Zhdukur Enver Hoxha

Portugal precisa disto. Nenhuma manifestação está completa sem o jornalista-activista, aquele que não sendo o narrador é mesmo a personagem da notícia. Pode ser incómodo para o jornalista-jornalista-mesmo mas, convenhamos, desde quando é que uma manifestação é notícia, principalmente considerando que a eleição para a direcção do rancho folclórico local consegue gerar mais emoção (e sangue, suor e lágrimas)?
Pessoas que trabalharam 10 horas semanais em escolas num dos últimos anos vão boicotar o teste. É um bocado abusivo o uso do termo “professores” a um subgrupo dos desempregados mas – ei – se não o fizermos contribuímos para o assassínio (com tortura prolongada desde 1974) da escola pública. Outros, que um dia receberam bolsa para “investigarem”, estão em reboliço porque se está a matar a ciência (que era extremamente pujante até 2011). Apesar do homicídio da ciência, o CES lista 130 investigadores (0,1% da população de Coimbra investiga abrilismo, é pouco) e estamos todos à espera da conclusão do projecto “ALICE – Espelhos estranhos, lições imprevistas: definindo para a Europa um novo modo de partilhar as experiências do mundo”.
As crianças estão a morrer: à fome/com excesso de açúcar/com excesso de sal/de obesidade/de tédio/de hiperactividade/de depressão/porque lêem jornais/porque sim.
Os israelitas matam palestinianos inocentes em números bem conhecidos, palestinianos estes que nunca mexeram uma palha nem se rebentaram no bar de um hotel em Tel Aviv. Do lado israelita não há mortos, pelo menos contabilizando pessoas humanas, coisa que militares obviamente não são.
Caiu um avião na Ucrânia. Também caiu um avião em Portugal, a 4 de Dezembro de 1980. Hoje estamos chateados com o Correio da Manhã, por publicar uma foto com mortos, com muito mais mau gosto que a foto com mortos publicada pelo DN (é que a do CM mostra mortos).
Pessoas como o Pedro sociólogo e permanente co-autor de coisas com Maria de Lurdes Rodrigues (a da pena de prisão) comentam economia, culinária, metalomecânica e finança na televisão com a mesma facilidade com o ISCTE pode dispensar pessoas para Carnaxide a qualquer hora do dia.
Podemos então mandar fazer as placas de identificação de jornalistas tamanho jumbo, preferencialmente com irónico tipo de letra em escalarlate ou amanhã há indignação da boa outra vez, para animar a patetice auto-explicativa da nossa auto-infligida miséria?

Já cá temos o Zhdukur, venha ele mais uns quantos.
Quem dera!
A felicidade dos tugas logo ali na esquina.
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Por cá também não nos faltam “Hoxhas”!
Este tirou partido da sua fama como Partisan para chegar ao poder, os nossos continuam a encher a barriga à custa de Abril de 74…
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No passado dia 11 de Abril preside em Quito ao Tribunal Ético sobre o Parque Nacional Amazónico Yasuni. Tratou-se de uma sessão especial do Tribunal Permanente dos Direitos da Natureza blá blá blá , o Tribunal decidiu propor ao governo a não exploração do Yasuni e criar um observatório permanente como objecto de acompanhar o desenrolar do respectivo processo
Boaventura Sousa Santos
Uns falam, outros também falam mas ao menos exportam observatórios.
Há diferenças.
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Acho muito bem que os/as locutoras enviados para uma manif façam as perguntas e na mesma incluam a resposta que o entrevistado depois repete.
A maiorias dos manifestantes são operários e soldados e ou marinheiros e podiam gaguejar ao mesmo tempo que berrariam um slogan.
Assim fica tudo mais limpo e sai melhor nas televisão.
Não queremos cá ninguém tipo Rui Reininho e fugir da pergunta atrapalhando o programa.
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“Os israelitas matam palestinianos inocentes em números bem conhecidos, palestinianos estes que nunca mexeram uma palha nem se rebentaram no bar de um hotel em Tel Aviv. Do lado israelita não há mortos, pelo menos contabilizando pessoas humanas, coisa que militares obviamente não são.”
Não há mortos porque os Israelitas mandam no Governo Israelita. E este investe no Iron Dome.
Enquanto o Governo dos Palestinanos manda nos Palestinianos e diz-lhes para
e esconder rockets em escolas e casas.
Se por outro lado Governo Israelita mandasse nos Israelitas em vez de ao contrário já poderia ter muitos mortos israelitas e assim ficar mais bem visto para os jornalistas e publico em geral.
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Pessoas que trabalharam 10 horas semanais em escolas num dos últimos anos vão boicotar o teste.
Se o restante do post tiver a mesma quantidade de honestidade que este início, vale a pena ler.
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Devia experimentar antes de comentar. Pensando bem, continue. Pode nem o perceber mas está a defender a escola pública assim.
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Xiu! Não perturbe que o homem já esteve na escola e é o Vitor Rogeiro dos tempos modernos… ou a Lurdes… e o Rui…
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Peço sinceras desculpas por ter usado o termo “honestidade”. Foi a exaltação do momento.
No entanto, penso que sabe que o que fez não foi mais que uma caricaturização da realidade. Propositada, por certo.
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No paraiso do senhor Evo Morales a idade legal para se começar a trabalhar baixou para os 10 anos http://www.dw.de/bolivia-lowers-working-age-to-10-years/a-17793155
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É um paraíso socialista . Não se espere notícia, opinião vinda da esquerda sobre o assunto.
No mundo pobre as crianças têm de trabalhar uma vez que os adultos não produzem o suficiente.
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No teu caso, as crianças trabalham porque o pai passa o tempo em blogues… Como eu, em suma.
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Não vou comentar os outros assuntos, mas de facto passa-se alguma coisa estranha na ciência em Portugal. Este ano metade das nossas unidades de investigação científica não produzem um bom trabalho segundo a FCT. O ano passado, de acordo com a mesma instituição, algumas dessas unidades estavam avaliadas como excelentes. Num ano, de acordo com os dados oficiais da FCT, metade dos centros de investigação científica portugueses deixaram de ter qualidade.
Parecendo isto um fenómeno generalizado, o melhor mesmo será colocar novos responsáveis na FCT e no MEC para que os investigadores possam voltar a fazer o seu trabalho como dantes. Afinal, segundo a FCT, antes a investigação era boa, agora com a atual gestão é má. É claro que se isto se tratasse de um fenómeno isolado de uns poucos centros de investigação, seriam os centros que estariam com problemas, mas dada a abrangência da falta de produtividade, parece-me que ilações mais sérias devem ser retiradas dos relatórios da FCT.
Claro que um dos relatórios poderá ser tendencioso (e nesse caso a atual gestão da FCT e do MEC não terá realizado um péssimo trabalho). Pergunto-me se será o do ano passado (corroborado pelos relatórios dos anos anteriores) ou se será o deste ano, que se destaca de todos os outros. A frase anterior fez-me lembrar de repente daquela anedota do soldado que é o único que marcha para o lado correto, estando todos os outros militares enganados, mas certamente que este relatório não é tendencioso, trata-se apenas dos resultados das más políticas do MEC. Esperemos que o ministro da educação e ciência seja responsabilizado, afinal num ano a produção científica decaiu imenso.
PS: Eu sei que pode parecer mas não estou a ser irónico, estou apenas a deduzir dos dados oficiais, em que a FCT reitera ““a sua total confiança na robustez do exercício de avaliação das Unidades de Investigação””, que o atual Ministério da Educação e Ciência deixou de efetuar o seu trabalho, dada a falta de produtividade generalizada dos centros de investigação.
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André
Um dia conseguiremos sair desta ideia terrivel de considerar que a ciência só é boa quando as conclusões confirmam as hipóteses.
Esta gente terá passado pela escola mas do método cientifico pouco ficou.
Por isso de vez em quando aparecem uns responsáveis que quase “obrigam” os investigadores a produzir artigos a provar a existência de vida na superficie do sol, mesmo que para isso tenham de “trabalhar” os resultados das experiências.
No meio disto também tem muitas unidades de investigação que ficaram sem funcionários, o que levou os investigadores a ter 20% de tempo para investigar e o resto para a burocracia.
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Churchill, não contrario nada do que escreveu, apenas não o refiro porque estou efetivamente a dirigir as críticas para o modo como a investigação científica tem sido dirigida por este ministério.
Se quer um exemplo para o caso dos funcionários, o Centro de Estudos Clássicos da UL vai passar a ter apenas 7500€ anuais de financiamento, o que não chega para manter a única funcionária administrativa de que dispunha. O mais interessante é que na avaliação desse centro de Estudos Clássicos NÃO PARTICIPOU UM ÚNICO classicista, o que demonstra que há dois pensamentos nesta FCT: as letras são todas iguais e não há problema em ter psicólogos a avaliar classicistas; as letras não servem para nada e devem ser abatidas o mais depressa possível.
PS: Ninguém se lembra daquela frase que diz que os psicanalistas dariam péssimos classicistas, mas os classicistas dariam ainda piores psicanalistas, quando a FCT tem a brilhante e estupidificante ideia de misturar alhos com bugalhos.
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“Não na minha quinta”.
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A FCT é uma Fundação com verbas a distribuir para a promoção do desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia. O que raio é que o Centro de Estudos Clássicos da UL tem a ver com Ciência ou Tecnologia?
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Recebeu três medalhas e cai bem com tremoços.
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Vitor, eu não sou de Estudos Clássicos (apesar de ter opcionais pertencentes a essa área), a “minha quinta” não foi afetada.
Manuel, boa questão, pergunte a quem organizou as instituições em Portugal. Embora talvez lhe pudesse responder algo relacionado com ciências sociais e humanas…
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Peço perdão, onde escrevi inadvertidamente Manuel devia ter escrito Tozezito.
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Cunha
A comunicação social é o que é, porque resulta da formatação que teve.
As raparigas, rapazes e coisas intermédias, relatam aquilo que o diretor manda e que o patrão encomenda, seja o patrão real (tipo Sol) ou o patrão enviesado (tipo Público), ou os apreciadores do tio Balsemão.
E como diria o Coelho do PS, quem se mete com os jornalistas leva.
Ainda esta semana, o HR do Expresso continuava a destilar veneno sobre a familia Espirito Santo, porque ao tempo do mensalão (cuja ligação não foi provada) o BES cortou a publicidade a um jornal que afirmava que eram corruptores na primeira página. A teoria é que se agora levaram as empresas do grupo à beira da falência, então é porque foram corruptos há 10 anos !
Todos os dias o irmão do outro que ameaçou sair do cargo mas afinal não saiu aparece a “explicar” tudo e mais alguma coisa, com toda a sapiência que lhe advem de nunca ter sequer feito um cursito até ao fim.
Isto são as minhas sensações, pois de concreto sei que em mais de 90% das vezes que trataram de assuntos relacionados com a minha área profissional foi para debitar incorreções ou mentiras.
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“patetice auto-explicativa da nossa auto-infligida miséria” refere-se ao Louçã ou ao Daniel Oliveira? Talvez se refira mesmo ao Socialismo-periódico que nos salva e nos enterra em interpoladas legislaturas (salva quando está fora e enterra quando lá chega).
Tudo se resume ao “Conta-me histórias…” X X
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Não distingo muito bem o Louçã do Oliveira. Parecem-me tão iguais que é natural que nem se possam ver.
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Ok, Ok mas no conto d’Os Cinco só há um cão 🙂
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Quando será que se acaba a mama para os 130 “cientistas” do CES e para o seu inefável gauleiter, o inefável professor Boaventura, a fim de deixarem de andar a vendar banha de cobra alegando tratar-se de “ciência sociológica”?…Era tempo de se denunciar este cavalheiro. Entretanto, em matéria de verdadeira Ciência, a Universidade de Coimbra cheira a mofo.
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O que é “verdadeira Ciência”? De certeza não é biologia, área em uma equipa de Coimbra recebeu há pouco um prémio internacional (há mais, por exemplo em física ou em matemática)… Ah, já sei! Coimbra deve ter andado a fazer estudos em mofo, ou isso, ou o Tozezito na sua ânsia de criticar esqueceu-se de confirmar o que se tem andado a fazer em Coimbra (e, quase de certeza, no resto do país).
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Mais prémios internacionais (3 medalhas!):
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Para além das comissões de praxes, qual é a relação da cerveja Sagres com os centros de investigação da Universidade de Coimbra.
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Três medalhas. Está no rótulo.
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Vitor, lá por ter medalhas não significa que tenha de beber tudo, depois começa a ver relações inexistentes.
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QED.
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O CES tem conquistado vários projectos ERC (o ano passado teve um, antes disso julgo que já teria conseguido outro). Para quem não sabe, estes projectos, geralmente entre 1 e 5M€, são financiados pelo European Research Council e são obtidos em concursos extremamente competitivos a nível europeu. Mais grupos e centros de investigação nacionais deveriam seguir o caminho do CES e, pelo menos concorrer a estes projectos, se possível trazendo alguns deles para Portugal, também noutras áreas do conhecimento.
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Ainda dizem que a Europa não é solidária.
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Claro que é solidária. Se não fosse, o Boaventura e amigos já tinham ido trabalhar há um porradão de anos.
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Onde poderei consultar um relatório e contas do CES? Era só para saber quais as receitas e quais as despesas, fazer umas continhas e descobrir quanto é que a coisa custa aos contribuintes, e quantos dos tais 130 “investigadores” é que andam a xuxar nas tetas do Estado. Em vão tenho procurado. E há por aí tanta gente armada ao pingarelho a falar da necessidade de total transparência!!!!…
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Penso que se procurar bem esse tipo de informação estará disponível no site da FCT. Claro que quando se acaba com os fundos de modo a que deixe de haver dinheiro para o salário dos funcionários administrativos (caso do CEC da UL) esse informação demorará mais a vir a público.
Já agora, nos casos que conheço os investigadores não recebem salários dos centros, eles são docentes numa instituição de ensino superior e aquilo é apenas o centro de investigação. Isso é capaz de responder à sua questão de andarem a “xuxar” (sic). Digo eu…
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