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Eu diria até que foi Angola que ofereceu ajuda ao FMI

7 Abril, 2016

Em conferência de imprensa, o ministro das Finanças de Angola diz que não é um resgate o pedido que o país fez ao FMI. Mas antes um pedido de ajuda para diversificar a economia

Onde andam agora os cantores de intervenção, os que em 1975 faziam cartazes exigindo “Todo o poder ao MPLA”? Cantem “Morena, bichinha danada, minha camarada do MPLA”

 

15 comentários leave one →
  1. LTR's avatar
    LTR permalink
    7 Abril, 2016 21:05

    Diz que em Angola as pombas fazem “cu-cu-corrupto, cu-cu-corrupto” 🙂

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  2. Baptista da Silva's avatar
    Baptista da Silva permalink
    7 Abril, 2016 21:41

    O problema angolano é a dependência do petroleo, tal com Venezuela e Brasil.

    Quando o dinheiro entrava a 100 dolares o barril, foi festarola, agora acabou. A preços superiores a 50 dolares o fraking vai lá.

    ACABOU!

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  3. PiErre's avatar
  4. procópio's avatar
    procópio permalink
    7 Abril, 2016 23:38

    Sorte tem o fmi dos angolanos lhe lhe pedirem dólares.
    Sem esse benemérito pedido o que é que a lagarde fazia com eles.
    Sacos de biliões parados. Um estorvo.
    Assim as quinguilas respiram fundo, a vida anima e o samba vai recomeçar.
    O chico pode lá ir para ajudar.
    O pior é a febre amarela, a doença do sono e o zica.
    Também se não fosse o risco, a vida não teria graça nenhuma.
    Por mim pode ir, faz lá muita falta

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  5. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    7 Abril, 2016 23:53

    Ainda bem que o Prof. Marcelo já é Presidente. Já não precisa de ir para Angola «dar» aulas. às tantas vinha com as malas cheia de kwanzas já que os dollars voaram.

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  6. procópio's avatar
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    8 Abril, 2016 00:00

    O Prof. Marcelo sabe onde põe o pé, mesmo quando anda com más companhias.

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  7. licas's avatar
    licas permalink
    8 Abril, 2016 01:08

    Vamos a ver “quem enrola quem”. . .

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  8. Chopin's avatar
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    8 Abril, 2016 01:58

    “O problema de Angola” tem algumas semelhanças com o problema de Portugal, não há corrupção.
    Como diz o dr Sócrates, escritor de best sellers, há magistratura de influência.
    O MPLA ainda é comunista? A julgar pela solidariedade do PCP, será.
    Tal como no nosso país, conseguiram chegar a uma sociedade sem classe 🙂

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  9. Arlindo da Costa's avatar
    Arlindo da Costa permalink
    8 Abril, 2016 02:57

    O MPLA é neo-liberal.

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    • Jorge Libertário's avatar
      Jorge Libertário permalink
      8 Abril, 2016 09:37

      Tal como o pcp não é Arlindo.

      “PCP saúda vitória do MPLA
      Em mensagem enviada ao Comité Central do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), o Secretariado do Comité Central do PCP endereçou «calorosas felicitações pelos expressivos resultados alcançados nas eleições realizadas a 31 de Agosto», considerando que «com esta vitória, o MPLA – que conduziu a luta de libertação nacional contra o colonialismo e, posteriormente, em defesa da soberania e independência nacional contra a agressão externa e pela conquista da paz – confirma-se como a força em que os angolanos confiam para dar resposta às suas aspirações de paz e de progresso social».

      «Desejamos-vos os melhores sucessos para a vossa acção em prol da melhoria das condições de vida do povo angolano e de uma Angola soberana, e expressamos-vos o nosso desejo de que se reforcem as relações de amizade entre os nossos dois partidos no interesse dos nossos povos e países», acrescenta-se na missiva.

      Simultaneamente, Jerónimo de Sousa manifestou ao Presidente da República de Angola «votos de que o MPLA e o povo angolano alcancem os maiores êxitos no caminho do progresso social, da soberania e da paz».

      No texto dirigido a José Eduardo dos Santos, o Secretário-geral do Partido reafirmou ainda «o empenho do Partido Comunista Português no reforço das relações históricas entre o PCP e o MPLA e em prol do desenvolvimento das relações de amizade e de cooperação entre os nossos dois povos e países».”

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  10. procópio's avatar
    procópio permalink
    8 Abril, 2016 09:41

    Os neo liberais do mpla.
    “São 2:00 da madrugada. À entrada, o trânsito adensa-se. As viaturas fazem fila para entrar. A maioria entra com caixões, outras levam mortos. Em cinco horas, até às 7:13, 235 cadáveres sairão da morgue do Hospital Josina Machel, em Luanda, para serem enterrados. É uma média de saída de um caixão a cada minuto e 20 segundos.O governo pode sonegar os dados. Mas não há como esconder os mortos. Basta contá-los, um por um, à saída. É a rotina na morgue do maior hospital do país.Há uma epidemia de febre-amarela, e a malária mata a um ritmo assustador. Como sobressai entre as conversas de familiares, são estas as duas principais causas da mortandade a que se assiste em Luanda. Numa cidade com mais de seis milhões de habitantes, aqueles que recorrem ao Josina Machel são apenas uma pequena amostra da realidade.“Pai [expressão de respeito], não vale a pena. É muita gente a morrer. Nunca vi coisa igual”, lamenta um funcionário da morgue, encarregado de guardar e remover os corpos. Abana a cabeça e vai logo atender à chegada de mais.Numa pequena viatura de duas portas, três senhoras sentadas, vestidas com panos coloridos, levam ao colo o corpo de uma criança, enrolado num pano.São 3:30 da madrugada. Aumenta o já caótico tráfego à entrada da morgue, multiplicando-se o número de entradas e saídas.Na recepção não há um minuto de descanso. Deveria formar-se uma fila por ordem de chegada, mas há problemas de espaço para a demanda de cadáveres. Estabelece-se um pequeno negócio paralelo. Custa seis mil kwanzas para obter espaço imediato.Não há um computador ou uma máquina de escrever. É tudo manual, caótico.
    Vou até às câmaras frigoríficas, ver para crer. Não pergunto nomes, nem causas. Quero apenas vê-los, ouvir, anotar a realidade, estar ali presente.Na parte traseira da morgue, o cenário fala por si. Cada família leva o seu bidão com água, são todos amarelos, de 20 litros, banheira, sabão, o necessário para darem banho aos seus mortos.Conto mais de 20 corpos espalhados, a serem lavados ao ar livre pelos familiares, vestidos, aprumados para o adeus final aos entes queridos. No chão, as águas não escorrem. Misturam-se com sangue, com os plásticos abandonados, luvas, máscaras, panos, roupas retiradas dos mortos. Há uma fossa entupida, com águas putrefactas, no mesmo local.“Isso é país! Isso é país! Isso é país!”, vocifera um familiar.Passo por entre a lavandaria improvisada de mortos, procurando controlar a náusea e evitar as poças de água. Muitos calçam apenas chinelas. Há mulheres descalças. A maioria tem máscaras e luvas. Noto que há alguns lençóis brancos, por estrear, destinados a envolver determinados corpos. Passo por um jovem que segura um fato e uma camisa branca imaculada pelo cabide. No chão, está o seu morto a ser despido, antes do banho. Ao lado, outros jovens retiram o plástico que forra o caixão. Três senhoras atrapalhadas perguntam em voz alta onde podem lavar o seu parente. Parecem perdidas, incrédulas. Várias vozes sugerem espaços livres para que prossigam com a tarefa. Não há iluminação adequada na lavandaria. Improvisa-se.Passo pelos compartimentos assinalados como banhos para homens, mulheres e crianças. Praticamente não têm iluminação e as condições não são melhores que ao ar livre, apenas conferem alguma privacidade. Estão todos ocupados.As câmarasNaquele corredor, estão numeradas, de ambos os lados, um total de 174 gavetas frigoríficas. Pelo chão há luvas, máscaras, restos de roupa, tudo espalhado pelo chão molhado, sujo e ensanguentado. Um grupo cerca uma gaveta. Estão lá quatro corpos, empilhados uns por cima dos outros, com as cabeças viradas para os pés uns dos outros, de forma alternada. Apenas os separam as roupas que vestem. É o que os identifica. Não estão em sacos mortuários (body bags), nem sequer trazem no tornozelo ou no pulso uma etiqueta de identificação.Estão ali 474 corpos.O engarrafamento, a modernidade e a candonga. São 4:30 da madrugada. Há engarrafamento numa extensão inferior a 800 metros, entre a ponte do Zamba 2 e a entrada da morgue, na Rua da Samba. Viaturas entram e saem com caixões a todo o momento, causando o caos no tráfego. Familiares e amigos transportam caixões a pé, atravessando a Rua da Samba para o outro lado, no Bairro Azul, onde estacionaram viaturas para evitar o engarrafamento. Alguns estacionam mais abaixo.Vejo um pai, alto e magro, a caminhar com um caixão minúsculo, forrado em plástico, debaixo do seu braço. É para um recém-nascido. O seu olhar é vago, distante.Do outro lado da rua, da morgue dilapidada, situa-se o novo edifício da Assembleia Nacional, orçado em US $311 milhões.Da entrada da morgue, vê-se a abóbada rosada da Nova Assembleia Nacional, erguida do outro lado da estrada a um custo de US $311.2 milhões (pagos através de fundos secretos à disposição do Presidente). Foi inaugurada em Novembro passado, imitando o Capitólio dos Estados Unidos, mas as obras ainda estão por concluir. Os deputados foram informados que a manutenção mensal do edifício custa o equivalente a US $1.7 milhão. Um pouco mais acima é a Cidade Alta, a menos de 500 metros, onde se situa o Palácio Presidencial. No mesmo quarteirão da morgue está o Ministério da Saúde. Do outro lado do muro está o maior hospital pediátrico do país, que ali deposita mais de 20 crianças por dia.
    Um quilómetro a norte, está a Marginal de Luanda, símbolo da ilusão de modernidade do regime do MPLA e de José Eduardo dos Santos. É uma obra de requalificação da Baía de Luanda, que custou US $360 milhões. Tem palmeiras importadas da Flórida, nos Estados Unidos da América. Os jardins são bem tratados. Têm sempre água. A Baía é bonita, não importa o mau cheiro das fossas que despejam para lá. Na morgue, cada um leva o seu bidão com água para cuidar dos finados.Tanto na travessa como na área de estacionamento da morgue, consolida-se o pequeno comércio. Três jovens com garrafas térmica, copos de plástico, pacotinhos de instantâneo e de açúcar vendem café. Algumas mulheres vendem luvas e máscaras descartáveis para que os familiares possam entrar na morgue, identificar, remover os seus cadáveres das gavetas e dar-lhes banho. O par de luvas custa 100 kwanzas, assim como a máscara. Uma senhora reclama, dizendo que há uns meses atrás aqueles itens custavam 20 kwanzas cada. Conhece bem a morgue e os seus negócios. Prefere ir assim. Ofereço-lhe as luvas. Falo-lhe das doenças que pode apanhar. Calça chinelas, não tem protecção para os pés.Mais logo, a filha do presidente, deputada do MPLA, Tchizé dos Santos, aparecerá nos ecrãs da Televisão Pública de Angola (TPA) como madrinha de um Tea Club, a oferecer luvas, máscaras, seringas e outros materiais descartáveis aos hospitais. Os dirigentes têm materiais médicos descartáveis para oferecer aos hospitais, para benefício da imagem pessoal em tempo de crise. Os candongueiros também têm, para vender.Outro negócio próspero é o do whisky sul-africano em pacotinhos. Cada um custa 100 kwanzas. Vende-se também como desinfectante das mãos. Depois de tratar de uma vintena de corpos, um dos funcionários pede um pacote de whisky, porque sente comichão nas mãos, usa umas luvas de cozinha, diz que as descartáveis se rasgam facilmente e que a morgue não lhes providencia material básico de trabalho. O vendedor lembra-lhe que já tem uma dívida de 300 kwanzas.A Câmara CincoO funcionário tinha acabado de depositar um corpo na famosa Câmara Cinco, a que uns chamam “porão”, outros “contentor”. O tráfego de mortos é de tal ordem, que a câmara se mantém praticamente sempre aberta até ao período de acalmia, depois das 7:00. É um congelador único com 450 corpos empilhados, em estantes e no chão. É aqui que se depositam os acidentados, os não identificados, os corpos levados pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC) e outras forças policiais. O cheiro nauseabundo de corpos em decomposição é insuportável.À entrada da Câmara Cinco, o corrupio de gente em busca dos seus entes queridos é constante. Passo, mais uma vez, pela lavandaria, incapaz de compreender, de aceitar tamanha desumanidade institucional, o destino de um povo perdido.
    Cá fora, à entrada, três mulheres conversam entre si sobre a mortandade em Luanda, o serviço público de saúde e as consequências do estado da Câmara Cinco. Passa o vendedor de whisky, a líder da conversa reclama um pacote. “Eu normalmente não bebo, mas aqui não há como. Dói ver tudo isso”, justifica-se. Conta então como os seus vizinhos receberam do Hospital Josina Machel a notícia de que o seu ente querido tinha falecido durante a madrugada e de que o seu corpo fora transferido para a morgue. Aparentemente, na madrugada seguinte, alguns familiares identificaram o corpo apenas pelos calções pretos que vestia, retiraram-no da Câmara Cinco, deram-lhe banho, colocaram-no no caixão e levaram-no para casa, ao que se seguiu o enterro. Dias depois, o “morto” apareceu em casa, tendo recebido alta do hospital. Estamos sempre a falar mal dos bacongo e dos congoleses, mas olha que o serviço deles de saúde, mesmo com guerra e corrupção, não se compara com a gatunice e a desumanidade dos angolanos.”Entra nesse momento um carro de uma agência funerária. As três senhoras aguardavam por essa viatura. Já há algum tempo que haviam dado banho ao seu menino. Vestiram-no todo de branco e taparam-no com um lençol. Está ali na “pedra”, como chamam à bancada de cimento, na antessala reservada para as crianças. A interlocutora pede imensas desculpas ao ofendido. As três despedem-se, retiram o pequeno caixão branco da viatura e começam a chorar. Vão à bancada, colocam o menino no seu repouso, transportam-no para o carro numa choradeira e partem.São 7:13. Saíram até agora 235 cadáveres. O ritmo abranda. Já não há lavagem de corpos. Surge pessoal de limpeza para dar uma aparência de normalidade àquele lugar. É como se tivesse tido um pesadelo.
    Crueldade e insensibilidade. Depois de três dias a testemunhar aquilo que se passa na morgue, seria francamente insuficiente afirmar que o país tem um líder insensível e cruel, um regime desumano. Acumulam-se as perguntas. Como é isto possível? Quem são os decisores que permitem que isto aconteça? Por que razão o povo angolano, que sofre há tanto tempo, se sujeita a isto? Quando acabará o sofrimento? O problema é que todos sabemos a resposta, mas estamos imobilizados pelo medo e pela apatia.
    A passividade dos cidadãos diante da catástrofe é absolutamente alarmante.Os pesadelos pertencem à noite e o relógio não pára”.

    Repito: a passividade dos cidadãos diante da catástrofe é absolutamente alarmante.
    De lá para cá, a passividade tudo invade. A escravatura moderna avança gradualmente e acabará lá e cá por ser uma trivialidade.
    Quem não concordar leva umas bofetadas.

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  11. procópio's avatar
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    8 Abril, 2016 09:49

    No Américo Boavida. Boavida note-se. Quem duvidar é encarcerado.
    “Na Sala 4 há mais de 40 pessoas, a maioria deitada em panos ou sentada no chão. O calor é insuportável, assim como o cheiro a suor. É notória a falta de higiene. As janelas estão permanentemente abertas, para aliviar o ambiente abafado e trágico. Junto às janelas, nas traseiras do edifício, as águas pútridas das fossas rebentadas conferem um aspecto nauseabundo e aterrador ao Bloco de Urgência Pediátrica (BUP) do Hospital Américo Boavida. Trata-se do segundo maior hospital de Angola, a seguir ao Hospital Josina Machel, ambos localizados em Luanda.O cenário repete-se nas demais salas de internamento do bloco pediátrico. Ao fundo do corredor, deitados ou sentados, prostram-se os familiares, que não têm lugar nas salas de tratamento onde se encontram os seus filhos.Há sete camas na Sala 4, cada uma delas com dois pacientes. No chão sujo, deitadas em simples panos providenciados pelas famílias, há mais nove crianças. As restantes pessoas são familiares que estão ali a cuidar dos filhos, sentados, aninhados, deitados, esperançosos ou desesperados. Por entre os parcos espaços livres, uma enfermeira, com máscara de protecção, não tem mãos a medir. Movimenta-se de um lado para o outro, dinâmica e a transpirar a rodos, colocando balões de soro, monitorizando as transfusões de sangue. No meio da sala, está a sua mesa de trabalho, com seringas e parcos meios. A aparência é a de um hospital de campanha militar instalado numa zona de guerra.Alguns balões de soro são colocados nas janelas, que dão para as fossas abertas. Não há mais espaço junto das camas ou nem suportes de soro suficientes para que os balões possam ser colocados acima dos pacientes.Natália Julião dos Santos, com um ano de idade, está deitada no chão, a receber soro, com uma tia ao lado para lhe prestar os cuidados que forem necessários. É uma sobrevivente. Os três irmãos mais velhos morreram em menos de 24 horas, ceifados pela epidemia de febre-amarela no dia anterior, o mesmo dia em que Natália foi internada.Teve de esperar mais de 15 horas para ser internada naquelas condições e lhe ser administrado apenas soro. Natália precisava de uma transfusão de sangue. Como a família não tinha doado sangue, a criança não podia receber.Doar sangue para receber sangueO sistema é pragmático, e muito claro. As famílias devem doar sangue antecipadamente para que os seus familiares possam beneficiar das reservas existentes no hospital. O autor deste texto disponibilizou-se a doar sangue para que Natália Julião dos Santos, registada ali com o nome do pai, António Dembo, pudesse receber a transfusão.Já passavam das 22 horas quando se dirigiu à cave onde se localiza o centro de colheita e triagem de sangue. Entre as escadas e a pequena ante-sala, cerca de 40 pessoas, algumas deitadas no chão, aguardavam pela sua vez para doar sangue.José António, pai de Carlos José, de dezoito meses, está desde as oito da manhã à espera para doar sangue, para que o seu filho possa receber a transfusão requerida com urgência. “Antes de vir aqui ao hospital grande, passei no centro de saúde da Estalagem, em Viana, no Hospital do Kapalanca, também em Viana, e no Hospital dos Cajueiros, no Cazenga”, explica o pai do menino doente, que foi diagnosticado com paludismo. “Todos dizem que não têm medicamentos para tratar paludismo nem sangue para fazer uma transfusão. Transferem para o Hospital Américo Boavida. Aqui dizem-nos para molhar sempre o doente porque não há medicamentos e praticamente não há assistência”, desabafa.Outros potenciais doadores, que também aguardam há mais de 15 horas, reiteram a mesma narrativa.Basta um vislumbre ao centro de recolha para se ter ideia da lentidão do processo. Há praticamente apenas um técnico e um assistente a realizarem todo o processo, em condições de trabalho caóticas. É um milagre que sejam capazes de processar correctamente a informação. A lista dos doentes que precisam de transfusão e dos respectivos doadores é feita circular por um guarda privado do hospital. Entre as dez da noite e a uma da manhã, o técnico tinha assistido apenas seis pessoas. Debalde”.

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  12. Almeida's avatar
    Almeida permalink
    8 Abril, 2016 11:31

    Ó D. Helena Matos:
    Olhe que o pessoal do BE teve uma posição mais honesta do que muitos que militam em partidos que NÃO cantavam essas coisas…

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