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Ainda há esperança….

3 Agosto, 2014

A esquerda radical e a esquerda mole reconhecem agora o grave erro que cometeram com a nacionalização do BPN. E face aos resultados viram agora o bico ao prego. Não será por convicção mas por pragmatismo. Mas não se pode querer tudo. Menos mal: «Não aceitamos que os contribuintes paguem o buraco do BES» (BE). «O secretário-geral do PS, António José Seguro, rejeita uma intervenção do Estado no Banco Espírito Santo (BES)».  Ah, valentes liberais! Bem vindos!

Já a esquerda totalitária mantem o seu registo de sempre com o PCP a exigir a nacionalização. Faltará saber o que defende a restante esquerda, a carreirista do PSD e a esquerda cheiro-a-mofo do CDS.

22 comentários leave one →
  1. Julio's avatar
  2. Julio's avatar
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    3 Agosto, 2014 14:09

    http://sol.sapo.ao/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=8580

    O líder parlamentar do Bloco de Esquerda afirmou hoje que as despesas com a nacionalização do BPN «vão provocar mais de três mil milhões de prejuízos» aos cofres públicos, agravando o défice de 2011 de 4,6 para 6,6%.
    Francisco Louçã, que falava no Parlamento durante o debate de hoje, revelou que o Governo entregou hoje ao Parlamento «o esquema de absorção destas dívidas monumentais com a criação de três empresas, a Parvalorem, a Parparticipações e a Parups que vão integrar 3,1 mil milhões de dívida».

    O deputado do BE diz que estas empresas vão «tentar vender algumas propriedades imobiliárias e empresas financeiras» e que «o resto é lixo tóxico que o generoso contribuinte pagará».

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  3. Julio's avatar
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    3 Agosto, 2014 14:09

    Foi em 2011…

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  4. jorgegabinete's avatar
    3 Agosto, 2014 14:15

    Anteontem, João Semedo defendeu que se deixe falir. Quando é na banca os milhares de postos trabalhos perdidos deixam de ser panfletáveis, as pessoas não são números dizem, são o quê?

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  5. neotontono's avatar
    neotontono permalink
    3 Agosto, 2014 14:15

    Para erro grave o meu…que desconhecia que foi a esquerda radical e a esquerda mole quem nacionalizou o BPN!

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  6. vitorcunha's avatar
    3 Agosto, 2014 14:21

    Raquel Varela defende que nacionalizar é um erro: Facebook da Raquel Varela.

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  7. JEM's avatar
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    3 Agosto, 2014 14:27

    Uma coisa já é certa. A família Espírito Santo perde tudo – bes, tranquilidade, tivolis, hospitais, agência viagens.

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  8. jorgegabinete's avatar
    3 Agosto, 2014 14:33

    O BES precisa de 3 a 4 mM€ para recapitalizar, dizem, e enfrentará uma sangria de recursos pelo êxodo de depositantes (dos típicos 100k) que elevará as necessidades de capital e levará a cedências (titularização?) de carteira de créditos para desalavancar mas aí saem os mais rentáveis e seguros, pelo que é de esperar um aumento futuro de incobráveis e nova necessidade de recapitlizar por via de crescentes provisões. Por outro lado a criação de um Bad Bank desmonta a necessidade de pelo menos 2,4 mM€ por via de créditos repudiados e provisões não mais necessárias. Ao escolher um caminho nunca antes tomado com a virtude de não repetir o BPN (claro

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    • jorgegabinete's avatar
      3 Agosto, 2014 14:52

      …escolhe-se inventar e lixar ainda mais isto tudo. Não tenho pena de gulosos por papel comercial que esses sabem bem que para receber muito acima de taxas standard estão a incorrer em risco, por muito que venham para a TV jurar que não foram informados (e repetir a farsa do cliente enganado do BPP). Adivinha-se um inferno de processos judiciais e de impugnação de accionistas e credores se o caminho for o que é hoje admitido além que se pretende usar um instrumento de recapitalização que não dispõe da vigésima parte do capital necessário. Se existe uma situação clara de créditos sobre insolventes (não interessa quem comercializou) esses não podem ser reembolsados até à liquidação ou recuperação dos emitentes, e aí esvazia-se metade das necessidades de capital do futuro BES. Loas à CMVM e ao BdP que conseguiram mais uma vez oscilar entre o inoperante e a má decisão: veja-se como a CMVM actuou na suspensão acrítica de short-selling e de trade dos títulos (hoje sim ,amanhã não) sem que se perceba a coerência; acresce o BdP que volta a recair em comunicados ambíguos e com erros formais (descubra quem quiser) que não têm qualquer acréscimo positivo sobre a situação mas sim o condão de adensar a dúvida de investidores e depositantes, neste caso mudar o Governador não atribui qualificação a quadros que permanecem e se atarefam em desmentidos informais a jornalistas que se desmentem a si mesmos ao fim de horas. Nenhum dos nossos Governantes percebe patavina de Banca e pelo visto o parecer de entidades como a CMVM e o BdP não acrescenta valor. Daqui a meses inaugura-se a tese que a solução não resultou porque nunca se tinha visto nada assim. Quanto a oposições e suas propostas… esqueçam.

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      • jorgegabinete's avatar
        3 Agosto, 2014 15:06

        Por último e por aqui se vê o socialismo deste governo que está danadinho para guardar os 6 mM€ que restam do fundo de recapitalização(não se percebe o que acontece ao que foi usado e já reeembolsado!!!) para brinde eleitoral. Sobre este fundo parece existir uma estranha consonância de todo o espectro político nacional, a esquerda portanto, em fingir que não existe precisamente para isto. Só há luz desta hipótese se percebe o inventar de soluções que por aí vai. E não vale a pena ser intelectualmente desonesto – mentiroso – como o é Catarina Martins (uma Ana Avoila do avesso) que propala que esse dinheiro é dos contribuintes e custa aos contribuintes e nunca será reembolsado, sendo mentira que ideia faz ela do seu eleitorado? A de mentecaptos com certeza!

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  9. MJRB's avatar
    3 Agosto, 2014 14:46

    Neste caso, infelizmente não há outra solução : intervenção do Estado.
    Essa estória de haver (segundo CCosta) interessados em investirem num banco e suas empresas falidas, foi infundada esperança ou “areia para os olhos” !?
    Dada a magnitude da fraude e periclitante situação do diversificado universo dependente do BES e do GES, o Estado não tem outra alternativa senão Injectar outra “pipa de massa” que a troika enviou (não DEU, note-se), prevendo descalabros bancários…
    O governo, hoje, tem de explicar tudinho aos tugas, incluindo o seu laxismo, convenientes mentiras e quais as reais condições para esse “empréstimo”.
    Não é correcto e é desonesto dar a entender aos contribuintes que não haverá consequências para todos, porque essa “pipa de massa” não caíu do céu…

    Também grave, incompreensível e inadmissível seria se ninguém fosse enviado para as barras dos tribunais e consequentemente punido — nesse caso, mais rédea solta seria concedida às grandes e médias máfias tugas. Com a parcimónia do Estado e da justiça.

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  10. MJRB's avatar
    3 Agosto, 2014 14:48

    JEM,

    essa família & outras que tais estão bem. E a salvo.

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  11. LTR's avatar
    LTR permalink
    3 Agosto, 2014 16:09

    Gostava de ver esses hipócritas todos a votar em plena AR uma deliberação pelo futuro a dar ao banco.

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  12. jorgegabinete's avatar
    3 Agosto, 2014 16:35

    espero que a extensão abaixo se pague 🙂

    A Pinhata (Piñata) do crédito à economia que funcionou como desalavancador de crédito dos balanços dos bancos e alavancador do financiamento de dívida pública:

    Em 2008 nasceu um artifício através do QREN:

    “O FINOVA – Fundo de Apoio ao Financiamento à Inovação – foi constituído através do Decreto-lei n.º 175/2008, de 26 de agosto, como instrumento privilegiado para a concretização dos objetivos estabelecidos no SAFPRI(Sistema de Apoio ao Financiamento e Partilha de Risco). Este programa, criado no âmbito do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), cujas entidades financiadoras são o Programa Operacional Factores de Competitividade (COMPETE) e os Programas Operacionais Regionais de Lisboa e Algarve, pretende impulsionar a disseminação de instrumentos de financiamento que proporcionem melhores condições de financiamento às PME Portuguesas.”

    Este artifício resultou na aprovação de crédito a empresas que substituiu em larga escala crédito já existente mas mitigando o risco do Bancos protocolados, deste modo os Bancos aliviavam o Balanço, Incrementavam a dívida privada de empresas diminuindo a exposição e Aumentavam a exposição à dívida Soberana, resumindo: para os mesmos recursos captados conseguia-se um artifício que injectava mais dinheiro na economia pela via do aumento da dívida privada e da dívida pública. Até que algo correu muito mal: a evolução da trajectória de dívida pública levou ao limite/exaustão a capacidade de concessão de crédito e compra de dívida dos bancos e os níveis de endividamento da República estrangulavam a obtenção de novo crédito nos mercados internacionais levando a um prémio crescente e proibitivo para emitir dívida em rollover (leia-se para pagar as emissões que entretanto iam vencendo). Como nasceu este esquema?
    O então ministro da Economia tinha experiência/participação na banca (onde chegou a pertencer ao Conselho de Administração de um banco verde), tinha experiência/participação no Tesouro e tinha experiência/participação no Crédito Público. Foi como ajudante dessa coisa pública e com essa experiência/participação que levou o estado a receber o prémio de Devedor do Ano em 2002 (não convém rir, que a coisa é séria). É quando o mesmo governa que nasce o Finova acima referido.
    Como a coisa estourou nas mãos de um Teixeira qualquer que de cátedra só fez merda acabou-se numa situação de potencial auditoria séria às contas públicas e de bancos envolvidos no engodo, que nunca chegou a acontecer, pasme-se. Nesse enquadramento vários bancos acorreram à capitalização forçada pelos fundos da Troika. Todos os bancos menos um: o verde. E porquê? O que leva um banco a ser diferente? O que os leva a optar pelo desconforto de recapitalização com recurso a accionistas depauperados? E onde estavam a entidades de supervisão e regulador para aferir se essa capacidade de autofinanciamento existia mesmo ou corria o risco de ser engenho de balanço? Verdade é que hoje se constata que algo de muito grave impediu o banco verde de aceitar o caminho mais prudencial que era aceitar os CoCo’s e na sequência foram construídas operações de captação de recursos por emissão de dívida de empresas não financeiras ES mas usando como veículo de comercialização as financeiras ES. Como se constata pelas intrincadas relações accionistas, foi criado deliberadamente um esquema de mútuo financiamento e desvio de recursos de clientes para aplicações que mais não eram que uma alternativa de recapitalização (o que, por si mesmo, não faz desses clientes vítimas). A questão que sobrará após a farsa de apuramento de responsabilidade são três:
    – Que tem/tinha esse banco verde a esconder para recusar a via prudencial elencada?
    – A quem tem servido e de que modo o estratagema das linhas de financiamento protocolado?
    – De quem se fala, quem é realmente, a figura autora da Piñata e até onde se escondem as suas relações de interesse e de que modo são essas legítimas?

    Claro que o sr dono do banco verde cairá sozinho e nunca arrastará os verdadeiros autores nas mãos dos quais ele foi um mero joguete até ao ponto do desespero da autodestruição…

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  13. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
    3 Agosto, 2014 17:05

    Nacionalizar o BES é mais um desastre, mas de um Governo desastroso, não é de esperar que siga outro caminho, porque para resolver problemas onde só grandes cabeças teriam capacidade para gerir, a vulgaridade, que é a clique política que temos, não pode agir doutro modo. No final, os que suportam tudo, continuarão estoicamente, (ou covardemente) a pagar a factura.

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    • Alexandre Carvalho da Silveira's avatar
      Alexandre Carvalho da Silveira permalink
      3 Agosto, 2014 17:51

      Quanto é que já pagou estóicamente dos empréstimos ao BCP e ao BPI?

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  14. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
    3 Agosto, 2014 18:17

    Alexandre Carvalho da Silveira – Não é preciso consultar os livros, basta estar atento ao dia-a-dia, para saber que são sempre os últimos pisos que suportam os arranha-céus. Quando uma empresa produtora paga muito pelos financiamentos é nos consumidores finais que se reflectem os juros. De outro modo, se esta falir, é o sistema de apoio aos desempregados que, durante algum tempo, suporta o encargo dos subsídios. No final, directamente ou indirectamente, somos sempre todos que suportamos os encargos da nação. Hoje, no Público, nas Cartas à Directora, (pág. 51) falo algo sobre o assunto. Gostaria estar enganado, mas com os elementos que tenho, chego a esta conclusão. Um abraço e obrigado por ligar alguma atenção ao que escrevo.

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    • PiErre's avatar
      PiErre permalink
      3 Agosto, 2014 22:40

      Eu diria que são os primeiros pisos que suportam os arranha-céus e não os últimos (os de cima). =:)

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  15. Joaquim Carreira Tapadinhas's avatar
    Joaquim Carreira Tapadinhas permalink
    3 Agosto, 2014 22:45

    A ideia aqui é de que os últimos, na escala social, ou seja os de baixo, que suportam tudo. Pode a frase deixar dúvidas por não ser muito clara, mas a evidência é tanta que não merecia correcção. De qualquer forma, obrigado por ter em consideração o que digo e por ler o que escrevo.

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  16. Bolota's avatar
    4 Agosto, 2014 22:29

    Gabriel Silva ,

    Mas o problema é a esquerda radical e a esquerda mole ou dura ou a quadrilha que nos governa???

    .

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