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Um clássico russo no quintal

7 Dezembro, 2014

A presunção de inocência, que em poucos dias se transformou na presunção da perpétua ingenuidade do tuguinha, está a dar lugar ao esmorecimento do circo mediático, muito por culpa do alinhamento dos palhaços. Meterem o palhaço rico com os excessos típicos do palhaço pobre só poderia originar uma sucessão de palhaços pobres com maneirismos saloios de aspiração a uma sofisticação tão gasta como em contra-ciclo. Salva-se Guterres, que conseguiu manter-se calado tempo suficiente para não atrair moscas a cada declaração.

Agora resta cumprir horário, meter lá o Costa numa deslocação total do centro de gravidade do planeta para Évora e retirar a ficha da tomada antes que o idiota de Dostoyevsky perceba que o sanatório é melhor opção que o esquecimento. É verdade que o tipo esforça-se, com as cartinhas de clichés copy-paste e a inovação da Bic vermelha; porém, e pelo menos até ao recurso, dificilmente deixará a prisão para regressar ao manicómio.

17 comentários leave one →
  1. fado alexandrino's avatar
    7 Dezembro, 2014 10:12

    Gosto de viver em Portugal.
    Todos os dias me maravilho.

    A António Costa não resta, por isso, outro caminho que o da solidariedade, “individual”, como o próprio o diz, sob risco de poder ser olhado como alguém que deixa cair o próximo num momento de aflição, seja ele, neste caso, inocente ou culpado. E Costa parece ser um homem para quem a amizade se sobrepõe aos cálculos, políticos ou outros.
    Domingos de Andrade – JN

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    • Eleutério Viegas's avatar
      Eleutério Viegas permalink
      7 Dezembro, 2014 19:34

      Este Domingos do JN é um bocado tanso, não é?

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      • fado alexandrino's avatar
        7 Dezembro, 2014 23:34

        Nope.
        Todo o jornalista tem uma agenda, pode ser pública ou privada.
        Nenhum é neutral ou isento.
        Como disse a filósofa Teresa Guilherme “Quem tem ética, passa fome”.

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      • fado alexandrino's avatar
        8 Dezembro, 2014 09:47

        Compre o JN, há sempre um motivo para ficarmos mais bem dispostos.
        Rir faz bem à saúde.

        Na festa de aniversário (de Mário Soares), que reuniu amigos de várias correntes políticas, demonstrou uma enorme humildade. “Não mereço tanto, sou um simples cidadão”. Disse mais: tudo o que fez ao longo da vida, fê-lo pelos outros.
        Paula Ferreira

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  2. BELIAL's avatar
    7 Dezembro, 2014 10:17

    Sou muito amigo dele, ele sabe disso, ele sabe disso – mas… 🙂

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  3. vortex's avatar
    vortex permalink
    7 Dezembro, 2014 10:39

    foi conspurcar o meu Alentejo

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    • MJRB's avatar
      7 Dezembro, 2014 13:30

      Não conspurca nada. O Alentejo não tem mínima culpa.

      O que me admira é a ausência até hoje dum grupo arranjado pelo P”S” local para no exterior da prisão cantar para o ex-líder umas “modinhas”.

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      • Duarte de Aviz's avatar
        Duarte de Aviz permalink
        7 Dezembro, 2014 15:10

        Cantar não! CantEr… Desculpen mas não consigui resistir…
        Deus abençoe o Alentejo e a sua gente.

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  4. MJRB's avatar
    7 Dezembro, 2014 13:25

    Sucinto e certeiro post.

    Desde há dois dias, hoje e pelo menos até amanhã, novo fôlego mediático terá o P”S”-de-Costa, com o aniversário de MSoares. Depois, cai na realidade, incluindo a programada visita com eventual desgosto por não poder almoçar no Fialho porque “parecia mal” …

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  5. BELIAL's avatar
    7 Dezembro, 2014 14:29

    RAP e gato fedorento fizeram serviço público.

    “mercenário”,(QUAL NÃO É…salvo o meu, modestamente, só por nojo e enjoo, SÓ…) mas fizeram.

    Ridendo castigat mores” como comprovo:

    SE ISTO NÃO EVIDENCIOU O GAJO…

    Defense rests, your honour! 🙂

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  6. Kafka's avatar
    Kafka permalink
    7 Dezembro, 2014 15:58

    Brilhante!

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  7. Carlos III's avatar
    Carlos III permalink
    7 Dezembro, 2014 19:27

    Nos anos que andei no secundário, escrever com tinta vermelha tinha um significado muito preciso… Alguém se lembra de qual era?

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  8. marrazes's avatar
    marrazes permalink
    8 Dezembro, 2014 09:32

    Sr Cunha e o clássico russo é uma obra-prima, obra do primo ou obra do juiz?
    .

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