Vamos a jogo
Costa só tinha uma coisa a fazer; teimoso, fez o contrário. Pode ganhar as eleições na mesma mas, e que se lixe, a única coisa que vai conseguir é adiar o fecho da era bancarrotária até ao julgamento – formal ou não – de Sócrates. O que Costa fez, ao encher a equipa com fiéis do culto macabro, foi centrar todo o programa eleitoral na libertação do cérebro da bancarrota, a tal que a ocorrer sem acusação e prova de inocência originará um desejo explícito do partido em obter justiça popular através do voto.
Boa sorte: não faltam chanfrados nos blocos, livres e sindicatos de 6 sócios desta vida para vos fazer a vida negra. Já vos terá ocorrido que se os portugueses quisessem eleger a Catarina Martins ou o Rui Tavares já o teriam feito sem necessitar da recauchutagem new age e corte de cabelo hipster com Cunhal, Carvalhas e Jerónimo de Sousa? Provavelmente, até ocorreu. Para mim é bluff: vamos a jogo.

Costa não tomou partido pela ala socratista; ele é o subchefe ou, melhor dizendo, o chefe interino do socratismo. Ao impedir que os seguristas entrassem no secretariado e ao humilhar Assis, impedindo-o de discursar, António Costa mostra, mais uma vez, que é uma personagem maquiavélica, também ela a roçar a sociopatia, que vive politicamente do eterno estado de graça que os jornalistas e comentadeiros de esquerda – isto é, quase todos os que pontificam e peroram nas televisões – lhe garantem. Quem conhece Costa de perto, sabe que ele é uma persona que mistura a sociopatia do chefe da quadrilha com a sociopatia do fundador da quadrilha. Como governante, é um desleixado, sempre atrasado, carregado de promessas que nunca cumpre, fora da realidade, enredado na realidade paralela que ele e o seu séquito constroem para manter a turba de esquerda, isto é, os portugueses que vivem do orçamento do estado e que que se alimentam do erário público e à custa dos contribuintes líquidos.
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António Costa fez o que se esperava que o número dois do socratismo fizesse. Ele é a persona que, dentro do partido socrático, mais garantias dá de ganhar as eleições, graças ao apoio entusiástico da matilha que controla os media. Para um partido que se habituou a ser “dono disto tudo” e que partilha a ética de que os padrões e normas de comportamento que se aplicam aos portugueses vulgares não se pode aplicar aos donos do regime, porque estes, pela sua missão e origens, estão acima da lei, António Costa garante três coisas essenciais à quadrilha que controla o Partido Socratista: a libertação do verdadeiro chefe, retoma do controlo do topo das magistraturas e licença para continuar a roubar os portugueses e o país.
O congresso do PS reafirmou o caráter criminoso da quadrilha que controla o Partido Socratista e essa reafirmação uniu quer os fundadores da quadrilha – os soaristas -, quer os atuais mandantes. A única forma de derrotar estes quadrilheiros que querem continuar a afundar Portugal é mantê-los longe do Governo.
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Vejam a fotografia da capa do Público de hoje. O anterior –se é que há diferente– actual e futuro P”S” é aquilo : um expectante e avarento deslumbrado com o poder apontando para um grupo de capos duma seita.
(Verdade: o mesmo acontece noutros partidos).
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Francisco Assis está a pensar formar um partido de modo a ser convidado a assistir ao encerramento do próximo congresso do PSD .
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Assis corre em pista própria, tem substância, ética e a moral que falta a muita gente que rodeia Costa. Estou esclarecido e penso que a nossa situação piorou, um governo que não governa(a culpa é do TC) e uma oposição que não presta, continuo na oposição a ambos. Ao menos que a justiça funcione e vá prendendo os corruptos e como diz o grande pensador, que cada um procure a sua zona de conforto, enquanto não chega nova troika.
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Ora até que enfim que consigo concordar contigo, manel. Em tudo.
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se vitorcunha ainda for a tempo, podia mudar o título do post para “volta tozé seguro” 🙂
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Tanto fantasma que para aí vai, vitorcunha. Se há coisa que se está a perceber da estratégia do A. Costa, é que quer fugir de confusões dessas. Não só não há qualquer aliança com o Jerónimo, como está a tentar que o Livre desapareça antes das eleições. Uma coisa completamente diferente, era querer fazer coligações com o Passos. Isso seria um suicídio mais rápido, do que eleger o Sócrates para presidente do partido.
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É, eliminar a ameaça de 3%.
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Sim, Trinta e Três, porque para aabar com a concorrência “à esquerda” é arranjar ainda mais motivos para que quem se identifica com a esquerda não querer votar no PS, o que apenas justificará que o Livre vá mesmo a votos.
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http://www.jornaldenegocios.pt/opiniao/visto_por_dentro/eva_gaspar/detalhe/socrates_lula_salgado_e_pts_oi.html
Há tanta coisa ainda para por à luz do dia.
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O artigo da Eva Gaspar vale mesmo a pena ser lido e meditado!
Obrigado pelo seu conselho!
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