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Um país, dois sistemas

8 Fevereiro, 2016

Observador: Enquanto andamos entretidos com a oposição direita-esquerda aumenta sim a fractura entre os dois países: o primeiro país, o do Estado, que vive no Estado e ganha do Estado. E o outro país, o das empresas, dos trabalhadores por conta própria e por conta doutrem. Na prática temos dois países. E o que no país Estado muitas vezes se chama arrojo e ambição no mundo do não Estado designa-se como trafulhice ou, numa versão mais bondosa, erro grosseiro.

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  1. antónio's avatar
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    8 Fevereiro, 2016 21:22

    Absolutamente verdade, num país falido é muito importante a união dos cidadãos para permitir a recuperação. Com a fractura entre servidores públicos e trabalhadores e empresários privados o caos acabará por instalar-se numa guerra silenciosa em que uns e outros nem se toleram. Quando se observa um partido politico numa altura como esta a pretender fazer passar uma lei para permitir a eutanásia convenhamos que isso não contribuirá para unir os cidadãos…

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  2. Juromenha's avatar
    Juromenha permalink
    8 Fevereiro, 2016 21:29

    Futricas e bacharéis..
    Trabalhadores e “ornamentos da sociedade” – realmente, a oeste (na Ibéria) nada de novo…
    NB – neste “melhor dos mundos possíveis” , sindicalista comuna é imediatamente equiparado a bacharel.

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  3. ali kath's avatar
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    8 Fevereiro, 2016 21:40

    o M,ONSTRO a que chamam estado socialista
    devora o sector privado
    porque o odeia.

    aguardam-se gulags e hospitais psiqyiátricos

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  4. JP Ribeiro's avatar
    JP Ribeiro permalink
    8 Fevereiro, 2016 21:45

    Sim dois países, dois sistemas, e uma guerra civil, larvar, em que vai ser necessário rapidamente escolher uma das partes.

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  5. naco's avatar
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    8 Fevereiro, 2016 21:59

    Completamente de acordo, O grande problema do nosso país é pura e simplesmente o estado p.e. as televisões só convidam para os comentários e debates gente do estado ou que vive do estrado e de Lisboas . Faltam os sotaques, beirão,alentejano e outros falta a província que para esta gente lisboeta não existe. isto é falta país. .

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  6. Sem Norte's avatar
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    8 Fevereiro, 2016 23:25

    É esta dicotomia que se deve dar mais relevo em detrimento da dicotomia esquerda vs direita.
    Conheço alguns pequenos empresários que votam nos partidos dos funcionários e dependentes públicos, e se esta mensagem passasse mais vezes menos votos os fp teriam.
    1 exemplo, na semana passada aquando da greve dos fp de sexta feira pelas 35 horas, estive com um pequeno comerciante que votou be, e trabalha quase 70 horas por semana, estávamos a conversar e ele a queixar-se das horas que trabalha e ver os fp a fazerem greve por trabalharem 40h, e eu disse pois mas se as pessoas que trabalham 50/60/70 horas por semana ainda votam nos partidos dos fp, só temos que aceitar as 35h.
    Sinceramente este seu artigo tem que ser mostrado todos os dias.

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  7. lucklucky's avatar
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    9 Fevereiro, 2016 06:15

    E o que o PSD e CDS fizeram para combater ? Nada.

    O que é que o CDS e o PSD explicam sobre o assunto?

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  8. oscar maximo's avatar
    oscar maximo permalink
    9 Fevereiro, 2016 09:29

    É realmente pena não ser possivel, por enquanto, por o Sistema Estado a funcionar em circuito fechado. Depois podiam aumentar os ordenados e impostos sempre aos mesmos.

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  9. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    9 Fevereiro, 2016 11:05

    Quais empresas? As que acrescentam valor e criam riqueza, ou as que se refugiam em sectores resguardaos da concorrência, financiando a criadagem que os representa na esfera política?

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  10. André Miguel's avatar
    André Miguel permalink
    9 Fevereiro, 2016 11:56

    Ora que grande novidade! Há muito que o país não se divide entre esquerda e direita, mas entre aqueles que trabalham e os que vivem dos impostos sacados aos que trabalham. Rand e Hayek explicaram isso de forma porreira e fácil de perceber, mas cruz credo que em Portugal ler isso é crime maior que o mein kampf!

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  11. João Pimentel Ferreira's avatar
    13 Fevereiro, 2016 22:27

    Helena Matos, a pedagoga, a ensinar ao povo que no povo há dois povos: os da cigarra e os da formiga. E V. Exa. faz parte do partido da cigarra ou do partido da formiga? É sempre refrescante para o intelecto, analisar estas formas iluminadas de colocar os assuntos da política filosófica nacional, que, qual maniqueísmo pós-moderno, transforma cada cidadão ou num árduo trabalhador produtivo, ou num parasita sanguinário de terceiros.

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