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Crónica mais que anunciada do enorme problema que vai ser a Autoeuropa

30 Agosto, 2017

Tudo começou com uma aparente boa notícia: o lançamento do T-ROC, que levaria a Volkswagen Autoeuropa a quase triplicar a produção atingida em 2016 e a contratar mais trabalhadores.

Mas onde os demais vêem boas notícias – logo ausência de problemas – os investidores no sector do combate ao grande problema vêem um risco: a sua inutilidade torna-se óbvia. E por isso passam de imediato ao ataque criando o grande problema. No caso da Autoeuropa o grande problema é o trabalho ao sábado: para responder ao acréscimo de produção, a administração da empresa propôs que a unidade passasse a funcionar de segunda a sábado, com os trabalhadores a terem uma folga fixa, ao domingo, e duas folgas consecutivas a cada três semanas. O acordo celebrado com a Comissão de Trabalhadores previa ainda um pagamento mensal de 175 euros adicional ao previsto na lei, 25% de subsídio de turno e um dia adicional de férias.

Mas tudo isto, segundo os investidores no grande problema, é um atentado aos trabalhadores e muito particularmente às suas famílias pois, argumentam, de modo algum estas podem ver um dos seus trabalhar ao sábado. Como se sabe as famílias dos trabalhadores da Autoeuropa não fazem compras ao sábado, não vão ao café nem aos restaurantes ao sábado, não vão à praia ao sábado para poupar os nadadores-salvadores da ignomínia do trabalho nesse dia… Nada de nada: ao sábado ficam em casa adorando-se uns aos outros. Nem a televisão ligam. E portanto a greve foi decidida na Autoeuropa para 30 de Agosto.

Pelo caminho a Comissão de Trabalhadores demitiu-se e os sindicatos, grandes investidores no sector do combate ao grande problema, estão a tentar controlar a Autoeuropa. Se levarem a melhor não é difícil antecipar os novos combates aos novos problemas: lá virá a manifestação contra a deslocalização da produção da Autoeuropa para um outro país. A que se seguirá a manifestação em Bruxelas – em que se integrarão alguns eurodeputados daqueles grupos parlamentares que são contra a existência de eurodeputados – para dar conta já não de um mas sim de dois enormes problemas: o enorme problema gerado pelo facto de a Autoeuropa estar a deslocalizar a produção de Portugal para outro país e o enorme problema que esse acréscimo de produção irá levar ao país para onde for transferido. Claro que há sempre a possibilidade de a produção ser deslocalizada para a Alemanha o que permitirá uma manifestação contra a senhora Merkel que é uma performance que fica sempre bem.

A isto juntar-se-á a delegação que vai ao parlamento português protestar contra as empresas que vêm para Portugal e depois desistem do país, os pedidos da esquerda patriótica para que o Governo que intervenha na Autoeuropa e o apelo de todos os grupos parlamentares para que se crie uma linha de apoio aos pequenos proprietários da região afectados pela diminuição de actividade na Autoeuropa. Um observatório dirigido por um clone do professor Boaventura observará os impactos da situação na Autoeuropa e um cineasta daqueles que são contra o capitalismo e andam de passadeira vermelha em passadeira vermelha pelas mecas do capital fará um filme alternativo sobre os homens sem esperança da Autoeuropa… Tudo sempre em nome do combate ao grande problema que pouco a pouco já nem se sabe qual era pois tantos e tais foram os outros problemas que houve que combater.

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50 comentários leave one →
  1. Arlindo da Costa permalink
    30 Agosto, 2017 17:58

    Na Alemanha pode-se fazer greve. E quando fazem não é para brincar. Em Portugal não se pode fazer greve….prefeririam que se aplicasse aqui as leis sindicais que estão emm vigoor na China….

    Mao ainda reside na cabeça de muita gente…

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    • José Sousa permalink
      30 Agosto, 2017 19:56

      Fazer greve? Claro que podem fazer greve. Como e quando os trabalhadores quiserem ou os “sindicalistas” da CGTP/PCP decidirem. Onde não se pode fazer greve é em Cuba e na Coreia do Norte; ou na extinta URSS de boa memória para o sr Arlindo.
      O que também pode suceder aos trabalhadores da AutoEuropa é a empresa-mãe decidir não fabricar o novo carro na AutoEuropa, ir fechando a fábrica de Palmeta e os seus trabalhadores irem todos para o desemprego.
      O que também pode suceder é que um ou mais trabalhadores desempregados irem depois bater à porta do sr Arlindo a pedir ajuda.
      E o sr Arlindo não vai certamente deixar de ajudar, pois não?…

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    • Mauritano permalink
      30 Agosto, 2017 20:28

      Oh Arlindo. Vai-te catar. Vais pagar do teu bolso as horas dos trabalhadores? Ou o desemprego. Dassssss! Estou farto de socráticos e porquinhos da Índia, já para não falar de breloques.

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      • Arlindo da Costa permalink
        31 Agosto, 2017 17:43

        Há quem nasceu já marcado com o ADN de escravo. Que posso fazer em defesa do vosso lastimável status?

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      • 31 Agosto, 2017 18:44

        O direito à greve está consagrado na Constituição. E greve que é greve tem que doer ao patrão. É por isso que a TAP faz greves em Agosto e no Natal, a hotelaria na época alta, a Carris quando volta tudo ao trabalho.
        Na véspera do lançamento dum novo modelo é o momento ideal na Autoeuropa. A desculpa – perdão, o motivo – é que podia ser menos parvo, porque imensa gente trabalha aos sábados.
        Interessante vai ser o desenlace. Quanto mais cedências a VW fizer agora, maior a hipótese de a Autoeuropa fechar as portas a médio prazo. É uma questão de não investir mais na fábrica.
        É claro que o trabalhador português tem todo o direito de ganhar o mesmo que o alemão. E a VW, que é alemã, num caso desses se calhar prefere dar o emprego a um alemão. Isto supondo que não existem alternativas.
        É que este mundo do trabalho não é já o da CGTP, o século XIX.

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    • Churchill permalink
      30 Agosto, 2017 23:05

      Arlindo pá
      Mas ouviste em algum lugar um Ministro a “recomendar” que não se fizesse a greve?
      Sonhaste com isso?
      Ou estás a confundir com o Maduro da Venezuela

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  2. Manuel permalink
    30 Agosto, 2017 18:01

    Brilhante prosa! Este assalto da CGTP/PCP lembra-me a destruição da “cintura industrial de Lisboa” no pós-25 de Abril de 1974. Tempos interessantes: voltou a censura e o assalto à maior exportadora do país(10%).

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  3. Procópio permalink
    30 Agosto, 2017 18:10

    Está tudo a correr pelo melhor, isto do ponto de vista progressista.
    É natural que os traidores da causa operária não compreendam os valores do progresso.
    Na venezuela vão ser julgados, uma inspiração que colhe.
    Quem gosta de geringonças e trabants não precisa de wolkwagens.

    Boas recordações. 21 April 2003
    Insolvência da Grundig AG e defesa dos postos de trabalho em Portugal.
    A comunicação social acaba de noticiar que em 14 de Abril de 2003 a Grundig AG requereu “insolvência por administração própria”, junto do Tribunal da Comarca de Nuremberga, na Alemanha.
    E lá foram.

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  4. 30 Agosto, 2017 18:26

    Se..e julgo que não acontecerá…a AE for transferido para a Alemanha, os trabalhadores viram emigrantes e cumprem os horários estabelecidas para o sucesso da empresa de quem dependem para o próprio sucesso! (na Alemanha não há trabalho escravo mas se calhar vão ter de trabalhar ao sábado)

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  5. 30 Agosto, 2017 18:29

    Pois eu acho que o PCP, Patriótico e de Esquerda com Projecto e Confiança, tem toda a razão em querer acabar com a Auto-Europa.
    E digo mais. Todos os empresários, nacionais e internacionais, deviam abandonar Portugal.
    Criar empresas que depois podem gerar lucros e lá vai o parvo do empresário pagar rios de impostos para alimentar RSIs, Fundos de Desemprego a malandros, sindicalistas, falsas baixas médicas, metadona à borla para toxicodependentes, barrigas de aluguer, abortos, paparoca, boas instalações e passeios para deputados que se dizem defensores dos trabalhadores, etc., etc.? Não!
    Vale mais estar quieto.

    Empresários de todos os países,
    uní-vos!
    E não invistam um tostão,
    antes de corrermos com toda a Esquerda que está a destruir a sociedade portuguesa.

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    • Expatriado permalink
      30 Agosto, 2017 18:44

      Falta a criação de “salas de phoda”, nas prisões, nessa lista de borlas à custa do contribuinte…

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      • sam permalink
        31 Agosto, 2017 11:15

        Já a pensar no regresso de Sócrates a “casa”.

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  6. Manuel Assis Teixeira permalink
    30 Agosto, 2017 18:30

    E o Costa? Foge? Ou ri seráficamente ? Ou esconde-se? Como diz o Sócrates continua sem eles no sítio! Aceita que os seus ” compagnons de route” destruam a ” jóia da coroa” da indústria nacional! Uma tristeza. Acorda Portugal. Acorda para não permitir o embuste diário com que nos gozam!

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    • Manuel permalink
      30 Agosto, 2017 18:38

      Segundo a administração aderiram à greve 41%, fico com alguma esperança que os trabalhadores corram com os sindicalistas.

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      • 30 Agosto, 2017 22:10

        É melhor despacharem-se, antes que os sindicalistas corram com os trabalhadores.

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  7. rão arques permalink
    30 Agosto, 2017 18:40

    Será que a alegada falta de tempo para a família vai ficar resolvida com uma situação de desemprego?
    Que o pior não volte a acontecer, mas onde e quando é que já correu este género de filme?

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  8. Procópio permalink
    30 Agosto, 2017 18:44

    Os automóveis foram invenções da burguesia para mais facilmente dominarem o proletariado. Andar de bicicleta ou a pé é a solução.
    Deslocalização uma ova! Eles que se atrevam!
    Quem se mete com o ps leva, mas quem se mete com o pcp ó lá lá!
    A ligação do Partido às massas assegura o esclarecimento e a mobilização do povo.
    O camarada lenine está no mausoléu a velar por nós. Inspira-nos soluções que a gerinçonça terá que aceitar para a melhorar as condições de vida do “nosso povo”, principalmente aos sábados. Por essas e por outras a organização do Partido na auto-europa é um elemento decisivo. Europa, só de nome já é perigoso. Enquanto não forçamos a saída, é lutar, lutar.

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  9. Tiro ao Alvo permalink
    30 Agosto, 2017 18:49

    Alguns trabalhadores da Auto-Europa falam como se fossem donos da empresa e que os lugares que desempenham sejam seus, por direito divino. Todavia, essa gente deveria saber que é expectável que estejam no desemprego pessoas, quem sabe mais habilitadas do que eles, que ficariam muito contentes se pudessem ocupar lugares semelhantes, ainda que com salário mais reduzido; e que muitos outros trabalhadores estavam entusiasmados com o aumento da produção da Auto-Europa, aumento que iria dar lugar a um acréscimo de muitas centenas de postos de trabalho, razoavelmente bem remunerados, de que todos iríamos beneficiar.
    Temo que para esses operários, que dão o cu ou os três vinténs para aparecerem na TV, o bem-estar do seu semelhante é coisa que pouco ou nada lhes interessa. Para essa gente é “eu, depois eu e sempre eu”. Em boa verdade não passam de uns exploradores.

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  10. Expatriado permalink
    30 Agosto, 2017 18:54

    Quem ouvir/ver todas as TVs fica convencido que houve 100% de aderência à greve…

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  11. Vitor permalink
    30 Agosto, 2017 18:59

    Esta cena já ocorreu inúmeras vezes em Portugal, ninguém pode invocar ignorância, toda a gente sabe que a CGTP e o PCP são a maior máquina de destruição de empresas do país e fazem-no com perfeição há mais de 40 anos. Se os 60% de trabalhadores da AE que não aderiram à greve não correrem com os sindicalistas comunistas à paulada da empresa então é porque não têm tomates e merecem o destino que os comunas lhes preparam. E que dizer do “falta de tomates” Costa que anda fugido e perdeu o pio desde que a greve foi anunciada? Outro bandido!

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  12. piscoiso permalink
    30 Agosto, 2017 19:32

    Tudo isso não passa das vulgares pressões empresas/sindicatos, antes de chegarem a um acordo.

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    • Expatriado permalink
      30 Agosto, 2017 19:50

      Piu piu, piu piu, piu piu

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    • Manuel permalink
      30 Agosto, 2017 20:21

      Não te faças de ingénuo. 1ª greve em 26 anos+ 5 milhões de prejuízo+ greve no momento em que é lançado o novo modelo, são demasiadas coincidências. Minha tese: O sr Chora reformou-se e o PCP quer assumir o comando da maior exportadora nacional. Saudades da Lisnave, Setenave, Cuf, etc.

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  13. Procópio permalink
    30 Agosto, 2017 20:00

    A auto europa tem um pecado original, é um empresa privada.
    Tal como na venezuela e na coreia do norte, países de democracia avançada, isso é inadmissível. Os privados só são bons enquanto pagarem a “coima”.
    O ddt não se eximia, por isso esteve e está longe de qualquer crítica da esquerda.
    Porque é que estes germânicos não obedecem à regra? E os da Altice?
    A geringonça vai po-los no lugar.

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  14. 30 Agosto, 2017 20:57

    A administração da autoeuropa decretou que todos os trabalhadores recebessem uma massagem prostática aos sábados. Depois foi de férias para vilamoura, esperando que os trabalhadores aceitassem (e, quiçá, até aplaudissem).
    Mas não foi isso que aconteceu… azar!

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  15. Colono permalink
    30 Agosto, 2017 21:17

    Os trabalhadores têm razão de recusarem trabalhar ao sábado:

    O sábado é dia que têm disponível para ensinarem os filhos a fazerem os deveres escolares…

    Se a moda pega na restauração… lá vai o turismo pro catano!

    Não é minha camarada burka?

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  16. Aventino permalink
    30 Agosto, 2017 21:20

    ESTAVAM À ESPERA DE QUÊ?
    Mais cedo ou mais tarde isto teria que acontecer.
    Quem optou por montar uma unidade industrial desta dimensão na cintura de Lisboa?
    Falta de visão empresarial a longo prazo.
    Abaixo de Coimbra (com excepção da zona de Leiria) é tudo para deitar ao gato.
    Malandros, relapsos, odiosos, calões, lentos e canhotos.
    A SUL NADA DE NOVO.

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  17. Aventino permalink
    30 Agosto, 2017 21:42

    HEROIS QUE TRABALHAM AOS SÁBADOS:
    Policias, Forças armadas, guarda diversa.
    Seguranças,
    Médicos,
    Enfermeiros,
    Administrativos hospitalares,
    Condutores de ambulancias,
    Motoristas vários, taxi, autocarros, metro, comboios, aviões, etc.
    Bombas de gasolina,
    Vendedores de bilhetes, cinemas, estações de comboios, espectáculos, etc.
    Piquetes de assistência técnica, luz, água, gás, etc.
    Tótós dos teatros, vários & circo,
    Gajada dos futebois,
    Os desgraçados que trabalham nos centros comerciais,
    Os empregados que nos servem nos restaurantes, as pobres das cozinheiras,
    Etc. etc., etc.,
    e EU, que passo os sábados a amaldiçoar os f**** da p*** que não desistiram de destruir
    Portugal.

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    • Eduardo permalink
      31 Agosto, 2017 05:18

      A CGTP e o PCP precisam de gente pobre, desempregada, acéfala para os seus funcionários viverem no bem-bom. Incompreensível que, no séc. XXI, ainda haja gente que dê cobertura a estes fabricantes da miséria

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  18. Procópio permalink
    30 Agosto, 2017 22:08

    E pá, trabalhar aos sábados nunca. Eu aos sábados faço mais ou menos o mesmo que aos domingos e dias feriados. Junto-lhe os 25 dias úteis de férias mais as pontes e tenho um mês e meio tão bom como os sábados. Ora 45 cinco dias, mais umas licenças pelo meio, consultas e análises chego bem aos 50 dias. Um terço do ano porque no Natal e na Páscoa ainda há umas tolerâncias pelo meio que o patrão não gosta que lhe chamemos fássista.

    A palavra “sábado” deriva do verbo sha·váth, que significa “descansar, cessar”. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra; mas o sétimo dia é o sábado. Nesse dia não farás obra alguma.” (Êxodo 20:8-10).
    Só não tenho a certeza é se os eslovacos, os checos e os polacos têm assim tanta fezada nos sábados. Os chineses muito menos.
    “A Volkswagen continua a expandir a sua presença no mercado chinês ao inaugurar uma nova fábrica na cidade de Changsha, no sul da China. Este é considerado o 199º investimento do grupo Volkswagen a nível global e o 20.º no país asiático.
    A capacidade da fábrica em termos de produção será de 300 mil veículos, criando mais de 4000 postos de trabalho em paralelo com outros 4000 colaboradores na área de fornecimento de peças”. Auto monitor, 2015-05-26
    Tudo vai acabar em bem, a cgtp morde, mas vai deixar alguns dentes.

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  19. Expatriado permalink
    30 Agosto, 2017 22:08

    Citação:

    “Vamos aos pratos da balança de uma greve. De um lado, novo modelo e aumento da produção – mais trabalho -, turnos ao sábado com uma folga fixa ao domingo e outra rotativa durante a semana; do outro lado, um aumento de salário de pelo menos 16%, um bónus de 175 euros, a redução do horário para 38,2 horas/semana e mais um dia de férias.

    Esta proposta da administração da Autoeuropa – condições que foram alvo de um pré-acordo com a comissão de trabalhadores (CT) – foi recusada em plenário por dois terços dos trabalhadores. A esta altura, temos a CT demissionária e diversos sindicatos da CGTP a “trabalhar” o terreno.”…

    Daqui

    http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-da-direcao/interior/quanto-vale-um-sabado-8736172.html

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  20. 30 Agosto, 2017 22:17

    No tempo do marcello já a semana era inglesa.

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    • Tiro ao Alvo permalink
      30 Agosto, 2017 22:31

      Na semana-inglesa, trabalhava-se ao sábado de manhã.

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      • 30 Agosto, 2017 22:55

        Os chamados operários trabalhavam 48 horas por semana. 9 horas por dia de segunda a sexta e 3h ao sábado de manhã – horário chamado normal, porque havia o horário por turnos.

        “A verdade a que vocês têm direito”:)

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  21. 30 Agosto, 2017 22:48

    Tenho sugerido aqui há algum tempo que, colocando umas quantas coisas destas nos ninhos certos, resolve-se a praga de baratas num instante. É fácil e barato…

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    • piscoiso permalink
      31 Agosto, 2017 09:47

      Incitação ao terrorismo!

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      • sam permalink
        31 Agosto, 2017 11:23

        Canta a Internacional, Pisco.

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      • piscoiso permalink
        31 Agosto, 2017 11:51

        É coisa que nunca cantei, nem sei a letra ou a música.
        Há gente com a cabecinha tão cheia de preconceitos que não acerta com uma.

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      • sam permalink
        31 Agosto, 2017 12:52

        Não desistas, Pisco, que alguma vez hás-de acertar.

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      • piscoiso permalink
        31 Agosto, 2017 13:09

        Larga-me a braguilha porque não sou quem tu queres.

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      • sam permalink
        31 Agosto, 2017 13:31

        Nã, ainda não foi desta.
        Tenta outra vez.

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    • 31 Agosto, 2017 22:44

      É sim. Mas é “inclusivo”… Não se preocupe, os cu rotos, como o camarada não serão discriminados.

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  22. JP Ribeiro permalink
    30 Agosto, 2017 23:00

    O fecho da Opel na Azambuja foi em 2006.
    Já era tempo do PCP fechar outra grande fábrica.
    Sem guerra ou sem miséria como é que eles se aguentam nos votos?

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  23. Eduardo permalink
    31 Agosto, 2017 05:10

    CGTP não pode ver uma empresa bem organizada. Vai logo a correr para a destruir. Á CGTP e ao PCP o que interessa são empresas estatais (de funcionários públicos) e trabalhadores pores a ganhar salários miseráveis. Veja-se o caso da Coreia do Norte, Venezuela, Cuba…. CGTP e PCP são organizações reles e como tal só podem produzir operários pobres e a viver na miséria. Nos países ricos os anormais comunistas são residuais. Eles precisam dos pobres e da pobreza para sobreviverem. Num país comunista só vivem bem os funcionários do partido

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  24. Ricardo Sebastião permalink
    31 Agosto, 2017 10:26

    Até que chegará a altura em que se ouvirão sentidos apelos à nacionalização da Autoeuropa 😛

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  25. Anasir permalink
    31 Agosto, 2017 17:07

    Qualquer dia os alemães da Auto-Europa instalam o trabalho ao domingo. Já faltou mais… Eles diyem que é por causa das máquinas, coitadas, que não podem parar de trabalhar… Pelo menos é o que eu ouço aqui, numa cidade pequena da Baviera onde há uma fábrica de reciclagem de papel que trabalha todo o santo ano… Por isso é que eles são produtivos…

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  26. Meio Vazio permalink
    1 Setembro, 2017 15:49

    E não se pode “estraminalos”?…

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