Portanto os militares portugueses só respondem pelo material na Primavera?
O general Rovisco Duarte considerou o facto de existir uma caixa de petardos a mais no material recuperado na Chamusca uma “ligeira discrepância” “perfeitamente compreensível”, dizendo que o material em causa era utilizado na instrução, podendo ter sido registada a sua saída e não ter sido na realidade consumido por várias razões, como por exemplo atmosféricas: “Se chove, a instrução pode ser interrompida e os rebentamentos podem não ser executados. (…) É material volante que saiu, uma caixa, não é tanto assim” Eu até diria mais senhor general, e quando faz um sol abrasador podem lá os distintos militares andar preocupados com uma caixa de material volante? Para não falar nos dias de vento forte em que uma pessoa nem consegue manter a compostura da farda: o melhor a fazer é deixar a caixa dos explosivos para trás que mais a mais o vento não a leva. E o nevoeiro, senhor general, o nevoeiro!? Coitadinhos dos militares a carregarem com uma caixa de petardos no meio do nevoeiro ainda fogem em debandada com medo do D. Sebastião. E na chuva temos de distinguir a chuva forte da chuva miudinha. Por mim que nunca fui à tropa estou em crer que a miudinha é a pior – uma pessoa com aquela humidade no corpo esquece-se de tudo! – mas o senhor que é general saberá melhor se é com chuva forte ou miudinha que se torna mais difícil verificar quantas caixas saíram do paiol, quantas foram utilizadas e quantas regressaram. Desde que o homem foi à Lua que não se faz uma operação de tal complexidade!!! Mas na Lua como se sabe não chove.
Senhor general por mim estou por tudo e até admito que a segurança do material militar passe a ser uma alínea do boletim meteorológico mas pelas almas senhor general não diga essas coisas naquelas reuniões internacionais a que a tropa portuguesa tanto gosta de ir.

Quando estão 44 graus de temperatura eles nem dão pelos miudos de 20 anos que morrem desidratados ao sol, iam lá agora olhar para uma caixa de petardos à chuva….
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Desde que mantenham actualizado o inventário de carros e carrinhas, que são a arma letal em voga…
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Mantenho a opinião , os militares não controlam as suas existências nem os respectivos movimentos. As armas são as que são e estão onde estão .
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Relativamente aos políticos estamos conversados. Agora sempre pensei que os militares ainda tinham coluna vertebral, um pouco de honra e ética!
Bem dizia o ex-secretário de estado, a população que aprenda a defender-se…
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Há aqui um grande mistério.
Porque é que o Senhor Presidente da República, que acumula com o alto Cargo de Supremo Comandante das Forças Armadas, ainda não disse palavra sobre esta trapalhada.
Bem sei que ele usa da palavra com muito recato, é raro falar em público, mas este assunto, penso eu de que, merece a Sua atenção.
Aguardemos.
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Este general Rovisco Duarte foi proposto para o cargo que ocupa pela nulidade que está no ministério da defesa, depois de concluído o processo de afastamento do anterior CEME, general Carlos Jerónimo, no âmbito do caso das paneleirices no Colégio Militar.
Qual a admiração para a absoluta falta de competência demonstrada?
Seria acaso de esperar melhor desempenho deste vulto?
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No tempo do MFA havia tropa e chefias competentes. Agora a tropa está entregue a mercenários ou a amanuenses. Não há BRIO MILITAR!
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Com “líderes” deste calibre, que em vez de querer responsabilizar cabalmente as falhas procedimentais, desvalorizam ou dizem que “no limite” o roubo foi inventado, de que é que está à espera?
Já dizia o Camões que fraco Rei faz fraca a forte gente…
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Esta é a descendência do COPCON e do poliamoroso Otelo.
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