Boomerang

Fernanda Câncio, descontente com o tratamento que a revista Visão deu à redacção que elaborou, decidiu pela sua publicação em livre acesso, talvez para permitir a qualquer um o tratamento que a desgosta, supondo que ainda há pessoas interessadas no assunto além dos fãs e dos críticos, algo que não é líquido. Interessado que sou em assuntos que não interessam à alegre maioria de deslumbrados pela governação que aniquilou definitivamente e enterrou a austeridade, assumido crítico da postura “eu é que sou o barómetro da ética jornalística e aqui, na cama do PM e com o MacBook que ele pagou, há uma visão mais independente de como Sócrates é um óptimo governante”, fui ler.
Fernanda descobriu que a justiça portuguesa é confusa, cheia de idiossincrasias e, em suma, uma valente trampa. Ah! Se ao menos o seu ex-namorado tivesse alguma vez passado pelo governo, talvez as coisas fossem hoje diferentes; talvez se tivessem feito as célebres reformas da justiça, as que permitiriam transparência e compreensão escorreita sem necessidade de páginas e páginas vertidas nos média com denúncias de ignominias das quais somos vítimas. Pessoas como eu – que estão vivas – têm uma teoria: há leis a mais, é tudo um grande emaranhado, não se percebe nada, uma pessoa acaba a ser corrompida e nem sabe, teoria que também transparece do texto de Fernanda. Daí que simpatize com a sua luta. Porém, o que não encontrei nos 26.805 caracteres do texto de Fernanda foi a admissão de arrependimento pela participação activa na promoção de verborreia legislativa que, ao longo dos anos, e para o suposto bem alheio – nunca da própria, que os socialistas só pensam nos outros – tanto enalteceu – vai-se a ver e a sociedade não se decreta, independentemente do número de tatuagens com datas que se carimbam no braço.
Dito isto, simpatizo com a mágoa de quem está a passar por um mau bocado, de quem carece de passar por ingénuo, ou de quem – como o Carlos Cruz – necessita chorar para os ecrãs de televisão com juras de inocência dias antes da condenação. É muito fácil bater em quem está na mó de baixo, como aliás, bem sabe a Fernanda, pessoa que fez disso carreira, nunca se coibindo de “arrasar” (a expressão não é minha) quem já jaz inerte numa poça de sangue. Daí que expresse a minha simpatia com o seu sofrimento. Talvez possa aproveitar esta situação desagradável, transformando-a numa oportunidade para uma reflexão sobre a teoria do boomerang.

Há limites para tudo , parece ser assim , suponho que para a decência também . Tenho um amigo paneleiro que costuma dizer que apanhar no cu dói , mas que depois se aprende a gostar .
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( na legenda , substantivamente : ” don’t throw the boomerang sideways , it will fly straight up and come back at you like a heat seeking missile ” )
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O dito cujo terá atirado um boomerang à cabeça da moça causando-lhe danos no cérebro, dela se aproveitou entretanto e só há pouco tempo a FC recuperou e apercebeu-se duma realidade diferente ?
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“Do Putedo como uma das Belas-Artes ” – e também forma de vida…
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Não sei
Mas que coisa, tanto macho!
Grita a trupe progressista
Um retrocesso rebaixo
Fascismo está à vista:
Apenas um apresado
Com outro, leito ocupado.
Isto na Temer equipa
Não vos cheira nada bem
Sua troca com a tipa
Berrando como ninguém:
Era a Dilma tão querida
Com a verve aguerrida.
Que vai seguir não se sabe,
Vá-se lá adivinhar,
Mas vai haver novidade
Não irá assim ficar:
Sofre a canhota malta
Posta abaixo da ribalta.
licas fecit
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Gostaria era de ver a acusação terminada e o homem julgado. E também gostaria que publicassem a lista dos jornalistas avençados pelo BES. Uma sociedade corrupta e um regime cleptocrata só produz subprodutos tipo refugo, mas há sempre quem compre.
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Não se preocupe com o fulano porque o fulano não se preocuparia consigo se estivesse igualmente acusado.
A investigação, a acusação final, o procedimento para o levar a tribunal demorará o tempo necessário, dada a complexidade e ramificações do caso. Ponto.
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MJRB
Estes “Manéis” insistem até à enjoo no apressamento
do Processo porque sabem tão bem como nós dois
que é necessário que os indícios/provas sejam mesmo
fortes para sair condenação.
Jogam nessa cartada para que o fulano se safe.
Como diz: deixem a Justiça atuar, não há pressa.
É preciso que tudo fique bem esclarecido.
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Não sabia que os assuntos típicos da «Maria» e da «Ana Cláudia» eram discutidos neste blogue.
Mas é o que há, né?
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Ficámos a saber por si que “Maria” e “Ana Cláudia” são assuntos típicos e alcunhas do JS e da FC.
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Após 52 anos (desde 1964) as FARC e o Poder Constitucional
parece que tentam a via da Paz_________sob a égide da ONU
_________e num Hotel Cubano.
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Este merece (bem) ser lido pela querida Cancio.
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Também gostava de ter dinheiro e uma namorada que fosse comigo para todo o lado e não perguntasse nada sobre nada.
Mas depois tinha que fazer de tudo.
Comigo seria assim, com o José e a fernanda (ela assina sempre com letra pequenina) não sei.
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CITO O PERSPICAZ LUÍS OSÓRIO (no SOL): “Há muito tempo que a revista Visão não esgotava em banca. Ainda ontem, no quiosque onde compro jornais, a senhora confessou-me que venderam revistas como ‘pãozinho quente’.
Fernanda Câncio a descartar-se olimpicamente do seu ex-namorado e ex-primeiro-ministro é uma ‘bomba atómica’ das manchetes. Junta quadrilhice, traição, inveja e dor de corno. Fiquei transtornado por não ter tido oportunidade de ler”.
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Quanto despeito no amor desditado.
É: f.
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