem o calote, na ilusão de que depois disso alguém fosse suficientemente louco para emprestar dinheiro ao estado português ou a qualquer empresa portuguesa.
    Só quem não estiver bom da cabeça, e já vi que são muitos, é que pode defender que esta proposta é “para levar a sério”.

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    • Abre-latas permalink
      9 Julho, 2014 18:48

      Resposta: SIM

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    • Abre-latas permalink
      9 Julho, 2014 18:53

      Desculpe, a resposta é para o comentário abaixo!

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    • JgMenos permalink
      10 Julho, 2014 01:16

      Pelo contrário, o caso é seriíssimo!
      Como se pode fazer eleições a discutir mais ou menos austeridade, ou pior, austeridade a mais ou a menos para este ou aquele grupo?
      É fundamental criar um cenário que permita prometer umas coisinhas, ainda que chegados ao poder tenham que ficar muito surpreendidos com aspectos ‘inesperados’ da situação.
      É a democracia para tótós mas com elevada sensibilidade social…

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  6. Jsf permalink
    9 Julho, 2014 17:55

    Já agora o presidente do governo da Madeira é Socialista? e o ex presidente da camara de Gaia? e o ex presidente da camara de STa Combadão? e o da Nazaré? etc etc etc

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    • Abre-latas permalink
      9 Julho, 2014 18:49

      Resposta: SIM

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    • anónimo permalink
      9 Julho, 2014 19:03

      O Alberto João é a pessoa com mais habilidade para fazer obra pública com o dinheiro dos outros. É o socialista mais bem acabado que nasceu no hemisfério norte.

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      • lucklucky permalink
        9 Julho, 2014 20:01

        Nah,
        Alberto João não consegue bater a concorrência do “Governo da Republica” e pelo menos não é um bébé chorão como a burguesia socialista de Lisboa sobre os Euros da Europa.

        Caso ainda não tenha notado Portugal é uma cópia em ponto grande da Ilha da Madeira.

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      • anónimo permalink
        9 Julho, 2014 20:19

        De acordo.
        menos a de não ser bebe-chorão. Ai não se não chora quando não lhe dão a chupeta do tamanho que ele quer…
        Ele é cubanos, ele é o Sr. Silva, ele é a independencia (ultimamente desistiu desta quando percebeu que a malta nem se importaria)….
        Em suma: tudo boa gente a dar destino célere ao dinheiro dos outros.

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      • lucklucky permalink
        10 Julho, 2014 10:35

        É mais agressivo 🙂

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  7. Procópio permalink
    9 Julho, 2014 18:15

    Caro José Manuel Fernandes,
    Essa verdade tem sido escondida à força. A esquerda é hábil em negar essa evidência.
    Recentemente Medina carerira e Daniel Bessa, este a contragosto revelaram-na com estrondo nos “Olhos nos olhos”, um programa visto por pouca gente como convém.
    Agradeço a sua posição límpida sem medo da fúria que suscita nos de sempre.
    JMF não está sózinho, entenda-se.

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  8. Nuno permalink
    9 Julho, 2014 19:02

    Falta ao jmf1957 recordar que €100k no banco não é só o domínio de alguma família mais abastada ou poupada.

    É o domínio de uma PME com 20 a 50 trabalhadores que só em salários, contribuições e impostos gasta mais de €50k/mês. Escusado será dizer que são precisamente essas empresas que empregam a maioria dos trabalhadores em Portugal.

    Além do que, alguma da liquidez dessas empresas está aplicada num qualquer fundo de tesouraria, que compra precisamente obrigações e acções dos bancos e da república, e que não é abrangido pelo fundo de garantia dos depósitos. Com as obrigações e acções dos bancos a valerem zero, as da república bloqueadas até 2035, e os depósitos garantidos apenas até €100k, os ordenados pagam-se em com o quê exactamente?

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  9. 10 Julho, 2014 10:20

    Errado. Os impostos cobrados pelo Estado mais as constribuições e as outras receitas cobrem o funcionamento do Estado. Não cobrem é o funcionamento do Estado + juros e amortizações da dívida.

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    • lucklucky permalink
      10 Julho, 2014 10:37

      Juros mais amortização da dívida é o funcionamento do Estado. Ou os ordenados também passam a ser dívida?

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      • Almeida permalink
        10 Julho, 2014 11:00

        “Juros mais amortização da dívida é o funcionamento do Estado”.
        Não. Estado deve ser evitar dívida para não ter que pagar juros. Para isso, não deve hesitar em pagar os ordenados necessários (eu disse necessários) para que os serviços funcionem com qualidade.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      10 Julho, 2014 12:04

      Não é verdade! Sem juros o estado gasta 80 mil milhões e arrecada apenas 71 mil milhões, faltam 9 mil milhões. A esquerda quer manter esta situação eternamente e a solução que tem para o problema é reestruturar a divida. Sol na eira e chuva no nabal, ou a tradicional esperteza saloia lusa, que pelos vistos está a ser levada a sério por muito boa gente.

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      • 10 Julho, 2014 15:13

        Segundo OE 2014 teremos 74.166 M€ de receita e 81.596 M€ de despesa que inclui 7.239 M€ para juros da divida publica. Sem os juros a despesa é 74.357 M€.

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      • Tiro ao Alvo permalink
        10 Julho, 2014 17:57

        SM, repare que está a falar de orçamento. E, quase a sugerir que não se paguem os juros, levando a dívida a zero. Acha isso possível, mesmo em teoria?

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      • 12 Julho, 2014 15:00

        apenas estava a sugerir que o Alexandre Carvalho da Silveira estava errado.

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    • Nuno permalink
      10 Julho, 2014 12:22

      Em que mundo de fantasia é que vive? Leu o “plano” sequer?

      Só um exemplo. O FEFSS e a CGA são dos principais detentores de dívida pública portuguesa. A perda de rendimento que a SS e a CGA vão sofrer quando tiverem NOTs na mão, que pagam 1% durante 40 anos (abaixo da inflação de 2%) tem que ser compensada por transferências anuais do OE. Está na página 42, são €350M/ano de acréscimo de despesa do estado.

      E basta ler o “plano” e conhecer os autores para se perceber que no pano de fundo está a reposição dos salários na função pública, a reposição dos cortes nas pensões, etc. Diz uma das autoras hoje no expresso sobre o assunto:

      “Estamos a falar de um estado soberano que decide proteger os seus cidadãos afrontando entidades dotadas de poder económico e político, que decide afrontar não os mais fracos mas os mais fortes. Um Estado que em vez de cortar na saúde, educação, salários e pensões, penalizando a população com menos recursos, concertaria esforços com os restantes países periféricos do euro na procura de uma solução para o endividamento que co-responsabilizasse os credores.”

      Foram precisos sucessivos anos de austeridade para termos isso que refere, um déficit primário de 0%. O “plano” é rebentar com isso tudo, pagar juros abaixo da inflação aos aforradores durante 40 anos, nacionalizar 36% da banca com perda total para os accionistas, bloquear as PMEs que também elas vão perder liquidez necessária ao pagamento de salários, e gastar à tripa forra no estado para compensar, contando que ao fim de 3 a 5 anos este já se poderá financiar nos mercados novamente (segundo a dita autora).

      Tenham juízo.

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      • Tiro ao Alvo permalink
        10 Julho, 2014 18:04

        Temo bem, caro Nuno, que esta malta não ganhe juízo, mas que ganha com esta berraria, ganha – o Louçã não foi destituído de professor de economia e arranja sempre uns seguidores que procuram notoriedade e que alcançam esse objectivo. Por más razões, é certo, mas conseguem.

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  10. LTR permalink
    10 Julho, 2014 18:04

    A “malta” precisa de experimentar, caso contrário não acredita.

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