Indivíduos não individuais e o medo da Liberdade
Paulo Tunhas, hoje no Observador, a colocar as coisas como elas são:
(…) Coloquem o indivíduo em lugar da matéria e o Estado a fazer a vez do espírito e têm lá tudo. Tudo o que mexa fora do Estado, tudo o que possa ser visto como criação de indivíduos autónomos e agentes livres, é visto como o resultado de um princípio diabólico que é preciso matar na raiz. (…)
(…) É aos indivíduos não individuais, constituídos por uma amálgama de propriedades abstractas, que a política da nova esquerda – a do Bloco e a do governo – se dirige.
(…) manifesta-se, entre outras coisas, na obsessão de legislar em todos os domínios possíveis, de modo a que a lei e os comportamentos humanos coincidam ponto por ponto, ao milímetro. Esta ambição, que equivale a uma excisão da imaginação nos seres humanos, destrói a liberdade individual, que passa certamente pela possibilidade de agir criativanente, longe da obrigação de coincidência estrita com as regras de comportamento encapsuladas nos mínimos mandamentos do Estado.(…)

É BOM IR LEMBRANDO
Que não deixa de ser sinistramente curioso quando o significado de uma data tida como histórica esteja a ser solenemente celebrada de cátedra por aqueles que mais a adulteraram e enxovalharam.
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Governar é arrecadar impostos.
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Paulo Tunhas – é uma vez mais – extraordinário.
São pessoas como ele que deveriam ser Conselheiros de Estado, em lugar de muitos acéfalos ignorantes e maléficos que o atrasado mental traidor do PR actual para lá chamou, como o inqualificável Louçã.
E assim vai Portugal.
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Felizmente vocês vivem em Liberdade graças ao 25 de Abril, a militares corajosos e a políticos de esquerda que sofreram na pele para vocês hoje filosofarem sobre os vossos estados de alma.
Nunca poucos fizeram por tantos.
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Graças ao 25 de Abril, que também foi feito por militares corajosos e politicos que não eram de esquerda, como o Capitão Salgueiro Maia, o General Spinola, Pinto Balsemão e Sá Carneiro (deputados da ala liberal no Parlamento antes do 25 de Abril), entre muitos outros.
E o 25 de Abril só nos deu a liberdade porque houve o 25 de Novembro, feito também por militares e politicos que não eram de esquerda, como o Coronel Jaime Neves e o Tenente-Coronel Ramalho Eanes, que se oposeram ao projecto totalitário comunista dos esquerdistas do MFA e do PCP e da extrema-esquerda (que, em grande parte, se veio posteriormente a convergir no actual BE), ou seja, contra os maiores inimigos da liberdade, onde se incluem aqueles que, como o Arlindo Costa, os apoiam e glorificam.
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O 25 de abril aconteceu por causa do célebre D.L. 353/73.
Não tivessem mexido dos benefícios do oficialato e tudo estaria bem.
Já agora, estranho o status quo usar a mesma propaganda do estado Novo, ao comparar eternamente as “conquistas” atuais com o estado do país antes do 25/4/74, um pouco cm o Salazar comparava o estado do país com o antes 28/5/1926.
E sim, o Estado novo caiu de podre porque não evoluiu com os tempos, mas sabe, acho que ao atual status quo vai acontecer o mesmo, porque esqueceram os seus valores originais.
A história é isto, ciclos que se vão repetindo.
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