ou não
Contra todas as evidências, a ala esquerdista do PS “descobriu” que, para além de si mesmo e da direita, só existe voto à esquerda. Ou seja, o PS terá perdido as eleições não por ter abandonado o centro, mas por ter perdido o voto da esquerda radical (BE e CDU). A inevitável consequência deste pressuposto é de que o PS só poderá radicalizar mais ainda o seu discurso político, se quiser ganhar as próximas eleições com os votos que perdeu nestas à sua esquerda. Este é um grave erro, que comportará sérias consequências para o Partido Socialista. Primeiro, porque foi a radicalização do discurso do PS que levou ao crescimento da sua esquerda, mormente do BE. Em vez de ter assumido as suas responsabilidades na crise (que as tinha, e muitas, e que terá que assumir agora, com quatro anos de atraso), o PS entrou em fantasias e vendeu ilusões às pessoas. Quem daí retirou proveito foi, como se viu, o Bloco, para quem todas as ilusões nunca são demais. No dia em que o PS voltar a ser um partido de responsabilidade, que fale para o centro e explicando tudo bem explicadinho às pessoas, o Bloco voltará a ter votações residuais. Se insistir na tónica radical, caminhará a passos largos para a sua pasokização. O Bloco, sem retribuir, agradecerá tamanha devoção à causa. E, já agora, o PS que se vá preparando para uma prova duríssima que lhe estará a rebentar nas mãos, muito mais exigente do que estas eleições ou a votação do próximo orçamento de estado: a acusação de José Sócrates. Este será, verdadeiramente, um momento refundador do Partido Socialista. Ou não…

Óbvio.
Se o PS legitima e dá poder ao discurso do BE muitos leitores socialistas naturalmente preferem o produto genuíno e vão votar BE…
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Corr: eleitores.
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Mas falta-lhes os sindicatos. Esse detalhe tem piada. A escardalhada é inútil e tão capitalistas que já nem precisa de proletariado.
ehehehehhe
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Sim porque os “idiotas úteis” ganharam a Esquerda.
Derrotando os Comunistas e a Esquerda não Marxista.
Aqueles que se limitavam a dar opinião a favor do Esquerdismo e a fazer de claque de partidos, dos soviéticos etc… são eles hoje que constroem a Esquerda.
São os Jornalistas- os Padres de hoje – e Universitários fora de alinhamento partidário directo que carregam a Esquerda.
Serviram tanto de claque que acabaram a escrever a narrativa. E escrever a narrativa é dominar.
Isto sucede cá, nos EUA onde o Partido Democrata vai fazendo uma forte viragem à Esquerda, assim como Labour em Inglaterra.
A Esquerda hoje já não precisa do proletariado, tem o domínio da Comunicação, pode deitar o proletariado ao mar, como a qualquer causa que explora.
Nunca se viu um Esquerdista a protestar contra a pobreza e falta de sindicatos em Cuba…
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“No dia em que o PS voltar a ser um partido de responsabilidade,…”
.
AhAhAhAhAhAhAh!!!!!!!!
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Vê-se que estás a sentir-te entalado…depois da enorme “vitória” que tiveste.
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A expressão “esquerda radical”, hoje não tem sentido. Ainda não percebeu?
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Pois é mas falta a Mani Pulite
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Este PS só será um partido de responsabilidade quando acabar e aparecer outro.
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Provavelmente.
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Um que não seja socialista.
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eheheh
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> que não seja socialista.
Já é pedir demais. Os camaradas Gaius Marius e Caius Julius sabiam perfeitamente o que estavam a fazer quando subtrairam o ‘ager publicus’ aos senadores mais ricos para sacarem o apoio dos ‘proletarii”.
E era agora que iam acabar com essa maneira de uns senadores rasteirarem os outros?
“For fuck’s sake”, como dizem nas internetes.
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Refundador do PS não sei, mas refundador duma certa forma de estar na politica e exercer o poder, devia ser. As minha dúvidas surgem quando ouço galamistas e teixeiristas e tralha socratica e trolls dos blogs, que se unem contra os agentes da justiça.Ou acham que ainda foi pouco o que se fez ou têm a mania da perseguição.
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Deus conserve o Parodiante por muitos e longos anos à frente do PS. Amen…
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“No dia em que o PS voltar a ser um partido de responsabilidade, que fale para o centro e explicando tudo bem explicadinho às pessoas, o Bloco voltará a ter votações residuais. ”
Compreendo o ponto, mas receio que o discurso populista – que é o que os eleitores querem ouvir – renda mais votos. Explicar a eleitores socialistas – ou de esquerda em geral – que o Estado não é um cofre sem fim – apesar de ser relativamente simples de explicar – tende a ser um exercício tão inglório como explicar numa madrassa que Maomé pode não ser o representante de Alah.
Para agravar, temo que os eleitores “sociais-democratas” do PS – aqueles que acreditavam na Europa, na Liberdade e no mercado misto, já sejam relativamente poucos… Muitos socialistas moderados há uns anos atrás, parecem hoje mais syrizistas que o Alexis. Mas posso estar enganado.
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