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Mitos convenientes

17 Março, 2016

João César das Neves: «Há séculos que dirigentes e pensadores se deixam levar por fábulas e emoções, normalmente elegantes e convincentes, mas com pouca aderência à realidade. Os tempos rodam, o disparate torna-se evidente, mas então já a geração seguinte de analistas anda intensamente ocupada em criar novos mitos, que alimentam erros subsequentes. (…) Todos estes mitos, por mirabolantes que sejam, escondem o grande embuste que durante vinte anos constituiu a base da política nacional: o mito dos direitos inalienáveis que alguns grupos foram gozando, muito acima do que a produção nacional podia pagar. Funcionários, pensionistas, escolas, hospitais, banca, construtoras, municípios e tantos outros ganharam muito graças ao crescente endividamento público e privado, que a entrada no processo de unificação monetária permitiu, e que rebentou em 2008. A urgência vital da intelectualidade nestes anos tem sido justificar e recuperar esses ganhos o mais possível. A finalidade dos mitos é, portanto, esconder este golpe.»

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11 comentários leave one →
  1. JgMenos permalink
    17 Março, 2016 09:13

    O saque a favor das gerações abrilescas é o que há de revolucionário e progressista..
    Quem vier atrás que feche a porta, é o grande desígnio de tão esforçados democratas!

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  2. Fernando S permalink
    17 Março, 2016 09:28

    São categorias que beneficiam de condições e remunerações acima daquilo que corresponde à contribuição que dão para a produção da riqueza nacional (normalmente em sectores produtores de bens não transaccionáveis, o maior dos quais é o Estado).
    São, portanto e em boa medida, parasitárias.
    Incluem uma parte significativa das ditas “elites intelectuais”
    O que explica que o grosso dos intelectuais tenha resistido à austeridade e às reformas e estejam agora na linha da frente no apoio descarado ou disfarçado (agora não falam das dificuldades das pessoa, que desapareceram por milagre, nem de politica) à “reversão” que está a ser feita pela “geringonça”. .

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  3. 17 Março, 2016 09:45

    Portanto, o importante é desmascarar e derrubar o Governo dos parasitas.

    Eles comem tudo, eles comem tudo,
    eles comem tudo e não deixam nada!

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  4. Almeida permalink
    17 Março, 2016 09:58

    “(…) muito acima do que a produção nacional podia pagar”.
    Bom, aqui tem o PC um bom argumento para exigir a nacionalização dos meios de produção… Pelos vistos, a iniciativa privada não consegue estimular o aumento da produção.

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    • joaquim permalink
      17 Março, 2016 10:07

      O PC tem bons argumentos , é sermos todos iguais e pobres , ninguém refila e se refilar leva . Bom Dia

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    • Fernando S permalink
      17 Março, 2016 10:12

      Nacionalizar os meios de produção é que diminui a produção !!
      Basta lembrar o que se passou a seguir às nacionalizações feitas a depois do 25 de Abril de 1974.
      Foi preciso reprivatizar, a partir dos anos 80, para voltar a dinamizar a economia e estimular o crescimento.

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    • Jorge Libertário permalink
      17 Março, 2016 12:05

      Já em Cuba onde o salário médio é de 584 pesos cubanos = 22€ é claramente o sinal do progresso económico

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  5. ali kath permalink
    17 Março, 2016 11:00

    esfolar o mais possívelm o sector privado … de tudo

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  6. honi soit qui mal y pense permalink
    17 Março, 2016 12:33

    Não é muito diferente do modelo que o Imperio Romano escolheu seguir .
    Enquanto puderam , e tiveram legiões que mantivessem o imperio seguro , ou os cofres cheios para distribuir pão e manter o circo , a coisa se manteve .
    Depois com a natalidade baixa , deixou de haver romanos para as legiões se manterem , os hunos carregaram nos godos , e germanos , e estes procuraram fixar-se no imperio romano para fugirem aos hunos .
    Os romanos de inicio não queriam , mas lá tiveram a ideia de os utilizar como tropas auxiliares , mas a contragosto os deixaram viver dentro de fronteiras .Nunca confiaram uns nos outros , mas iam jogando esse jogo .
    Um dia os hunos entraram mesmo , a unidade interna ruiu , pois romanos não havia mais , os aliados barbaros que os ajudavam eram mesmo assim desconsiderados , e depois tudo ruiu .
    Parece a União Europeia .

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  7. Algarvio permalink
    17 Março, 2016 12:57

    BY Kasparov
    Estou adorando a ironia de ver os americanos que apóiam Sanders explicando pomposamente para mim, um ex-cidadão soviético, todas as glórias do socialismo e o que ele realmente significa!

    O socialismo soa bonito em frases curtas e slogans postados no Facebook, mas, por favor, mantenham-no confinado aí. Na prática, o socialismo corrói não apenas a economia, mas também o próprio espírito humano, acabando com a ambição e as conquistas que possibilitaram ao capitalismo moderno retirar milhões de pessoas da pobreza.

    Falar sobre as belezas do socialismo é um enorme luxo; um luxo ao qual só é possível nos darmos graças aos êxitos do capitalismo. A desigualdade de renda é, sim, um grande problema; mas a ideia de que a solução é ter mais governo, mais regulamentações, mais endividamento e menos arrojo empreendedorial é perigosamente absurda.

    Acuados, os defensores de Sanders tentaram contra-argumentar dizendo que o senador de Vermont não defende exatamente o socialismo, mas sim uma versão das social-democracias escandinavas.

    Ao que Kasparov respondeu, em uma surpreendente demonstração de conhecimento econômico e, acima de tudo, histórico:

    Sim, por favor, tomem a Escandinávia como exemplo! Implantar alguns elementos socialistas APÓS já ter se tornado uma economia capitalista rica é uma medida que irá funcionar somente se você não estrangular exatamente aquilo que lhe tornou rico em primeiro lugar.

    De novo, o socialismo é um item de luxo que não deve ser confundido com aquele item que realmente está fazendo o sistema funcionar [o capitalismo]. Muitos fazem essa confusão.

    E não se esqueçam de que praticamente todas as incontáveis invenções, inovações e criações industriais do século XX, as quais tornaram o resto do mundo desenvolvido tão eficiente e confortável, vieram dos EUA. E isso não foi uma simples coincidência.

    Enquanto a Europa podia contar com os [empreendedors dos] EUA incorrendo em riscos e investindo ambiciosamente — e, sim, gerando “desigualdade” —, ela pôde se dar ao luxo de apenas se beneficiar desses resultados sem ter de fazer os mesmos sacrifícios.

    Quem será a América da América?

    XEQUE MATE

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  8. Arlindo da Costa permalink
    18 Março, 2016 01:03

    O César das Neves é o típico funcionário público que só enriça e não faz puto. Vai trabalhar, ó gordo|!

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