«entrevista» para quê?
João Miguel Tavares estranha hoje no Público a entrevista feita pela SIC ao juiz Carlos Alexandre. Com toda a razão. Não se compreende de facto porque foi feita e porque o mesmo aceitou fazê-la.
Dada a situação processual ainda em curso, nunca Carlos Alexandre iria aceitar falar sobre o caso. E se não era sobre o caso processual, qual o interesse mesmo da coisa? Traçar um perfil pessoal? Mas o juiz é candidato à Câmara de Mação? O que interessa o seu percurso pessoal, o que pensa sobre o sistema de arrrependidos, se o seu salário é-lhe suficiente par ao seu estilo de vida ou não e outras tretas? Em termos de opinião pública, o único interesse público de uma entrevista a Carlos Alexandre era ele falar em concreto sobre algum dos casos mais relevantes (e foram bastantes) que lhe passaram pelas mãos. Tudo o mais, é fait-diver sem ponta de interesse. Pelo que fica a questão: porque raio deu ele esta entrevista?

A montanha vai parir um rato e o tal que levanta processos a toda gente vai pagar os impostos em falta, leva umas multas e ainda vai processar o estado por ter estado na “gaiola”. O juiz ao defender a delação premiada reconheceu implicitamente que a dificuldade de fazer prova.
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Gabriel Silva,
Fácil explicação: ouvidos há dias alguns discursos (PR, ministra e pontualmente da Procuradora GRepública) na abertura do ano judicial mais uns dois ou três comentários sobre o “estado actual” da justiça, CAlexandre (e RTeixeira) sabe que o terreno para um linear, esclarecedor, cristalino julgamento da Operação Marquês está minado — outras forças se alevantam…
CAlexandre surge já a alertar e a, mais uma vez, “apresentar-se” como cidadão e juiz impoluto, competente mas impotente perante forças políticas. Deixou aos concidadãos uma prova, uma ponta do novelo: “não tenho dinheiro emprestado por amigos” (+ – isto). Para bom entendedor…
JSócrates e não só, vai safar-se. O PR Marcelo/Craveiro/Thomaz e este governo são unha com carne, querem paz entre si e nos seus mandatos.
Seria para o P”S” uma hecatombe partidária e para o país um desatino provocador de fracturas sociais se o JS fosse condenado. Também as máfias, os lobbys consabidos, seriam desmascarados e posteriormente investigados a sério, o que não convém.
Portugal é isto — quase todo ele perigosamente conectado, interesseiro.
Fraca, embora indiciadora entrevista dada por CA.
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Como toda gente sabe, onde há fumo pode haver fogo 🙂
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Neste caso, mais fumo do que fogo.
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Pode haver fogo e pode não haver.
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fogo houve e muito ! “Até as pernas de uns quantos tremeram”.
Mas entretanto quase o apagaram. Hoje, o que resta está já enfraquecido. Até o Marquês franze o sobrolho, “como é possível ?”
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Já entendeu pelos comentários, Gabriel? É precisamente para marcar a ideia que é um impoluto justiceiro, pobre mas honrado, impotente contra a podridão. Você não é ingénuo, pois não? Aguarde.
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Se me permite, impoluto juiz em vez de “justiceiro”.
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Por causa das duas mortes dos recrutas, aí está a solução do BE via Catarina: imediata extinção dos Comandos !
Doravante, se houver mortes no Exército, na Força Aérea, na PSP, na GNR, o BE pedirá também a sua extinção !?
Concluindo: perante um conflito qualquer, tropa especializada nem pensar; desaparecidas as outras Forças Armadas, combate-se com diplomacia, faca na liga e corta-unhas.
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A ideia até pode ser boa se aplicada ao próprio BE.
Por exemplo. se houver alguém constipado no BE, o melhor é acabar todo o BE.
Definitivamente.
Aprovado!
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MJBR: perante um conflito, lutaremos com flores como disse o franco-chinoca ao filho.
Pierre: o BE não pode acabar que aquilo serve para juntar os maluquinh@s tod@s!
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Depois do João Miguel Tavares desacreditar um Prémio Nobel de Economia é natural que malhe no saloio de Mação 🙂
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Resposta saloia do Arlindo DO Costa.
O “saloio” de Mação até vos fez tremer as perninhas… Ao Zé, ao Ricardo, ao Armando, ao Santos, à Lourdes e a tantos mais.
Sorte vossa, estarem hoje no governo e terem no PR um cúmplice.
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Por que raio não tinha que dar a entrevista? O homem mostrou quem é e que está cá para o que der e vier. Quem tem medo arranja um gato e brinca com o rabo.
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Tornou-se óbvio que não vai ser deduzida acusação contra Sócrates. Ou não passará uma acusação sem qualidade, destinada ao insucesso.
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E tornou-se também óbvio, pelas amizades que apareceram, o motivou tudo isto.
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Pelas hortênsias parecia entrevista em Sta Comba Dão… belos tempos !
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O aparelho dos amigos do 44 trabalha intensamente pela calada para a montanha parir um rato. Os media em geral são acríticos. Estamos em Portugal, um pedaço do ps.
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Quem se mete com o PS….
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