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Dívida externa – um gráfico

8 Setembro, 2018

Volto ao tema da dívida externa líquida, entendida como a diferença entre a soma total de instrumentos de dívida (empréstimos, títulos de dívida, numerário, depósitos e outros) dos residentes face a não residentes e vice-versa, para ilustrar através de um gráfico que cerca de 75% da responsabilidade da passagem de um stock de dívida de 975 milhões de euros em 1996 para 178.556 milhões de euros em 31/Dez/2017 foi das Administrações Públicas.

StockDEL

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18 comentários leave one →
  1. Procópio permalink
    8 Setembro, 2018 19:56

    Aquele momento em que o crescimento trava a fundo e a falência cai abruptamente sobre o pacóvio está a chegar. Xiu! Apreciemos a estabilidade e a recuperação económica em curso.
    Por agora estou a fazer o rol das culpas. Já cheguei ao afonso henriques, mas o viriato também as tem. Tivesse feito a paz com os romanos de caras estaríamos hoje bem melhor.

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  2. 8 Setembro, 2018 20:09

    De salientar que as entidades privadas baixaram o stock de divida, o Estado engordou, isto desde 2015.

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  3. Manuel permalink
    8 Setembro, 2018 20:20

    Basta um ligeiro aumento dos juros para os 4/5 % e será preciso novo resgate. Mas será que ninguém vê isto? A despesa pública é insustentável e cortando/cativando no investimento público, em breve, teremos desgraças.

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    • Perigoso Neoliberal permalink
      9 Setembro, 2018 03:18

      Ó Manuel, a gente sabe disso. Mas meia dúzia de pessoas são insuficientes para alterar o encontro inevitável do país com a parede. Eu já passei da fase da incredulidade, da raiva e da esperança, já estou na fase da aceitação: há que preparar da maneira possível para o impacto e deixar bater. Cada povo tem o que merece.

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  4. 8 Setembro, 2018 20:47

    Uma pergunta honesta: este conceito conta a chamada «dívida privada»?

    Isto é: a dívida de privados e empresas tem contraparte de créditos de cidadãos e entidades estrangeiras?

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  5. Procópio permalink
    8 Setembro, 2018 23:54

    Aqui ao lado
    Una década después de Lehman, el PIB español se ha recuperado, pero las heridas siguen abiertas. La dualidad del mercado laboral no se ha corregido, el fracaso escolar ha dejado a parte de una generación poco preparada, la desigualdad mejora muy lentamente y la crisis ha generado una concentración que socava la competencia. Al taparse un problema de deuda privada disparando la deuda pública, el margen presupuestario es estrecho, máxime con una Seguridad Social cuyo gasto absorberá cada vez más recursos conforme se jubile el baby boom. Es decir, faltan reformas importantes y la capacidad de maniobra frente a próximas crisis o desaceleraciones de la economía se antoja escasa. Diez años más tarde, parece que se respondió tarde y mal y que el balance de las medidas tomadas queda incompleto (El País).

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  6. Isabel permalink
    9 Setembro, 2018 01:00

    Este crescimento da dívida resulta da alteração do sistema bancário resultante da introdução do euro.
    Os países deixaram de poder criar moeda a não ser através de dívida ou de superavit nas transacções com o exterior. Sendo deficitário, o país tem de recorrer a empréstimos para pagar ao exterior, o que agrava a situação das contas publicas, o que por sua vez agrava a dívida e assim sucessivamente. Por isso, só é possível pagar a dívida exportando mais. Daí falar-se de desvalorização interna e de austeridade.
    Aconselho os que queiram compreender a alhada em que estamos metidos, a informar-se sobre as regras do sistema monetário europeu que são…um susto.

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    • lucklucky permalink
      9 Setembro, 2018 01:34

      Susto? Ahah, então está contra a verdade.

      Quer mais dinheiro mas não quer a produção que justifica a existência de mais dinheiro.

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    • André Miguel permalink
      9 Setembro, 2018 08:49

      Um susto? Lol
      Não fosse o Euro e já seríamos a Cuba ou a Venezuela da Europa.

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      • Manuel permalink
        9 Setembro, 2018 11:44

        Concordo. Nas actuais condições, não temos alternativa e se nos exigirem a presença de um comissário europeu residente, não vejo como recusar.

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      • Isabel permalink
        9 Setembro, 2018 12:19

        Vejam o tempo que levamos a sair das crises de 1978 e de 1983 e depois estudem as razões da diferença.
        Comprem o livro de Stiglitz sobre o euro e leiam com atenção. Ou então vejam na internet o que vários prémios Nobel da economia dizem sobre a arquitectura da moeda única.
        Também podem ler as últimas cronicas de Victor Bento no DN ou uma sessão do prof. Ferreira do Amaral no liceu Camões ( há já uns anos mas a teoria não se alterou ).
        Se falarem francês ou italiano também podem ver no YouTube várias conferências e debates sobre o assunto. Nestes países, prejudicados pela introdução do euro tal como ele está desenhado, estes assuntos são debatidos, mais na internet do que nos canais institucionais, embora também nestes mas em menor medida.
        Se quiserem é só dizer que eu indico onde se encontram debates e conferências sobre este assunto, nessas línguas.

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      • Andre Miguel permalink
        9 Setembro, 2018 12:47

        Já percebemos que a Isabel é Keynesiana. Está a mesmo a recomendar Stiglitz? Aquele tipo para quem a solução dos pobres do sul seria imprimir moeda ou continuarmos a viver da caridade nórdica?! A sério???
        Passo.

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      • Andre Miguel permalink
        9 Setembro, 2018 12:53

        “Vejam o tempo que levamos a sair das crises de 1978 e de 1983 e depois estudem as razões da diferença.”

        Hipocrisia.
        E quanto tempo demorámos a sair da crise de 2011??? É que em 2014 já estávamos a crescer…

        Meu pai era funcionário público no activo durante essas duas crises e doeu muito mais que esta ultima. Essas duas crises quem as pagou foram os mais pobres, o país era muito menos desenvolvido e a economia estava de rastos com o PREC.

        2011/2014 não foi nada comparado com isso, por muito que os nossos jornaleiros berrem que foi o Apocalipse.

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      • Isabel permalink
        9 Setembro, 2018 13:02

        Conhece as teorias de Keynes? Ter soberania sobre a criação de moeda, o que acontece com todos os países do mundo menos os da zona euro, não tem nada a ver com ser keynesiano ou não.
        Nos media fala-se de Keynes muitas vezes reduzindo as suas teorias a uma parte do que ele definiu como medidas para a saída da crise dos EUA nos anos 30. Mencionar só metade da verdade, como sabe, pode levar a uma conclusão diferente da mesma.
        Bom domingo.

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      • André Miguel permalink
        9 Setembro, 2018 16:00

        Tenho a Teoria Geral como um dos livros de cabeceira para nunca esquecer o que um político jamais deve fazer, se quiser empresto, mas tem de pagar porque não há almoços grátis.

        Melhor: leia antes Smith e Hayek para perceber que o dinheiro não nasce das árvores.

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  7. Leunam permalink
    9 Setembro, 2018 11:54

    Exemplos de Organizações e Indústrias criadas, desenvolvidas ou introduzidas em Portugal durante o Estado Novo:

    Siderurgia Nacional, Cuf, Lisnave, Setenave, Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Mague, Sorefame, Cometna, Fundições, Carris, Duarte Ferreira – Tramagal, Indústrias de Camionagem, de Montagem de Automóveis, Autocarros e Camions, Fabrico de Pneumáticos e Componentes mecânicos para Automóveis, Motociclos e Bicicletas, Sacor, Cimenteiras, Cerâmicas, Construtoras Civis de grande dimensão, Casa do Douro, Têxteis da lã e do algodão, Confecções, Tapeçarias artísticas de Portalegre, Fabrico de armamento e Fardamento Militar, Curtumes, Calçado e Chapelaria, Fósforos, Cordoaria, Indústria Agro-Alimentar (Compal, por exemplo), Indústria Conserveira, Docapesca, Moagem de cereais, Nestlé, Indústria Vidreira, Indústria das Matérias plásticas e respectivos Moldes, Indústria Cerâmica, Philips Portuguesa, Standard Eléctrica, Siemens, Efacec, Indústrias de Cabos Eléctricos e de Motores eléctricos, Indústrias do Papel, Exploração Mineira, Indústria Farmacêutica, Companhias de Navegação, e grandes empreendimentos Hoteleiros de categoria internacional.

    Quantas destas indústrias nacionais subsistem hoje?
    Quantas estão em mãos exclusivamente portuguesas?

    A maioria das que morreram devem-no principalmente ao 25 de Abril, ao PREC, aos sindicatos comunistas e afins e também à UE.

    O que é que a Economia Nacional desta “democracia” pode esperar da actual estrutura produtiva?

    A Sociedade portuguesa vive actualmente, aquilo a que eu chamo “O Drama da terceira geração”:

    O pai plantou a cepa,
    O filho colheu o cacho
    E o neto é … borracho!

    O mesmo aconteceu depois de 1777 após a saída do Marquês de Pombal do Governo.
    O mesmo aconteceu após a morte de D. João II.
    O mesmo aconteceu após a morte de D. João I.
    etc., etc.

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  8. Procópio permalink
    9 Setembro, 2018 12:09

    Não há país que aguente a sistemática espoliação interna e externa em curso. Nem países como o Brasil, Angola ou Venezuela, dotados de recursos milhares de vezes superiores aos nossos, resistem a hordas de ladrões de colarinho branco, soriso nos lábios, gestos calculados. Fazem as leis à sua feição, arrotam demucracia, quando não são filósofos, são tudólogos, vêm à televisão com as suas boutades, todos inocentes, alguns condecorados.
    Vegeta-se num sistema de aparente multipartidarismo, radicado na central de negócios, onde alguns se insultam para à hora do opíparo almoço se entenderem.
    Há umas artistas dos subúrbios que encenam paraísos para os trabalhadores, idosos e mal asados, uns dinossauros que destoam clamando por uma “nova pulhítica”, a dos regimes sanguinários e das stasis a que aspiram. Há tipos como o ddt e mais rançosos encostados ao estado, com suficiente dinheiro para comprar quase todos. E com os Kamov se apagam os incêndios.
    Há o narcótico dos futebóis, diversões mil com muito alcool e pós de suspeita qualidade a transbordar nos esgotos. Há estações de têvê miseráveis feitas à medida dos donos, com cadelinhas bem pagas, pivots empertigadas a debitar desgraças, beijos e abraços, a fingir que moderam conversas fiadas e a dar o tom às aldrabices programadas pelos editores chefes com quem contracenam nos bastidores.
    E há uma vigilância obcessiva a partir de pontos estratégicos.
    O tuga nem sonha.

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  9. lucklucky permalink
    10 Setembro, 2018 12:36

    Se querem saber porque é que há crise este gráfico explica:

    http://www.aei.org/publication/the-chart-of-the-century-makes-the-rounds-at-the-federal-reserve/?utm_content=buffer6a555&utm_medium=social&utm_source=twitter

    …também explica porque não vai parar.

    Os estatistas incluíndo os democratas estão fora de controlo.

    Há 40 anos atrás uma licença de construção era mais barata que um aspirador, hoje é várias vezes mais cara.

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