Dia da mulher é dia de igualdade na arte de WC
Sendo o “dia da mulher”, debruçar-me-ei sobre o problema da igualdade no mundo artístico.

Os homens são, desde que importa recordar, representados em todo o esplendor viril, com detalhes de músculos, veias, pêlos púbicos e pénis. As mulheres são representadas como tendo osso pélvico e mais nada – não há vulvas, não há pêlos púbicos, não há qualquer tentativa de representar a existência de um sexo. Não admira que se pense que bebés vêm de França por cegonha ou a sua variante pós-moderna, de um supermercado de óvulos e espermatozóides devidamente misturados por indivíduos de bata pagos pelo contribuinte.

Nada. Nem um pequeno vale.

Quando uma pessoa envia uma chamada dicpic para pantomineira exibicionista que não se coíbe de dizer ao mundo o quão boa é ao ponto de receber dick pictures por ridicularização do perpetrador, fica, naturalmente, à espera da equivalente cuntpic. Porém, uma busca no urbandictionary.com revela a entrada de dicpic sem que se encontre o equivalente cuntpic, pussypic ou outro qualquer equivalente. Isto seria suficiente para originar a adição de nova acepção à definição de vagicide. Efectivamente, estão a matar a vagina na cultura pop.
A única forma que me ocorre de combater o heteropatriarcado é através da representação da vulva em graffiti. Não faltam pilas em paredes no estilo naïf-mas-ei-todos-podemos-ser-artistas, mas o défice de vulvas é particularmente alarmante.
Assim, no dia da mulher, pela igualdade e pela representatividade, é meu desejo que o vandalismo de paredes se torne inclusivo. Para o efeito, defendo quotas para arte de rua: por cada pila numa parede deverá haver uma vulva da mesma cor.

Ó vitor, francamente, retorno à adolescência?
Ainda por cima, o dicpic, é very weak.
Não me sinto representado.
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Concordo. Mas sempre em representações separadas. Isso de juntar umas e outras dá uma ideia de antiquado, de obsoleto, de bota-de-elástico….
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Enquanto a ponte abana,
o “nosso” 1º Ministro vai para cima da Torre dos Clérigos mais o João Imparcial rir-se do pagode.
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Óptimo, VCunha.
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as putas agora chamam-se trabalhadoras do sexo
são cada vez mais os anúncios e fazem promoções com 30% de desconto
é dificil pesquisar na net
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Esse deve ser o desconto da “Happy Hour”…
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