“O que é novo em drogas é a proibição”
19 Janeiro, 2015
A propósito do Relatório Anual sobre a Situação do País em Matéria de Drogas e Toxicodependências divulgado este mês entrevistei o Filipe Nunes Vicente para o Observador. Aqui ficam alguns excertos dessa conversa:
8 comentários
leave one →

um inspector da DEA disse que ficava mais barata a liberalização.
não há mercado para a venda do meu 3º trabalho. era a tese cuja defesa quiz estupidamente fazer nesta merda ‘à beira-mar a afundar-se’
GostarGostar
escreve-se “quis”.
Ainda vai a tempo de corrigir a sua tese.
GostarGostar
E quanta da despesa pública na Justiça – polícias, juízes,procuradores, advogados oficiosos, guardas prisionais, técnicos de reabilitação, psicólogos, etc – se evitaria com a liberalização?
E cadeias e diárias de prisão ? E seguros dos estragos nos assaltos ? E atrasos nos processos ? Em tempos constava que dois terços do movimento processual em tribunal criminal estava relacionado directa ou indirectamente com a droga.
E a criação de um hub numa parte remota do país com a droga toda de borla num Centro de Salas de Chuto com todas as condiçõessaniotárias e ao lado uma clínica para quem se quisesse reabilitar ?
Acabaria com o mercado de rua e o acesso nas cidades. Ninguém continuaria a vender aquilo que era de borla. O combate far-se-ia na prevenção, e quem quisesse consumir teria que ir expressamente até ao local.
Talvez a taxa de novos consumidores fosse outra. Mas que a Cidade ficava livre da praga.
É só aos grandes traficantes – escobares e quejandos- que interessa que a droga seja ilegal ?
Ou existe uma indústria legal da droga que tem todo o interesse em manter viva a parte ilegal da industria ?
GostarGostar
Interessante reflexão.
Tive um professor na faculdade que referia o seguinte.
As drogas só são um problema grave quando saem do local onde o seu consumo é cultural.
O álcool é uma droga que mata, mas em Portugal e no resto da Europa é uma droga com aceitação cultural. Nós convivemos com o álcool desde a infância. O mesmo não sucedia nas tribos de além mar que contactaram com os portugues, espanhóis, ingleses ou holandeses. Aí o álcool tornou-se um problema grave, pois a droga estava fora do seu contexto cultural.
O haxixe é produzido e consumido em Marrocos. É uma droga bem disseminada pelo Magrebe. O Afeganistão também tem aquela que se sabe. Outros povos e culturas têm as suas drogas culturais.
GostarGostar
Mas quem diz drogas, diz jogo.
Por cá de vez em quando fazem-se umas apreensões de máquinas de jogo em cafés. A coisa mexe com inspectores, juízes, advogados, polícias. Em Espanha os cafés podem ter máquinas de jogo, por lá é legal. Por que motivo por cá não se liberaliza de vez o jogo, seguindo o exemplo dos espanhóis? O Estado pouparia uma fortuna, ganharia uns milhões com as licenças anuais para as máquinas de jogo e com os impostos sobre esses lucros. A actual legislação apenas protege os Casinos de Portugal da concorrência.
Então e a perseguição que se faz a associações locais, estudantes, sociedades recreativas que vendem rifas? Não seria mais fácil regular este jogo de fortuna e azar com tanta tradição na nossa província? Nas terriolas do meu concelho há cabazes rifados pelos estudantes e pelas associações várias vezes ao ano. Mais uma vez, há um interesse obscuro protegido pela actual legislação, a Santa Casa da Misericórdia.
GostarGostar
Legalizar as drogas, é uma questão tão polémica quanto antiga.
Ao fim de dezenas de anos de proibição, as autoridades não foram capazes, ou não quiseram, acabar com o tráfico ilegal.
Face a esta realidade, pergunto-me se a melhor solução não seria mesmo a legalização…
Sempre ia acabar com o negócio da pior escumalha que existe à face da terra, os traficantes.
GostarGostar
Exacto. E a resposta a isso aqui está:
http://www.liberalismo.org/articulo/431/53/noble/experimento/ley/seca/
GostarGostar
http://www.liberalismo.org/articulo/431/53/noble/experimento/ley/seca/
GostarGostar