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Residências para estudantes

14 Dezembro, 2018

Três fotógrafos brasileiros “olham” Portugal de Norte a Sul

Quando há actualmente centenas de milhões de euros de investimentos privados em curso e/ou planeados para abrir residências para estudantes em todo o país, só posso compreender esta notícia à luz de propaganda política e compra de votos.

O estado vai agora dedicar-se também ao sector da promoção imobiliária e da gestão de acomodações para estudantes?

Por que razão o dinheiro dos contribuintes é canalizado para um universo muito limitado de beneficiários? Já agora, as residências serão só para portugueses?

Porquê prioridade a este investimento? A ala pediátrica do Hospital de São João já está renovada, é isso?

O contribuinte fica exposto ao risco do negócio? Porque não vende o estado o património imobiliário de que é detentor ou, quando muito, o cede gratuitamente a promotores e operadores privados?

Não existe nenhuma “falha de mercado” neste segmento da economia. Os investidores e os operadores privados, nacionais e estrangeiros, com toda a certeza gostariam de já ter mais unidades em operação do que as existentes à data de hoje. Assim não acontece muito por causa das burocracias e tempos de respostas de uma miríade de entidades que têm de ser consultados e das quais é obrigatório obter pareceres favoráveis.

A entrada do estado neste negócio vai afastar ainda mais os privados com planos de investimento e fará concorrência desleal a quem já está instalado.

O estado só tinha de sair da frente, mas a lógica política é a de estender os seus tentáculos a tudo o que mexe, à custa do dinheiro dos contribuintes e em prejuízo dos utentes.

 

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7 comentários leave one →
  1. Vitor permalink
    14 Dezembro, 2018 18:23

    Excelente post. O país caminha para o empobrecimento coletivo graças a este paradoxo: a oligarquia política e os eleitores pouco informados juntam-se para ampliar os direitos e as funções do Estado e essa vertigem estatizante exige sucessivos aumentos da carga fiscal. Este paradoxo é uma contradição nos seus termos; não é possível exigir cada vez mais funções estatais e correspondente aumento da despesa e, simultaneamente, esperar que o saque fiscal não crie uma paragem no crescimento económico em resultado do cansaço fiscal e da desconfiança no Estado por parte dos investidores. Num mundo globalizado ganham os países e os eleitores que fogem a este paradoxo, como são os casos da Irlanda e Holanda, recusando a ampliação das funções do Estado, antes reduzindo essa funções, e, simultaneamente, criando um ambiente fiscal amigo dos investidores.Com governantes despesistas e patetas e um eleitorado pouco informado, Portugal só pode empobrecer. Os nossos filhos viverão pior que os pais e assim sucessivamente numa espiral de empobrecimento.

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  2. procópio permalink
    14 Dezembro, 2018 18:43

    “Os nossos filhos viverão pior que os pais e assim sucessivamente numa espiral de empobrecimento”. Vitor
    Honra aos socialistas virtuosos, concluída a espiral, dirão ufanos:
    “A homem pobre ninguém roubou”

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  3. José Monteiro permalink
    14 Dezembro, 2018 19:05

    Encontros na cidade universitária, mesa com Helena Roseta e Nunes da Silva (Prof), long time ago, para aí uma década.
    Jovem rapariga entre a assistência, que manifesta preocupação com alojamentos de estudantes nas cidades.
    Um presente que se dirige à Sra Arquitecta: há e vai haver no país, uma série de quartéis do exército em desactivação…
    Terminado o encontro, Nunes da Silva: há, pois é, vi isso funcionar na Alemanha, gerido pelos estudantes.
    Drama tuga: deputados, mandarins nos ministérios, que não sabem nem querem saber.
    Neste sector, vão fechando instalações e espera-se que apodreçam.
    Muuito difícil, entre a Tugulândia, pensar um, dois anos antes, o que fazer, destino a dar ao futuro.
    Agora que Felizmente há Comunicação (e luar), acordam de repente, ‘iluminados’ para o que habitualmente lhes falta de todo, ‘presos’ nas malhas domésticas da irresponsabilidade instalada. No superior interesse do Partido e respectiva tribo.
    A bem do Regime.

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  4. JgMenos permalink
    14 Dezembro, 2018 19:42

    Do berço à cova é a ambição de controlo da esquerdalhada.
    Educação e saúde são as prioridades.

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  5. colono permalink
    14 Dezembro, 2018 21:55

    A não renovação da ala pediátrica do H S.João., devia ser considerado um crime público…

    CRIME, CRIME….Não sou de rogar praga… mas rogo: Que a filha dum ministro (a) deputado (a) venha a precisar de internamento nessa “espelunca…

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  6. Zé Manel Tonto permalink
    15 Dezembro, 2018 10:24

    Fica fácil de perceber o porquê de meter dinheiro do Estado (dos contribuintes, não do PS) em residências universitárias, apesar de não have falha de mercado.

    A maioria do estudantes universitários são jovens, e a maioria dos jovens têm inclinação canhota (eu não, sempre fui o fascista da turma, felizmente).
    Isto não é mais que satisfazer uma clientela, e mostrar aos jovens que não têm que ir por a cruzinha no Bloco de esterco, o PS também dá.

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  7. chipamanine permalink
    15 Dezembro, 2018 19:59

    com o devido respeito esta é uma não noticia…este investimento vem a seguir à linha do porto de sines, dos comboios da cp, dos cacilheiros, do hospital de todos os santos e do seixal, das carruagens do metro, da extensão do metro etc….ou seja nunca ou perto das calendas…..ninguém questiona estes vendedores de banha da cobra…..jagunços

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