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Oscar para filme europeu

23 Fevereiro, 2015
Maiores sucessos cinematográficos da década: Polónia versus Portugal.

Maiores sucessos cinematográficos da década: Polónia versus Portugal.

Ontem, em Los Angeles, um filme oriundo da Polónia (população 38 milhões, PIB per capita $15,500), “Ida”, recebeu o Oscar na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. O filme custou 2 milhões de euros e rendeu $10,7 milhões.

O filme com produção portuguesa (população 10,5 milhões, PIB per capita $27,200) mais visto na década, “A Gaiola Dourada”, custou 7 milhões de euros e, em Portugal, rendeu 3,9 milhões de euros.

Portugal (PIB per capita $27,200) tem a mania de se comparar com a Alemanha (PIB per capita $47,200). No cinema, podia começar por se comparar com a Polónia, país mais pobre e com uma lista bem mais impressionante de sucessos de bilheteira que aliam o factor comercial ao artístico. Depois talvez se pudesse ir por aí fora e comparar outras coisas.

Adenda: não vale a pena tentarem ler no texto referências a erário público, seja português, seja francês, seja polaco. É que não está lá escrito. Não está, eu verifiquei.

49 comentários leave one →
  1. zazie's avatar
    23 Fevereiro, 2015 10:46

    Para isso antes o futebol e as novelas.

    Não que me agrade o cinema português mas também é raro agradarem-me os “sucessos de bilheteira”.

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  2. zazie's avatar
    23 Fevereiro, 2015 10:49

    Há grandes realizadores que conseguiram isso. Aliar o factor artístico ao comercial.

    Mas há outros que não e não deixam de ser geniais por isso. Exemplo do primeiro caso: Hitchcock; do segundo- Robert Bresson.

    O Bresson foi o maior de todos os tempos. É o que eu penso. Raras são as pessoas que o conhecem.

    No entanto, durante o Estado Novo passou todo por cá.

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    • vitorcunha's avatar
      23 Fevereiro, 2015 10:53

      O Au hasard Balthazar foi visto por toda a gente que gosta de cinema, acho. Porém, o Bresson não é atraente para o público mais comercial, com aquele método em que os actores parecem cartão em relação a uma produção de Hollywood.

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 10:55

        Sim. Exacto.

        Tem piada que dizem que o Ida tem influência dele e do Dreyer.

        Tenho de ver.

        O método é surrealista. Por cá imitaram muito mal o Bresson. O Bresson movimentava a câmara como mais ninguém o fez. Escondia os truques mas tinha uma mobilidade absolutamente genial.

        Era tudo sensitivo. E um sentido de humor tremendo. Gozava com a psicanálise que nem o Hitychcock.

        O Hitchcock é um bom exemplo de inteligência aliada a enredo e entertenimento.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 10:58

        Veja que vale a pena.

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 11:12

        Ah sim. Ok. Fiquei memso com curiosidade.

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  3. zazie's avatar
    23 Fevereiro, 2015 10:57

    Mas é como tudo- o grande cinema é arte do passado. Tenho ideia disso. Mesmo os grandes realizadores americanos são do passado. Resta um Scorsese e pouco mais.

    Há coisas que desapareceram- do charme das estrelas aos bons policiais.

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  4. manuel's avatar
    manuel permalink
    23 Fevereiro, 2015 11:02

    O gaiola teve subsídio público? Quanto? Se foi dinheiro privado, para mim, entra no mesmo grupo do livro do 44, façam o que quiserem com o dinheiro deles.

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  5. Procópio's avatar
    Procópio permalink
    23 Fevereiro, 2015 11:18

    Zazie, há mais gente que aprecia e apreciou Robert Bresson.

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  6. francisco feijó delgado's avatar
    23 Fevereiro, 2015 11:18

    Diga o que quiser do cinema português, mas onde é que o filme é “com produção portuguesa”?

    – Produced by:
    Jonathan Blumenthal (associate producer)
    Danièle Delorme (producer)
    Laetitia Galitzine (producer)
    Hugo Gélin (producer)
    Marie Jardillier (assistant producer)

    – Production Companies
    Zazi Films
    Pathé (co-production)
    TF1 Films Production (co-production)
    TF1 (co-production)
    Canal+ (co-production)
    Ciné+ (co-production)
    Cinémage 7 (in association with)
    Hoche Artois Images (in association with)

    É a primeira longa metragem do realizador Ruben Alves. Sim é luso-francês, mas nasceu em Paris, onde cresceu, vive e trabalha. Os tais 7 M€ que terá custado são, muito provavelmente, franceses, pais onde terá ganho mais de 8 M€, perfazendo um total de mais de 14 M€.

    Há muita coisa mal no cinema português (e não só), mas tomara que houvesse só um que tivesse este sucesso comercial e logo à primeira tentativa. E, claro, é escusado irmos apropriar-nos do que não é nosso.

    Referências:
    http://www.imdb.com/title/tt2261749/
    http://www.boxofficemojo.com/movies/intl/?page=&view=bycountry&id=_fLACAGEDORE01

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      23 Fevereiro, 2015 11:23

      Bom contributo à discussão. Gostei de ler.

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    • vitorcunha's avatar
      23 Fevereiro, 2015 11:28

      Não importa se tem produção portuguesa. Se não tem, só significa que o filme com produção portuguesa fica abaixo do filme mencionado.

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      • Francisco Feijó Delgado's avatar
        23 Fevereiro, 2015 11:52

        Como eu mencionei, pode afirmar o que quiser do cinema português. Mas ir buscar um filme francês, de produção francesa e sem financiamento (ou subsídio) português para criticar a indústria portuguesa não faz muito sentido.

        E mesmo que isso seja indiferente para a conclusão quer fazer passar, o que me limitei a fazer foi apontar a informação factual errada que faz ao classificar o filme de “produção portuguesa”.

        Finalmente, o raciocínio é falacioso: as comparações com os PIB per capita, só por si não dizem muito: o nosso atletismo é miserável quando comparado com a Jamaica, o xadrez com a Sérvia, o número de prémios Nobel também com a Polónia, a composição musical quando comparada com a da Hungria, a produção aeronáutica com a da Ucrânia.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 12:35

        O PIB per capita indica o grau de esforço que o contribuinte faz para pagar uma bomba subsidiada. Quanto menor o PIB per capita, menos pode ser gasto em Body Rices.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 12:37

        Ah!

        Não disse filme de produção portuguesa. Disse filme *com* produção portuguesa.

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      • Francisco Feijó Delgado's avatar
        23 Fevereiro, 2015 13:08

        Estamos a brincar às proposições, mas ok, reconheço o meu erro, não está lá “de”, está “com”.

        Diga-me s.f.f., então, o que define como “filme com produção portuguesa”? Ter um realizador com pais portugueses? Ter actores portugueses?

        O que é de “com produção portuguesa” serve para usar um filme estrangeiro, com financiamento estrangeiro, para comparar a nossa produção cinematográfica à polaca?

        Porque se calhar podemos usar os filmes em que o Eduardo Serra é director de cinematografia. Só o “Unbreakable” rendeu 173 M$! Ou o “Fast & Furious 5”, com o mesmo Joaquim de Almeida d’ “A Gaiola Dourada” mais de 500 M$.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 13:40

        Estamos a brincar ao torno do conceito do que é dito a partir de uma eventual falha técnica ao mencionar esse filme. Se substituir a gaiola por “O Crime do Padre Amaro” o post continua a fazer sentido (aliás, acrescido). Isso permite tornar um simples aparte inicial (e ainda bem que o fez) em mera trollagem com essa insistência na questão acessória.

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      • Francisco Feijó Delgado's avatar
        23 Fevereiro, 2015 13:53

        Isso já me faz sentido. E é precisamente por concordar com o âmago da questão que fiz a minha crítica. Não é “mera trollagem”; é a invocação de rigor, que, nesta como em qualquer discussão, considero que faz diferença.

        Discussões com factos errados já temos de sobra. A questão não é acessória pela forma como foi invocada e serviu de base para o criticismo do cinema português.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:08

        Culpa minha. Não pretendi dizer que estava a trollar: se der uma vista de olhos nestas caixas de comentários rapidamente perceberá que não faltam pessoas à procura da vírgula mal colocada para invalidar tudo o argumento apresentado. Queria dizer que se continuássemos nessa questão da escolha do filme, isso aconteceria, como acontece sempre, pelos trolls do costume.

        Peço desculpa se me exprimi de forma a atribuir-lhe a si o papel de troll. Pelos vistos fui infeliz na escolha do filme – que escolhi precisamente por crer ser franco-português e popular, com receitas – porque não queria, de todo, usar um exemplo de filme ridículo com um total de 20 espectadores.

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      • Francisco Feijó Delgado's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:50

        Desculpas aceites.

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    • Francisco Feijó Delgado's avatar
      23 Fevereiro, 2015 11:29

      E mais uma adenda, nas palavras do próprio:

      «Consegui convencer a Pathé a financiar este projeto pela autenticidade da história», diz o realizador luso-francês.

      http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=3189677

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  7. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    23 Fevereiro, 2015 11:21

    Gostei muito do “Milagre de Fátima” não me lembro do nome do realizador, mas penso que fez mais filmes.

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    • fado alexandrino's avatar
      23 Fevereiro, 2015 17:20

      Se se está a referir a Fátima com Joaquim de Almeida, Catarina Furtado, Diogo Infante , realmente por milagres inexplicáveis o realizador (nome omitido por pudor) fez mais 31 obras.
      Por um azar inacreditável são todas péssimas mas este Fátima consegue ser o pior de todos.
      Felizmente a Catarina NÃO faz de Nossa Senhora, a verruga estragava o papel.

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  8. JPT's avatar
    JPT permalink
    23 Fevereiro, 2015 11:26

    Um bocado surreal este post (foi escrito de madrugada, quando os Óscares acabaram, com o autor já ensonado?): em primeiro lugar “A Gaiola Dourada” é um filme francês, por muito que possa ter recebido uns cobres do nosso érario público e ter um par de portugueses no elenco (os custos de produção são franceses, não portugueses); em segundo lugar, o filme foi um grande êxito de bilheteira, não só em Portugal, mas também em França (e noutra escala), pelo que conviria só escrever o post depois de ver quanto é que por lá rendeu. Ah, e quando se fala de lucros retirados de filmes, é preciso ir ver quanto é que renderam os DVD, o pay-per-view, os direito de transmissão na TV e por aí a fora.

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    • vitorcunha's avatar
      23 Fevereiro, 2015 11:30

      Fico um bocado cansado de pessoas que me dizem que “é preciso” qualquer coisa. Normalmente querem tocar-me na carteira.

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      • JPT's avatar
        JPT permalink
        23 Fevereiro, 2015 17:36

        Uma das características que os portugueses podiam aprender com os estrangeiros (não sei se com os polacos, porque não conheço nenhum) é, quando fazem asneira (o que acontece a qualquer um, excepto os que não fazem nada) não desconversarem e/ou fingirem que não é nada com eles.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 17:37

        Já não havia PS.

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  9. Carlos Dias's avatar
    Carlos Dias permalink
    23 Fevereiro, 2015 12:13

    Está a dar na televisão mais um filme da saga “Sócrates o porreiro”. Segundo parece que proporcionou à dupla de produtores umas centenas de milhões.
    Atenção: não confirmei os valores por ainda não serem confirmados oficialmente.

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  10. Daniel Marques's avatar
    Daniel Marques permalink
    23 Fevereiro, 2015 13:44

    Caro Vitor,

    Entendo o que quer transmitir apenas porque esta escrito na sua conclusao: olhar para a Polonia e aliar o comercial ao artistico como solucao para o cinema portugues.

    Perco-me, no entanto, nos seus argumentos.

    Olhando para os dados que forneceu, sobretudo o box-office mais o que estimo seja o mercado de TV e DVD, a conclusao e que o mercado portugues dificilmente pode pagar os custos de producao de um filme, ainda que popular.

    O filme Ida nao teve qualquer impacto no mercado polaco e teve as suas receitas sobretudo no exterior. Foi apoiado quer pelo Instuto de Cinema Polaco, quer pelo Instituto de Cinema Dinamarques.

    Por outro lado o mercado de cinema polaco e’ 3/4 vezes superior ao portugues e ha mais filmes a sair por ano. Tradionalmente o cinema polaco tem mais peso no total do mercado polaco que o cinema portugues no mecado portugues. Devido ao comunismo e aos exilados o cinema polaco beneficia ainda de uma rede de conhecimentos sobretudo em franca mas tambem em inglaterra que permite conseguir financiamento exterior publico e privado. Ate o Paulo Branco esta metido no cinema polaco.

    Certamente que o cinema polaco tem melhor qualidade que o portugues. Isto nao resulta no entanto de escolhas artisticas ou da sua estrategia comercial. E uma mistura de apoios publicos, aceitacao do publico do cinema nacional, capacidade de atrair co-producoes estrangeiras e dimensao do mercado.

    Nao sei se o cinema polaco e o melhor exemplo para o portugues…

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  11. Paulo Leite's avatar
    23 Fevereiro, 2015 13:47

    Olá, Vítor.

    Como foi observado atrás, o GAIOLA DOURADA é um filme inteiramente francês, financiado em França. O custo reportado do filme (cerca de 7 milhões) não é a mesma coisa que o investimento do produtor (que é muito inferior). Em países onde há uma indústria de cinema forte (França é um exemplo) existem inúmeros mecanismos que permitem a produtores produzir um filme com (por exemplo) 2 milhões que no valor TOTAL ascende a 7 milhões. Eu, por exemplo, estou neste momento a produzir (com dinheiro privado) um filme de terror cujo valor total é 5 vezes superior ao investimento em cash que possuo (e isto é normal nas cinematografias desenvolvidas – ou seja, fora de Portugal).

    A GD foi um grande sucesso em vários países (Portugal incluído) e eu não tenho dúvidas que o projecto terá dado lucro aos produtores e stakeholders (há números disponíveis sobre este assunto).

    A questão do teu post poderia ser outra: havendo um (ou mais) filme que LUTA para ter público, QUER ter público, QUER criar riqueza e QUER ser exportado comercialmente (e até é bem produzido), por que motivo o Estado português continua a financiar filmes que ninguém quer ver, distribuir, exibir, comprar? Havendo NO MERCADO tantas formas de financiar cinema (vários tipos de cinema até), por que motivo Portugal insiste em “proteger” filmes que ninguém quer ver deste mesmo mercado? Sendo possível ganhar dinheiro com filmes financiados no mercado, por que motivo Portugal insiste em dificultar a vida a quel o quer fazer? E por que motivo protege tantos projectos inviáveis?

    Grande abraço!

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    • vitorcunha's avatar
      23 Fevereiro, 2015 14:01

      Parece-me que a Polónia é um bom exemplo por tudo que mencionou. Num país como Portugal, onde produtoras privadas têm pouca dimensão, o modelo de financiamento não pode ser o da ida ao pote estatal segundo critérios abstractos definidos pelo beija-mão das pessoas certas. Deve haver financiamento estatal, sim, mas um dos critérios fundamentais para a sua atribuição teria que ser a existência prévia de financiamento assegurado por privados em montante razoável. Os cineastas portugueses terão que aprender a estabelecer contactos, saírem do casulo confortável do não-escrutínio. Obviamente haveria casos de investimento não rentável, porque o filme foi um flop, porque algo correu mal. Mas as consequências disso teriam que ser reais. Há portugueses cujos filmes vendem 100 bilhetes e que continuam a ter produções financiadas. No caso polaco foi a necessidade de alternativas que gerou uma indústria. Cá não temos necessidade de alternativas, temos é que ir para a fila.

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:07

        Precisávamos de argumentistas. Não há um bom argumento em parte alguma. Nem no teatro.

        A historieta do facismo que silenciou tanto talento é o que está à vista.

        Que raio produziu a democracia?

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:13

        Há o Pedro Costa. Sabe filmar.
        Mas há gente que até tem boas histórias e óptima cabeça e brutos conhecimentos de história do cinema e depois não conseguem fazer nada.

        O João Mário Grilo, por exemplo. Vê-se o trailer e é catita. Vê-se o filme é teasing do trailer (qualquer um).

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:15

        Não sei. os tipos de leste têm tradição artística e musical.

        Nós não, O que tivémos de melhor foi no Estado Novo, diga-se o que se disser.

        E há campos onde em momento algum houve alguma coisa- caso da filosofia, por exemplo.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:23

        Isto já uma mera suposição atirada para o ar, mas não terá isso relação com um conformismo pouco dado a protestos inteligentes, uma espécie de demissão do papel da observação em face da possibilidade de pertença à casta, o grupo de pendurados no sistema? Ou estou a ver imagens nas nuvens que não passam de nuvens?

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:33

        Há o factor “macaquinho de imitação”- o status quo ficou na mão de uns macacos e o resto imita-lhes os tiques.

        Em tudo. Repare nos nossos “pensadores”- são todos cópia em segunda mão do guru estrangeirado do Eduardo Lourenço que não pensa nada.

        Com os artistas é o mesmo- os cineastas são cópia de segunda do Manuel de Oliveira (tirando o Pedro Costa) e o resto é assim. Escapa alguma coisa na arquitectura que, no entanto, é uma pálida imagem da genial arquitectura do Estado Novo.

        Fora isso não há rigorosamente nada. Nem literatura, nem poesia, nem música nem sequer humor.

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      • zazie's avatar
        23 Fevereiro, 2015 14:34

        Portanto, se nem nós temos pachorrar para eles, como é que ainda queriam exportar e com lucro

        ehehehehe

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        23 Fevereiro, 2015 16:13

        “Deve haver financiamento estatal, sim”

        Não não deve.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 17:23

        Há muitas formas possíveis de financiamento estatal: isenção de taxas, tributação simplificada, remoção de barreiras burocráticas e autorização directa de financiamento autárquico directamente do orçamento municipal, por exemplo.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        23 Fevereiro, 2015 16:19

        O 25 de Abril foi um corte cultural abrupto, subiram como consequência todos os que se tornaram “anti-fascistas” , gente incapaz de pensar pela própria cabeça e como simulacros de revolucionários gente que pretende odiar o dia-a-dia.

        Logo são incapazes de contar uma história que toque os outros.
        No máximo vão para o insuportável neo-realismo.
        São “artistas da esquerda” e os “artistas da esquerda” tugas são a gente mais anti-social que existe.
        Comportam-se como Aristocratas.

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      • lucklucky's avatar
        lucklucky permalink
        23 Fevereiro, 2015 18:15

        E?

        Não deixa de ser financiamento com dinheiro dos contribuintes baseado numa dada moral,política,estética.

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      • vitorcunha's avatar
        23 Fevereiro, 2015 18:44

        Enquanto for isenção é dinheiro dos contribuintes que fica nos contribuintes (wishful thinking) ou dinheiro que não é usado para aquilo (e sim para outra fantochada qualquer).

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    • manuel's avatar
      manuel permalink
      23 Fevereiro, 2015 14:10

      Porque os governos praticam nepotismo(para os amigos tudo) e era isto que eu gostaria de não ver num governo em quem votei. É o mesmo critério que usam para escolher pessoas para os cargos, preferência aos militantes sem qualquer atenção à competência e alguns até martelam os currículos. o Sr. Paulo tem toda a razão e olhe o governo do 44 ainda é pior, além de nepotismo parece que queria comissões nos apoios que dava, temos uma cleptocracia e votamos com os pés.

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  12. Eduardo's avatar
    Eduardo permalink
    23 Fevereiro, 2015 13:53

    Como queriam que desse lucro com o 44 lá dentro.
    Ele sozinho era mais que suficiente para Rapar o Tacho.
    Deviam ter posto a concurso um dos filmes desse novel cineasta, cheio de futuro, e que dá pelo nome de Manel Oliveira

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  13. PiErre's avatar
    PiErre permalink
    23 Fevereiro, 2015 17:02

    Atenção: todos os filmes são em língua estrangeira, excepto os filmes mudos.
    O melhor filme passado em Portugal não foi o Gaiola Dourada, mas sim o Gaiola Aberta, mas esse nunca foi subsidiado pelo Estado, bem pelo contrário. Além disso era feito em papel e não em celuloide, o que era uma inovação notável. Teve grande susexo.
    Agora já ninguém vai ao cinema, só os velhos jarretas, mas é proíbido demolir as casas de espeta culos. não sei porquê. (Devem estar à espera dum regresso ao passado…)

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  14. fado alexandrino's avatar
    23 Fevereiro, 2015 17:26

    Um post muito dinâmico, parece um western.
    Aliás atiraram sobre o pianista.
    Tenho uma opinião, era o que faltava não ter,
    O cinema português tem uma baliza, ADMO e DDMO, ou seja a linha que separa as águas é Manoel de Oliveira o nosso maior, do qual felizmente nunca vi nada.
    Quando ele morrer, por volta dos duzentos anos, irão aparecer muito maneis, mas por agora Manoel há só um.
    E onde come um, não podem comer dois.
    The End.

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  15. Paulo Leite's avatar
    23 Fevereiro, 2015 18:49

    O “deve ou não deve” haver financiamento estala é uma falsa questão. Toda a Europa possui financiamento estatal. A América Latina possui (se bem que não toda) financiamento estatal. 35 dos 50 estados nos EUA possuem mecanismos de incentivo estadual. O Canadá também possui vários mecanismos. Até no norte de África estes mecanismos existem. Sejam subsídios, incentivos fiscais (há de vários tipos), empréstimos condicionalmente recuperáveis, gap financing, etc, etc, etc,. O cinema é um meio onde, a nível internacional existem inúmeras formas de financiar filme.

    Nesta óptica a questão é: devemos ou não (queremos ou não) ter um sector audiovisual competitivo a nível internacional? Se sim, só temos a ganhar na medida em que o cinema é uma actividade que pode criar enorme riqueza para o país (de variadíssimas formas) se estiver integrada no mercado e quiser trabalhar para o mercado. Se não, então estamos a esquecer este sector e assumirmos que este tipo de dinheiro não queremos ganhar.

    Mas aqui é necessário perceber que à volta do cinema existe o mesmo número de falácias que ouvimos neste momento no discurso político que vemos à esquerda. A primeira falácia é a oposição entre cinema comercial (sempre mau e comercialóide) e cinema de autor (sempre bom e elevado). Ou a falácia acerca da protecção aos autores (quais autores? Todos ou só os que certas pessoas aceitam?). E quais devem ser as responsabilidades do sector? Portanto, há imensos pontos de discussão possíveis no campo do cinema que o próprio sector evita ter (para poder perpetuar algumas destas e outras falácias) e que o Estado (que não quer perder tempo com isto) permite que esteja controlado por quem se alimenta do status quo. Logo, não há debate: apenas há o perpetuar de lugares comuns. O mesmo tipo de lugares comuns que vemos em torno da RTP ou de tantas outras vacas sagradas que se alimentam do nosso dinheiro sem nos dar nada em troca.

    Seria excelente poder debater estas questões (e já agora explicar o funcionamento do financiamento de cinema para quem não o entenda – e é verdade, é muito complexo). Não há com quem. O debate na cultura não é possível.

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  16. Me's avatar
    23 Fevereiro, 2015 23:24

    bem , filmes caros os dos tugas . o todo sobre mi madre , do almodovar , ficou se pelos 4 milhoes de orçamento , por exemplo. ta bem q ja passaram uns anitos , mas como a inflaçao anda pelas ruas da deflaçao , va la q fossem hoje 5 milhoes. e metia a penelope cruz y tudo 🙂

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