Exclusivo: a carta da demissão de Domingues
Exmo. Sr. Primeiro-Ministro e seu Banana das Finanças,
Tive que me demitir, como já deverão ter reparado. Sou um bocado asno, admito, por ter confiado em V. Exas., crendo que a palavra dada é palavra honrada. Não sou muito diferente dos outros portugueses, admito: ainda acredito em unicórnios e sei que um dia haverá um Governo sem quotas para “pessoas muito especiais” dos espectros alternativos de cognição. Demito-me porque sou palerminha, isso é óbvio. Uma pessoa com um pingo de dignidade não se demitiria, limitar-se-ia a cumprir o mandato com a mesma dignidade e com o mesmo zelo no cumprimento das promessas que o Governo que o convidou. Por exemplo, poderia sempre alegar que tudo fiz para salvar a CGD enquanto a espatifava – se é que ainda há alguma peça inteira para partir – com a alegria de não ter que prestar contas sobre as minhas acções. Podia, inclusivamente, distribuir a propriedade de balcões da instituição por jornalistas amigos, como celebração da vida desse “líder histórico”, Fidel Castro, assegurando que o Expresso ficava com a parte mais qualificada. Podia entregar todos os balcões de Lisboa ao Medina dos autocarros. Podia ter sindicalizado todos os funcionários para que viessem para a rua gritar pela fome e essas coisas que vocês combinam nas jantaradas. Até podia ter ido ao Prós e Contras, cumprir o processo de doutrinação dos portugueses acerca da necessidade de uma instituição pública de financiamento da megalomania lunática dos brancos instruídos que compõem o Governo. Até podia ter tirado selfies com o Presidente da República, caramba, para meter no Instagram. Não, demiti-me e nem sugeri um sucessor. Se ainda vou a tempo, proponho o doutor Armando Vara. Conheço também um sucateiro de Ovar com um filho novinho e casa em Elvas, caso as Instituições da República estejam particularmente carentes. Esta política de afectos é mesmo uma grande alternativa. Bem, fico-me por aqui. Ah! E quando essa coisa que tem aí no ministério das finanças acertar, finalmente, numa previsão, veja lá se o demite: só tem interesse ficar com ele enquanto sair tudo ao lado do porta-aviões.
Beijinhos,
Domingues

O “doutor” Armando Vara parece-me bem.
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Também me parecia bem que fossem o Conselho de Administração da Caixa o doutor Galamba e a doutora Catarina Martins.
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PS. Ah! Já me esquecia! Essa de fazer uma lei a impedir o pagamento de indemnização a quem não apresentar a declaração de património no prazo de 60 dias é para quem?
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Excelente.
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Comentário muito interessante que vem ao encontro da maioria dos portugueses que ainda têm alguma dignidade.
Permita-me uma sugestão para a indigitação do novo administrador por recear que o senhor doitor A. Vara, sozinho, não seja suficientemente capazmente de gerir a Caixa., então proponha que leve como secretário o senhor engenheiro sócrates em cujo curriculum há experiência e múltiplas provas de um excelente desempenho.
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“:O))))))))
Palerminha de todo
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2014:
O goveno não tem legitimidade porque propõe leis que contêm artigos posteriormente considerados inconstitucionais, e porque não tem o apoio da rua (“forças” organizadas de esquerda, na oposição), apesar de ter resultado de uma maioria absoluta nas eleições, que nos termos da constituição dura quatro anos, mas não interessa.
2016:
O governo minoritário saído de uma derrota eleitoral e de parto forçado por chico-espertice na utilização das restrições do PR em fim de mandato, tem toda a legitimidade, incluindo a da rua (“forças” caladas de esquerda em “modo putedo”, apoiantes da negação da governação aos vencedores das eleições), que não propõe leis inconstitucionais, antes indo muito mais longe, fazendo acordos inconstitucionais e violadores da lei vigentes, às escondidas, ou seja, dolosamente e conscientemente, como chefe da pandilha escondido como se não fosse nada com ele, como de resto aconteceu enquanto José Seguro se queimava todo na oposição.
A tesão dos jornalistas desapareceu. Limitam-se aos tempos de antena. A geringonça funciona porque, pasme-se, consegue estar. É este o sucesso de uma solução governativa num país aflito da UE prestes a rebentar e que não mais se consegue sustentar senão endividando os descendentes ainda não nascidos – o governo manhoso consegue estar. Aliás, todo o país se concentra nesse único e exclusivo interesse nacional – o da satisfação do sonho pessoal do querido líder, de ser es estar. E como ele expressa bem a sua felicidade, sorrindo sempre, à medida que se pisga e diz bom dia, boa tarde, ou boa noite, conforme a hora, com a cara virada para a câmara, para que se veja a transbordante felicidade com que a seguir vai espetar com uns beijos e uns bacalhaus nas senhoras e nos senhores que o esperam. Que país de merda!
Aguardemos que a realidade nos caia em cima como se não tivesse nada a ver connosco, para que possamos mais uma vez apontar as flechas à Alemanha e à senhora Merkel para massajar o nosso triste ego e obter a satisfação desejada.
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Este país é tão miserável que chega a ser possível um governo anunciar em Janeiro que adia pagamentos ao FMI para 2019 e 2020 e em Novembro o PM faz um discurso a ridicularizar a aqueles que previram que em 2016 o governo adiaria pagamentos. Faz lembrar o palhaço da Venezuela.
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Ainda bem que se demitiu ou foi demitido (ainda estou à espera que o Costa diga qual a versão que mais lhe convém).
Então não sabe que a saudação inicial para esta espécie indefinida de governantes é Ex.m@s?
E não termina com a saudação inclusiva “abreijos”?
Estou indignado.
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“Ridendo castigat mores”.
Serviço Público de Pedagogia para um povo abúlico, ignorante e…indiferente.
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A deputada Mortágua está com uma nunca vista cara de funeral na declaração sobre a demissão.
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Esta geringonçada falhou porque o PR não gostou nada que lhe dessem para assinar, de cruz, subrepticiamente, uma ilegalidade. Brios de catedrático.
O PM, e mesmo as tribos em conluio na AR, deviam ter percebido que enfiar barretes legais a um causídico não é a mesma coisa que o “legalês” a sancionar por um letrado em finanças.
Apesar de tudo este minúculo episódio até dá alguma esperança, ténue, diga-se.
Existe alguém em Belém ?. Rima, pelo menos.
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Agora só falta o governo promover uma nova lei que obrigue todo e qualquer administrador bancário a apresentar aquilo que se recusou a apresentar.
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Era bonito. O homem sai porque não quer que o Vítor Cunha conheça o seu património e sai-lhe o tiro pela culatra por será obrigado a apreeenta-lo, para deleite do Vítor Cunha, comunistas em geral (não confundir com geringoncinos), correio da manhã e revistas cor de rosa em geral que passam as suas vidas a esmiuçar a vida particular dos gestores de empresas públicas e privadas.
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Rb
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Está bom o tempo aí no Olimpo?
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Nem por isso. A Afrodite anda com dores de cabeça e isso enfurece-me um bocado.
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Rb
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Sugira-lhe umas férias em Elvas e mais robalos.
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EXCELENTE!
E o “tontinho dos afectos” que vai dizer? Calar não se cala!
” Porqué no te callas?” Já era tempo!
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Ess@ anda entretido a dar condecorações a pedófilos
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A renuncia a apresentar a lista de bens___
_______não pronunciará que não deseja
que fosse comparada com os havidos após
terminar o mandato?
É uma hipótese . . .
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Sou só depositante da CGD, mas há muito tempo que não acho graça nenhuma ao que se passa no bordel, por acaso, já vem do tempo do 44. A culpa desta vez vai ser do Passos, do Trump ou da Marine?
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Apena, analise pelo lado do ‘populismo’, tem gozado de grande; alguma expressoes populares daquelas que ´não alem nada’ dos ‘populismos’ odiadas pelos que não têm unhas para serem populares ….
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“esses gajos da Caixa paridos fora da urnas eleitorais deram um ganda baile ao Govreno que ainda por cima lhes pagaa 30 mil mocas por mês para dançarem’
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Risca e segue para a frente, mais importante há dos ‘populistas’
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Empresários fora dos ‘iluminados’ da Concertação Social, populistas que rejeitaram o catedrismo, gente séria e humanista, capitalistas à seria que rejeitam fortemente o capitlaimo-chulo do orçamento geral do Estado, não precisam dele para nada,
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(repete-se humanista (ou fraterna ou marxista ou anti comunista como preferirem) afirmam e lutam com certeza absoluta que quer as tretas sindicalistas, quer as bloquistas, quer as dum ‘empresariado’ que e faz surgir na opiniao publica como parasitario do Orçamento geral do Etado)
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contra a Concertação Social, afirmam e responsabilizam-se perante o País:
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HÁ TODAS AS CONDIÇÔES SEGURAS PARA O SALARIO MINIMO MINIMO NACIONAL DE 700 EUROS,
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em beneficio sobretudo da Economia Nacional, sustentabilidade empresarial, divida nacional, derrota do desemprego, balança import-export portuguesa e sobretudo posto de trabalho para os nossos filhos
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O que estamos a assistir por parte do Sistema é a maior mistificação politica e inteletual da História Portuguesa que só encontra paralelo no Salazarismo provinciano e obscurantista.
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É claro, matematicamente comproado, que o SALARIO MINIMO NACIONAL pode ser JÁ de 700 €;
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este conjunto empresários, alguns podres de ricos (que tranquilamente pagam bem acima de Contrato Coletivo de Trabalho aos seus Empregados outros Exportadores desconhecidos que odeiam ser conhecido para manterem a independencia pessoal contra as manipulações do Sistema)
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este conjunto de Empresários com a sua seriedade e verticalidade arrumam para o caixote do lixo a hipocrisia publica do PC, PSD, CDS, de certa forma do BE e do PS que lhes surgem sempre como o ‘magicos’ de seriço para a tanga do combate contra a pobreza e a treta da luta contra os pobrezinho contra os populistas e os populismos;
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pois é, teorias a quanto obrigam, e, quanto os extremismos ‘nazis’ e ‘fascistas ou faxistas’ agradecem por tão preciosas ajudas.
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Como na Pensões de reforma, este grupo de Empresários ficou atónito quando uma repeitael Senhora com uma prodigiosa carreira profissional de alto gabarito numa Escola Publica Portuguesa que lhe deu direito conquistado a pulso a uma Pensão Publica de topo no Estado talez da ordem dos 3 milhares de Euros mensais que se inveja antes se aplaude no caso concreto) , certamente por distração ou momento inrfeliz em afirmar na Televisões:
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quam tem a pensão minima nacional de 200 e poucos euros, qualquer coisita duns 3 ou 4 ou 5 euros, tudo o que vem é otimo. Nas entrelinhas lê-se baixem a bolinha, calem-se nem caladinhos, levam 2 ou 3 ou 5 ou 10 E a mais por mês e baixem a bolinha.
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Supõe que esta é a mentalidade ‘fraterna’, ‘solidaria’, a ‘luta contra as desigualdades’, o ‘conflito de classes’, o ‘anticapitalismo’ etc etc aparentemente das direções partidárias no sistema, em especial das marxistas,
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tanto na questão das Pensões de velhice vergonhosamente miseraveis como no Ordenado Minimo Nacional com as respetivas narrativas e deculpas de mau pagador que metem sugerem reles nojo inteletual .
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E há tempo até ao fim do ano para se resolver o assunto a menos que entendam que só será possivel elegendo ‘trumpistas e lepenistas’. Sei lá, os subconscientes de certas gentes em mando é estranhissimo e deles tudo se pode esperar, até baterem palmas quando os seus supostos ‘odios de estimação’ ganharem (no pós 25 de Abril em muitos casos não se andou longe deembocando no formatado de hoje)
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Outra ‘estranhissima’, os defensores tão lestos do ‘quem não deve não teme’ no caso ‘Domingues&Equipe” estão calados que nem ratos ….
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eu não questionaria, sou velho de mais para demagogia&treta, mas apreciaria vê-los asumirem -se.
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‘domingues&equipe’ se não devem não temem apresentarem a declaração de rendimentos,
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não intento incendiar nada, nada sei nem me interessa nada das vidas desses cidadãos; politicamente sou ‘live and let live’. Enjeito ‘encantos ocultos’ e fundamentalistas invejosos bandeirantes do ‘quem não deve não teme’ como se nada temessem, a frase só encerra medo e cobardia.
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