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marx revisitado

14 Janeiro, 2015
by

«A resistência das bactérias» e a «falência do capitalismo» (apesar de as podermos matar com doses de penicilina a 10 cêntimos cada).

9 comentários leave one →
  1. balde-de-cal's avatar
    balde-de-cal permalink
    14 Janeiro, 2015 22:17

    em 1971 durante um estágio em Paris trabalhei na alteração dos antibióticos existentes no mercado para poderem reganhar eficácia terapêutica

    depois das infecções bacterianas apareram as dos fungos, virus e por fim os prions que sairam dos noticiários depois de chatearem Cavaco enquanto PM

    o social-fascismo de Marx e os socialismos padecem de virose incurável que deixaa qualquer organismo em fase terminal

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  2. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    14 Janeiro, 2015 22:38

    Sem querer saber de Marx para nada nem percebendo o motivo pelo qual ele é aqui chamado, sei para infelicidade minha a desgraça que são as bactérias resistentes – e os fungos. Nos nossos hospitais é uma calamidade e vem de há anos. É um assunto abafado pois não convém falar dele. Quando aparecem relatórios internacionais só tocam na mortalidade infantil e num ou outro indicador positivo. Sem dúvida que há abuso de antibióticos. Mas também há abuso de falta de higiene e sabe-se lá do que mais. Ponho muitas das culpas no pessoal medico e paramédico, más práticas. A taxa de mortalidade nas nossas unidades de cuidados intensivos é quatro vezes superior à da suíça. Mesmo sabendo-se a diferença de desenvolvimento económico não chega para explicar.

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  3. Filipe's avatar
    Filipe permalink
    14 Janeiro, 2015 22:55

    Aqui vai o meu comentário ao senhor Bitor
    Estou 100% de acordo com ele.
    A manif foi de repulsa pelo massacre – assassínio de 12 pessoas feito por um grupo de bandidos em nome de uma religião, que foi, é e sempre será cruel.
    Há limites para tudo…
    Também há limites para a blasfémia.
    Quando era menino ensinaram-me que a minha liberdade terminava onde começava a liberdade do outro.
    A minha liberdade de fazer, de dizer era acompanhada da consequente RESPONSABILIDADE.

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    • fado alexandrino's avatar
      14 Janeiro, 2015 23:21

      Parece-me qua a manif foi mais de repúdio e vá lá um bocadinho de medo pelos islamitas extremistas, dando de barato que os há moderados.
      Aliás se tivesse morrido um jornalista, nada disto tinha acontecido.
      Exageraram no número e agora têm meio mundo contra eles.
      Um tiro pela culatra.
      Um segundo 11 de Setembro.

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  4. ocamareiro's avatar
    15 Janeiro, 2015 11:44

    A não ser que as bactérias evoluam de forma a que a penicilina não as mate.
    A questão é que a penicilina não funciona como balas ou canhões. A penicilina são microorganismos que matam outros microorganismos. Uma analogia macroscópica seria a chita e as gazelas, que evoluiram lado a lado. Se as gazelas ficam mais rápidas as chitas não as conseguem matar, e ficam condenadas à extinção. É o que está a aconter com os antibióticos, por custarem 10 cêntimos por dose, foram mal usados durante décadas. E agora as bactérias estão a evoluir rapidamente de forma a que a penicilina não as consiga matar.

    Claro que é apenas o consenso da comunidade cientifica, toda a gente sabe que ciência não conta para nada para a direita.

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  5. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    15 Janeiro, 2015 11:47

    Como é que mata se, pelos vistos, deixou de ser rentável produzi-la (a penicilina)?

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  6. manuel branco's avatar
    manuel branco permalink
    15 Janeiro, 2015 13:59

    E não introduziram os genéricos por todo o lado? presumo que o negócio continue a ser rentável, talvez com margem de lucro menor. Ao que sei, por se tratarem de bactérias intra-hospitalares, elas próprias foram ganhando resistências. Já se é rentável ou não desenvolver novos medicamentos que combatam tal tipo de bactérias não sei. Desconfio no entanto que está ali um belo nicho de mercado. Os gastos de saúde pública resultantes das infecções nosocomiais são enormes: prolongamento do internamento, readmissões e por aí. Gastar na prevenção pode ser uma excelente medida de poupança. Economicismo aqui, se for inteligente, pode ser uma excelente coisa.

    Só que as bactérias não explicam tudo: lixo hospitalar nas enfermarias, quase a céu aberto – eu vi em Lisboa – batas verdes que seguem da sala de operações para a cantina e o arroz de pato, a parcimónia na lixívia e sabe-se lá o que vai por aí.

    E muita crueldade também, muita indiferença para com o sofrimento dos doentes e familiares. “O paciente não é colaborante”, com os desgraçados sentados com escaras no cocix porque não os mudam regularmente de posição. Parte dessa gente – enfermeiros à cabeça – foi exportada para Inglaterra e outros bandas. Que não façam lá o mesmo que cá porque lá dá mesmo cadeia. Muitos dos nossos hospitais são verdadeiros gulags. E no privado convém ter igual cuidado. Há alguns que até têm melhor aspecto e estão menos sujeitos a restrições orçamentais (não falo das instituições miseráveis da Igreja que matam Cristo todos os dias) mas em geral é tudo farinha do mesmo saco.

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  7. A. R's avatar
    A. R permalink
    15 Janeiro, 2015 21:39

    “Claro que é apenas o consenso da comunidade cientifica, toda a gente sabe que ciência não conta para nada para a direita.” Pois … pois a investigação relevante nesta área e outras foi feita por países de esquerda.

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  8. Fernando Gomes da Costa's avatar
    Fernando Gomes da Costa permalink
    16 Janeiro, 2015 18:19

    Em resumo, a ideia conspirativa é a seguinte: as multinacionais acham que não se deve investir em medicamentos que serão a única maneira de salvar a vida de milhões de pessoas no futuro, porque acham que essas pessoas não os iriam comprar…..

    Outros pressupostos interessantes:
    Os antibióticos atuais não funcionam (ou vão acabar, segundo o conceito de que não são rentáveis), mas apesar disso, as mortes por infeções continuam a ser diminutas, exceto nos locais onde (estranhamente, na visão dos antibiomarxistas) não há acesso aos antibióticos.
    Os medicamentos que curam estão destinados a desaparecer do mercado. Parece, portanto, ser lógico ninguém estar interessado em comprar medicamentos que curem..

    Numa visão complacente de perceber as causas por detrás dos fanatismos ideológicos, tão em voga por estes dias, compreendo a razão de ser do raciocínio dos autores desta teoria, a que se chega por contraponto: afinal o marxismo não funciona,nem tem cura, e não deixa por isso de ser muito vendável.
    Já agora: azar o da Humanidade por NUNCA haver esquerdistas empreendedores que se dedicassem a produzir e vender antibióticos baratos, ou criar empresas “éticas”, ou dar empregos..ou mesmo a emprestar dinheiro em que a dívida seja reestuturável ….E ele há tantos esquerdistas….

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