porquê?
Na segunda carta endereçada por António Costa aos portugueses, o líder socialista precipita-se sobre uma infindável sucessão de perguntas acerca do cepticismo dos seus concidadãos quanto ao futuro de Portugal: «Porque havemos de descrer das nossas capacidades?», «Porque havemos de temer a globalização?», «Porque havemos de lamentar a falta de recursos?», «Porque havemos de nos resignar a que tudo isto seja apenas retórica?», «Porque não havemos de ser capazes de nos transformarmos?». A resposta a estas dúvidas existenciais é, contudo, muito simples: porque num país que faliu três vezes em trinta e sete anos é difícil acreditar. Principalmente quando o partido que foi responsável político por essas três falências se prepara para regressar ao poder sem aparentemente ter aprendido alguma coisa com os erros do passado.

Tenham medo, tenham muito medo…
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Podem estes senhores serem o diabo como você insinua mas a mim faz-me imensa confusão,ou talvez não,por razões históricas, o masoquismo dos portugueses,e só estes,que,a acreditar nas sondagens,darão ao ppt uma segunda possibilidade.Também não vou por onde ficará a pensar que eu vou mas,na actual gente,que não tem a haver com o partido,nem pensar.
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Pensei que o argumento ia por outro lado. Não sei onde AC vê o país descrente, com medo da globalização, da concorrência e incapaz de se transformar. Só se for junto dos seus camaradas que continuam a falar dos centros de decisão nacionais, e da importância do investimento público que tão bom resultado deu nos últimos 20 anos. O tecido empresarial começa a dar algumas provas (vide por exemplo reconhecimento da Forbes) de inconformismo e a ganhar quota nos mercados internacionais, apesar das 3 falências em 37 anos, e do possível regresso do PS ao poder.
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Se ele escreveu “porque” (assim, uma palavra), em vez de “por que” em separado, está a justificar e não a perguntar. Para se perceber melhor e utilizando a objetiva língua inglesa: “porque” corresponde a “because” e “por que” corresponde a “why”.
Pode ser o princípio de mais uma bela polémica (desta vez sobre capacidade de escrever)
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FGCosta,
Justificar com uma interrogação?
Já aprendi mais essa 🙂
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Tem toda a razão, caro FGCosta.
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Em português europeu por acaso não tem.
Em todas as interrogações citadas “porque” é a grafia correcta para o português europeu (já no Brasil, seria “por que”).
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E os portugueses aprenderam?
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A. Costa, se vencer vai ter a confirmação das suas basófias.
A sua vida, a sua carreira, para ele, é sucesso atráz de sucesso.
Ministro, Camara de Lisboa, Primeiro Ministro.
A vitória do (seu) pensamento positivo. Vitórias que são o meio de alimentar o seu ego.
Vitória pirrica no entanto. Quem manda é a dívida, que ajudou directa e indirectamente, a criar. Dívida da qual e co-autor. Vitória redentora ?. Não.
Vitórias num sistema sem “accountability”.
Mas não é o único.
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Quando se promete tudo a todos dá para desconfiar. É melhor não trocar o + – certo pelo incerto. É o que me diz a experiência da vida.
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AHAHAHA Todos iguais…sempre a lavar as mãos das responsabilidades históriacas. Sim porque foi o PS o único responsavel por essas 3 falências. O partido que tu apoias nesses 37 anos anos teve vários governos, alguns com maiorias absolutas, mas não aconteceu nada. Aliás durante esses anos exclusivos, de repente toda a gente vivia em casas de ouro, não havia sem abrigos, nem fome e toda a gente tinha um salário anual de 1 milhão de escudos.
Aprendam a lidar que vocês são todos a mesma merda, só muda o cheiro. Mas pensam que enganam quem?
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Sem falência, podia-se ajudar os mais desprotegidos, que há em todo o lado. Assim torna-se tudo mais difícil, especialmente a ajuda indirecta.
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Porque as mesmas causas provocam sempre os mesmos efeitos.
No caso presente, a causa é a partidocracia a que cinicamente se tem chamado democracia.
Partidocracia, que, enquanto vigorar, inevitavelmente manterá o compadrio, a incompetência, a corrupção…
Numa palavra, tudo o que impede o progresso e garante a falência.
Elementar, meus caros!
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