os novos devoristas
Quando terminou a guerra civil de 1832-34, conflito que opôs absolutistas e tradicionalistas, representados por D. Miguel, por um lado, e constitucionalistas e jacobinos, reunidos em torno de D. Pedro, por outro, estes últimos, o partido vencedor, castigaram os vencidos expropriando as propriedades das suas famílias mais abastadas e apropriando-se delas a preço irrisório, por via de falsos leilões e concursos viciados, onde o pretexto era o de obrigar os culpados da guerra a pagar os seus custos e a razão autêntica era a pura e simples apropriação da propriedade dos vencidos pelo restrito grupo da elite vencedora. Daqui resultaram a esmagadora maioria das novas fortunas da segunda metade do nosso século XIX e a aristocracia florescente na monarquia constitucional, que se “nobilitou” em negociatas e nas relações promíscuas dos negócios com o poder e o estado, matriz que, desde então, nunca mais conseguimos abandonar. A voracidade patrimonial e financeira da elite triunfante e o súbito enriquecimento e os muitos escândalos em que os seus protagonistas frequentemente se envolveram, levou a que a opinião pública lhe pusesse a alcunha de “os devoristas”.
O que se tem passado em Portugal nos últimos anos, por via de confisco fiscal, não tem sido muito diferente disto. Os elevadíssimos patamares a que a fiscalidade se encontra no nosso país, obrigando a maioria das pessoas e das empresas a trabalhar mais de meio ano para pagarem impostos ao estado, mais não é do que uma forma súbtil de redistribuir renda entre quem ainda tem alguma e quem, por essa via, a concentra cada vez mais. Dito de outro modo, ao invés do que explica a teoria socialista keynesiana, o destino dos recursos cobrados por via tributária não são os bolsos dos mais pobres, mas os daqueles que, por ligações também elas espúrias ao poder, conseguem as aprovações das ppp,s, as adjudicações das obras públicas, as concessões dos serviços públicos criados e mantidos, a altíssimo custo, com o dinheiro dos contribuintes, as nomeações para os altos cargos da administração pública e para os conselhos de administração das empresas do estado e das que estão sob a sua influência tentacular. Quando falamos em “pagar a dívida pública” é essencialmente disto que estamos a falar, e por cada empresa privada que encerra portas e por cada cidadão que empobrece, outros há que ficam com aquilo que lhes pertenceu.
Infelizmente, e ao invés do que sucedeu no pós-34, em que apenas algumas grandes famílias se viram ilegitimamente despojadas do que era seu, agora são todos os contribuintes a sustentar a ascensão dos novos devoristas. Por essa razão, já quase não temos classe média: os que lhe pertenciam deixaram de lhe pertencer e a impossibilidade de poupar recursos – praticamente todos rapinados pelo estado –, para além dos que permitem uma subsistência elementar, impossibilita que as pessoas de rendimentos mais baixos lhe possam ascender.
A redistribuição de rendimentos que os socialistas tanto apreciam é para isto que serve.

E agora mais a fiscalidade verde, a tal do CO2 (combustíveis, viagens de avião e sacos de plástico). Isto por certo há-de ter um fim, qual será não sei, mas presumo que não seja bom.
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No dia que o orçamento deixar de financiar (direta e indiretamente) o folclore esverdeado, o ruído de fundo acaba de seguida. Note-se que no folclore verde está também incluído o junior que carrega o título de ministro.
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Excelente artigo! Parabéns!
Concordo plenamente com a comparação feita entre os antigos “Devoristas” e os atuais “Rapinadores”, todos orbitando e comendo à custa do Estado, sustentado por quem já pouco ou nada tem para dar.
O setor privado já não vive, sobrevive com as migalhas que o Estado Rapinador, por enquanto, ainda vai deixando…
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Meu caro.
Derivado das vitórias socialistas das últimas decadas, temos uma classe de Funcionários Publicos, que usam as greves como forma de se apropriarem de um rendimento, que não tem comparacação no privado. Se fosse para equiparar a greve seria legtima, mas a greve á para espoliar os contribuintes.
Deve incluir na enumeração esta classe os trabalhadores cumuns do serviço público que através do voto no PS mantém o seu Status, veja a greve dos médicos. O que é isto senão espoliar os contribuintes, não é melhor saúde que os médicos querem, se fosse isso pediam um seguro de saúde pago pelo estado.
Como os professóres quando dizem que querem melhor educação, porque senão pedia um sistema de cheque ensino de livre escolha.
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Eu ,em teoria, sou a favor da privatização de quase todas as funções do estado mas, nos casos que refere, na saúde e na educação o que se está a passar é uma vigarice. Na educação os colégios privados escolhem os alunos e depois a remanescente escola pública fica com as crianças com dificuldades de aprendizagem e problemáticas e na saúde o sector privado não tem os custos da formação de médicos e doutros técnicos de saúde e não acarreta com os custos de doentes com custo elevado como: hepatites ,cancro ,HIV ,etc. Faça um bom seguro privado de saúde e depois vá ver as clausulas de excepção e relativamente ao ensino privado vá ver a população que o frequenta e a que está no público.
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Qual a distribuição percentual de alunos no privado e no público?
Qual a distribuição percentual de utentes puramente privado e puramente público?
Enquanto tiver valores residuais, não pode expressar mais que receios infundados.
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pois eu sou a favor de privatizar TUDO,incluindo o sr.manuel,eu e o cunha.deixa de haver divida publica e passa so a haver divida privada.viva o BES e os juros da divida publica,que aumentaram.
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Está a confundir as coisas.
A grande roubalheira que se tem vindo a assistir na banca, que sempre esteve bem colocada em todos os governos, e continua bem posicionada no atual, não tem nada a ver com impostos.
Reduzir impostos é um imperativo se essa poupança for para a população e não para encher buracos do BPN do BES, pagar PPP e afins.
Até agora os únicos gastos que foram reduzidos com ardor por este governo e pelos anteriores foram as prestações sociais, os salários e os serviços prestados às populações.
Venderam-nos que o Estado não fazia bem a gestão da banca e nacionalizando-a a patacos ficava mais eficiente e os eventuais prejuízos não seriam pagos pelos nossos impostos – está-se a ver.
A PT nacionalizada era um intolerável monopólio que era mal governada, e lá vão 900 milhões privados bem governados.
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No caso da PT os gestores públicos mantiveram-se quando passou a privado, ou estou a lavrar em erro ? E na EDP, também mudaram os gestores com a privatização?
Do meu ponto de vista, o artigo postado não estabelece diferenças na forma como as “familias” se encostam ao OGE. Refere-se indiscriminadamente “àqueles que, por ligações também elas espúrias ao poder”. E isso inclui todas as categorias que V. pretende distinguir no seu raciocínio. O qual, nomeadamente por esta razão, está errado.
Não quero significar que exclua a Banca dos “devoristas”. E em bom rigor nem o autor do artigo excluiu a Banca.
Você queria era queixar-se dos cortes na Função Pública. Mas os argumentos utilizados não são aplicáveis.Arranje outros.
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A questão á que o argumento que a gestão estatal é sempre má e a pública sempre virtuosa parece ter qualquer coisa de errado. Tal com a de que os banqueiros, por terem muito dinheiro, serem sempre pessoas honestas.
Não foram só os ordenados da função pública que desceram. Somos governados por gente que fez gala em dizer que o seu objetivo era baixar todos os salários para aumentar a competitividade, e o emprego. Baixaram os salários e o que conseguiram? Quanto ao emprego estamos conversados, quanto à retoma da economia depois de andarem a falar interruptamente nos indicadores que eram positivos, parece que já não convém falar disso.
Quanto ao artigo em si considerar que a antiga nobreza trauliteira portuguesa tinha ganho os seus bens pelo trabalho honesto, e não por mercês da Coroa é enviesar, ligeiramente os factos.
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“Reduzir impostos é um imperativo se essa poupança for para a população e não para encher buracos do BPN do BES, pagar PPP e afins.”
Quê??
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Grande artigo. Sobretudo porque é a primeira vez que vejo escrito o que se passou após a guerra civil tal como foi e não como os historiadores “devoristas” e, mais tarde, abrilistas, impigem como história.
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RUI A: Excelente post.
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Já antes da Guerra Civil tal existia.
Uma critica de um inglês do período das Invasões Francesas é que os Portugueses não faziam nada e só se mexiam quando havia dinheiro publico.
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«Os Portugueses»… isto e aquilo.
Os Portugueses votaram no Sócrates.
Os Portugueses votaram no Passos.
Os Portugueses chegaram à Índia e ao Brasil, além de outras minudências.
Os Portugueses fizeram o 25 de Abril.
Povo mas unido e unânime não há.
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Os são estão unidos numa coisa: são Capitalistas com as suas coisas e Socialistas com as coisas dos outros.
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Correcção:
Os só estão unidos numa coisa: são Capitalistas com as suas coisas e Socialistas com as coisas dos outros.
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In Observador – “Esta sexta-feira veio a resposta do PSD. (…) Virgílio Macedo deixou o recado indireto, para bom entendedor: “Esta também é uma bandeira da ideologia social-democrata: estarmos ao lado da cidadania com responsabilidade e não do grande empresariado, que muitas vezes só pensa no lucro individual no sentido estrito da palavra.”
Fim de citação.
Será que é preciso dizer mais alguma coisa acerca da tralha “devorista” que suporta o governo. Como é que um trolha destes chega a lider do PSD no Porto deve, também, fazer parte do 4º segredo de Fátima.
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Por “Incauto”:
> “Grande artigo. Sobretudo porque é a primeira vez que vejo escrito o que se passou após a guerra civil tal como foi e não como os historiadores “devoristas” e, mais tarde, abrilistas, impigem como história.”
Excelente observação. E para se saber que há História e Estórias…
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Apesar de em grande medida concordar com o que diz em relação ao extravio de dinheiro público (é disso que se trata), acho que se está a esquecer de algo bastante importante. No século XIX não existia praticamente classe média (poupe-me à pequena franja da população que dela fazia parte, daí o “praticamente”), no pós-74 (período das reformas socialistas) foi criada uma enorme classe média, sendo que ela não poderia existir sem o estado e, sim, sem os impostos à classe alta e à própria classe média. Chama-se redistribuição, como tão bem constatou.
O confisco da riqueza a muitos cidadãos é uma mal necessário para que exista classe média, já que o mercado livre nunca foi um grande proporcionador de uma grande quantidade de pessoas capazes de se autossustentar (pelo menos, com pão, habitação, saúde e educação), veja-se pelos grandes aglomerados industriais do século XIX, em plena revolução industrial e em pleno liberalismo.
Por isso, não creio que será uma solução para salvar a classe média reduzir o peso do estado, isso seria, num país como Portugal, a condenar uma grande parte dos cidadãos à escravatura, moderna, livre (não podia deixar de ser) e insuficientemente paga. Pelo contrário, a solução também não poderá ser aumentar o peso do estado (apesar de ideologicamente ser mais a favor disso), a solução terá de passar pelo estabelecimento de um estado social-democrata, que permita uma economia com um certo grau de liberdade, mas acima de tudo, em que o estado conserve os serviços essenciais.
No entanto fugi à questão, a solução para o problema que apresenta, a apropriação de capitais públicos por meios irregulares terá de ser resolvida pela execução viável da justiça por entidades independentes (ou pelo menos, externas ao país, um tribunal europeu que não possa ser controlado pelos partidos e homens de negócios portugueses). Tem de existir um combate eficaz à corrupção, mas de modo nenhum podemos reduzir o peso do estado, isso significaria a pobreza para vários milhões de pessoas.
PS: Para um exemplo catastrófico do que acontece quando uma sociedade com estruturas estatais sólidas e eficientes (mas corruptas) acaba por ver um menor peso do estado, veja-se o exemplo da queda do Império Romano do Ocidente. Aí, as soluções sempre tiveram de passar pelo aumento do peso do estado (na administração burocrática e na defesa) e quando começa a existir uma redução do estado (por motivos vários), vê-se a destruição do mundo civilizado (embora esse conceito esteja agora em discussão, parece que é incorreto usar o termo “civilização” para definir uma sociedade complexa). Não é um exemplo recente, mas temos aqui uma estrutura complexa (tanto a nível económico como a nível estatal e social) que desaparece bastante rapidamente.
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O miúdo devia de ler algo mais sem ser só o que o comité lhe coloca no prato.
Essa de antes do 25/74 só uma pequena franja da população pertencer á classe média, só me faz rir, como é possível em pleno séc. XXI alguém ainda comer estas fabulações.
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Eu disse que “no pós-74 (período das reformas socialistas) foi criada uma enorme classe média, sendo que ela não poderia existir sem o estado e, sim, sem os impostos à classe alta e à própria classe média”, não disse que “antes do 25/74 só uma pequena franja da população pertencer á classe média”. O que eu disse foi “No século XIX não existia praticamente classe média (poupe-me à pequena franja da população que dela fazia parte, daí o “praticamente”)”. Realmente o século XIX foi antes do 25 de abril, mas não era propriamente o período do Estado Novo (a que penso que, implicitamente, se refere). Aí já havia alguma classe média, não com uma grande qualidade de vida generalizada, mas menos mal do que antes. Pelo menos nas áreas mais urbanizadas.
Claro que nas áreas urbanas o estado também já assegurava diversos serviços como escolas públicas (e mesmo faculdades públicas) e hospitais públicos, sendo que os funcionários públicos (e alguns privados) até já tinham sistemas de proteção social. Mas claro, esses eram a classe média que existia. O problema que está a ignorar é que a classe média como a conhecemos hoje cresce no período cavaquista (1985-95), após a adesão à CEE, sendo que esse crescimento da classe média só irá parar com as recentes recessões.
No fundo, a classe média não seria já pequena, mas também não seria grande, e certamente não era a maior parte da população, como se tornou desde há cerca de duas décadas. Se isso o fizer sentir melhor em termos ideológicos (por eventualmente ser contra os governos socialistas dos últimos anos, ou por simples ódio a comunistas, também muito vulgar neste blog), o aumento da classe média até pode nem ter sido principalmente por causa do 25 de abril, mas por causa da adesão à CEE (mas deixo à sua consideração o facto de que sem o fim da ditadura, Portugal nunca teria entrado na CEE).
PS: Para confirmar o crescimento da classe média após a adesão à CEE, veja indicadores tão díspares como o poder de compra ou indicadores de consumo de determinados bens que não são de primeira necessidade. Um exemplo muito curioso, o número de idas ao cinema, que aumenta quando as pessoas começaram a ter dinheiro (década de 80).
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Texto bem elaborado.E não é que o Rui tem razão?Parabéns está lá tudo.!!!
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Muito bom. Parabéns.
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Os devoristas são também os fps em geral, que gostam daquele bem-bom de fazer pouco e ganhar razoável e certo. Claro que os fps da alta são do pior.
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Rui a., para meu conhecimento e posterior leitura, peço-lhe o favor de me indicar o nome do historiador e da obra onde se diz que, pela sua a voracidade patrimonial e financeira, a nova elite triunfante da refrega entre absolutistas e liberal tivesse sido alcunhada pela opinião pública da época (2.ª metade do séc.XIX) como “os devoristas”.
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No meu comentário anterior, penúltima linha, onde escrevi “tivesse sido alcunhada” deve ler-se “foi alcunhada”.
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André, duas notas. A classe média não se cria por decreto, é apenas a resultante de múltiplas variáveis (algumas delas ainda não perfeitamente identificadas) que pode demorar gerações a concretizar-se. O que parece começar a ser o problema não só de Portugal mas também da Europa é a sustentabilidade dessa classe média. Digo eu.
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Concordo consigo. Mas nunca disse que a classe média foi criada por decreto, disse que foi criada em grande parte através de políticas públicas keynesianas. É diferente. Também digo que numa economia completamente livre a classe média seria extremamente reduzida, ao ponto de ser quase inexistente (como nas sociedades industriais da Europa oitocentista).
Quanto à sustentabilidade da classe média, se ela não for sustentável numa economia plenamente livre (de facto, acredito que não é sustentável), então aquelas propostas neoliberais meritocratas não fazem sentido, uma vez que é sempre necessário que exista um estado que controle a economia, de modo a que todas as pessoas possam viver com determinadas condições que uma economia plenamente livre nunca lhes poderia garantir.
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Plenamente de acordo. O sistema económico capitalista é, na sua génese, tão injusto (a propriedade é um roubo), que se a economia não fosse minimamente regulada pelo estado, a voracidade do mercado lançaria a grande maioria da população mundial na mais extrema das pobrezas.
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Começa com uma historieta em que os miguelistas, derrotados, são espoliados do que tinham. Se tivessem sido derrotados pela Madre Teresa de Calcutá talvez isso não sucedesse. Omite-se o que está na origem dessa propriedade, i.e., um sistema baseado na escravatura, exploração e arbitrariedade.
Acaba-se a falar do aqui e agora. E, ao que parece, o aqui e agora é tudo culpa dos social-marxistas que estão no poder.
Menos droga, s.f.f.
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> “Omite-se o que está na origem dessa propriedade, i.e., um sistema baseado na escravatura, exploração e arbitrariedade.”
Este argumentário é sempre usado pelas moscas que querem substituir outras moscas. Tanto amor aos pobres nas palavras, traz água no bico que os factos futuros sempre comprovam.
A acção dos devoristas foi descrita por Oliveira Martins como “o banquete oferecido para saciar os apetites vorazes” dos chefes liberais. Tudo sempre em nome dos mais altruístas motivos…
Distribuiam-se títulos (Conde, Barão, etc.) para saciar a vaidade da nobilitação, de tal forma que foi compreendido – o logro do argumentário devorista – pela ironia popular:
– Foge, cão!
Que te fazem barão.
– Mas fujo para onde?
Se me fazem visconde?
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Pensar qualquer futuro no occidente sem aval dos chinocas e vivir na fantasia.
Olhem, olhem para aqueles felizes anos quando os presidentes americanos (Reagan incluido) iam supervisar as eficientes fabricas fordianas chinocas mais, mais ha que produzir dez horas na semana a mais…
Amem de recomendar as dirigentes chinos a fabulosa inversao em bilhetes verdes ou bonos iusei.
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Nao querer interpretar o nascimento do cavalo de troia chino em occidente e seus valedores e querer olhar vendado.
E falando um pouco destes cavalitos…Nao era que os movimentos maoistas por ca gostavao especialmte da classe jornalistica?
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Oh homem:
Não veja nas minhas palavras a defesa do comunismo. Trata-se apenas de histórias de vencedores e partilha dos despojos dos vencidos. Só isso.
O que me parece é que a comparação do liberalismo com a “chulice fiscal”, de tão rebuscada, é simplesmente… tonta.
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“Os Devoristas”, livro de Vasco Pulido Valente editado há anos.
Está lá o nosso século XIX, nacionalizações dos bens da Igreja seguida de privatização depois; até houve por ali um jornal de título “Independente”.
Quanto ao Império Romano:
“Prefácio”
A Grã-Bretanha tem sido um lugar deprimente nesta última década. Ministros incompetentes, corruptos ou descaradamente falsos agarram-se ao poder como
lapas, inicialmente negando tudo, e por fim pedindo desculpas e esperando que isso seja suficiente.
A burocracia e a regulamentação continuam a crescer depressa, enquanto a eficiência básica das instituições decresce, tornando-as incapazes de resolver as tarefas aparentemente mais simples.
O tom arrogante de muita legislação governamental condiz certamente com os decretos
imperiais do Período Romano Tardio.
“O fim do Império Romano»
« O lento declínio da superpotência»
Adrian Goldsworthy
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