três cenas de um filme de terror
# Take 1: 10,15 h, estação da CP, Aveiro: Alfa, que deveria partir para Lisboa a essa hora, chega às 10,42. Dentro da carruagem, internet sem funcionar, casas de banho insalubres e inutilizáveis. Cenário que se repete, em todas as suas componentes, nos últimos meses.
# Take 2: Socialistas, bloquistas e comunistas revertem hipótese de privatização da CP, afirmando que ela se manterá no sector público. Quer isto dizer que o governo assume a desnecessidade de entrada de capital privado na empresa, assegurando que o estado disporá dos dinheiros públicos que forem necessários para que ela cumpra os fins da sua existência.
# Take 3: Há quatro coisas que os socialistas jamais compreenderão: 1ª que o dinheiro não nasce nas árvores; 2ª que as rotativas do euro não estão em Portugal (o que é um alívio); 3º que o fim de qualquer empresa é servir (bem) os seus clientes, independente de quem a detém; 4ª que o dinheiro público é privado.

Sente-se algum receio a princípio, mas depois o tuga habitua-se.
O kosta conta com isso e o celinho também. Esperemos que não se enganem.
Há algumas semanas viajei de Lisboa para o Porto no alfa. A partir de Aveiro o ruído e o constante tremor da carruagem causou-me espanto. Outros passageiros perguntaram ao revisor o que se passava, a resposta foi um semblante carregado. Não voltei a viajar na CP.
Ao que me consta as carruagens continuam cheias.
O tuga tem uma capacidade invulgar de aguentar o descalabro.
Vivam os tugas! Não há povo como o nosso, o nosso povo.
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Como subscrevo… Digam lá que uma fatia considerável deste povo tuga não é uma “tentação”? A classe política saliva abundantemente quando os contempla… É tão fácil, tão fácil que não dá para resistir!
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4º O dinheiro Publico é privado, mas não é do PS.
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E baratas, das voadoras, não apanhou com nenhuma, mesmo em 1ª classe?
Teve sorte…
😛
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Uma corja, bandidos! Quando houver acidente grave com comboios o bandido que nos governa vai dizer que o culpado é o maquinista.
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Não! Vai dizer que a culpa é do PC!!! que faliu o país! …é culpa é sempre “do outro”
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Zazie, eu não ando em 1ª classe.
Sou de 2ª classe, nem as baratas não querem nada comigo.
Agora o vitor, lembrarem-se do maquinista na próxima ocasião.
Só se ele se chamar Passos.
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As baratas da CP são muito finas
Já aos dos autocarros, são todas proletas- sem classe.
E são a magote. Eu nunca mais viajei de comboio do lado da janela- na coxia sempre dá para fugir rápido.
Elas vêm das frestas junto às janelas e ar condicionado.
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A corja social comunista que desgoverna Portugal está a espatifar os serviços públicos, O que se passa na CP e nos hospitais é uma desgraça nacional.A norma passou a ser o atraso na chegada dos comboios. Nos hospitais, milhares de cirurgias adiadas e doentes nos corredores.
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‘Não existe essa coisa de dinheiro público, existe apenas o dinheiro resultante do pagamento de impostos pelos contribuintes’. Margaret Thatcher
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E ainda mais repugnante é esta mesma CP lançar agora uma campanha de publicidade onde alguns personagens, supostos “ex-automoblistas”, louvam as vantagens de passar a usar o comboio: que deixaram de pagar portagens, gasolina e parquímetro; que poupam muito desde que andam de comboio; que podem ler; que ficam com tempo para os amigos; que agora chegam a horas ao trabalho e não têm stress. Ridículo.
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Permitam-me juntar mais um verdadeiro filme de terror.
A greve dos enfermeiros que começou no dia 22 de novembro e vai estender-se até ao final do ano. Envolve os blocos operatórios dos cinco maiores centros hospitalares do país, em Lisboa, Porto, Coimbra e Setúbal. Cirurgias programadas nesses hospitais, zero.
Quando se trata de combóios há alternativas. Até andar a pé, no caso do sítio, de burro que é o mesmo, ou de boleia. No caso das cirurgias mais complexas e delicadas não há alternativa para a maior parte dos utentes. Porventura muitos votaram nos responsáveis. Vão morrer sem apelo nem agravo. Há até quem possa fazer um cálculo bastante exato do número de mortes, comparando com dados dos anos passados, relativos a período idêntico, nos mesmos hospitais. Estou certo que ultrapassa de longe o número de baixas na Síria.
Dirão que era expectável, como muito do que virá a seguir. No ambiente execrável alimentado por esta demucracia e pelos nossos impostos, será quiçá uma banalidade.
A banalidade do mal de Hannah Arendt. Ocorreu durante o nazismo, ocorrer com totalitarismos de sinal contrário, não obstante os disfarces. Atordoadas as pessoas habituam-se a ver o mal como algo normal, fiéis às ideologias fanáticas.
Os aspirantes a tiranos não deixam de o ser só por matraquearem sorrisos. Até os banhistas se mijam na água do rio, principalmente quando o curso de água se põe a jeito.
E nada mais perigoso para os canalhas que a ira dos inocentes.
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Faz-me impressão porque sei que há médicos que previram isto. Previram até logo aquando das reduções de horas.
Lembro-me de ouvir conversas de gabinete em dois hospitais públicos
Eles sabiam e os enfermeiros sabem e só será respeitável quem não fizer.
Quem fizer esta greve pode escrever a palavra assassino na testa porque é o cartão que apresenta.
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E, no entanto, conheci e conheço tantas enfermeiras e enfermeiros espantosos. Pessoas absolutamente incríveis.
Os sindicatos são uma coisa diabólica. Conseguem corromper tudo com a cenoura mais porca como o diabo tentou Cristo.
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E é nestas alturas que volto a questionar muita coisa acerca das liberdades democráticas.
Fico com dúvidas que em sociedades onde já se atingiu determinado patamar legítimo de ordenados por profissões importantes, tenha algum sentido a greve, uma vez que só pode ser greve com liderança política a apelar à ganância de cada um.
Da forma pior- em matilha. Porque por corporação ninguém é responsável de nada. Nem de estar a matar por lucro de mais uns euros ao fim do mês.
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Aos Funcionários Públicos não deveria ser permitido fazer greve uma vez que não fazem parte do Mercado Livre.
Pior, várias das suas actividades são exclusivas e proibidas à restante sociedade fazer sequer.
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Concordo com essa ideia. Todo o funcionário público deveria estar impedido de fazer greve.
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Os Xutos estavam anos à frente do seu tempo:
“Outra vez vim de Lisboa
Num comboio azarado
Nem máquina tinha ainda
E já estava atrasado”
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Os enfermeiros que fizerem esta greve miserável serão responsáveis pela morte de milhares. A ganância e chantagem sindicais fazem dos enfermeiros vulgares homicidas. Ao que isto chegou!
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se privatizar fosse a solução, seria-mos um oasis,,,, diga antes que a CP, quem gere a CP o Governo de Portugal, tem que ir as urtigas e todos os que se paladinam que são a solução e que também já lá estiveram, também…
CP e todas os casos semelhantes resolvem-se de uma penada, com trabalho responsável.
já agora, e que tal privatizar os Juízes.
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Os juízes foram privados, durante séculos, e agora começam a voltar a sê-lo: veja os tribunais arbitrais e os juízos de conciliação, por exemplo.
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A greve dos enfermeiros às cirurgias é obscena. Os enfermeiros que adiram a essa greve têm consciência de que tal acto vai provocar milhares de mortos. O pior de tudo é que o Governo vai ceder à chantagem.
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Só uma correção senhor rui a.: Eles sabem bem que o € público é privado. O problema aqui é que os privados donos do € público são eles mesmos disfarçados de “Governo”. Ou não sabia que “propriedade privada é roubo”?
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A pergunta é para Rui Albuquerque (se a memória não me falha):
Eu acreditava que as notas de euro não eram cá feitas. Eram uma das atribuições do BCE. Alguém há 3-4 anos disse-me que sim: eram feitas na Casa da Moeda.
Haverá algum controlo europeu sobre a emissão de notas?
Agradeço o esclarecimento para o meu mail (gmx dot us). Creio que não será para publicar.
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São, efectivamente, cá impressas, mas mediante autorização do BCE. Não representam, por conseguinte, qualquer espécie de soberania monetária, e quando se diz que «ficámos sem a rotativa» é a essa perda de soberania de tomar decisões sobre a emissão da moeda que nos referimos.
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No sítio esta’ tudo preso por arames, comboios, hospitais, poli’cias, pontes, e por ai’ fora, mas, com os tugas endrominados e mansos, a corja que tomou o poder de assalto, grunhe que o sítio e’ fenomenal.
Os jornaleiros dos merdia assobiam para o lado e batem palmas.
Nojo!
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