2021
Sua Excelência, o Senhor Presidente da República Popular Portuguesa entra na sala perante a multidão informe de jornalistas da RTP, dos quais apenas um tem uma camera e um microfone funcionais. Perante os “clique, clique, clique” das máquinas fotográficas de plástico que só fazem “clique, clique, clique” e dos leds intermitentes que simulam flashes, José Sócrates, envergando um lindo fato de treino verde e vermelho com risca amarela no remate do fecho, prepara-se para falar ao país.
Patriotas e patriotas, portuguesas, portugueses, portuguesas que já foram portugueses, portugueses que já foram portuguesas, portugueses que já foram estrangeiras e/ou estrangeiros, portuguesas que já foram estrangeiros e/ou estrangeiras, senhoras e senhores membros e membras da partida e do partido, pessoas e pessaoas na e no generalidade e outras e outros, é com extremo agravo que me dirijo a vós para que possais constatar a ignomínia que o mercado neoliberal causou ao bravo povo e pova português, portuguesa e outra e outro. Anos de submissão à União Europeia, o elemento perturbador dos valores da democracia milenar, causaram a maior crise de que há memória, incluindo a peste negra e o terramoto de mil setecentos e oiten… sess… setenta e pico.
É com orgulho que cortamos relações com a Europa opressora, com o Euro e com o livre trânsito entre o povo e pova lusitano e lusitana e os boches que exploram as impolutas praias algarvias com as suas sebáceas secreções sudoríparas colonizadoras por germes. Que o dinheiro nunca nos falte por decisões não democráticas de palhaços que pensam que os bancos centrais não estão ao serviço da população. Todo o dinheiro com que sonharam será vosso. A partir de hoje sou também o governador do Banco de Portugal e o Presidente Executivo do Parlamento e Tribunal Constitucional. Mandarei imprimir, já amanhã, 10 triliões de novos escudos e garantirei um novo bilião por semana, até que a crise acabe. Até lá, estão suspensos todos os actos eleitorais que permitem aos reaccionários infiltrarem-se para que possam desmantelar por dentro, como 5ª coluna, a estrutura administrativa do Estado. Que este novo caminho, esta nova esperança, este novo rumo, seja a candeia que alumia na gruta das trevas em que nos encontramos após décadas de exploração europeia.
Ave, fortissimum populum salutat vos!
A emissão da RTP passa para o magazine cultural da nação, onde se ouve a reinterpretação orquestral pela batuta do maestro Jorge Basto-Bateira do corridinho sobre a bandeira que esvoaça, alto, no vazio do céu azul que nos cobre.

Por essa altura vejo mais o Galamba a fazer esta figura e a garantir às e aos populares que Socrates (arrecadado entre os vivos) lhe aparece muitas vezes como passarinho e que falam por assobios.
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LOL!LOL!LOL!
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o almoço comemorativo ´realizar-se-`na ‘sopa dos pobre’ instalada no ex-palácio da ajuda.
o coro canta ‘de pé ó vítimas da fome’
em ‘são mansos’ instala-se o 1º gulag
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Uma lusa edição de Atlas Shrugged.
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Alguém devia editar isso. Dá-me vontade de procurar o detentor dos direitos.
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Está editado no Brasil sob o título “A Revolta de Atlas” pelas edições Arqueiro. Também há A Nascente (Fountainhead).
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A tentativa é boa. Mas todos sabemos que José Sócrates é estruturalmente de direita. Fará essa comunicação ao país envergando um belo fato Armani.
Fatos-de-macaco são para a ralé neo-liberal orfão do maoismo e esquerdismo.
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Para quando o Ministério do Poder Popular para a plantação
de lefumes ao longo dos passeios de Lisboa e Porto?
Do Ministéri do Poder Popular da Caça aos Pombos Citadinos?
Do Ministério da Boa Aceitação das Atualizaçõpes dos Impostos?
Da Implementação da Pedagogia para Moderar Críticas ao Governo Popular?
Enfim
Da Contenção e Educação dos Resquícios do Fascismo Antidemocrático?
Já tarda Mister Behinde the First One!
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AHAHAHAHAHAHAH
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Não se esqueçam do Luís, OK ?? Sem ele, o Sr. Pinto de Sousa não será o mesmo !!!!!!!
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