É, é mesmo a mesma coisa
Duas situações:
Primeira
Cartazes com “pessoas reais” que, na realidade, são uns tipos fotografados à porta da junta de freguesia e aos quais são atribuídas frases como “estou desempregada há 5 anos e nem uma ajudinha recebo”, “ando a recibos verdes e mal tenho que comer” ou “o meu marido obriga-me a ter relações sexuais com seis senhores da Guiné em simultâneo enquanto filma para meter no site ‘liberais domésticas e doidas’”.
Segunda
Cartazes com a fronha de um indivíduo que não é uma “pessoa real” e sim um actor franciu/sapo que permite o uso da sua imagem em mensagens publicitárias que não lhe atribuem declarações em concreto.
Se acham que a primeira situação é igual à segunda, talvez consigam compreender este artigo do Observador, uma notícia sobre o poder de persuasão da “geração mais bem preparada de sempre” para enganar os tolos.

Bem observado.
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Se o assunto é “exportações” trata-se de um avec satisfeito – e muito – por comprar produtos portugueses.
A resposta socialista, como diria o Bruno Aleixo: “Que porcaria de truque”.
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Não esquecer os corruptos dos jornalistas. Um bom exemplo:
“HISTÓRIAS DE AGOSTO
Intendente. A porta que se abriu para um bairro novo
A regeneração do largo, que antes todos associavam à droga e ao crime, permitiu o regresso dos lisboetas e dos turistas. António Costa guiou a visita do DN, do Largo do Intendente ao antigo Caldas.”
in http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4724029
Estamos no dominio do vale-tudo. Jornalismo corrupto ao serviço do Parodiante de Lisboa, um partido que insulta o governo apelando-o de mentiroso e usa funcionários públicos para inventar histórias e, pasme-se, negam a realidade a económica, porque ela contradiz a sua propaganda surrealista.
Em Lisboa, a cada dia que passa, vemos uma espécie de imitação de Marrocos. E o vale-tudo, para derrotar os adversários.
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Que vergonha, tudo a soldo da mafia do largo dos ratos.
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Com um caso de 800.000 em ajustes diretos com um tipo que menos de 24 antes tinha divulgado que nunca tinha participado em projetos políticos, tinha de aparecer alguma coisa. E como não havia anda para aparecer…nós fazemos, mas ele fazem como nós, só que nós adicionamos as aspas, mas não percebemos a diferença e como tal é tudo a mesma coisa. Esta é a malta que gosta de aparecer no funeral dos escritores.
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Se o PS quisesse mesmo ser genuíno, escrevia nos cartazes “os cães ladram e a caravana passa” ou “quem não está connosco está contra nós”, que é lema de muita da bicharada primitiva que por lá anda. A lata vai ao ponto do Messias dizer publicamente e para a TV que só conhece um candidato presidencial da área do PS quando o primeiro a candidatar-se foi Henrique Neto. E ninguém o interrompe!
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O Henrique Neto não é “deste” PS…
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O problema não é esta canalha – o problema é quem vota nesta canalha…
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Como dizia e diz o bom povo português:
– Tão gatuno é o que vai roubar à vinha como o que fica à portinha
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E é tudo a mesma coisa?
Publicidade vs propaganda.
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de acordo com o Palito Métrico
‘in oculum descansum est’
monhézices à 44
«com fiança ou pulseira electrónica»
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Confesso que me cheirava que a coisa estava a andar mal para o PS: alguns anos na oposição sem uma única ideia ou proposta original estavam a afastar os fieis. Mas este desespero, a luta surda pelos poucos tachos do estado, os timmings das idas do M. Soares aos antigos DDT. O PS arrisca-se a desaparecer do mapa político deste país.
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Se se tratasse de dois artolas quaisquer que se metessem a fazer tão idiotas comparações – entre os em tudo mentirosos cartazes dos PS e os inatacáveis cartazes da coligação – ainda se podia dar um desconto, tratava-se de dois tontos idiotas, enfim, dignos de compaixão, mas vir a coisa de dois putativos candidatos a deputados do partido da mãozinha é que, sinceramente, já me parece que lá para as bandas do largo do rato vai uma caldeirada ,medonha… e anda tudo de cabeça perdida.
Coitado do monhé! Só não chego a ter pena dele por ter feito o que fez ao pobre do Tozé Seguro. Aquilo não se faz nem a um cão! O largo do rato em peso virou-lhe as costas com desprezo, na noite das facas longas em que o infeliz foi cobardemente apunhalado pelas costas e, como a tv mostrou, teve de ser um ocasional transeunte a passar no local que, quando à saída do cabisbaixo Tozé da sede do rato, compadecido da criatura, de alma esfrangalhada, a entrar para o carro onde já estava a sua mulher, se lhe dirigiu e deu um abraço de solidariedade no infortúnio. Pelas obras os conheceis… Que grandessíssima cambada de excomungados filhos da mãe! Livra!
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O Tó Zé parte-se a rir!
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claro q eh a mesma coisa : tanto uns como os outros sao uns cartazes de coco . e quem liga aquelas tretas n bate bem da bola.
o frances do anuncio de viagra devia ca vir para ver q Portugal cada vez pode menos , por exemplo 🙂 🙂 🙂
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Não menosprezem o resultado eleitoral do P”S”, porque se os crentes no Costa (é certo, um pouco preocupados com as sondagens) à falta de dinâmica do líder passarem a tomar indiscriminadamente por exemplo aqueles remédios há meses consecutivamente anunciados nas tv’s para amenizarem dores e sobretudo o revigorante aconselhado pelo Futre, ganham as legislativas de caras.
Se o Costa lhes sugerisse que tomassem os ditos remédios, tamanha é a fé no milagroso timoneiro e a esperança por um tachito, que nem questionariam nadinha.
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De facto não é a mesma coisa.
Quando nos empurram para o abismo temos uma vista bonita e a sensação de liberdade.
Quando nos agarram para salvar do abismo aleijam-nos e amachucam ou rasgam-nos a roupa.
Há quem prefira a primeira.
Conheço uma pessoa que foi “ajudada” a entrar no Metro de Lisboa e até agradeceu. Só tarde demais percebeu que era um carteirista (esta história não tem nada a ver com Évora, cidade onde não há Metro).
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Caro Abre-Latas,
por falar em empurrar para o abismo e a «vista bonita e a sensanção de liberdade» que isso representa, recordo um belo texto de Mário Henrique Leiria que, em tudo, vem a propósito, se me permite:
«MANIFESTAÇÃO DE APOIO
A multidão invadira a praça, rodeando a estátua que lá em cima apontava, imperativa, a grande glória da pátria. Espezinhando canteiros, inundando ruas adjacentes, vociferante. A manifestação.
Os gritos indicados. Guinchos. Várias crianças à procura da mãe e do pai.
Era o apoio. Incondicional, ininterrupto, ao primeiro-ministro.
Ali, na praça enorme e paciente.
O primeiro-ministro olhou por uma das janelas, no terceiro andar antiquíssimo do Paço Ministerial. Sorriu levemente. Apalpou a cara, passou uma das mãos pela lapela do casaco, numa carícia inconstante. Acenou com a cabeça, discreto, um pouco irónico, ao ministério perfilado no fundo da Sala dos Actos.
Dirigiu-se à varanda alta, sobre a praça apoplética.
Abriu a janela num gesto amplo e paternal e deu um paço em frente.
Ouviu-se um som murcho e abafado, uma espécie de paf das bandas desenhadas, lá em baixo no empedrado decorativo que circundava o Paço.
Alguém tirara a varanda. Toda.»
LEIRIA, Mário Henrique, 1923-1980 – Novos contos do gin, seguido de Fábulas do próximo futuro. 2ª ed. Lisboa : Estampa. 1978. p. 195
Verificará, o Abre-Latas, que o autor não se esqueceu de referenciar a coligação: paf.
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Acho uma graça, de repente esta gente acordou. Não me digam que aqui os blasfemos liberais achavam todos piamente que o Ronaldo tinha todas as suas poupanças no BES e só lavava a trunfa com Linic? Os blasfemos liberais são um poço de contradições, vejam bem a evocar a ética publicitária num mundo capitalista.
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Chegou o nosso doido de estimação.
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😉
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“Não me digam que aqui os blasfemos liberais achavam todos piamente que o Ronaldo tinha todas as suas poupanças no BES e só lavava a trunfa com Linic?”
Nada disso, nós só pensamos em bicicletas!
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Coitadinho, vejam bem que perdeu todas as suas poupanças!
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Ou seja, concluindo, se o modelo franciu aceitou dar a tromba em troca de uns €€€ para que a mesma aparecesse nos cartazes do PSD ou de uma marca de bancos de sangue japonesa, tal é perfeitamente aceitável numa economia de mercado liberal, e muito mais sério do que os esquemas que o PS fez. É o trabalho dos modelos fotográficos numa economia de mercado vender a imagem a troco de dinheiro, independentemente da relação que têm com o produto ou serviço, desde que obviamente os mesmos não incorram em crime ou ilegalidades.
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Perante afirmações genéricas (e não falsas) como “as exportações aumentaram” está à espera que eles digam “esta não é a minha história?”
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Caro Francisco Miguel Colaço,
o seu pequeno comentário troxe-me à memória um texto de Hanna Arendt, se me permite:
«Uma anedota medieval ilustra a dificuldade que pode haver em mentir aos outros sem o fazer a si próprio. É a história do que aconteceu uma noite numa cidade: uma sentinela estava postada na guarida noite e dia para prevenir as pessoas da aproximação do inimigo. A sentinela era um homem dado às brincadeiras de mau gosto e naquela noite tocou o alarme apenas para causar algum medo às pessoas cidade. Teve um sucesso espantoso: toda a gente se lançou para as muralhas e a nossa sentinela acabou por fazer o mesmo. Por outras palavras, quanto mais um mentiroso tem êxito, mais verosímil é que seja vítima das suas próprias invenções. De resto, o brincalhão preso na sua própria mentira, que embarca no mesmo navio que as suas vítimas, parecerá infinitamente mais digno de confiança que o mentiroso de sangue frio que permite saborear a sua farsa do exterior.»
In: ARENDT, Hannah – Verdade e política. Lisboa : Relógio d’Água, 1995. p. 46
P.S.: Como sei, através do blog vizinho, que gosta de anedotas, presumo que, desta, irá gostar.
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É gira a anedota, uma história bastante medieval no cariz moral. Dito isto, falho em ver exactamente onde se aplica nesta situação. Será falha minha, com certeza. (e não pense que digo isto com qualquer ironia, simplesmente imagino que o António terá de me explicar a ligação para que este meu cérebro abestinado por duas semanas em desenvolvimento de produto ressuscite)
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Caro Francisco,
talvez a mesma autora o elucide, articulando-o com o seu pequeno comentário inicial:
«Ainda que as verdades politicamente mais importantes sejam verdades de facto, o conflito entre a verdade e a política foi descoberto e articulado pela primeira vez relativamente à verdade racional. O contrário de uma afirmação racionalmente verdadeira é, ou o erro e a ignorância, nas ciências, ou a ilusão e a opinião, em filosofia. A falsidade deliberada, a vulgar mentira, desempenha apenas o seu papel no domínio dos enunciados de facto, e parece significativo, ou melhor, bizarro que o longo debate que incide sobre o antagonismo da verdade e da política, de Platão a Hobbes, aparentemente ninguém tenha acreditado que a mentira organizada, tal como hoje a conhecemos, pudesse ser uma arma apropriada contra verdade.»
In ARENDT, Hannah – Verdade e política. Lisboa : Relógio d’Água, 1995. p. 16
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A propaganda organizada, de Estaline às agências dos EUA, passando por Goebels, teve o intuito de orquestrar a mentira, por forma a esconder a verdade. Tal é inegável. E tal teve como propósitos, tal como no conto medieval, provocar pânicos nas massas, para que estas tomassem um certo sentido. O incêndio no Reichtag, sabe-se com elevada probabilidade hoje em dia, que foi encomendado pelos nazis, para ao culpar os radicais, poderem ter acesso ao poder total. Também se sabe com alguma certeza que o afundamento do Lusitânia, foi o pretexto perfeito para os EUA terem entrado na primeira guerra mundial, mesmo após vários avisos do governo alemão, para que aquelas águas não eram navegáveis de forma segura por navios da passageiros. As armas de destruição maciça que nunca existiram no Iraque são outro exemplo, que serviu para que os EUA tomassem controlo na quinta maior reserva de petróleo do mundo. As massas são primárias e irracionais, como tal, a mentira bem organizada e credível é um engodo perfeito para fins políticos. Por isso Platão sempre defendeu uma Democracia aristocrática; ou seja, do grego, “o poder dos melhores”.
João Pimentel Ferreira
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As armas que “não existiam” no Iraque foram as encontradas pelo Estado Islâmico no Iraque e na Síria no ano passado, conforme aliás noticiaram o Figaro e o Telegraph.l, citando os boletins do próprio EI.
Com Sarin e VX. E sulfato de peúga do Saddam.
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