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Foi-se a Cornucópia, ficam os originais

2 Janeiro, 2017

Tenho notado que há pouca gente a imolar-se pelo fim da Cornucópia, logo agora, no Inverno, que até sabe bem estar ao lado do braseiro. A indústria da indignação já não é o que era. No tempo em que a descida da TSU era péssima ideia, as pessoas agitavam-se em plena comunhão indignada, isto independentemente das origens de cada um. Era vê-los, desde os defensores do aborto livre aos melancólicos pela inoportunidade de o terem praticado antes dos quinze anos; os co-adoptadores e os co-adoptados; os homossexuais que não aguentavam que ninguém quisesse o seu sangue e os vampiros – aqui já estou a inventar, são todos vampiros; as senhoras que choravam no ombro do António José Seguro e as estrelas que editam ou as serranas loas a Hollande, o pio. Hoje ninguém se indigna, o que está bem.

Ser cornudo é humilhante. A expressão, oriunda do hábito do veado em ceder a parceira quando derrotado num confronto com outro macho, aplica-se bem aqui: tudo está bem quando acaba bem, sem choro. A Cornucópia – termo confundível com a noção de cópia do corno – nunca poderia fechar antes do metafórico confronto dos machos. Agora, que foi auto-declarado um vencedor, já pode fechar à vontadinha, que a gente cá fica no quentinho da caminha do vencedor, à espera que este se lembre do prémio.

Feliz 2017. Ides precisar.

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21 comentários leave one →
  1. Manuel Assis Teixeira permalink
    2 Janeiro, 2017 15:30

    Muito bom! Parabens! E é isso! Imagine-se a gritaria se isto acontecesse no tempo do outro governo! Imagine-se a esquerdalhada histérica com o ” governo de direita” por este ataque à ” cultura”! Imaginem-se os manifestos da maltosa do costume! Até o L.M. Cintra esse vulto da cultura e da intelectualidade praticamente se calou. Porquê? Não pode ser só pelos” afectos ” que Sua Excelencia o Sr Presidente lhe foi levar!
    Todo este branqueamento na vida nacional nas suas varias vententes desde que tenham a ver com o governo e correlativos é absolutamente vergonhoso e triste!

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  2. carlos alberto ilharco permalink
    2 Janeiro, 2017 15:43

    De momento não há volta a dar, a comunicação social está quase completamente controlada pela esquerda e portanto não vão causar problemas, vão é varrê-los para debaixo do tapete.
    Dois pequenos factos, a estúpida crónica da Câncio hoje no DN e o despedimento sem qualquer aviso de Alberto Goncalves, por acaso no mesmo jornal.
    Restam as redes sociais e os blogs (alguns).
    É pouco 90% só sabem das notícias aquilo que as televisões dão e os cabeçalhos dos jornais que espreitam nas bancas.
    Não vejo como dar volta a isto.

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    • Euro2cent permalink
      2 Janeiro, 2017 19:31

      > o despedimento

      Deve ser por ‘fake news’ ou ‘hate speech’, ou coisa assim.

      Se calhar o DN ter 9000 (nove mil) de circulação era demasiado, e querem reduzir para poupar.

      Já alguém sabe os preços dos apartamentos do edifício da Av. da Liberdade?

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      • carlos alberto ilharco permalink
        2 Janeiro, 2017 20:38

        Depende de quanto for preciso usar para aumentar a velocidade das licenças da CML, acho que de momento ainda estão na fase de analisar o painel do Almada.

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    • lucklucky permalink
      2 Janeiro, 2017 21:09

      A razão é a de sempre, o Alberto Gonçalves era um pedra no sapato para o newspeak do jornalismo.

      O jornalismo que escreve e diz que Fidel é um Líder Cubano mas o Pinochet é o Ditador Chileno.

      O jornalismo que escreve e diz que Extremistas para a Direita mas Activistas para a Esquerda.

      O jornalismo que usa Populistas para quem não gosta mas outros que fazem a mesma coisa já são chamados Democratas e Sociais.

      “Extrema Esquerda” desapareceu completamente dos jornais. A Extrema Esquerda hoje é designada por “Activistas de Esquerda”

      “Extrema” passou a ser reservado só para a “Direita”.

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      • carlos alberto ilharco permalink
        3 Janeiro, 2017 13:48

        Nem mais

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  3. 2 Janeiro, 2017 15:44

    A esquerdalha usa a cultura, as minorias, os temas fracturantes etc apenas para alcançar o poder. O ideal da esquerdalha é o poder a todo o custo. E a distribuição dos jobs para os amigos. Assim que o conseguem, os idiotas úteis que passam a vida na rua em manifs podem regressar ao conforto do lar. Os jornalistas amestrados fazem o resto. Os cães deixaram de ladrar assim que a caravana progressista alcançou o poder. O problema é que a caravana tem rodas quadradas,mas todos juram que não.

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  4. Duarte de Aviz permalink
    2 Janeiro, 2017 16:55

    Alguém sabe se o Tordo já regressou do exílio?

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  5. Manuel Assis Teixeira permalink
    2 Janeiro, 2017 17:23

    Impressionante! Nao sabia do Alberto Gonçalves! O DN é uma vergonha! Voltou aos tempos do Saramago! É impressionante o que se está a passar subtepticiamente neste pais ao nivel da comunicaçao social!
    P.S. da Cancio nem vale a pena falar e muito menos! Ficou definitivamente descredibilizada depois de umas certas férias!

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  6. Ar Feio permalink
    2 Janeiro, 2017 18:01

    Foi-se a cornucópia ficaram os chavelhudos, profissionais do protesto, descansados, mudos e quedos

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  7. Colono permalink
    2 Janeiro, 2017 18:33

    CRONISTA E COMENTADOR MENTIROSOS:

    Hoje passei pela Cornucópia, e vi a atriz Catarina, amarada com uma corrente à porta de entrada!

    A luta continua!

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  8. Almeida permalink
    2 Janeiro, 2017 19:53

    Ó Vitor, não lhe conhecia essa costela masoquista. A ser como diz, só podemos tirar uma de duas conclusões: ou o país é todo de esquerda e só nos resta emigrar; ou a direita é composta por uma cambada de tótós e… só nos resta emigrar. Bom ano.

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  9. licas permalink
    2 Janeiro, 2017 21:06

    A mim parece-me muito claro após um ano de Govêrno e o discurso da entrada em 2017 do Marcelo R. S.
    Um tácito negócio ( e sou optimista na adjectivação) estará estabelecido:
    ___Eu quero um segundo mandato e portanto não faço ondas: afirmarei que o país está
    pacificado, sem protestos e sem greves (oiçam lá, oh malta. . .), vou salientando a
    pequena subida do PIB desculpando com a crise mundial, deixo-vos aumentar o custo de
    vida, os impostos, mas não exagerem, Eu vou dando beijinhos e abraços a a torto e a direito e vocês, a esquerda radical, estai quietinhos que é a única maneira de sobreviver na geringonça, mesmo acalentar esperanças de continuação.

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    • Marinheiro permalink
      3 Janeiro, 2017 09:23

      E também vai mergulhando na m…. das água de cascais.
      Ele que não se esqueça de passar pela enfermaria do hospital para se desinfectar não vá contaminar o pessoal saloio com tantos beijos

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  10. Anónimo permalink
    3 Janeiro, 2017 00:06

    Não há jornalismo ou tv, socialistas ou comunistas no poder político, ou PR hiper-afectuoso que paguem aos credores a dívida em moeda forte. Isto vai acabar mal.

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  11. 3 Janeiro, 2017 00:54

    Está tudo certo, mas o problema não é a esquerda ser o sempre foi, moralmente corrupta. O problema é que a dita “direita” perdeu os seus principios se é que alguma os vez os teve para além da aparência. Acobardou-se moralmente, passou a lamber-lhes o rabo, com medo do seu vitriolismo inquisitorial, corrompeu-se e sobrou-lhe apenas o oportunismo das negociatas.
    Para além da capacidade de mobilização da direita “liberal” e “conservadora” em protestar quando lhes pisam os dedos, quando lhes pretendem tirar as rendas garantidas ironicamente dos seus negócios com o estado, como no caso dos contratos de associação das escolas, que mais eles se interessam realmente em se mobilizar ? Nada.

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    • 3 Janeiro, 2017 01:45

      Os revolucionários de há 40 anos são os reacçionários de hoje.

      “Já é tempo de embalar a trouxa e zarpar”.

      Comam-se uns aos outros esquerdistas parasitas.

      Os militantes de Esquerda não produzem nada. Só querem viver dos hospedeiros, os que trabalham, os privados.

      O António Costa abomina empresários. Só vê aquilo de que sempre mamou. O Estado. Para ele os empresários só servem para lhe pagar impostos.

      Foi você que pensou em criar uma empresa?

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      • 3 Janeiro, 2017 01:58

        “O António Costa abomina empresários”

        Tem a certeza ? Epá o Balsemão e o Belmiros & devem ter andando e parece que continuam a dormir…

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  12. PiErre permalink
    3 Janeiro, 2017 11:06

    Dizem que:

    2016 foi o ano em que duas instituições de referência fecharam em Portugal :

    – a “Cornucópia” onde toda a gente ia e estava sempre vazia, e

    – o “Elefante Branco” onde ninguém ia e estava sempre cheio…

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  13. 3 Janeiro, 2017 11:21

    O Ministro do Ambiente anda indignado com a Central Nuclear de Almaraz, a 100 KM da fronteira portuguesa. Não sei se a sua indignação representa a política Costa de agradar aos Verdes (vermelhinhos por dentro), comunistas como os outros, ou se é pura e simplesmente ignorância do homem. A ignorância traz o medo. Provavelmente o homem desconhece o que é uma central nuclear que para ele será um bicho de sete cabeças. Mas que fornece energia aos países desenvolvidos do mundo. Pois é. A ignorância é mãe de medos.
    Antes fazer um aterro que deixar os resíduos sem tratamento.
    Mas esta indignação também me cheira a bode expiatório, cheira mal, portanto. É que quando os governos governam à vista, sem orientação definida, só para se manterem no poder, inventam desculpas e arranjam distracções para desviar as atenções da sua má governação.
    E Portugal tem neste momento um governo desses. O futuro que se aproxima é outra vez negro.

    Talvez seja uma fatalidade inevitável dada a grande predominância de políticos corruptos, sem vergonha nenhuma, que foram para a política para sacar do erário público os impostos dos portugueses que trabalham.
    Os portugueses que trabalham, têm iniciativa e são amigos de Portugal não têm ligado muito à política e muitos nem sequer vão votar nas eleições.
    O resultado foi o que se vê.
    Andou o Passos Coelho 4 anos, cheio de boas intenções a trabalhar para Portugal a bem dos portugueses para vir agora um governo miserável rebentar com tudo o que de bom se estava a fazer.
    Não vai ser fácil dar a volta a este nosso país. Infelizmente vamos ter que passar outra vez um mau bocado.

    Faz parte da solução constituir uma equipa capaz de agarrar o touro pelos cornos. Não se pode é pensar que agarrando só um corno está feito metade do trabalho. O touro tem mais força que o homem e depressa se desembaraça.
    Uma equipa como deve ser, tem que saber bem ao que vai e quando é que é o momento certo para agarrar o touro com firmeza.

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  14. 5 Janeiro, 2017 19:15

    Eu cá não sei nada disto.
    Para mim, fixe mas fixe – era ser subchefe da psp. Mainada!

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