Consequências do Kraussgate – Presidente da Iniciativa Liberal demite-se
Presidente da Iniciativa Liberal demite-se. Uma reacção que pode parecer exagerada, mas está coberta de dignidade. Agora é comparar com o que se passa noutros partidos em ssituações com ordens de magnitude várias vezes inferior. Fica a mensagem de demissão abaixo.
𝗢𝗯𝘃𝗶𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗱𝗲𝗺𝗶𝘁𝗼-𝗺𝗲. 𝗟𝗶𝗯𝗲𝗿𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗶𝗺𝗽𝗹𝗶𝗰𝗮 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀𝗮𝗯𝗶𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲.
Ontem, a Comissão Executiva da Iniciativa Liberal deliberou, por maioria, tomar uma posição sobre a origem da página de Facebook do partido – posição esta tornada, hoje, pública nessa mesma plataforma. Não me revendo nessa posição, manifestei convicta e profundamente que, sendo a Iniciativa Liberal uma plataforma de cidadania ativa e uma alternativa assumida à atual forma de fazer política, deveria assumir todas as responsabilidades com a mesma convicção com que luta, diariamente, por uma maior liberdade política.
Assim, considero que a direção da Iniciativa Liberal deveria aproveitar esta oportunidade para, sem quaisquer subterfúgios, assumir o erro e dar o exemplo de responsabilidade que sempre exigiu da restante classe política – ainda que a responsabilização se insira nas opções estratégicas anteriores à eleição desta Comissão Executiva.
Votei vencido pela convicção inabalável de que o liberalismo implica responsabilidade. Acreditando que não é possível apontar o caminho sem estar disponível a percorrê-lo, apresentei a minha demissão, por não me rever na posição aprovada pela direção do partido.
Resta acrescentar que a Iniciativa Liberal é muito mais importante do que cada um de nós, já que dela dependem todos os cidadãos que lutam diariamente por um Portugal mais liberal. O atual momento não é de crise: antes uma clara demonstração prática da liberdade que assiste a todos os liberais.
Estas diferenças de posição surgem e surgirão sempre na construção de uma plataforma de cidadania que garanta mais liberdade política, mais liberdade social e mais liberdade económica.
Demonstramos, também aqui, que a liberdade do debate e a responsabilidade das ações são, e devem ser, a nova forma de fazer política em Portugal.

Qual foi a decisão da mesa que levou à demissão?
GostarGostar
Também gostaria de saber.
GostarGostar
Não pagam rodada no Guarani
GostarGostar
Nos dias de hoje, seja qual for o país,
o Liberalismo já não pode ser defendido
porque impossibilita por definição o Estado Social. . .digo eu.
GostarGostar
Mas, afinal, em que é que se desentenderam? E o que têm as explicações da IL a mais ou a menos, que justifique uma tão drástica decisão?
GostarGostar
Agora a falar a sério- sentiram-se enganados porque não sabiam…
GostarGostar
Segundo o que está a ser avançado na Renascença, a comissão política decidiu criar uma página nova. E este marmanjo pelos vistos não gostou da decisão.
Eu nem sei que diga… prima donas e dramas de polichinelo num partido que ainda nem sequer foi a votos no país. Ainda se tivesse sido o problema da verborreia anacleta em relação ao partido da Aliança, percebia-se se a Comissão quisesse se demarcar e o menino não gostasse.
Mas nada pode admirar, na verdade. O seu último post sobre o assunto (e que abaixo deixo o link porque foi uma delicia de ler) já diz tudo o que havia para dizer sobre o partido e as pessoas. E se reconheço que a resposta que o CGP lhe deixou tem algum mérito, ainda assim penso que peca pela ingenuidade de quem gostaria muito que o bolo tivesse brinde.
GostarLiked by 1 person
Ainda se tivesse sido o problema da verborreia anacleta em relação ao partido da Aliança, percebia-se se a Comissão quisesse se demarcar e o menino não gostasse.
Para esclarecer, digo isto porque esse ao menos seria um assunto de verdadeiro carácter político. Mas tá quieto! Esses ninguém lhes quer tocar. O liberalismo em portugal ainda não passou do estatuto de novela da tarde.
GostarGostar
deixem-me ver se percebo.
Um partido/movimento/iniciativa antes de o ser deixou de o ser.
É isto?
GostarGostar
Se partido queria ser, partido ficou.
GostarGostar
Não me digam que a Zazie também faz parte da mesa da Iniciativa Liberal….
GostarGostar
Sinceramente, acho que a discordância do presidente com a decisão da Comissão Executiva não é motivo razoável para a demissão do presidente, num assunto deveras irrelevanete como a origem de uma página de Facebook. Não posso portanto, ao contrário do CGP, louvar a decisão do presidente.
GostarGostar