Antes batiam à porta
Tinha decidido que precisava de uns calções e de sandálias, fui ao Instagram ver o que se usa. Baralhado com as combinações possíveis – não tenho tatuagens, mas posso ter fungos; não tenho barba pelos mamilos, mas posso adquirir piolhos; não depilo as pernas, mas não tenciono andar de bicicleta na estrada nacional – decidi pedir ajuda a um amigo influencer. Liguei para casa dele e atendeu-me a mãe, que, tentando explicar que influencer não é o termo certo para um homem solteiro de quarenta e oito anos que ainda vive na casa dos pais idosos sem contribuir com um tostão, me deu o número de WhatsApp do jovem.
Após falar com ele, dei comigo inscrito nas Testemunhas de Jeová, vou receber durante oitenta e nove meses os restantes volumes da Enciclopédia Britânica (edição de 1973) e, apesar de ter um aspirador novo em folha que canta canções da Broadway com som de besouro enquanto pisca várias luzes coloridas, já não tenho dinheiro para os calções e sandálias.

Excelente.
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É (também) por isso que não ando nem de sandálias nem de calções…
apesar de ainda ser um “jovem” de cinquenta e picos
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ahahahaha
Este está uma maravilha!
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O jovem resolveu o problema da escolha dos calções e das sandálias.
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Não sei porque usam o nome “influencer”, quando la língua portuguesa temos uma palavra mais apropriada: pastor.
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“influencer” é mais “in”
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E são mesmo pastores .A brincar, a brincar, isto que o VC conta até é verdade, trocando a seita das Testemunhas pela da Cientologia.
Aqui em Lisboa a sede tem vários tugas enviados pelo Cardone, a fazerem curso de Cientologia para depois terem direita à dita Start Up que vai consistir precisamente em venderem as enciclopédias da dita cuja.
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Espreite numa qualquer rede social o perfil de um destes supostos influenciadores e atente na carneirada descerebrada que os segue, perceberá porque eles são mais pastores que outra coisa.
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Para a próxima tenha mais cuidado.
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bem.. WhatsApp, startup, para mim é mais ou menos tudo igual.
Só falam estrangeiro
eheheheheh
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Quando não havia assuntos “sérios” (nacionais), lá vinha a Venezuela, Brasil ou os USA e mesmo o UK com o seu Brexit que não anda nem desanda.
O diacho é que nesses sítios também não acontece nada, e por isso há que divertir o pessoal com tretas de lana caprina … ! Bom, acontecer acontece mas era melhor que não tivesse acontecido. A esta hora já o Socas e seus advogados e outros lacaios, andam a desenhar um plano para hackar o TM do CA!
Mas pensando bem, nem precisam! A lei tuga é diferente, e o IVO é mais eficaz que um hacker !
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Ainda assim teve sorte de o aceitarem nas Testemunhas de Jeová.
Já só lhe falta ser sócio do Benfica.
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O André Ventura vale-se das suas oportunistas presenças benfiquistas como comentador naquela porcaria de CMTV para se autopromover e tentar arrebanhar uns votos para o Basta. O Procópio, que penso não desistiu de se candidatar a PR, insulta e assim, não obterá votos dos Benfiquistas e das Jeová… Mas pode contar comigo (as Jeovás que se lixem) para a Grande Marcha entre o Procópio e Belém.
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Eu também preciso de uns calções, mas já não me lembro do que precisava, preciso de nada, vitor, não me lembro de nada, afinal precisava de quê? Ando às apalpadelas, eu não vi nada, não vejo nada, eu não estava lá, juro, não sei de nada, se baterem à porta, não conheço ninguém, Deus me livre, não vi ninguém, quando olho para o espelho não sou eu, sei lá quem é aquele gajo estranho, agoirento, eu não lhe fiz nada, garanto, garanto, garanto nada, sei lá quem me garante que eu existo, dizem que estive fora uns anos, onde é que eu estive? Num banco, num banco só sentado. Nunca estive lá, palavra! Onde é que eu estou?
Digam-me depressa que eu esqueço logo. O melhor é esquecer tudo, acreditem.
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Óptimo, na mouche, VCunha !
Eu, no seu lugar optaria pelo nudismo numa das praias, sob um chapéu largo e bastante colorido (para chamar a atenção) e para provocar os betinhos, a ler as suas “literaturas” religiosas com sorrisos trocistas.
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Não esquecer deslocar-se a pé ou de bicicleta, o livro de auto-ajuda e a refeição vegan biológica na marmita de plástico, cujos ingredientes foram transportados desde a horta urbana num veículo eléctrico até à loja Bio Goumet lá do bairro.
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