Não, não foi o sistema, o ministro ou o Darth Vader, foram pessoas
O SNS pode ter falta de médicos. O SNS pode ter carências de organização, pode originar horários esquisitos ou pode nem permitir uma formação adequada a internos em lufa-lufa de preenchimento de equipas de urgência. O SNS pode ter médicos a mais. O SNS pode ter médicos a menos. O SNS pode ser estar subdimensionado, pode estar sobredimensionado, pode ter péssimos profissionais, pode ter excelentes profissionais, pode resolver problemas de forma extremamente eficaz como também pode criar problemas onde eles não existem. Nada disso está em discussão e trazer questões salariais para um problema organizacional é, nesta altura, um atentado à família que perdeu um ente querido, para não falar do próprio, que pagou com a vida as discussões oportunistas subsequentes. O rapaz de 29 anos morreu na urgência do S. José porque foi transferido para um hospital que não providenciou a assistência que necessitava. Daí decorrem duas possibilidades:
- O chefe da equipa de urgência aceitou a transferência após consultar com o director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto), que assentiu a transferência, tornando o neurocirurgião no agente responsável pela não assistência ao doente;
- O chefe da equipa de urgência aceitou a transferência sem consultar com o director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto), tornando-o no responsável pela não assistência ao doente.
De recordar que a subsequente transferência do doente para instituição que pudesse receber, após o erro de terem aceite a transferência, seria sempre solução – que optaram por não tomar – com probabilidade de sucesso igual ou superior à de o deixarem a morrer à espera de segunda-feira. O terceiro caso possível, o de o doente ter lá ido parar sem passar pelas decisões do chefe da equipa de urgência e do director de serviço de neurocirurgia (ou seu substituto) seria resolvido prontamente transferindo o doente para unidade hospitalar pronta para o receber.
Tudo o resto são cantigas de quem tem lata suficiente para ocultar uma péssima decisão com consequências catastróficas para o doente sob uma capa de palermice que só tem cabimento num país capaz de encontrar em António Costa um primeiro-ministro.

Eu acho que a culpa só pode ser do António Costa, ou até mesmo, pensando bem, do Sócrates…
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Canalha!
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E a canalhada médica desculpa-se com os cortes do anterior ministro da saúde…
Condoídos pelo infausto acontecimento muitos pediram já demissão…. Hipócritas!
Não teria sido mais coerente terem pedido admissão na altura dos cortes?
Avisando a população do perigo que corria!?
Lágrimas de crocodilo… da canalhada de sempre… Incluindo o inenarrável presidente da Ordem dos Médicos….
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O problema não acaba nas duas opções que coloca: note-se que há diversas instituições de saúde públicas – caso, por exemplo, do CHUC que sei que têm em escala 24/24 horas de neurocirurgia e neurorradiologia – ou privadas, para onde o doente poderia ter sido transferido em VMER (ambulância medicalizada do INEM), ou helicóptero. O grave é que desde dia 11 a 14 isso não foi efetuado. A mentalidade das capelinhas e falta de espírito de colaboração e articulação continuam a imperar e a ser timbre da mentalidadezinha umbiguista portuguesa.
Mas ainda mais grave é haver gentinha (desde colegas meus a políticos de sarjeta e jornalistas incompetentes) que se aproveita de uma tragédia pessoal para tirar proveitos sindicais, corporativos, políticos ou mercantis..
Fernando Gomes da Costa (médico)
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Está lá isso, Fernando. Se por um motivo qualquer o doente foi lá parar, tinha que ser transferido. Não foi, a responsabilidade é de quem o recebeu/manteve.
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Contumaz
Se fosse um filho teu (se os tens) ou um outro familiar… certamente não gozavas! Nestes caso apetecem-me rogar…. porquê não foi um contumaz… de merda!
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Também há a hipótese de o falecido ter sido transferido depois de morto, para assim sacudirem a água do capote, penso eu.
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Perfeitamente de acordo com VC , falta saber porque razão é o doente transportado para S José se lá não há essa valência aos fins de semana. Isto tem um nome muito claro , falta de organização e dedicação ou talvez incompetência das pessoas que estão envolvidas . Estou muito de acordo com FGCosta e Colono.. O Paulo Macedo e o PPC são mesmo bandidos . Vão bordamerda mais a politica da treta
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«num país capaz de encontrar em António Costa um primeiro-ministro» e no PS, PCP, BE e PSD partidos com pessoas capazes de o apoiar.
Infelizmente – e para mal dos nossos pecados – a triste realidade é a do parágrafo anterior.
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Como se pode ter a ousadia de negar a influência do Darth Vader no sns?
Referem-se 5 frases célebres do Darth Vader para ilustrar os recentes acontecimentos funestos, a ponta do iceberg do sns. Dilema dos merdia, dos sábios editores:
“Fingir que nada se passa”, ou noticiar, são assuntos que mexem mesmo com as pessoas.
Lá se vai interromper a telenovela: “Ó filha, mas afinal o que aconteceu com o rapaz? Ai credo!” … ou “Ó Chico, pára aí o pontapé de canto que é pra ver a cena dos hospitais!…”
1ª frase
“É uma cilada!” – Almirante Ackbar quando a frota rebelde é surpreendida pela emboscada imperial em “O Retorno de Jedi”.
Ao longo dos últimos 15 anos a o sns, não obstante os esforços titânicos de muitos dos seus melhores profissionais, já não consegue ocultar as emboscadas. Retarda atendimentos e diagnósticos de doenças graves nos centros de saúde. Permite o afluxo às urgências de mais de 80% de casos injustificados. A insustentabilidade à entrada da porta.
2ª frase
“O medo é o caminho para o lado negro. Medo leva à raiva. Raiva leva ao ódio. Ódio leva ao sofrimento.” – Mestre Yoda aos Jedi.
Medo tenho eu só de pensar em recorrer aos tais serviços universais e gratuitos que a demagogia prometeu. O caso não é para menos. Não se conhece da missa a metade.
3ª frase
“É quando a diversão começa…” – Han Solo despachado e superseguro de si, tranquiliza o imaturo Luke Skywalker.
O ministro Adalberto promete pôr a casa em ordem. Recomenda ele muito apressado: ” Os doentes devem passar primeiro pelos centros de saúde!”. Caminho aberto para mais vítimas da burocracia. Acidentes vasculares, crises coronárias, dispneias súbitas, a não serem atendidos em tempo útil, vou ali e nunca mais volto.
4ª frase
“Eu acho a sua falta de fé perturbadora” – Resposta de Darth Vader ao enfrentamento do almirante Motti, sufocando-o.
É a atitude da caranguejola perante qualquer crítica ao funcionamento do sns. As múmias paralíticas do mondego engrandeceram os direitos dos tugas, ocultaram os deveres. Como tudo o resto, os deveres ficavam para depois. Depois estoira.
5ª frase
“Quando maior o orgulho, maior a queda” – Darth Tyranus / Conde Dooku entregue ao lado negro da força.
É a cena em preparação. Passa culpas para todos, menos para os que ao longo do tempo se entregam à prostituição do pulhíticamente correto. Alguns dos motivos inconfessáveis estão ligados à central do emprego com o lucro de votos garantido, incapacidade de renovação, obstrução radical a qualquer tipo de concorrência. A meritocracia ao largo.
SNS universal e gratuito, a prenda da fada madrinha! Promessa gloriosa, realidade sombria.
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Lindo!!!
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Considerações oportunas, prócópio.
Soube-se, no dia seguinte à saída da notícia, que o INEM, quando se dirigiu ao HSJ, obteve antecipadamente a confirmação de que o dente seria ali aceite. E disso informou, por escrito, a comunicação social. Portanto, a minha questão é esta: sabendo-se que o doente poderia ser tratado num dos dois hospitais de Lisboa (HSJ e HSM), porque foi escolhido o HSJ? Será muito difícil apurar quais os responsáveis? Por onde anda o jornalismo de investigação?
E concordo que algumas tragédias são aproveitadas por grupo de interesses (como aconteceu no caso em apreço, por parte de alguns médicos e de alguns enfermeiros), com atitudes que me fazem lembrar a actuação de abutres no deserto. Uma vergonha, parece-me.
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Pura infâmia a declaração do indigente mental que preside à Junta Corporativa alcunhada “ordem dos médicos”.
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Como já vai sendo costume, parece representar uma minoria sonora de interesses sindicais esquecendo a maioria silenciosa de pessoas que se limitam a exercer o trabalho diligentemente e com sentido de responsabilidade.
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vitorcunha,
Completamente de acordo com o que diz, com o senão de terminar de forma errada. Onde se lê Antonio Costa devia ler-se Paulo Macedo o maior Coveiro de Portugal de todos os tempos. Hoje mais um doente morreu por culpa do wue retrata acima.
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Bolota
1º – O Paulo Macedo não fazia escalas de serviço no S. José
2º – Se existe alguma falta de pessoal o problema não pode ser exclusivamente aos fins de semana, pois na saúde não se praticam horários 9-17 aos dias úteis.
Como é evidente, o problema é que alguns profissionais de saúde resolveram que só trabalham nos dias e horários que lhes são mais favoráveis, com a complacência das chefias médicas.
A esta altura deviam estar já alguns com processos disciplinares.
O palerma do Bastonário para variar só diz bacorada.
Obviamente as afirmações que faz são pura idiotice
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Churchill,
Vamos deixar de retorica. Quem de 15 Mil Milhões tira, sobra para alem de mortes tudo o mais que tu tentas branquear
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Bolota
Não percebi nada mas deves ter razão …
Pelo sim pelo não o melhor é não contrariar pois podem existir falta de psiquiatras disponíveis nas urgências
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Excelente análise!
Vejo que os néctares da consoada e Natal, não lhe toldaram o sentido crítico…
Votos de um ano de 2016 cheio de boas crónicas! Assuntos não vão faltar…
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Este bolota ainda não morreu, infelizmente! Quando será?
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consta que a bosta soviética prepara-se para montar
hospital psiquiátrico em São José
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Nenhum serviço gerido por funcionários públicos assalariados alguma vez poderá satisfazer as espetativas crecsentes de clientes ou utilizadores. Isto é tão verdade para telecomunicações, restaurantes, transporte aéreo ou de autocaro, fábricas de bicicletas, pastelarias ou hospitais. Enquanto não se discutir o assunto com esta verdade insofismável em pano de fundo a conversa é inútil e nada, mas absolutamente nada, muda.
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Antes de Paulo Macedo quem geria os serviços???
Toy Lopes,
Se não és capaz de dizer mais que patetives, Vai levar onde levam as galinhas.
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Você anda muito assanhado, será inspiração das esganiçadas?
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Camarada Bolota
Tenho a certeza que os médicos cirurgiões que deviam estar de serviço…. estavam de turno num qualquer hospital publico… Estes fdap. deixaram morrer um jovem.
Bolota camarada,,,, eu sei que tens bom coração ….estou mesmo convencido que se visses um porco alentejano a morrer à fome… tu… bolota ´davas-lhe o teu corpo para o salvar..!
E serias a bolota salvadora!
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Todos recordamos que nos meses que precederam as eleições de 4 de outubro, o Governo, o PSD e o CDS gritavam aos quatro ventos que a crise estava ultrapassada, apresentando diversos indicadores que “demonstravam” esse “facto”.
O desemprego estava em queda. O défice iria ser de 2,7%. O aumento da receita fiscal ia permitir a devolução de grande parte da sobretaxa sobre o IRS. O Serviço Nacional de Saúde estava cada vez mais eficiente. O Banif não ia ser um problema.

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Quanto custaram as festas, passeios do S.José?
E quanto custou a Cultura e seus subsídios de filmes?
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Depois de se andar por aí a dizer que os nossos médicos são os melhores, que as condições é que não permitem mais, é difícil vir atribuir as culpas aos próprios médicos. Enquanto cai nos políticos a culpa vai morrendo solteira.
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