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A falsa emergência climática

14 Junho, 2019

Em 2009 rebentou um escândalo que viria a abalar a agenda do “Apocalispe Climático”: uma fuga de e-mails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia no Reino Unido chefiada por Phil Jones, revelava que um grupo de cientistas americanos e britânicos, concertados entre si, mentiram sobre o suposto aquecimento global. O Climategate, – como passou a ser chamado – e denunciado cá pelo Expresso, feriu de morte a Conferência de Copenhaga que se seguiu nesse ano tendo sido por isso um fiasco. Esta revelação acabou com a farsa da emergência climática? Não. Ela segue e aqui explico porquê.

Expresso Delgado Domingos Climategate é um dos maiores escândalos científicos da História

Com efeito, a descoberta não podia ter sido mais chocante. As milhares de mensagens e  documentos anexos não deixavam dúvidas: para justificar um aquecimento global inexistente, foram manipulados dados climáticos; houve obstrução ao acesso por outros cientistas aos dados e pesquisas que serviam de base para a “teoria” do aquecimento; houve redefinição do processo de revisão científica a fim de manter diferentes pontos de vista fora da literatura científica; houve  discussão para afastar um investigador céptico da sua posição de editor num importante jornal científico; houve preocupação em esconder as divergências entre temperaturas observadas com as fictícias; houve abordagem sobre uma COMPLETA FALTA DE AQUECIMENTO na última década. Ainda, num dos mails de Phil Jones pode ler-se: “o mundo vai cair sobre mim se eu disser que o mundo esfriou a partir de 98”.  E noutro:  “você sabe que não sou político no máximo gostaria de ver a mudança climática acontecer de modo a que a ciência pudesse ser provada”. Dúvidas? Continuemos…

Mas quem era afinal este Dr. Phil Jones? Nada mais nada menos do que o homem mais influente no IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change) por seu registo da temperatura global ser o mais importante dos 4 conjuntos de dados de temperatura  que servem de base no IPCC e governos para sustentar a teoria do aquecimento. Também é a peça chave do grupo restrito de cientistas responsáveis por promover o quadro das temperaturas mundiais transmitido pelo gráfico a que chamaram de “hockey stick” de Michael Mann (um amigo dos tempos de universidade de Jones), responsável pela inversão da história do clima ao declarar que após 1000 anos de temperaturas em declínio, as temperaturas globais tinham disparado para níveis nunca antes registados. Apesar deste gráfico eliminar o Período Quente Medieval que é um facto científico, foi o ícone do movimento do aquecimento global de origem antropogénica. Porém, em 2003, não tardou a contestação aos dados estatísticos utilizados para criar o “hockey stick” quando um perito canadiano Steve McIntyre denunciou que os dados estavam enviesados. Descobrira que Dr. Hansen através da manipulação dos programas de computador no seu registo de temperatura no GISS (Goddard Institute for Space Studies)  alterou dados ao reduzir temperaturas passadas e ajustar em alta, as recentes. Resultado? Ameaças e acusações de que estava ao serviço dos interesses petrolíferos. Pois…

Faziam parte da lista desta “elite” científica do IPCC, não só a equipa do “hockey stick” Dr. Mann,  Dr. Jones e o seu colega da CRU, Keith Briffa, como também Ben Santer, responsável pela controversa re-redacção de passagens chave do relatório do IPCC de 1995; Kevin Trenberth responsável pelo alarmismo sobre actividade dos furacões junto do IPCC; Gavin Schmidt o braço direito  de Al Gore;  o Dr. James Hansen cujo registo de dados de temperatura no Goddard Institute for Space Studies é o segundo mais importante a seguir ao da CRU. Este pequeno grupo de cientistas foi durante anos o mais influente na promoção do alarme do aquecimento global em todo o mundo através do papel que desempenharam no cerne do (IPCC) da ONU. 

Depois deste escândalo ficou claro que a teoria do aquecimento global não passava de uma farsa levado a cabo por um grupo minúsculo mas coeso de cientistas em promiscuidade com os governos e ONU. Assim sendo porque se continuou a alimentar a farsa? A resposta é tão simples: dinheiro. Biliões dele.

O início desta saga deu-se com Margaret Thatcher quando em 1974 previsões apocalípticas (sim, outras!) apontavam para um arrefecimento global. Defendia-se que se se aumentasse o CO2 ( ironicamente nesta altura este gás era amigo do ambiente) aqueceria a terra dando como solução o aumento de consumo de petróleo e carvão. A crise no sector e falta de confiança no Médio Oriente, levaria Tatcher a virar-se para a energia nuclear e para justificar a necessidade de aumento de centrais, pôs dinheiro à disposição dos cientistas para desenvolver estudos fiáveis para comprovar se havia relação do CO2 no aquecimento e assim poder justificar a  viabilidade do projecto. Nasce o IPCC e o 1º relatório dando um volte-face aos dados científicos de então: a Royal Society que até à data sustentava estudos de que o Sol  era a causa das alterações climáticas passa meses depois para o CO2 anulando dados de décadas. Os cientistas descobrem assim que tem de haver um problema para que o dinheiro (muito dinheiro) flua e o clima passou a ser um negócio, uma indústria que gere biliões e emprega igualmente milhões de pessoas. Sem saber Tatcher abrira a caixa de Pandora. Foi o inicio da politização do clima.

Não há emergência climática provocada pelo CO2. É tudo invenção. Nenhuma mudança nos últimos 1000 anos pode ser explicada pelo CO2. O clima sempre mudou.  Já foi mais quente, já foi mais frio. Há 200 anos tivemos uma Pequena Idade do Gelo onde pinturas mostram o Tamisa gelado. Ainda antes deste, o Período Quente Medieval que foi um período muito próspero de muitos vinhais na Inglaterra. Muito antes, na Idade do Bronze, outro período muito quente “O Máximo de Holocero” mais quente que o registado hoje. O Pólo Norte aumenta e diminui há anos, tem a sua dinâmica própria. Está até  melhor pois está a ganhar gelo. A Groenlândia 1000 anos antes era mais quente e a prova é que a estação lá construída hoje está submersa de neve e gelo e os ursos não se extinguiram: adaptaram-se. As temperaturas iniciaram subida em 1940 sem revolução industrial e no boom da industrialização, baixaram por 4 décadas! O CO2 é produto do aquecimento e não ao contrário ou seja, quando há uma subida de temperatura, 800 anos depois há maior concentração; quando arrefece, 800 anos depois, desce a concentração. É o Sol que dirige o clima onde o CO2 é irrelevante. Está hoje provado que as manchas solares têm uma relação com as mudanças climáticas: mais manchas, mais frio; menos manchas, mais calor. O clima é controlado pelas nuvens; que as nuvens são controladas pelos raios cósmicos e que os raios cósmicos são controlados pelo sol. Os fenómenos naturais são causados pela diferença de temperatura entre os trópicos e os pólos. O aumento do mar não tem a ver com degelo mas sim com expansão térmica dos oceanos – um processo longo e lento. O buraco do ozono está a fechar.

Sabe-se já isto tudo cientificamente provado mas não basta para abalar uma simples teoria INVENTADA de uns míseros burocratas que nada mais querem senão triplicar os fundos para esta causa  por uma questão de sobrevivência própria; que querem continuar a manter o 3 mundo pobre por não poder  explorar seus recursos naturais em carvão e petróleo e impedir de desenvolver-se como se pode constatar nos documentos vazados na Cimeira de Copenhaga.

Por isso Guterres é a marioneta ideal para estar à frente da ONU; Greta a menina inocente  ideal para ser  instrumentalizada e dar novo alento a esta farsa; e Trump é tão odiado por ter tido a ousadia de se opor a esta agenda. E os marxistas? Porque o CO2 representa a industrialização pelo capitalismo, o marxismo anti-capitalista viu uma oportunidade de propagar ideologia anti-carros, anti-crescimento, anti-EUA e dedicar-se ao activismo ambientalista PAGO para parasitar nele.

Aprenda que existe Ambiente, Poluição e Clima. Os DOIS primeiros dependem do Homem e a ele e só ele cabe o dever de cuidar e promover a sustentabilidade dos recursos; o segundo não é nem nunca foi da sua responsabilidade e a sua influência nessa mudança não está ainda provada. Haverá sempre mudanças com ou sem humanos na Terra e o Homem nada pode fazer para o impedir. 

Saiba mais aqui:

E aqui:

E também aqui:

133 comentários leave one →
  1. Pedro Fernando permalink
    14 Junho, 2019 11:49

    Parabéns. Uma coleção insuperável de asneirol, iliteracia e disparates sortidos.

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Junho, 2019 13:34

      Se o seu único contraditório se baseia no insulto, claramente estou de parabéns. Melhor elogio é impossível

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      • 14 Junho, 2019 13:51

        É o método habitual do “politicamente correcto” : em vez de discutir factos e argumentos procura-se à partida descredibilizar o interlocutor de modo a exclui-lo de um eventual debate e a impor assim um pensamento único sobre o assunto em questão !

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      • Cristina Miranda permalink
        14 Junho, 2019 14:49

        Foi exatamente o q fizeram com todos os cientistas q tiveram coragem de denunciar

        Liked by 2 people

      • Pedro Fernando permalink
        14 Junho, 2019 14:00

        Tudo o que sempre quis (ou não) saber sobre alterações climáticas e os seus mitos, feito por cientistas para o público geral: https://skepticalscience.com/argument.php
        Relativamente ao climategate em particular:
        https://skepticalscience.com/search.php?Search=climate+gate&x=7&y=7

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      • Pedro Fernando permalink
        16 Junho, 2019 12:51

        Cristina, fui perder algum tempo investigando quem são os figurantes do 1º video (não que não conhecesse já uns quantos). Resultados:

        Não são cientistas:

        Nigel Lawson, Patrick Moore, Nigel Calder, Pyers Corbin.

        Cientistas de outras áreas que não as ciências atmosféricas:

        Ian Clark (geólogo), James Shikwati (economista), Paul Reiter (entomologista), Philip Stott (biogeografo).

        Físicos / Geofísicos trabalhando em áreas marginais relativamente às alterações climáticas e/ou especializados em atividade solar /raios cósmicos:

        Carl Wursch (oceanógrafo, queixou-se de distorção do que disse no documentário), Syun-Ichi Akasofu (especialista em auroras boreais);
        Eigil Friis-Christensen (correlacionou atividade solar com alteração climática long time ago mas trabalho posterior desmentiu-o, o que ele reconheceu);
        Niir Shaviv.

        Climatologistas que reconhecem que as alterações climáticas são obra humana, pelo menos em parte, mas que negam o seu potencial catastrófico e que contestam que possamos fazer algo com efeito:

        John Christy, Patrick Michaels (financiado pela indústria petrolfera e ligado ao CATO institute), Richard Lindzen (ligado ao CATO institute).

        Outros casos:

        Fred Singer, financiado pelas petrolíferas.
        Roy Spencer: famoso por ser criacionista e por praticar o cherry picking, ou seja o pouco trabalho que tem na area foi muitíssimo contestado pelos seus pares.

        Em suma, as credenciais científicas desta malta deixam muito a desejar e há uns quantos conflitos de interesse. Muitos estão reformados há uns anos e a sua investigação foi feita décadas atrás e em áreas marginais ao tema. Nenhum deles trabalhou especificamente nas relações entre alterações climáticas e CO2 e outros gases de estufa.

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      • Cristina Miranda permalink
        16 Junho, 2019 15:43

        Agora compare com o currículo do grupo de “burocratas” pseudocientistas como o engenheiro Rui Moura lhes chamou no 3° vídeo que está anexo ao texto, responsáveis pelo alarme do aquecimento. Eu percebo seu esforço. Mas tem de o dirigir prós 2 lados. A propósito, também acha o engenheiro Rui Moura, que disse exactamente o mesmo, iletrado nesta matéria?

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    • lucklucky permalink
      14 Junho, 2019 22:34

      Cientistas? por acaso Pedro Fernando deu algum significado ao que aprendeu sobre método científico na escola? parece que não.

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      • Tiradentes permalink
        15 Junho, 2019 12:08

        Desculpe lá, mas ele não aprendeu, por isso não lhe pode dar o significado. Ele aprendeu doutrina sociológica e política aplicada à ciência. Por isso é que hoje em dia há esses “ciências” sócio-biológicas, climatologia-sócio-económica , física politico-social, entre outras. Na “climatologia” popular e democrática actual já tivemos várias correntes. Se bem me lembro começou pelo Algorismo , depois veio o Leonardismo Capriociano e agora estamos na fase do Gretismo onde a cientista-mor consegue até ver (a olho nu) as moléculas do CO2.

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    • Carlos Rosa permalink
      15 Junho, 2019 00:25

      Mas alguém tem dúvidas de que a Greta e toda a gaitagem sem conhecimentos científicos são manipulados pelos marxistas em pânico por verem a sua ideologia a ser desmascarada ano após ano no mundo inteiro?
      Não é cada vez mais claro que a Esquerda está em pânico com o falhanço da ideologia marxista?
      Não é evidente que o Macron é um fantoche de Esquerda arranjado à pressa pelos socialistas franceses para tentar salvar a imagem dos Miterrand e Holand e contrariar os ventos de mudança que varrem a Europa e todo o mundo
      Não é verdade que toda esta guerra que fazem ao Trump é em desespero de causa? Como se aplica bem neste caso a frase do Far-Oeste : – Os cães ladram mas a caravana passa!
      O Trump é maluco, é maluco, ……..mas ele é que marca a agenda.
      Não é já claro para muitos portugueses que o manhoso do Costa fez o acordo de geringonça porque sozinho, o PS já não ia lá?
      E não é verdade que o PCP é cada vez menos levado a sério? E que ao Bloco de Esquerda vai acontecer o mesmo? e que ao PS idem, idem, aspas, aspas?
      Não foi visível as trombas com que o Costa saiu da reunião de Malta pelo ridículo que anda a fazer com os delfins Sanchez e Macron a quem poucos na Europa já dão ouvidos?

      A Esquerda vai sofrer muitas e grandes derrotas nos próximos 50 anos. Nesta luta também vai recuperar algumas praças, mas no fim acontece-lhe o mesmo que aconteceu aos mouros nos idos anos de 1200. São corridos.

      Políticos como o Trump e o Bolsonaro, despidos de ideologias de partido único vão surgir como cogumelos por todo o lado. Para espanto dos patarocos que acham que a Esquerda são os bons.

      Também em Portugal, nada de hesitações,
      – Em frente, marche!

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    • António Queirós permalink
      15 Junho, 2019 11:28

      se o que vai para o povo é truncado, viva a liberdade.

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    • Sérgio Vieira Santos permalink
      17 Junho, 2019 11:50

      Caro Pedro, já agora experimente também conferir as credenciais científicas dos tais 90 e tal % de “especialistas” que supostamente estão em consenso…

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  2. 14 Junho, 2019 13:51

    A verdade dói sempre à esquerdalha Cristina. A Verdade nunca passou no “Pravda” … a verdade está-se nas tintas para os departamentos de AgitProp.
    A Verdade é incomoda e não inclui as agendas dos muito ricos que desde os anos 90 passam pela esquerdalha e não pela Direita.

    Lutemos pela Verdade até à morte da esquerdalha, dos “pantanosos”, dos Bildbergs … Se virmos em termos científicos correctos ressaltam dois factos: a nossa civilização tem 2000 anos, é um instante sem significado global; já houve, desde que há humanos 4 glaciações e a cada uma correspondeu um aquecimento global. Que bravata é esta que este é diferente? Conta muito mais o plástico e a contaminação química da China, porque esses nunca existiram naturalmente, do que toda a química dos combustíveis fósseis dos últimos 200 anos. Estes sim problemas a resolver.
    Relembro só a propósito o que escrevi ontem noutro texto deste blog sobre India versus China, o combate do século XXI.

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  3. Juvenal José permalink
    14 Junho, 2019 13:56

    Então o CO2 e o metano já não provocam efeito de estufa?

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Junho, 2019 14:48

      Veja o 1° video que coloquei no texto. Tem lá a sua resposta a isto

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    • Tiradentes permalink
      16 Junho, 2019 16:31

      A pergunta de um parvo não se responde. Então o CO2 e o metano provocam mais efeito de estufa que o vapor de água?

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  4. pitosga permalink
    14 Junho, 2019 14:15

    Cristina Miranda,
    ainda bem que escreve sobre as aldrabices climáticas. Já houve cientistas mal tratados e agredidos por denunciarem as mentiras.
    Bons links para começar.
    Vai de Georges Carlin, para se pensar:
    Saving the Planet em https://www.youtube.com/watch?v=7W33HRc1A6c

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  5. 14 Junho, 2019 14:35

    Republicou isto em O Pica-Miolos and commented:

    Cristina Miranda: “Em 2009 rebentou um escândalo que viria a abalar a agenda do “Apocalispe Climático”: uma fuga de e-mails da Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia no Reino Unido chefiada por Phil Jones, revelava que um grupo de cientistas americanos e britânicos, concertados entre si, mentiram sobre o suposto aquecimento global. O Climategate, – como passou a ser chamado – e denunciado cá pelo Expresso, feriu de morte a Conferência de Copenhaga que se seguiu nesse ano tendo sido por isso um fiasco. Esta revelação acabou com a farsa da emergência climática? Não. Ela segue e aqui explico porquê.”

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  6. Andre Miguel permalink
    14 Junho, 2019 14:53

    Segundo os catastrofistas de há 20 anos atrás, hoje Lisboa seria uma nova Veneza.

    https://science.howstuffworks.com/environmental/conservation/conservationists/inconvenient-truth-sequel-al-gore.htm

    No fundo tudo se resume a um ponto: follow the money.

    De onde vem a receita que financia estes estudos? A resposta é fácil e já a disse o pantanoso: tax pollution. E quem é que polui? O excelso e sempre disponível bolso do contribuinte!

    De caminho diaboliza-se o capitalismo e os malvados países ricos (shhh… nao digam à Greta que Asia e Africa são responsaveis por 90% da poluição no oceanos, ok?), e pronto, todos felizes e saem todos a ganhar. Até ao dia…

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Junho, 2019 18:15

      Exactamente isso.

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    • Oscar Maximo permalink
      14 Junho, 2019 19:48

      as previsões funcionam como o “snooker”. A direção da bola pode ser prevista com precisão, já a velocidade (neste caso o calendário) é de difícil controlo.

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  7. lino permalink
    14 Junho, 2019 15:10

    Um artigo interessante de Judith Curry:
    https://judithcurry.com/2019/06/13/extremes/

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  8. 14 Junho, 2019 19:16

    O Máximo é do Holoceno…

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  9. 14 Junho, 2019 19:28

    O negócio de certa igreja foi “inventar” o pecado, original ou não.
    De seguida literamente vender absolvições pelo dito pecado!.
    Uma questão de conhecer a mentalidade dos potenciais clientes alvo.

    Esta do aquecimento (ou arrefecimento) global é, como muito bem explica, a mesmíssima atitude em relação aos clientes alvo. Inventa-se um problema (supostamente de causa humana) e vendem-se autorizações!.
    Este novo Papa AL Gore é uma anedota.

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  10. António Barreto permalink
    14 Junho, 2019 19:36

    Está muito bom, mas permita-me uma correção: a irradiação solar aumenta com o aumento da atividade solar associalo ao aumento do nº de manchas solares (emissão de massa coronal). Pelo contrário, a ausência de manchas solares indica redução da atividade solar e a indução do ciclo de arrefecimento, como foi o caso do mínimo de Maunder. Steve Mc Intyre, – cientista climático canadiano .demonstra o erro do modelo matemático de Michael Mann. O hóckey stick foi elaborado num modelo com base em próxi’s a partir do cerne dar árvores, porém, os locais de amostra estão afetados pela proximidade das cidades cuja temperatura é superior à média da superfície terrestre. Só por ordem do Tribunal, Mann revelou o seu modelo de cálculo; trata-se de um modelo – que até conheço -, que está “carregado” de variáveis de valoração subjetiva. A partir do momento em que as temperaturas passaram a ser medidas via satélite e por sondas submerssíveis, em 1998, tem-se verificado estabilização e arrefecimento global coincidente com a redução da atividade solar, que é, efetivamente, o principal driver climático. As consequências políticas, traduzem num novo processo de colonização assente no domínio tecnológico, no poder financeiro e no poder normativo (quotas de CO2). Portugal, está entre as vítimas, desde, aproximadamente, o célebre DL 152/2005. A literatura científica “negacionista” é abundantíssima, os seus autores são credenciados, há cartas abertas ao anterior SG da ONU – Ban Ki Moon -, à Presidente do Brasil, e atá ao Presidente Obama, alertando para esta farsa. Porque não são publicadas? (tenho cópias). Porque é que a comunicação social não publica as teses contrárias à corrente dominante? O professor – já falecido – Rui Moura do IST produziu algumas intervenções a este respeito. Claro que há uma agenda política por detrás desta questão do clima, que, como diz, muito bem a Cristina, nada tem a ver com o ambiente. Carlo Lewis Jr desmantela, ponto por ponto, a tese de Al Gore. Bjørn Lomborg, coordenador da Conferência de Copenhaga, autor do livro Cool It, defende, e bem, a tese do investimento na proteção das populações em vez de nas transformações radicais da tecnologia; implicaria maior eficiência e proporcionaria mair crescimento económico global. Segundo estudos que indica, se todos os subscritores do Protocolo de Quito aplicassem a totalidade das medidas nele preconizadas, tal implicaria um retardamento de 6 anos no aumento de 1,5 ºC no final do século. Luis Carlos Molion, cientista brasileiro, demonstra todos estes eqívicos com grande clareza; basta procurar no youtube, e ter a paciência de o ouvir. Claro que há uma agenda política envolvida.

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    • Sérgio Vieira Santos permalink
      17 Junho, 2019 11:40

      Caro António Barreto, permite-me partilhar este comentário (com a devida referência autoral) numa publicação onde se têm discutido este pertinente texto da Cristina Miranda?

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    • Velho do Restelo permalink
      17 Junho, 2019 14:42

      E já agora, não esquecer o ciclo de 11 anos na actividade solar …

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  11. Oscar Maximo permalink
    14 Junho, 2019 19:53

    Claro que quando se falar da sobrepopulação também se irá dizer ser uma invenção. Quanto a certas consequências, como o desaparecimento de insetos, pássaros e peixes, já será mais difícil rebater, pois está á vista, literalmente.

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Junho, 2019 20:17

      O meu texto não é sobre o ambiente e poluição. É APENAS sobre as alterações climáticas que falsamente atribuem ao aumento de CO2 por acção do Homem. Não venha fazer aqui salada russa.

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    • lucklucky permalink
      14 Junho, 2019 22:38

      “Claro que quando se falar da sobrepopulação também se irá dizer ser uma invenção. ”

      Claro que é uma invenção. Para começar é impossível determinar. O habitante 12 mil milhão pode inventar uma tecnologia que aumenta a produtividade 50% e já pode colocar mais 50%…
      Visite a terra e veja lá que a mior parte nem sequer tem humanos…

      “Quanto a certas consequências, como o desaparecimento de insetos, pássaros e peixes, já será mais difícil rebater, pois está á vista, literalmente.”

      Está? onde?

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    • Zé Manel Tonto permalink
      14 Junho, 2019 23:12

      A sobrepopulação deve-se a África, Índia e shitholes semelhantes.

      Mas isso resolve-se rápido. Os países Ocidentais passam a prestar auxílio médico e alimentar apenas e só aqueles nesses países que se submeterem a esterilização.

      O crescimento popolacional acaba quase de imediato, e dentro de 50 a 60 anos voltam ao nível que estava há 20 anis atrás.

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      • lucklucky permalink
        15 Junho, 2019 15:35

        Não há provas de sobrepopulação.

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    • Tiradentes permalink
      15 Junho, 2019 15:45

      É claro que sim……mas também para isso há uma simples medida que resolve de imediato a sobrevivência das outras espécies. É reduzir (pelo menos) a população desses malditos humanos em 50% e assim eles libertam áreas onde os mosquitos (e outras espécies) possam proliferar, não consomem tanto, não precisam de tanto plástico …e mais um bilião de coisas: Quer começar a iniciativa de matar pelo menos 4 biliões desses pecadores ambientais? hahahha

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    • 16 Junho, 2019 17:07

      Quando os rendimentos per capita aumentam em paralelo com o aumento da população é porque não há sobrepopulação !…
      De resto, tendo em conta a progressiva mas rápida baixa da fecundidade nos paises do “terceiro mundo”, a previsão actual é de que a população mundial se venha a estabilizar em torno dos 11 biliões a partir de meados do século.
      A salvaguarda das espécies animais não se faz através da limitação forçada (“malthusiana”) do aumento da espécie humana mas sim através de medidas de … protecção das espécies animais pelos humanos !… Hoje em dia, os exemplos mais bem sucedidos de protecção da fauna e da flora são em áreas com populações humanas importantes (onde, por exemplo, os recursos naturais são geridos de forma sustentada em beneficio da economia local ; o turismo cinegético é um bom exemplo) e, vice versa, as espécies mais em risco encontram-se muitas vezes em zonas pouco ou nada povoadas (onde, por exemplo, é dificil o controlo do território e o combate à caça, à pesca e à extracção ilegais ; o que se passa nos desertos, nos mares e nas grandes florestas é bem ilustrativo disto).

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  12. 14 Junho, 2019 19:55

    É isto, é o save the walles, é o machismo, LGBTIXPTO, os green peaces, com isto, pergunto, ESTA GENTE JÁ PRODUZIU UM PARAFUSO NA VIDA?

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  13. Procópio permalink
    14 Junho, 2019 20:17

    A verdadeira emergência é ver-nos livres dos pulhas e dos corruptos, amantes da mentira. ciosos da democracia que inventaram. As famiglias controlam as instituições, os amigos juntam-se à beira da lareira, onde corre o dinheiro quente, fingem entender o clima e roubam com sorrisos nos lábios de quem está certo da sua impunidade. Umas incursões das PJ por causa de assuntos menores justificam-se, mas são venda para os olhos.

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  14. A. R permalink
    14 Junho, 2019 20:54

    O CO2 não tem absolutamente nada a ver com as alterações climáticas nem o metano: são os ciclos solares, a inclinação do eixo da Terra, etc. A temperatura está abaixo pelo menos 1.5º de outros períodos geológicos bem próximos. Por isso trata-se de uma fraude monumental: só Lysenko fez uma tão grande

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    • 17 Junho, 2019 12:54

      “O CO2 não tem absolutamente nada a ver com as alterações climáticas nem o metano: são os ciclos solares, a inclinação do eixo da Terra, etc.”

      Ainda bem que temos um cientista, que ao contrário dos cientistas, chegou facilmente a esta conclusão. Já agora partilhe lá os dados “cientificos” sobre a inclinação do eixo da terra, e ao mesmo tempo tente rebater as centenas de estudos cientificos comprovando a ação do CO2 e outros elementos nas alterações climáticas. Mas faça-o de forma cientifica, com estudo, dados, análise. Senão é apenas um idiota a fazer de conta que é “esperto”.

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  15. MIguel Santos permalink
    14 Junho, 2019 22:23

    Eu sou de direita e entristece-me ver pessoas de direita a negarem as alterações climáticas da mesma forma que um comunista nega que a Coreia do Norte seja uma ditadura.
    Foi um grave erro a manipulação de dados feita para empolar o fenómeno porque só contribuiu para descredibilizar os estudos feitos mas só por ingenuidade se pode pensar que não estamos a provocar alterações no clima quando cada um de nós envia milhares de toneladas de CO2 por ano para a atmosfera.
    Acreditam mesmo que nada muda ou preferem ignorar o que está a acontecer, por fanatismo ideológico, achando que é uma ideia da esquerda?
    Há 40 anos quando eu andava na primária chovia no Inverno e fazia sol no Verão, agora é capaz de estar duas ou três semanas sem chover em Dezembro e estar 10 dias a chover em Agosto. As alterações no clima são cíclicas e têm havido variações de temperatura ao longo da história da Terra mas por vezes eram precisos centenas ou milhares de anos para mudar 1 grau enquanto que agora houve um aumento de 1,5 graus em apenas algumas dezenas de anos. Por isso parece-me desonesto estar-se a usar o argumento de o clima ser cíclico para desacreditar quem defende que está a sofrer alterações.
    A História já nos mostrou inúmeras vezes que a natureza se caracteriza por um equilíbrio muito delicado e que a interferência humana por vezes tem efeitos desastrosos.
    Por exemplo, a destruição dos habitats devido à desflorestação, a caça excessiva, ou a introdução de novas espécies, por vezes conduzem a desequilíbrios com um efeito bola de neve que provocam a extinção de espécies ou o crescimento descontrolado de outras com consequências muito nocivas para a agricultura ou até para a saúde pública. Basta pensar por exemplo que a redução de número de morcegos tem contribuído para um aumento de pragas de insectos, entre os quais mosquitos que em certos países transmitem a malária.
    Os fenómenos climáticos são um pouco diferentes mas o tal equilíbrio também existe e só por leviandade podemos pensar que não o alteramos.
    Da mesma forma que não há provas inequívocas de que o clima está a mudar, também não as há que provem o contrário.
    Por isso, se querem um planeta melhor, ou pelo menos igual, para os nossos filhos e netos,
    por favor não neguem as alterações climáticas de forma dogmática e deixem a ciência fazer o seu trabalho.

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Junho, 2019 22:32

      Meu caro Miguel Santos, mas quem aqui negou as alterações climáticas? Onde vê isso no texto???? Leu a crónica? Viu os vídeos nele contido? Não me parece. O que o meu texto explica é que as alterações climáticas NÃO SE VERIFICAM por acção do Homem e muito menos por via do CO2. Não venha aqui afirmar coisas q eu não disse.

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      • Miguel Santos permalink
        15 Junho, 2019 14:35

        Cristina, li a crónica mas não vi os vídeos. Reconheço que fui pouco claro na resposta e não foi minha intenção deturpar as suas palavras pois quando me referi a alterações climáticas estava a falar de alterações climáticas por intervenção humana. As alterações climáticas sempre aconteceram e são um fenómeno natural.
        Deu o exemplo da pequena idade do gelo que ocorreu há 200 anos, mas há 260 anos começou a revolução industrial. Terá sido mais uma coincidência?
        Eu não sou cientista mas se o clima depende da composição química da atmosfera, quando enviamos gases para a atmosfera estamos a alterar essa composição, logo estamos a alterar o clima. Posso estar a tirar uma conclusão de forma demasiado ligeira mas parece-me perfeitamente lógica.
        Até admito que as alterações climáticas não sejam tão por culpa do homem com alguns querem fazer pensar, mas estou convicto que temos alguma responsabilidade. Por isso não devemos ignorar as alterações climáticas e todo o esforço racional para reduzir possíveis causas é bem vindo.

        Apesar disto, não chego ao ponto da esquerda que quer pôr toda a gente a andar de bicicleta. Todos menos eles, claro. A presidente da Câmara da minha cidade, que é Setúbal, tem destruído avenidas para fazer ciclovias que ninguém usa, mas ela não abdica de um lugar de estacionamento mesmo à porta da Câmara.
        Cuidar do ambiente sim, mas sem hipocrisias.

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      • Cristina Miranda permalink
        15 Junho, 2019 17:31

        Miguel, recomendo que veja TODOS os vídeos. Estão lá TODAS as respostas às suas dúvidas, muito bem explicado pelos cientistas.

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      • 15 Junho, 2019 17:58

        Quais gases?

        A questão é também essa.

        O argumento do aquecimento global apenas fala do CO2. E esse nem é poluente.

        E esse aumenta quando o clima aquece e não o inverso, dizem os cientistas.

        Também não sei a que título tudo se reduziu ao “esquentamento global”.

        É a forma mais perversa de deixar passar impune a destruição de rios, a morte de espécies a poluição de mares.

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      • Miguel Santos permalink
        15 Junho, 2019 20:23

        Cristina, não cheguei a ver os vídeos porque o primeiro que abri era mais de uma hora e não dava tempo antes do Governo Sombra, que é o único programa da televisão portuguesa que faço questão de ver!

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      • Cristina Miranda permalink
        15 Junho, 2019 20:58

        Então, assim que puder, veja. É um documentário q não passou nas nossas TV’s mas q vale a pena. Responde a todas as suas dúvidas. Veja depois também o vídeo do Expresso da Meia Noite com engenheiro Rui Moura.

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    • Cristina Miranda permalink
      14 Junho, 2019 22:33

      Outra coisa Miguel: não confunda ambiente, poluição e clima. São coisas diferentes. E este texto SÓ ABORDA o clima. Sobre ambiente e poluição falarei noutro texto.

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      • Miguel Santos permalink
        15 Junho, 2019 14:37

        São diferentes mas, na minha opinião, estão relacionadas.

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      • 15 Junho, 2019 17:28

        Miguel Santos:

        Eu também gostava de saber como estão relacionadas. Sans blague.

        Explique lá.

        A sério que não sei. Sei o que merda de dejectos a matarem vida aquática e oxigénio estragado por poluição. Mas essa poluição é CO2?

        O aquecimento é algo ao lado do espatifar do eco-sistema.

        E esse sim. É espatifado. Já o foi quando nem se sabia evitar. Agora é mesmo sabendo, pela fuçanga. O que se faz em África é um crime e absolutamente gratuito.

        Permite-se por complexo de esquerda e paternalismo como se ainda fossem os coitadinhos escravizados pelo Homem Branco.

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      • Miguel Santos permalink
        15 Junho, 2019 21:00

        zazie, gosto de ler os seus comentários e se achasse que este era uma “blague” nem me dava ao trabalho de responder 😉
        Acho que não podemos afirmar categoricamente que as emissões de CO2 não alteram o clima.
        A minha formação é em eletrónica mas tive cadeiras de química e termodinâmica e ainda me lembro de algumas noções básicas.
        Sabendo que a temperatura é um estado de vibração das moléculas, que a condutividade térmica varia de elemento para elemento, e que quando misturamos elementos químicos geralmente eles reagem e formam outros compostos, parece-me normal que ao lançarmos gases para a atmosfera o azoto, oxigénio, etc, se misturem com esses gases e dessas reações resulte uma variação da temperatura.
        Por outro lado, se alteramos a composição química da atmosfera a densidade do ar também muda, o que implica variações de pressão. Sabemos que as nuvens se deslocam das altas para as baixas pressões, logo mesmo que o envio de CO2 não aumente a temperatura, de outra forma está a alterar o clima.

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      • 17 Junho, 2019 12:11

        Miguel Santos deixe-me simplificar aí umas ideias: a única reacção química na atmosfera relevante não tem a ver com aquecimento ou arrefecimento, é 2 O3 <=> 3 O2 ou seja equilíbrio entre O2 livre e Ozono. Tudo o resto são propriedades físicas dos gases O2, N2, O3, CH4 e CO2 (oxigénio, azoto, ozono, metano e dióxido de carbono). Inbound infravermelhos calor do sol, outbound uns refletem para baixo de novo os infravermelhos aumentando a temperatura abaixo dos 10Km outros nem tanto (isto tem pouco a ver com o Homem são flutuações naturais, estão mais ligadas ao Sol e a criação de mais ou menos nuvens). Gases poluentes como refrigerantes de sistemas de frio destroiem o ozono (nada tem a ver com temperatura) e permitem a passagem de ultravioletas que destroem moléculas nas células, sem ozono na alta atmosfera não havia vida na Terra tal como a conhecemos (isto são problemas de poluição e tem a ver só com o Homem). Espero ter ajudado, se alguém quiser mais ciência pura dura e comprovada é só pedir. Só tentei por ordem nos “bois” separando das “vacas” …

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    • lucklucky permalink
      14 Junho, 2019 22:45

      “Há 40 anos quando eu andava na primária chovia no Inverno e fazia sol no Verão, agora é capaz de estar duas ou três semanas sem chover em Dezembro e estar 10 dias a chover em Agosto. As alterações no clima são cíclicas e têm havido variações de temperatura ao longo da história da Terra mas por vezes eram precisos centenas ou milhares de anos para mudar 1 grau enquanto que agora houve um aumento de 1,5 graus em apenas algumas dezenas de anos. Por isso parece-me desonesto estar-se a usar o argumento de o clima ser cíclico para desacreditar quem defende que está a sofrer alterações.”

      Lamento Miguel Santos mas isso é falta de História e arrogância geracional de que as coisas só nos acontecem a nós….

      Aconselha-se por exemplo Pensieri de Giacomo Leopardi escrito no séx XIX
      o capítulo: XXXIX

      (…)Io credo che ognuno si ricordi avere udito da’ suoi vecchi più volte, come mi ricordo io da’ miei, che le annate sono divenute più fredde che non erano, e gl’inverni più lunghi; e che, al tempo loro, già verso il dì di pasqua si solevano lasciare i panni dell’inverno, e pigliare quelli della state; la qual mutazione oggi, secondo essi, appena nel mese di maggio, e talvolta di giugno, si può patire. E non ha molti anni, che fu cercata seriamente da alcuni fisici la causa di tale supposto raffreddamento delle stagioni, ed allegato da chi il diboscamento delle montagne, e da chi non so che altre cose, per ispiegare un fatto che non ha luogo: poiché anzi al contrario è cosa, a cagione d’esempio, notata da qualcuno per diversi passi d’autori antichi, che l’Italia ai tempi romani dovette essere più fredda che non è ora. Cosa credibilissima anche perché da altra parte è manifesto per isperienza, e per ragioni naturali, che la civiltà degli uomini venendo innanzi, rende l’aria, ne’ paesi abitati da essi, di giorno in giorno più mite: il quale effetto è stato ed è palese singolarmente in America, dove, per così dire, a memoria nostra, una civiltà matura è succeduta parte a uno stato barbaro, e parte a mera solitudine. Ma i vecchi, riuscendo il freddo all’età loro assai più molesto che in gioventù, credono avvenuto alle cose il cangiamento che provano nello stato proprio, ed immaginano che il calore che va scemando in loro, scemi nell’aria o nella terra. La quale immaginazione è così fondata, che quel medesimo appunto che affermano i nostri vecchi a noi, affermavano i vecchi, per non dir più, già un secolo e mezzo addietro, ai contemporanei del Magalotti, il quale nelle Lettere familiari scriveva: “egli è pur certo che l’ordine antico delle stagioni par che vada pervertendosi. Qui in Italia è voce e querela comune, che i mezzi tempi non vi son più; e in questo smarrimento di confini, non vi è dubbio che il freddo acquista terreno. Io ho udito dire a mio padre, che in sua gioventù, a Roma, la mattina di pasqua di resurrezione, ognuno si rivestiva da state. Adesso chi non ha bisogno d’impegnar la camiciuola, vi so dire che si guarda molto bene di non alleggerirsi della minima cosa di quelle ch’ei portava nel cuor dell’inverno”. Ouesto scriveva il Magalotti in data del 1683. L’Italia sarebbe più fredda oramai che la Groenlandia, se da quell’anno a questo, fosse venuta continuamente raffreddandosi a quella proporzione che si raccontava allora(…)

      http://www.leopardi.it/pensieri.php

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      • António Queirós permalink
        15 Junho, 2019 12:49

        não vá o Miguel necessitar de tradução…

        Acredito que todos se lembrem de ter ouvido de seus anciãos várias vezes, como eu me lembro da minha, que as safras se tornaram mais frias do que não eram, e os invernos mais longos; e que, na época deles, já em relação à Páscoa costumavam deixar as roupas de inverno e levar as do estado; essa mutação hoje, segundo eles, só pode ser sofrida em maio e, às vezes, em junho. E não tem muitos anos, que a causa desse suposto esfriamento das estações foi seriamente buscada por alguns físicos, e anexada por quem o desmatamento das montanhas, e por quem eu não conheço outras coisas, para explicar um fato que não acontece: porque pelo contrário, é algo, por exemplo, observado por alguém em diferentes passagens de autores antigos, que a Itália na época romana tinha que ser mais fria do que não é agora. Isto é muito crível também porque, por outro lado, é manifesto pela experiência, e por razões naturais, que a civilização dos homens que vem para frente faz com que o ar, nos países habitados por eles, seja dia a dia mais suave: que efeito foi e é singularmente evidente na América, onde, por assim dizer, em nossa memória, uma civilização madura conseguiu parte em um estado bárbaro, e em parte na mera solidão. Mas os velhos, sucedendo no frio de sua idade, muito mais problemáticos do que em sua juventude, acreditam que a mudança que eles experimentam em seu próprio estado aconteceu com as coisas e imaginam que o calor que está diminuindo neles desaparece no ar ou na terra. Que imaginação é tão fundada, que o mesmo fato que nossos velhos afirmam para nós, os velhos afirmaram, para dizer o mínimo, já um século e meio atrás, para os contemporâneos de Magalotti, que escreveu em suas cartas de família: “ele é certeza de que a ordem antiga das estações parece ser pervertida. Aqui na Itália é uma voz comum e um processo, que não há mais meia hora; e nesta perda de limites, não há dúvida de que o frio ganha terreno. Ouvi meu pai dizer que, em sua juventude, em Roma, na manhã de Páscoa da ressurreição, todos se vestiram de estado. Agora, aqueles que não precisam vestir a camisa, posso dizer que é muito cuidadoso para não aliviar a menor das coisas que ele usava no coração do inverno “. Foi isso que Magalotti escreveu em 1683. A Itália estaria mais fria agora que a Groenlândia, se desde este ano até hoje, vem esfriando continuamente até aquela proporção que foi dita (…)

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    • Tiradentes permalink
      15 Junho, 2019 15:51

      Negar as alterações climáticas é uma “burridade” sem tamanho, porque todos sabemos que ao longo de vários milénios, o clima sempre mudou. Descobrir que ele só está a mudar agora é uma “burridade” ainda maior….. e atribuir-lhe causas não verificáveis por métodos não científicos já é má -fé e abuso da ignorância dos outros. Sejam eles “de direita” ou “de esquerda” porque a idiotice não tem lado. Entristecer por ser “de direita” e atribuir isso às alterações climáticas é mais uma daquela esquizofrenia social que afecta os nossos tempos.

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  16. Artista português permalink
    14 Junho, 2019 22:43

    Cristina, muito bem! Nem precisa de coragem. Basta ouvir estes críticos aqui em cima, edições requentadas de Artures Batista da Silva, para certificar de que não é apenas nas alterações climáticas que se deturpam dados ou factos. O politicamente correcto alimenta-se disso mesmo.

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  17. 14 Junho, 2019 22:59

    Há ciclos solares, que influenciam o “clima” local, com a duração de um dia.
    Há cilcos solares, que influenciam o “clima” local, segundo a inclinação do eixo da Terra, que têm uma “duração” anual.
    O ciclo oceânico El Niño, com influência climatérica quase semi-global, e têm frequência média de 4 anos. Mas pode aparecer entre os 2 e os 7 anos.
    A Eras glaciais e deserificações que ocorrem na ordem dos milhares de anos: “The last glacial period ended about 15,000 years ago”.

    Isto nada tem a ver com os automóveis a diezel/gazolina, nem com os aviões, nem com os navios de cruzeiro.
    A ocorrência de fulaninhos como Al Gore, e outros que tais, ocorrem infelizmente mesmo sem ser em ciclos regulares, mas provocam, ou podem provocar alterações no clima emocinal de cabecinhas mais débeis, como se vê na conhecida “opinion maker” nórdica.

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  18. Zé Manel Tonto permalink
    14 Junho, 2019 23:28

    Por motivos que não vale a pena detalhar, tive que ler o texto do acordo de Paris.

    É fundos para aqui, dinheiro para ali, sempre no mesmo sentido, países Ocidentais para o terceiro mundo.

    O problema que temos pela frente é a quantifdade de lobotomizados que nos rodeiam. Quando o Presidente Trump decidiu retirar os Estados Unidos do acordo de Paris, tive uma conversa com ambientalistas/feministas/esquerdistas (patetas, em resumo), que diziam que isso se devia a interesses (nunca sabem especificar que interesses são esses).

    Eu fiz umas quantas afirmações/perguntas, que até hoje nenhum destes robots me soube responder, e a reacção é sempre uma cara de vazio mental, como se não conseguissem processar a informação.

    Se há interesses nisto das “alterações climáticas”, vamos ver quem é que ficou indignado quando Trump, ainda em campanha eleitoral, disse que tirava os USA do acordo de Paris:

    a) Senhora Merkel. Quantas empresas alemãs produtoras de torres eólicas e tecnologias associadas existem? Quanto dinheiro a Alemanha ganha em exportações? Interesses?

    b) Obama e Hillary. Os lobbys das renováveis e do carro eléctrico fizeram doações de campanha para quem? Interesses?

    c) China e Índia. Milhões de dólares que já não vão receber do contribuinte americano. Fábricas que iriam fechar nos USA devido a legislação de emissões mais apertadas, que teriam que passar a produzir noutro local (e para onde vão as empresas Ocidentias que se deslocalizam?). Interesses?

    d) Cientistas que são pagos e todo o seu rendimento depende de produzirem estudos que demonstram que existem alterações climáticas causadas pelo Homem, para continuar a pingar dinheiro. Interesses?

    Façam estas perguntas aos robots das “alterações climáticas” e vão ver a cara de espanto. Nunca lhes ocorreu que pode haver mais nesta história toda que um simples desejo altruísta de salvar o Mundo.

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    • André Miguel permalink
      15 Junho, 2019 07:28

      Eu também faço uma pergunta aos “robots” e ainda hoje aguardo resposta: o desporto automovel paga impostos ou taxas sobre o CO2 tal como nós pagamos pelas nossos carros?

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      • 15 Junho, 2019 11:03

        André Miguel a resposta é sim. Todo o combustível que entre em qualquer pista do mundo sai de uma refinaria logo obedece aos impostos locais. Os combustíveis “especiais” usados e pista são apenas combustível normal (tipo gasolina 95) que é acrescentado de potenciadores de queima e/ou antidetonantes (não se usa tetra etil chumbo, esteja descansado, onde o preço não conta há coisas muito mais eficazes e neutras para o ambiente)

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      • André Miguel permalink
        15 Junho, 2019 12:54

        Jorge, não me refiro a esses impostos, mas à parcela do ISV que incide sobre as emissões de CO2 quando compra um automóvel novo. As marcas também pagam sempre que colocam um automovel novo em pista? Ou só nós contribuintes por uma carripana que emite 10 vezes menos que um F1?
        E se a urgência climática é assim tão grande porque não reduzem o nr de provas de competição ou o nr de veiculos e duração das provas? Pois…

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      • 15 Junho, 2019 13:16

        Bem visto André Miguel. Não, não pagam, nem pagamos nos carros de track day nem nada mesmo de pista. Porque eles estão-se nas tintas para 0,5% dos carros. Mesmo desses há muitos que até tem matricula, mas como não andam na estrada nunca a tem posta, contudo um dia no passado pagaram a algum estado para existir.

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  19. Jornaleco permalink
    14 Junho, 2019 23:47

    Citação:
    “[…] Ameaças e acusações de que estava ao serviço dos interesses petrolíferos. [..]”

    Tantos anos aqui a falar, “discutir”, argumentar sobre e contra a esquerda (fascista) e não compreenderam ainda que ela só ilude, só engana para impor o quer que seja?

    À esquerda só interessa os seus interesses. O interesse em roubar, enganar, estragar, foder com gatos e serpentes, ir ao cu um do outro, viver a perversidade e impor a decadência.

    Contra estes fascistas só ajuda uma única arma.

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  20. JMS permalink
    15 Junho, 2019 02:32

    Excelente post, Cristina e os meus sinceros parabéns pela coragem de ir contra a corrente de estupidez que grassa nos dias de hoje.

    Quando somos bombardeados com toneladas de imbecilidades, fruto da estupidificacao global (em curso há várias décadas), ler um texto destes é uma lufada de ar fresco e que foge da completa imbecilizacao a somos sujeitos diariamente.

    Explicar às pessoas que:

    1) O clima não é estático, é dinâmico,

    2) O “homem” (esse vilão!) não conseguirá, nunca, pela sua “mão”, causar qualquer alteração climática,

    3) A ausência, no discurso vigente, das palavras sol e oceanos, como os únicos reguladores do clima no nosso planeta,

    4) O aparecimento de “fenómenos” como a Greta só contribuem para nos envergonhar como seres humanos,

    5) António Guterres seria o único ser humano a prestar-se às tristes figuras que faz todos os dias como secretário-geral da ONU, onde geralmente se afunda no lodo ou pântano que ele próprio cria ou, neste caso, ajudado por outros,

    Dizia eu, explicar estas coisas tão simples, às pessoas é virtualmente impossível.

    O problema não é apenas nosso, é um problema global. Daí a dificuldade.

    Um agradecimento especial à comunicação social que, enquanto houver um único ser pensante ao cimo da terra, não desistirao de fazer possíveis para o demover de exercer a coisa mais natural: pensar.

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  21. Jorge Pacheco de Oliveira permalink
    15 Junho, 2019 03:20

    Parabéns à Cristina Miranda por ter publicado este texto tão interessante e elucidativo.

    Fiquei particularmente satisfeito por ver novamente o vídeo do meu saudoso professor e colega Eng. Rui Moura numa participação no Expresso da Meia Noite. Com ele escrevi vários posts no blog Mitos Climáticos e juntos demos forma a um livro publicado em Maio de 2008, intitulado “A Ficção Científica de Al Gore”, a partir da tradução de um minucioso trabalho escrito para o Congresso americano por Marlo Lewis Jr, membro do Competitive Enterprise Institute.

    Como se sabe, o escândalo que ficou conhecido por Climategate teve origem na revelação, em duas fases, em Novembro de 2009 e em Novembro de 2011, de milhares de e-mails trocados entre os cientistas que lideravam a promoção do alarmismo climático, os quais revelavam nesses e-mails uma total ausência de escrúpulos.

    No entanto, de forma vergonhosa, por obra e graça de uma barragem de cumplicidades, todos eles foram isentados de responsabilidades e continuaram alegremente nos seus postos de trabalho a desempenhar as mesmas tarefas pseudo-científicas e a amedrontar todo o mundo com o anúncio de uma tragédia climática provocada pelo Homem.

    Depois da eclosão do Climategate custa a crer que ainda alguém se deixe impressionar pelas afirmações fantasiosas dos alarmistas climáticos. Mas infelizmente, a par de muitos dirigentes políticos internacionais, com honrosas excepções, em que se inclui o actual POTUS, também o actual Papa faz parte desse conjunto de pessoas e, para nossa vergonha, também o actual Secretário Geral da ONU.

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  22. Jornaleco permalink
    15 Junho, 2019 06:51

    Eu venho lembrar, que na universidade do Porto teve no ano passado lugar um pequeno encontro, uma pequena conferência, organizada por uma instituição alemã, com professores “inteligentes”, que demonstravam, muito bem, porque é que as alterações climáticas, o suposto aquecimento global, não, nunca pode ser influenciado pelo caríssimo ser humano.

    O ser humano aqui é inocente!! 100 (cem) por cento!

    E o encontro no Porto em 2018 decorreu em plena paz? Segundo o que eu li, não. Ouve uns idiotas lenistas-marxistas, que são asnos, que adoram mentir, que nada gostaram, da livre circulação de ideias e de provas, que tentaram, impedir pessoas pensar em/ao alto. E em Portugal.

    Apontem bem os nomes desses asnos da esquerda fascista, que apoiam esta vigarice. Um dia vai ser preciso. Porque muitos vão negar alguma vez ter dito coisa tão maluca.

    O instituto chama-se: Eike-Klima-Energie.eu

    Até agora venceu todas as batalhas, contra os asnos da esquerda fascista.

    Prova da perversidade, da decadência da esquerda fascista:
    Eles nos anos de 1960 combateram a autoridade, qualquer autoridade. Não foi por não gostar de ser autoritário. Eles não são contra a autoridade. O problema é que só eles é que querem ser autoritários. Eles querem mandar nos outros. Eles foram contra, mas só para se impor agora como autoridade. Foi um truque. Usam a democracia para a transformar numa ditadura.

    A ditadura dos asnos. Abaixo com o 25 de Abril.

    E a perversidadae chega, vai mais longe. Eles também pervertem a prova científica. Nada sabem, nada percebem dela.

    Acresce, ainda muito, muito pior, seria SEMPRE mais barato, e mais inteligente, reagir ao suposto aquecimento global. Sempre! A melhor estratégia é sempre esta. Mas não, estes perversos, que vão ao cu um do outro, nem isso querem: teimosia. Os asnos são quase sempre assim.

    O sistema actual ainda produz riqueza, e estes asnos do clima, querem destruir o sistema, para depois viver em pobreza. Idiotas!!

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  23. ingenuo permalink
    15 Junho, 2019 08:49

    Como é do conhecimento de todos, o marxismo-leninisto-estalinista perdeu em toda a linha, politica, social e económica. Os antigos países socialistas da Europa eram os mais pobres quando finalmente o muro de Berlin caiu. Hoje em dia, só existem 4+1 países a nível mundial que persistem nesta tontaria, mas todos eles com especifidades próprias:

    Cuba: o país mais pobre do continente americano. O “socialismo” revolucionário caribenho, que apenas conseguiu transformar a familia Castro numa das mais ricas daquela zona. Tudo o resto. puff. A Costa Rica bate-os em todos os pontos…
    Vietnam: comunismo indigena, de forte pendor nacionalista e ligado ao movimento independentista dos anos 50/60 que levou à criação do estado vietnamita após controlo colonialista francês (a antiga Indochina). Hoje está a tentar posicionar-se para ser a substituta da China como destino preferencial do investimento ocidental. Ironicamente já é o principal destino de investimento privado chinês que começa a deslocar produção para lá, para poupar nos ordenados…
    China: capitalismo selvagem dirigido por um sistema de partido único. Foi o grande Deng Xiaoping que viu que a China rápidamente caminhava para uma implosão. Não era uma questão de “se” mas apenas de “quando” é que isso aconteceria. Deve-se a ele as famosas palavras “enriquecer é glorioso” e é um dos principais mentores deste “socialismo com caracteristicas chinesas”. Marx e Mao já ficaram pelo caminho à muito tempo.
    Coreia do Norte: reino dos malucos. Nem vale a pena falar sobre esta desgraça nem sobre a “ideologia juche”…. os queridos lideres daquele país já demonstraram a todos o que realmente valem.

    Finalmente o +1, a coqueluche da esquerda nacional e internacional, a Venezuela. Tudo corria bem até a inflação chegar aos quatro digitos (actualmente está nos 1.304.494,00 – fonte: https://tradingeconomics.com/country-list/inflation-rate) e pessoas morrem nos hospitais de subnutrição e com falta de medicamentos e de tratamentos. Número de venezuelanos que tiveram que fugir do país: 1,5 milhões de pessoas. Esta é a estimativa conservadora. A real será pelo menos de 4 milhões de pessoas.

    Através disto, sabemos porque é que esquerda foclórica e urbanita mundial gosta tanto das alterações climatéricas:

    Aquilo que acreditou toda à vida revelou-se, quando aplicado, um desastre total (em alguns casos ao nível de genocidio como o Holodomor, Cambodja e o grande salto em frente de Mao);
    Todo o seu nível de vida actual, fruto de uma sociedade de cariz liberal democrático e capitalista, é posto em causa derivado de alterações climatéricas. Para pessoas orfãs do ponto de vista ideológico e do lado errado da história, é como água fresca no deserto. Agarram-se a isto como lapas, nem que ponha em causa muito do que as sociiedades onde vivem conseguiram obter para todos a nível de conforto material;
    E chegamos ao ponto final, o qual a esquerda foclórica tem em comum com a extrema-direita: uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. Ou será que não? Por agora, neste tema, a “narrativa” deles é a que está a ganhar tracção junto da opinião publica mundial. E que discorda. pimba! até os perseguem…

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    • Jornaleco permalink
      15 Junho, 2019 10:12

      Falta só esclarecer um pormenor muito pequenino. Muito.
      A dita extrema direita. Onde é que a avistou? Alguma vez?

      Dito de outra forma. A extrema direita, o que é isso? Em quê consiste?

      A verdade nua e crua: uma invenção dos asnos da esquerda fascista para ocultar os crimes cometidos pela esquerda fascista. Porque é que não se fala dos crimes de Mao, de Estaline, dos cometidos em Camboja? Et cetera. Esses é que têm prioridade absoluta.

      Não venha agora com a cantiga de Hitler. Hitler foi um socialista, um membro claro, da esquerda fascista. A esquerda não gosta? Igual. A lógica não se interessa do que os asnos da esquerda gostam ou não. Eles que se fodam todos. Com gato ou sem gato. A esquerda não tem o monopólio e a autoridade que dizem ter. Asnos são asnos e querem só cenouras. Mais nada.

      Extrema direita.
      Eu até hoje não sei o que é a direita.

      A esquerda mente. Quem não mentir, pertence aonde?
      A esquerda rouba, de manhã à noite. Quem não roubar, mas governar bem e inteligente, pertence a qual grupo, por favor?

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  24. Pedro Fernando permalink
    15 Junho, 2019 09:01

    O humilhante destino dos negacionistas das alterações climáticas de origem humana … acabar a pedir desculpa ao cientista do stick de hóquei:
    https://buff.ly/2WILmyu

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    • 15 Junho, 2019 14:40

      ò fanático papagaio- és tão mongo que nem percebes o que copias?

      Não sabes ler, pois não?

      O tal Man apenas ganhou desculpa por ataques pessoais. Mais nada. No resto, até se confirmou que havia manipulação e fraude científica.

      «In a message posted to its website, the Frontier Center apologized for publishing “untrue and disparaging” comments about Mann.

      Although the Frontier Center for Public Policy still does not see eye to eye with Mr. Mann on the subject of global warming and climate change, we now accept that it was wrong to publish allegations by others that Mr. Mann did not comply with ethical standards,” the think tank wrote in part.»

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      • Pedro Fernando permalink
        15 Junho, 2019 14:51

        Não, não se confirmou nada isso, antes pelo contrário, com vários estudos independentes e usando outros métodos que reconfirmaram o famoso stick. Sobre a pretensa manipulação está tudo explicadinho aqui:
        https://skepticalscience.com/Climategate-CRU-emails-hacked.htm

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      • 15 Junho, 2019 14:54

        ò mongoloide- qual é a questão em causa?

        Que o clima muda, e aquece e arrefece ou que a culpa disso é do capitalismo?

        Responde breve e explica-me lá onde entra a poluição de lixo sem tratamento e despejado no mar, em Africa e a ´´Asia.

        Explica lá onde está a poluição no calor e inexistência de rios e mares estragados e vida marinha morta só por aumentar a temperatura e que ressuscitam se andarmos todos de bicla e sem telelés nem transportes nem nada industrial.

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      • Pedro Fernando permalink
        15 Junho, 2019 15:00

        Responder a quê? Ao churrilho proveniente de meio neurónio dependurado, ainda por cima auto-confessado ignorante? Estude, que a ciência não é uma democracia – está certa independentemente das opiniões.

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      • 15 Junho, 2019 14:57

        Ainda nem devias saber gatinhar já eu era ecologista.

        A única pessoa em quem votei na vida por gosto e mesmo para eleger foi no Ribeiro Telles.

        Só que ecologia acabou- agora é pacote de panascas e LGBTs e feministas e putedo que é contra ter-se filhos, porque é mais ecológico ter cão e a favor da eutanásia de humanos para salvar calhaus, baratas e ratazanas.

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      • 15 Junho, 2019 15:41

        Este imbecil é de tal modo mongo que acha que passa por inteligente chamando os outros de estúpidos sem precisar de responder ou argumentar à mais pequena questão.

        ò retardado mental- eu, mesmo dizendo que nada sei, ainda consigo argumentar e colocar questões e dar respostas até às interrogações.

        Tu és um fanático que só sabe insultar e fazer copy paste de merdas que nem entendes e nem consegues sustentar.

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      • 15 Junho, 2019 15:43

        Tu és o exemplo de gente que já tem a cabeça feita e adopta qualquer treta do pacote de modo acéfalo.

        Pareces um propagandista das testemunhas de Jeová . Mas esses ainda conseguem argumentar e explicar. Tu é só links e insultos como se achasses que a tua imbecilidade passava despercebida ao chamares aos outros o que tu próprio és.

        Um retardado com quem não merece a pena sequer perder tempo. Vales tanto para um debate como um cão a rosnar.

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    • 15 Junho, 2019 14:51

      E mais aqui o resto da historieta, ó imbecil.

      Política. Tudo política e apenas em tribunal a coisa teve pedidos de desculpa por trocadilho associado a uma treta pedófila de outro.

      “National Review humorist Mark Steyn took his usual mockery to another level. According to court documents, Steyn cited excerpts of the CEI blog in a July 2012 article, called “Football and Hockey,” while calling Mann “the Jerry Sandusky of climate science.”

      Esse Sandusky era o pedófilo do artigo onde se misturavam as coisas

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      • André Miguel permalink
        15 Junho, 2019 15:07

        “Só que ecologia acabou- agora é pacote de panascas e LGBTs e feministas e putedo que é contra ter-se filhos, porque é mais ecológico ter cão e a favor da eutanásia de humanos para salvar calhaus, baratas e ratazanas.”

        Demolidor e brilhante!

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  25. 15 Junho, 2019 10:40

    Estranho não aparecer aqui o cientista-eremita de serviço para fazer contraditório com erudição.

    Pela minha parte não sei se o CO2 é ou não é responsável por alterações climáticas, ou outros efeitos nefastos.
    Como não sei se o ser humano interfere nessas estritas alterações de clima.

    Sempre suspeitei da boa e antiga ecologia- que eu própria sempre defendi, com outros pressupostos que não os jacobinos, tivesse sido esquecida em prol deste único pacote de “esquentamento capitalista”.

    E daí os porcalhões terem-se tornado intocáveis por estarem em maioria nos países dos tadinhos africanos e tadinhos lá longe, sem a culpa do “homem branco”.

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    • 17 Junho, 2019 12:56

      “Pela minha parte não sei se o CO2 é ou não é responsável por alterações climáticas, ou outros efeitos nefastos.
      Como não sei se o ser humano interfere nessas estritas alterações de clima.”

      Ou seja, sou burro, e prefiro continuar a ser burro, e a acreditar em outros burros.
      De facto porque nos devemos preocupar com a sobrepopulação? Se a maioroa são burros, um dia destes acaba tudo.

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  26. 15 Junho, 2019 10:45

    Quando digo que não sei é porque não estudei. E estudar isso como deve ser não é por vídeos youtube.

    Aliás, estas coisas científicas acabam por ficar no próprio meio, precisamente por não estarem ao alcance do cidadão comum.

    Quanto muito pode-se apanhar debates entre eles e provas entre eles.

    A explicação do dinheiro que move é um tanto falaciosa que isto de pacotes e arregimentados que os vendem (as Brand- como diz o Muja que vai ao Portadaloja) servem todos.
    Todos podem lucrar com algo e o seu contrário. Brand é isso mesmo- pacotes mediáticos de mercado.

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  27. 15 Junho, 2019 10:48

    Agora o que sei e conheço até directamente, é que a palavra ecologia foi banida. Precisamente porque implica equilíbrio e os novos histerismos são desequilibrados, negando até a própria natureza.

    E vêm das universidades. Aí é que começa tudo, Depois arregimentam gente nova apalermada com cabeça feita e prometem-lhes mestrados e coisas assim, com alto gabarito, como uma tuga especializada em ursos polares que acabou a vender fatos de treino na Decathlon.

    Esses tipos das faculdades é que inventam tretas para manterem o lugar. Meia dúzia vive disso, o resto faz a onda e espalha em esquema ponzi.

    Eles prometem grandes lugares de trabalho e apenas poucos conseguem qualquer treta na área. O resto vende bonecos de pelúcia e livrinhos e cursinhos do sacana-mor que já é vedeta.

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  28. Celio Fernando Soares permalink
    15 Junho, 2019 10:56

    Comentário interessante e com factos que eu desconhecia.
    Ou ver a página da Wikipédia, menciona que “Eight committees investigated the allegations and published reports, finding no evidence of fraud or scientific misconduct.[15] The scientific consensus that global warming is occurring as a result of human activity remained unchanged by the end of the investigations.”
    Sera que isto não eh um ponto relevante para o seu artigo?

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    • Cristina Miranda permalink
      15 Junho, 2019 16:47

      Nos vídeos que estão no final do texto, depois de os ver todos, verá que essa abordagem é feita pelos cientistas denunciantes da fraude. Veja tudo até ao fim.

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  29. 15 Junho, 2019 12:47

    Como, de facto, tirando a escologia da poluição com merda a rodos e sem etars, como em África, pouco ou nada sei da questão, a pergunta que deixaria a quem sabe era logo esta:

    Que outras coisas acompanha a largada de CO2 e quais as diferentes formas como pode ser emitida. Ou seja- sempre que há libertação de CO2 ela é pura? sem mais nada?

    A outra- a tal medição dos efeitos que estes negam interferir no aquecimento.

    A emissão de CO2 e os seus efeitos podem medir-se a quanto prazo?

    Ou seja- os efeitos são o mesmo na altura ou mudam na altura e aparecem outros em tempos posteriores.

    De todo o modo, se foram maiores sem industrialização, a questão até já está respondida.

    Se tivesse havido industrialização em tempos recuados a esse aumento, sim. Podia falar-se em efeitos ao retardatário e alargar para os actuais

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    • 15 Junho, 2019 13:26

      Precisamos de mais dados para responder com certeza zazie, contudo é absolutamente certo que nos últimos 40K anos não andou por aqui outra civilização e a temperatura média já foi bem mais alta e os mares mais elevados e muito mais fria e a Terra coberta de gelo até ao paralelo 35 (Norte de Africa). Os mares subirem e descerem pode ser uma falácia, pois todo o sistema de tectónica de placas faz com que zonas subam e desçam em relação umas às outras. Donde o conceito de subida das águas é extremamente relativo. O Guterres na foto do “Pantano” em que se encontra (a fotografia era dentro ou nos jardins da ONU?) … LOL … estava num caso que há uma subida do nível da água que é no meio do Pacifico. Contudo se as previsões dos anos 80 fossem correctas as nossas rias, Aveiro e Formosa, já tinham entrado terra dentro. Eu sou apenas engenheiro químico, deixemos a palavra a climatólogos independentes … se é que os há …..

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      • 15 Junho, 2019 14:34

        Claro. Mas isso toda a gente sabe. Que a temperatura já foi mais alta não é a questão.

        A questão pertinente é que eles dizem que é a subida de temperatura que aumenta o CO2 que, por sua vez, cria o efeito estufa que eles consideram ser coisa menor.

        A minha pergunta é outra- que outras tretas podem ser expelidas juntamente com o CO2 de produção humana, tipo carros e coisas assim.

        Ou seja- se o do mar é maior, ele não vem acompanhado de porcarias industriais.

        Como sou ignorante nestas coisas, eu nem sei então o que é a poluição atmosférica que é um facto real e que obriga até em muito lado as pessoas a usarem máscaras e o oxigénio estar em muito menor grau.

        Em relação à medição do CO2 também não sei se tem efeitos contrários a curto e longo prazo. A curto dizem estes que até diminui a temperatura.

        Mas também dizem que a longo a temperatura volta a aumentar e aumenta a libertação do CO2 retido.

        Portanto, estas coisas é que são ecologia- sistemas em permanente desequilíbrio mas que tendem para os repor naturalmente.

        Naturalmente é o oposto dos desequilíbrios dos progressistas do mundo-às-avessas

        Se fossem mesmo ecologistas suicidavam-se.

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  30. 15 Junho, 2019 12:50

    ecologia. A palavra agora só é empregue pelos verdes-comunas .O que não deixa de ter piada porque esses são conservadores e não tendem a fazer tanto upgrade de linguagem.

    Eu digo ecologia e não abro mão disso. E os ambientalistas ficam fulos porque depois estraga-lhes o pacote vegan de até estarem com ideias de tornarem os animais domésticos vegetarianos.

    Qualquer revolucionário ou progressista tem de ter pó a tudo o que significa equilíbrio- equilíbrio de sistema.
    Eles existem para causarem desordem e desequilibrarem tudo

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  31. 15 Junho, 2019 17:32

    A última pergunta, de forma mais clara:

    Os gases tóxicos lançados por todo o lado, produto, esses sim da industrialização, dependem da redução do CO2 e sem isso nem existem ou podem ser evitados?

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    • 17 Junho, 2019 12:16

      Podem ser evitados e nada tem a ver com o CO2. Contudo há emissões naturais e maioritárias desses gases por formas naturais como o vulcanismo.

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  32. Jornaleco permalink
    15 Junho, 2019 18:19

    @ MIguel Santos (14 Junho, 2019 22:23)

    A coisa é muito, muito, mesmo muito simples.

    A única maneira de provar a sua mentira, seria fazer um experimento. Só que não existe experimento que prove a sua mentira. Falo claro?

    Experimentos em laboratórios estão excluídos. Lógico.

    A coisa com a vaca de ouro (ciência, muitos falam sobre ela, muito poucos percebem como ele funciona) é muito simples. O tema é demasiado complexo para qualquer ser humano.

    A solução mais inteligente, mais lógica, mais barata, é deixar suceder tudo como suceder e proteger-se da melhor maneira.

    Agora o que o asno do Guterres, o Zorr(inho) do PS, andam a fazer, isso é um crime. O actual sistema é o melhor para o ambiente e para a natureza. Lógico.

    O problema aqui é você que não percebe as coisas, e não é um deus. Lógico.

    Vivam as alterações climáticas, viva o ser humano.
    E deixem por favor ambos em paz. Por favor.

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  33. Antonio Monica permalink
    15 Junho, 2019 21:02

    Ainda falavam do “cassete” Cunhal!!!
    Aqui a “coisa” não de faz por menos. Cem (100) vezes se repete ” não confunda, ambiente, poluição e clima” e tal ….. e tal ….. fraude para cima e fraude para baixo.
    Parece que engoliu um gravador.
    Não faz” puta ideia” daquilo que diz.

    Viu uns “filmezecos”, com umas afirmações, convenientes e zás. Decide ser cientista.
    Fala de clima e aquecimento global, com esta prosápia toda, mas não sabe o que é um “watt”.
    Recomendo – lhe vivamente, que se “apaixone” termodinamicamente, por algum conhecimento, que lhe permita, falar destas coisas, sem ser a “atirar pedras ao ar”.
    Calor (energia), é algo, que está fora do entendimento de gente que para justificar opiniões, vê filmes. Vê uns, mas….poderia bem ver os outros.

    E já agora, só por “porque sim”. gostava de saber, onde cursou “climatologia” e se nessa Universidade, deram a cadeira de termodinâmica.

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    • Cristina Miranda permalink
      16 Junho, 2019 09:29

      Meu caro António, quem tem de explicar porque me insulta em vez de fazer um contraditório com FACTOS para sustentar o que afirma, é você. Porque o que eu afirmo, é com base nos testemunhos dos cientistas (sim, cientistas) que falam no 1° documentário anexo ao texto e no 3° vídeo do Expresso da Meia Noite com o nosso saudoso Eng. Rui Moura. Portanto, as suas perguntas tem de ser dirigidas a eles e seus insultos também. A propósito, o insulto é a arma dos ignorantes. Ah! E não filmezecos. O primeiro é um documentário. Só não passou nas nossas TV’s porque o regime não deixa q saibamos a verdade dos factos.

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      • 17 Junho, 2019 13:02

        Desde quando alguns cientistas de valor duvidoso (alguns deles conhecidos pelas teorias descabidas), têm mais valor que milhares, alguns deles com prémios Nobel? E se não percebe os argumentos cientificos porque acredita neles e não em outros? Ou prefere acreditar nos que estão mais próximos da sua raiz ideológica?

        Porque razão teriamos de colocar questões ao Eng Rui Moura? Que curriculo tem ele comparado com cientistas que há mais de 3 décadas estudam e têm acesso a dados de volume descomunal?

        Quem tem de apresentar contraditório é a Cristina. Não basta pegar em 3 ou 4 videos patetas e fazer de conta que prova seja o que for.

        Ps: Sabe que existem documentários sobre a terra ser plana? Também acha que é o “regime” que quer esconder os factos?

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      • Cristina Miranda permalink
        17 Junho, 2019 20:49

        Meu caro, leia também TODOS os comentários aqui. Estão a fazer um bom contraditório a tudo obq afirma sem base científica. Leia se faz favor.

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  34. Maria permalink
    16 Junho, 2019 02:07

    Mais um grande texto Cristina. Este ainda por cima foi/é extremamente esclarecedor não só pelo tema como pelos excepcionais vídeos que recomenda. Muitos parabéns. Um cientista inglês de muito prestígio, David Kelly, há cerca de dez anos ou quinze anos (cito de memória o nome e a data, mas posso errar num e noutra) quando poucos ou nenhuns cientistas ousavam abordar tal assunto apontando os erros clamorosos que estavam por detrás de tão falsa propaganda, tentou denunciar a patranha do aquecimento global através de provas concludentes que demonstravam que um tal aquecimento era de todo impossível. Pouco tempo depois apareceu morto numa mata próximo de sua casa onde, foi depois dito nas notícias, costumava passear… (a sua mulher negou tal facto porque ele nunca tinha ido passear para essa mata, não tinha esse hábito). A investigação disse que ele se suicidou… Depois dele, outros renomados cientistas ‘morreram por causas desconhecidas’… e todos pelos mesmos motivos. Os métodos empregados variaram como convinha.

    O Guterres é uma completa nódoa em todos os aspectos e não só como Secretário Geral da ONU. Neste cargo então nunca se viu um secretário geral tão incompetente e tão zéquinha. E antes ele como alto comissário para as imigrações idem aspas, aspas idem. Quando ele foi primeiro ministro (lá colocado pelo PS, está claro) esteve pouco tempo no cargo porque se provou (pelos artigos dos jornais e por algumas afirmações do próprio Soares) ser um desastre total ou seja, um impreparado para o cargo como se comprovou. Abandonou o cargo ràpidamente (de certeza deposto pelo dono disto tudo) alegando que a política estava “num pântano”.

    O Constâncio é outra nódoa de se lhe tirar o chapéu. Foi secretário geral do PS sabe Deus por que bulas… Passou anos no Banco de Portugal (lá colocado pelo PS/maçonaria, como em todos os cargos que se seguiram) e enquanto lá esteve (tempo demais) foi pior que mau como (não)-regulador de todos os bancos públicos e privados – sendo essa sua estrita obrigação e dever – deixou cair o BPN através da sua nacionalização (obra de Sócrates com a sua conivência e os contribuintes a pagar milhões com tão criminosa decisão), deixou roubar obscenamente o BCP e fez o mesmo fechando os olhos a um escandaloso empréstimo de centenas de milhões à CGD feito por um tal Berardo (novamente com a participação encapotada de Sócrates).

    Todos os culpados desta tragédia financeira culpam Berardo de estar a dever (e a não querer pagar) os tais milhões à dita CGD mas curiosamente (ou alvez não) tudo quanto ele fez foi a instâncias d’alguns políticos da altura e com o beneplácito dos vários governos e a cobertura do sistema. Como paga por ‘tão grandiosa prestação de serviço’ no BdP durante tantos anos – um ano já seria demais – foi-lhe oferecido o cargo de vice-presidente no BCE!!!, com o patrocínio do PS/maçonaria e a conivência dos restantes partidos. E volta e meia vem um aldrabão socialista, comunista ou até o cretino ex-MRPP Rosas dizerem sem se rir que é uma grande honra um português ocupar um tão alto cargo na ONU e outro português no BCE!!! É preciso muito descaramento, cinismo e hipocrisisa, mas nestas ‘qualidades’ todos eles são peritos.

    E viva esta esplendorosa ‘democracia’ que pariu o ‘grande’ PS, seu primo-irmão PC e o BE – filho adoptivo daqueles dois. E viva ainda este regime/sistema que permitiu (com muitas reservas e sem esquecer os pactos de sangue) que os restantes partidos supostamente de direita façam parte do dito. E vivam os biliões de euros, anteriormente contos, que os políticos, suas famílias e amigos têm vindo a meter no bolso ou melhor, em vários off-shores, desde há quarenta e cinco anos bem contados.
    Maria

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    • Maria permalink
      16 Junho, 2019 03:32

      Esqueci-me de acrescentar que o Constâncio, durante os anos em que esteve no BCE, em todas as conferências de imprensa filmadas ele entrava na sala, sentava-se, ficava mudo e saía calado. De certeza que foi uma nulidade como vice, estava lá porque de cá (de Portugal) o empurraram para o cargo – a maçonaria manda e os socialistas obedecem. Numa palavra: no BCE ele era um verbo d’encher. Como já o havia sido no PS e depois no BdP. Houve um socialista qualquer que chegou a dizer sem se engasgar, que Constâncio era uma sumidade! Vergonha é um sentimento que esta politicagem desconhece.
      Maria

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    • 17 Junho, 2019 13:04

      David Kelly não é um cientista de prestigio… é visto pelo resto da comunidade como alguém que se vendeu a interesses monetários e que desatou a disparar teorias da conspiração. Rebatendo tudo, mas nunca provando realmente nada.

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  35. Pedro Fernando permalink
    16 Junho, 2019 08:01

    Sim, é o Sol, a órbita terrestre e os vulcões tal como diz a NASA e é aqui demonstrado:
    https://www.bloomberg.com/graphics/2015-whats-warming-the-world/

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  36. A. R permalink
    16 Junho, 2019 10:24

    Depois uns coitadinhos dizem alguma coisa como: devido ao degelo, encontraram nos Alpes um homem que terá morrido de frio à milhares de anos ao atravessa a cordilheirra … isto prova o aquecimento global.

    Valha-me Sto António (para lembrar a época): então ou o homem se enterrou antes de morrer ou já na altura o gelo não era tão espesso. E é isto que vemos: paixões tolas e ausência total de capacidade crítica.

    Isto das “alterações climáticas” é um tema de “pseudo-investigação” que se tornou no que se chama carneirada científica: uma oportunidade de negócio como um um pequeno tufo de erva onde acode o rebanho.

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  37. 16 Junho, 2019 10:39

    esta crónica vai para o meu repositório de tesourinhos deprimentes. Então a última parte de que não influenciamos o clima é para rir. Acreditar que podemos destruir o ambiente e o clima fica na mesma é brutal é não perceber como as coisas funcionam. Se mexemos com uma parte mexemos com o resto, está tudo interligado e mesmo de uma forma tão íntima que ainda não compreendemos tudo a 100%, mas o que já é compreendido dá razões de de sobra para estar preocupado. E a física, a termodinâmica e em parte a química dizem-nos que se continuarmos como estamos vai haver consequências graves, e elas dizem sempre a verdade, não precisam de twiter nem sites de fake news para mostrar que mandam. Se elas prevêem já muito bem o tempo a curto prazo, porque razão não haveriam de prever o futuro, ou as leis da física, química e termodinâmica têm limite de validade?

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    • Cristina Miranda permalink
      16 Junho, 2019 10:57

      Deprimente é você. E chega a meter pena. Não consegue fazer contraditório apenas insulta. Isso é próprio de gente ignorante. O texto foi TODO ele sustentado com base em testemunhos de cientistas. NÃO SÃO AFIRMAÇÕES MINHAS. Nos vídeos em anexo, o 1º ter vários cientistas que de viva voz explicam a ignorantes como você porque aquelas afirmações que fiz( e que repito não são minhas) são verdadeiras e com bases científicas. O último vídeo, é do Expresso da Meia Noite onde o Engº Rui Moura desmonta a falácia passo a passo. Quer continuar ignorante e carneiro desta agenda política, força! é lá consigo mas não volte aqui pra insultar ninguém. Sua opinião não vale mais do que a dos cientistas.

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      • António Mónica permalink
        16 Junho, 2019 17:44

        Realmente nota – se a qualidade do teu contraditório.
        “Mamas” dois ou três filmes da treta, achas que é a verdade absoluta e depois clamas, qual “cassete” ” poluição e ambiente é uma coisa, clima é oura”, como se alguma vez pudessem andar dissociados!!!!
        Seguramente não sabes o que é um Watt, mas arrogas – te a definir que toda a comunidade científica em favor da ideia que o humano influencia o “teu” clima, está redondamente enganada.
        Pois seja. Mantém a cegueira.

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      • 17 Junho, 2019 21:48

        D. Cristina, a física, termodinâmica e química não tem agenda política, mandam e são objectivas. É patético assumir que fazemos mal ao ambiente mas o clima que faz parte do ambiente é imutável, é tão coerente como o Aníbal dizer que o BES é seguro. Será inveja do facto dos esquerdalhas reconhecerem as mudanças climáticas e actuarem, e porque somos do contra porque sim dizem que não se passa nada. O clima e o ambientam seguem regras apolíticas que não mudam de acordo com humores de gerigonças, troikas e outra bicharada. É patético de facto… mas pelo menos na direita há quem já olhe para estas questões e perceba que tem de mudar, estas causas estão para lá do vazio da táctica política. Leia por exemplo este artigo, https://quillette.com/2019/01/25/the-right-needs-to-grow-up-on-environmentalism/.

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      • Cristina Miranda permalink
        18 Junho, 2019 16:04

        Meu caro, ONDE FOI QUE LEU QUE O CLIMA ERA IMUTÁVEL????? Brincamos?

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      • Cristina Miranda permalink
        18 Junho, 2019 16:06

        Pelo comentário que fez NEM SEQUER LEU MEU TEXTO!!! Francamente!

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    • 16 Junho, 2019 20:25

      É vergonhoso para o Porto você existir Tripeiropreocupado … espero que seja mentira e viva em Marrocos … Palermamalcriado isso sim!

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  38. Maria da Luz Moutinho permalink
    17 Junho, 2019 11:46

    Oh Dª. Cristina já que não acredita nas alterações climáticas …veja como os turistas que fazem turismo à Gronelândia só para tirar lá uma selfie com um glaciar a cair!!
    É um must …é a coqueluxe do momento ir á Gro e tirar uma selfie todos contentes por ver os glaciares a derreter e a cair…bem como em Chernobil as selfies estão ao rubro!!
    São 2 destinos diferentes … mas trágicos para a humanidade!
    Desculpe 85% por cento dos cientistas fala no aquecimento global…e uma pequena percentagem 15% é que não acredita? Pondo uma balança gostaria dos 15% me esclarecessem sobre o não?!!
    Houve alguém que costurou a camada de ozono? Qual foi a agulha usada!?

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    • Cristina Miranda permalink
      17 Junho, 2019 12:33

      Ui Maria, que grande salganhada aqui vai. Primeiro:onde viu escrito que eu negava alterações climáticas? Está a alucinar, só pode. No meu texto AFIRMO que SEMPRE HOUVE, logo, isto não é uma negação. Segundo: o q digo e repito a partir das palavras dos cientistas q estão a denunciar a farsa, é q o CO2 nada tem a ver com essas alterações. Terceiro: é falso que são a MAIORIA a confirmar esta farsa. É exactamente ao contrário e nos vídeos apresentados, explicam porquê. Portanto, vá ver e ouvir os especialistas sobre esta matéria. Quarto: a Groenlândia, minha senhora, muito antes de ter gelo, era verde. As estações que lá foram construídas para estudos climatéricos estão hoje submersas de neve e gelo. SEMPRE houve glaciares a cair e outros a formarem-se. Saiba q neste momento o gelo por essas bandas está a aumentar. A NASA acaba de publicar artigo a reportar isso. Instrua-se.

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      • Maria da Luz Moutinho permalink
        17 Junho, 2019 18:01

        A Gronelândia sempre teve verde …mas os glaciares sempre existiram… A Gronelândia é o primeiro local em que surgiram as formas de vida mais antigas da Terra … não me venha com instrução … que eu sei bem onde quer chegar!!

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      • Jornaleco permalink
        17 Junho, 2019 19:05

        @ Maria da Luz Moutinho

        Citação: “[…] A Gronelândia é o primeiro local em que surgiram as formas de vida mais antigas da Terra […]”

        a. E o pai natal anda nu em Paris.
        b. Como é que sabe isso? Onde estão as provas?
        c. A Gronelândia existe há quanto tempo?
        d. Você, devido, aos seus poucos anos, não vai poder verificar isso com os seus sentidos. Não é?
        e. Que valor tem essa fé? O que é que isso tem de ver com ciência?
        f. Uma nota de rodapé num papel qualquer, no fundo de uma biblioteca escura, serve para quê, por favor?
        g. Que autoridade tem a Gronelândia?

        Eu quero ser livre, andar de carro a gasóleo e pagar pouco pelos os produtos que eu desejo consumir.

        Toda a canalha que diz defender o ambiente e a natureza nada faz para isso, pelo ambiente: NADA!!!!! Querem que os pobres o façam. Isto tem algum jeito?

        Uns dias atrás, esses camelos, que adoram o ambiente, a natureza, e não compreendem as alterações climáticas, foram a mais um concerto. Depois do concerto terminar, deixaram uma montanha de lixo mais grande que a Gronelândia? Quase, parecia. São uns autênticos porcos. Plástico por todo o lado. Que hipocrisia.

        Mas afinal, estamos a brincar com quê?
        Quais as conclusões que retira da Gronelândia? Que eu ando a pé, ou quê? Não percebo. Explique-me.

        É bom dar uma bofetada grande ao camelo do Guterres ou não, a esse asno? Quem é que me impede bater nesse porco?

        Você tem a mínima sensação dos valores que esses asnos do ambiente já destruiram até hoje, só em Europa? É um crime!!

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    • 17 Junho, 2019 13:11

      85%/15% é falso, é mais 15% / 85%. Se o Guterres está a afundar com as ilhas da Polinésia é porque escolheu o sitio errado para passar férias, se fosse para o Alasca a costa está a subir e a entrar pelo mar dentro … é tão irritante responder a pessoas desinformadas pela esquerdalha que não entendem que o Planeta está vivo, respira em marés de água e de placas tectónicas que sobem e descem de nível com ou sem CO2 a mais, que apenas vomitam o que ouvem e falam de ciência sem nunca terem tido uma noção de método cientifico das ciências exactas …

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  39. ingenuo permalink
    17 Junho, 2019 13:18

    Basta ver o sitio onde o S.r. Al Gore, grande defensor da subida do nível do mar, comprou a sua casa de férias por 9 milhões de dólares… Pesquisem e maravilhem-se como alguém que acredita numa subida de 6 metros do nível do mar compra uma casa a 100 metros do mar. E por 9 milhões… Deixem de ser ovelhas e abram os olhos! Estão a levar as pessoas pelo nariz como se faz ao gado bovino…

    Pesquisem também, já agora, quem é um dos maiores accionistas da bolsa de carbono em Chicago…

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  40. caampus permalink
    17 Junho, 2019 15:23

    E aquele homenzinho de fato e gravata tão tristonho por ter molhado os sapatinhos num pântano ?

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  41. José António Paulino Gabriel permalink
    17 Junho, 2019 18:51

    As alterações climáticas por CO2 são o maior embuste da história comtemporânea. Está confuso mesmo depois desta excelente exposição do Dr Moura? Veja este Post: https://www.facebook.com/jose.gabriel.1004837/posts/1027588477451895 . Se ler, depois já não tem desculpa para continuar a alinhar na bovinidade dos crentes na religião do Al Gore!

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    • Velho do Restelo permalink
      19 Junho, 2019 18:30

      Confesso que fiquei bloqueado nesta afirmação :
      “…Se não puder ser falsificável, é por definição pseudociência!”

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      • Os corruptos que se cuidem permalink
        20 Junho, 2019 04:08

        É apenas questão de tradução do inglês neste tipo de textos sobre filosofia da ciência. Na realidade, quer dizer que se não puder ser sujeito a refutação/verificação é pseudociência. Tudo se pode tentar refutar. Enquanto resistir à refutação, vigora como princípio científico válido. Se cair, é revogado, por assim dizer. Mas um princípio digno desse nome e de ser validamente usado para explicar (heurístico, portanto) não se recusa a ser testado/verificado e a correr o risco de ser posto em causa. A ciência aceita ser posta em causa e até agradece que isso seja feito. É basicamente nisto que assenta a robustez da ciência.

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      • Velho do Restelo permalink
        21 Junho, 2019 13:32

        No pressuposto de ser um erro de tradução, seria aceitável se fosse o Sr. José Gabriel a justificar o lapso! Mas o problema é que o artigo é apresentado como sendo um texto dele e não uma tradução! Ele não refere o autor original ! De qualquer modo fica identificado o erro de “ortografia” para que seja corrigido, pois não fica nada bem andar por aí a espalhar erudição com pés de barro 🙂

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  42. Fernando permalink
    23 Junho, 2019 20:27

    Tão certeiro como insuportável para os neomarxistas. Chamam ciência a fraude e pensamento mágico, e esperam que engulamos a patranha.

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  43. Bruno Bengala permalink
    24 Junho, 2019 17:21

    Fico muito contente por saber q afinal tudo está bem com o clima e vou aproveitar para comprar uns cachecois e umas luvinhas q devem estar agora em saldo. Já agora expliquem-me o desaparecimento das calotes polares, talvez tenha sido o Lenine q as comeu…

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    • Cristina Miranda permalink
      24 Junho, 2019 20:10

      O Ártico tem mais gelo. O degelo registado faz parte do seu clima. SEMPRE foi assim. E num vídeo q tenho na minha página é dada a explicação científica pra isso.

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    • 25 Junho, 2019 11:16

      Não foi o Lenine, esse queria lá saber. Foram os sucessivos Ditadores Chineses desde os anos 90 que as comeram … ajudados na tarefa com vinho da Califórnia!

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  44. Alvaro permalink
    7 Julho, 2019 01:33

    O climategate foi desmontado passado um ano. Sir Muir Russel foi o responsável pelo inquerito onde se apurou que as frases foram retiradas de contexto para obter atenção mediática. Miguel B Araújo desmontou ponto por ponto o artigo de opiniao do Expresso, jornal esse que reconhecidamente pugna pelo bolchevismo e pela implantação de uma ditadura do proletariado, assente no multiculturalismo e na imposição de uma agenda LGBTQ que visa intoxicar as criancinhas….arranjem uma vida!

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    • Fernando Pena permalink
      15 Julho, 2019 10:07

      Essa linha de argumentação é clássica. Toma-se como premissa aquilo que se quer demonstrar. Está certo… O artigo do Prof. Miguel Araújo não desmonta rigorosamente nada, muito menos ponto por ponto. Aliás, basta ler com igual interesse a resposta do Prof. Domingos Delgado, que deixo em seguida.

      Depois de ter afirmado que o Climategate era um “fait-divers”, esquecendo que só o poderia ser para quem sejam triviais as praticas do restrito numero de famosos cientistas no centro do escândalo agora tornado publico, o Prof.Miguel Araújo, numa atitude que agradeço e muito apreciei, comentou o meu artigo de opinião no Expresso , afirmando que a minha argumentação se centra em : “A – Defender que não existe evidência de que o clima esteja a mudar; B – Afirmar que os emails roubados demonstram uma fraude científica que compromete a credibilidade da ciência climática”.

      O Prof.Miguel Araújo sabe que as limitações de espaço num artigo para o grande público nunca permitem a fundamentação adequada das afirmações feitas, sobretudo quando contrariam as ideias dominantes. Além disso, o artigo foi editado pelo jornal (com o meu acordo, embora sem revisão do editado), que neste caso adicionou os títulos e acrescentou uma figura e um parágrafo para que o leitor soubesse o que era o hockeystick. O próprio jornalista fez uma notícia resumindo o que, no seu entender, era mais importante. O que o resumo omite e a edição desvalorizou completamente foi a exigência de que se consultassem os meus textos fundamentais sobre o tema (a maioria disponíveis na minha página aqui, com destaque para este link e de que são parte integrante as referências aos trabalhos científicos que as fundamentam, nomeadamente muitas das que o IPCC (WGI) utilizou. Se o Prof.Miguel Araújo tivesse feito aquela consulta não teria sido tão afoito a sugerir a minha ignorância face ao que se infere ser o seu conhecimento.

      Respondendo agora de acordo com os seus capítulos.

      A-Não existe evidência de que o clima esteja a mudar.
      Na sequencia do pertinente comentário de um leitor do seu blog, o Prof.Miguel Araújo alterou-o posteriormente para “Não existe evidência de que o clima esteja a mudar a nível global”.

      Se o Prof.Miguel Araújo tivesse sido rigoroso na síntese do que escrevi teria alterado um pouco mais o titulo para: “Não existe evidência de que o clima esteja a mudar a nível global devido principalmente a emissões de CO2eq”.

      O Prof.Miguel Araújo tece de seguida doutas mas triviais considerações sobre o que eu teria dito, mas não disse, acerca do IPCC e do furacão Katrina. Efectivamente, o meu texto refere-se ao que a maioria da comunicação social tem transmitido no seu afã alarmista, não ao que o IPCC ou cientistas credíveis tenham dito. Seja como for, reconhecer que o Katrina não é atribuível ao aquecimento global, como o IPCC faz e o Prof.Miguel Araújo vem lembrar, é reconhecer implicitamente que um desastre climático com aquela dimensão não é atribuído às emissões de CO2eq, o que corresponde a uma das teses centrais da minha posição. Afinal estamos de acordo !

      A restante argumentação do Prof.Miguel Araújo exprime a confiança que os resultados dos modelos climáticos parecem inspirar a quem não domina em profundidade a fundamentação física e ainda menos a implementação computacional. Posso reivindicar, forçado mas sem falsa modéstia, e penso que sem grande contestação, que fui um dos pioneiros (há mais de 40 anos), pelo menos em Portugal, no desenvolvimento da hoje chamada Mecânica dos Fluidos Computacional, tal como fui eu que iniciei (há mais de 10 anos) a previsão numérica do tempo nas universidades portuguesas com a sua disponibilização diária e gratuita ao grande público (http://meteo.ist.utl.pt/ e http://meteo.ist.utl.pt/new). Os modelos climáticos mais citados são equivalentes a versões simplificadas dos que utilizo (AWRF e MM5, entre outros) para previsão e reconstrução de situações passadas. Posto isto, e como defensor que sempre fui e sou da utilização de modelos matemáticos como ferramenta imprescindível na compreensão dos fenómenos naturais, fico extremamente preocupado com o abuso que deles é feito e só pode levar ao seu descrédito com prejuízo para todos. Por isso, concordo inteiramente com o IPCC quando afirma :

      «In climate research and modeling, we should recognize that we are dealing with a coupled non-linear chaotic system, and therefore that the long-term prediction of future climate states is not possible.» IPCC, 2001: Climate Change 2001: The Scientific Basis. Contribution of Working Group I to the Third Assessment Report of the Intergovernmental Panel on Climate Change[Houghton, J.T.,Y. Ding, D.J. Griggs, M. Noguer, P.J. van der Linden, X. Dai, K.Maskell, and C.A. Johnson (eds.)]. Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York, NY, USA, 881pp., p. 774

      E estou tambem de acordo com um email de Kevin Trenberth, divulgado pelo alegado whistleblower do CRU, com data de 12.10.2009 para Michael Mann em que afirma:

      “The fact is that we can’t account for the lack of warming at the moment and it is a travesty that we can’t. The CERES data published in the August BAMS 09 supplement on 2008 shows there should be even more warming: but the data are surely wrong.”

      o texto completo do email está aqui e deve ser consultado para evitar acusações de citação fora do contexto. Aliás, no email também refere intervenções suas anteriores sublinhando a necessidade de mais e melhores dados de observação, com o que estou inteiramente concordo.

      A publicação que serviu de base à minha afirmação de não haver aquecimento desde 1998 é a mesmo a que Kevin Trenberth se refere e eu próprio já tinha citado num artigo para o Jornal de Negócios publicado em 3.11.2009. Aliás, encontra-se também no site oficial do MetOffice.

      Considero Kevin Trenberth, lead author em praticamente todos os relatórios do WG1 do IPCC, um dos mais sérios e competentes cientistas em várias áreas da Ciências Físicas do Clima, razão porque aparece várias vezes citado em intervenções minhas anteriores. Devem-se a ele (ver Nature.com, Climate Feedback, 4.06.2007) as seguintes afirmações:

      “since the last IPCC report it is often stated that the science is settled or done and now is the time for action. In fact there are no predictions by IPCC at all. And there never have been”(…)

      “None of the models used by IPCC are initialized to the observed state and none of the climate states in the models correspond even remotely to the current observed climate”.

      O Prof. Miguel Araújo sabe certamente que a formulação matemática fundamental dos modelos de previsão meteorológica/climáticos constitui um sistema de equações em derivadas parciais não lineares, cuja solução exige o conhecimento do estado inicial do sistema e os condições/forçamentos na fronteira. Na perspectiva clássica da Física Matemática Linear, aquele sistema representaria um “problema fisicamente mal posto” pois uma pequena perturbação no estado inicial ou nas condições fronteira seria susceptível de originar uma grande alteração na solução. No actual estado do conhecimento, aquelas equações estão na origem da descoberta do bem conhecido caos determinístico. Neste contexto, as citações acima poderiam ser o ponto de partida para uma esclarecedora discussão no âmbito da teoria dos sistemas não lineares e do que podemos esperar do tratamento estatístico do universo de soluções geradas substituindo o desconhecido estado inicial por valores aleatórios. O frágil significado físico da estatística daquelas soluções constitui o fundamento das tão invocadas probabilidades de catástrofe de que o IPCC fala e os políticos transformaram em certezas.

      Como muito bem sabe, o único meio de obter soluções relevantes para aquelas equações é por métodos numéricos e utilizando computadores. Sabe também que estas soluções numéricas são sempre aproximadas (neste caso ao nível da Física e das próprias equações matemáticas). O que talvez saiba menos bem, embora para os reais praticantes de modelos seja trivial e discutido nas publicações especializadas, é que as simulações de longo prazo sofrem do problema, ainda não adequadamente resolvido da deriva (“drifting”) o que obriga a forçar (“constrain”) as soluções a gamas pré-definidas. Tratando-se de situações passadas em que são conhecidos valores observados, os tais forçamentos consistem em fazer aproximar o mais possível as soluções daqueles valores. Tratando-se do futuro, não existe validação experimental possível sem ser à posteriori e o critério é comparar modelos diferentes e concluir que são fiáveis se não derem resultados excessivamente diferentes. O excessivamente diferente é subjectivo. Actualmente, nenhum dos modelos é capaz de prever o El Niño, a PDO ou a NAO, entre outros fenómenos climáticos fundamentais e bem conhecidos. Mesmo querendo desconhecer este facto, já existem suficientes previsões feitas no passado que permitem aferir da confiança que devem merecer para o futuro. Uma das mais famosas foi a de James Hansen (agora tão falado acerca de Copenhaga) pois foi com base nelas que em 1988 fundamentou o alarme do desastre climático dentro de 20 anos se as emissões de CO2eq não fossem drasticamente reduzidas. 20 anos depois, em 2008, as emissões tinham excedido o pior cenário, mas o catastrófico aumento de temperatura não existiu( ver Christy, J.R.Written testimony to House Ways and Means Committee, 25 February 2009). Isso não impediu James Hansen de pedir o fracasso da Conferencia de Copenhaga por não ser suficientemente radical na abolição do carvão e das outras fontes de CO2eq, nem de pedir o julgamento por crimes contra a humanidade dos presidentes das companhias do carvão e das petrolíferas , nem de defender a desobediência civil, tal como não impediu a comunicação social que temos de dar o maior relevo a tudo quanto profetiza ou recomenda, enquanto faz tudo para que se esqueçam as suas previsões, profecias e recomendações passadas. Exagerando uma prática, também apontada ao recente Nobel da Economia Paul Krugman, as publicações estritamente científicas de Hansen são sérias e respeitadas, mesmo quando em total contradição com o que o seu activismo politico o leva a declarar para o grande público. Na sua faceta de puro cientista é de sublinhar a declaração feita (ver J.Hansen at the Climate Change Congress,”Global Risks,Challenges & Decisions”,Copenhagen, Denmark, March 11,2009) na reunião de cientistas realizada Março passado em Copenhaga como preparação para a Conferencia do Clima em Dezembro:

      “We do not have measurements of aerosols going back to the 1800 –we don´t even have global measurements today. Any measurements that exist incorporate both forcings and feedback. Aerosol effects on clouds are very uncertain”. I didn´t know what forcings to use when we started our IPCC runs 4 years ago, so I went to my grand children and asked them ‘What is the Net forcing?’

      A questão levantada por Hansen ‘What is the Net forcing?’ é honesta e profundamente esclarecedora para quem perceba bem o que os actuais modelos podem e não podem fazer. Os aerossóis, consoante a sua natureza e a altitude a que se encontram, tanto podem reforçar, como diminuir, o efeito do CO2eq , mesmo ignorando a sua influencia nas nuvens. Sem medidas globais, o “Net forcing” nem sequer é um palpite fundamentado para se tornar no parâmetro arbitrário que melhor reproduz períodos passados. Pela sua natureza, é diferente de modelo para modelo e tem que ser alterado consoante o período temporal que se quer reproduzir. Como o arrefecimento acentuado dos anos 40 era contrário aos modelos que previam aquecimento devido ao CO2eq, aumentou-se o peso dos aerossóis para fazer arrefecer e explicou-se que tal se devia ao maior uso do carvão e à poluição de uma indústria ainda sem controlo de emissões de poluentes atmosféricos. Como, a partir dos anos 80, foi necessário diminuir o seu peso porque houve aquecimento, explicou-se o resultado como sendo o efeito da legislação de combate à poluição atmosférica. O que se omitiu foi que, não havendo valores de observação, os valores escolhidos foram os que davam jeito. Em qualquer dos casos não se tratou de uma previsão, mas sim e quando muito de uma tentativa de explicação do que tinha sido observado. Como é evidente, estes modelos não têm capacidade para prever o futuro com a segurança suficiente para neles basear decisões políticas com as gigantescas implicações económicas e sociais das propostas dos alarmistas em Copenhaga.

      Tendo em conta que todo o alarmismo referente ao aquecimento global devido a emissões de CO2eq tem como fundamento único os resultados dos modelos climáticos que o IPCC utilizou, ficaria profundamente reconhecido aos nossos colegas físicos, climatologistas, estatísticos, matemáticos, etc se me demonstrassem que as minhas reservas quanto à fiabilidade dos resultados dos actuais modelos climáticos não têm fundamento. Espero, naturalmente, que essa demonstração não seja a ladainha da mera citação do que outros disseram mas sim uma opinião própria baseada no seu domínio das áreas científicas relevantes.

      Peço desculpa, Prof.Miguel Araújo, se fui tão longo, embora muito longe de ser exaustivo, na resposta ao que diz que eu afirmei e condensou em A-“Não existe evidência de que o clima esteja a mudar a nível global”. Na verdade, o que efectivamente afirmo é : “Existiu um aquecimento global nos últimos 150 anos que não excedeu 0.8ºC se os dados tomados como referencia pelo IPCC forem correctos. Na última década não houve aquecimento significativo face aos dados disponibilizados. Não existe evidência científica nem observacional sólida que permita afirmar ser aquele aquecimento devido, predominantemente, ao CO2eq. Existe uma influência directa da acção humana na alteração do clima, sobretudo observável e mensurável a nível local, resultante das alterações no uso do solo, tal como existe um agravamento dos efeitos de fenómenos climáticos devido ao modo como tem evoluído a ocupação do território pelas populações ”.

      Acrescento ainda que um aumento de 0.8ºC não tem nada de preocupante, tal como sublinho o facto de os alarmistas exaltarem um aquecimento crescente baseado em observações, mas omitindo, quase sempre, que os 0.8ºC (possivelmente menos) abrangem mais de 150 anos.

      É também importante sublinhar que a componente biótica, apesar da sua influencia no sistema climático ser um feedback reconhecidamente importante, é praticamente ignorada nos actuais modelos climáticos globais. Na verdade, a complexidade do sistema climático é demasiado elevada para que se justifique a presunção de que se conhecem todas as relações de causa-efeito que determinam os fenómenos observados e ainda menos a de que se sabem modelar e quantificar.

      Reconhecer que se não sabe é um passo fundamental para se poder vir a saber.

      Clarificado o que os actuais modelos climáticos podem e não podem fazer e reconhecido que não têm fiabilidade suficiente para neles basear politicas com tão gigantescas implicações, leva a perceber porque motivo o hockeystick se tornou politicamente tão importante e está no cerne do climategate. A extrordinária cruzada de promoção do hockeystick teve por finalidade convencer os políticos e a opinião pública de que o aquecimento global não teve precedente nos últimos 1000 anos pelo que, tendo tal aquecimento coincidido com o aumento antropogénico das emissões de CO2eq, só pode ter sido o aumento do CO2eq na atmosfera a sua causa determinante. Sublinhe-se que esta conclusão se baseia inteiramente na apresentação visual de uma correlação, seguidamente convertida numa relação de causa-efeito.

      Este tipo de actuação lembra irresistivelmente a (pseudo) justificação/legitimação da guerra do Iraque devido à existência de armas de destruição maciça, cujas provas se garantiu existirem e que o actual presidente da UE até disse ter visto. O famoso consenso assim obtido foi quase unânime. As provas eram falsas, mas a verdade só emergiu muito tempo depois e após centenas de milhares de mortos, de indizível sofrimento humano e de milhões de milhões de recursos materiais destruídos.

      A segunda síntese que o Prof. Miguel Araújo fez do que eu supostamente disse foi:
      B – Os emails roubados demonstram a existência de uma fraude científica que compromete a credibilidade da ciência climática

      O que escrevi foi:
      “Em termos da comunidade científica, o Climategate é um dos maiores escândalos científicos da história, não só pelo modo como afecta a credibilidade pública da comunidade científica mas sobretudo pelas implicações económicas e politicas de que se reveste”

      E mais adiante:
      “O comportamento escandaloso e intolerável de um grupo restrito de cientistas que atraiçoaram o que de melhor a Ciência tem (…)

      O Prof.Miguel Araújo tresleu o que afirmei. Como se constata, não só não restringi a credibilidade pública à “ciência climática” como tive o cuidado de cingir o comportamento inadmissível e intolerável “a um grupo restrito de cientistas.

      O Prof.Miguel Araújo afirma que confundi dois problemas distintos, mas a verdade é que na sua suposta identificação os confunde, o que dificulta a resposta. Comecemos pela minha afirmação de que o climategate afecta a credibilidade da comunidade científica. Trata-se, obviamente, de uma previsão que o tempo se encarregará de mostrar se foi ou não precipitada. Em meu entender, e no de muitos outros cientistas, a credibilidade da comunidade científica será tanto mais afectada quanto mais a dita comunidade se esforçar por ignorar/negar a existência de actos reprováveis, por parte do tal grupo restrito, que atentou (comprovadamente) não só contra a lei mas sobretudo contra princípios éticos fundamentais em Ciência. Esses princípios encontram-se nos códigos de conduta das melhores universidades e dos mais prestigiados centros de investigação. Para mim, este tipo de princípios não tem nada a ver nem com o que a lei diz ou pode dizer, pois também não fico à espera dos editoriais da Nature para julgar um comportamento face às documentadas provas públicas que já conheço. Extrapolando para o que passa em Portugal, não sou dos que afirmam e praticam que “a ética na república é a lei”, pois tal tornaria legitimo tudo que a lei, interpretada por um tribunal, não condena.

      Em meu entender, a critica que o Prof.Miguel Araújo faz às minhas afirmações revelam que só agora despertou para o climategate e os seus antecedentes. O foco central do climategate foi a supressão de todo o período quente medieval que levou ao chamado hockeystick e à afirmação, que se tornou no ícone dos alarmistas, de que o aquecimento após o inicio da revolução industrial não tem precedente nos últimos 1000 anos e se deve à emissões de CO2eq. Questionado o fundamento dessa conclusão, os autores recusaram fornecer dados e algoritmos que permitissem verificar e reproduzir as suas conclusões. Esta recusa, a que a Nature avalisou é contrária a todo o espírito que deu credibilidade à ciência, e era além do mais ilegal o que motivou uma intervenção do Senado Americano para obrigar os autores a disponibilizar os dados. Na sua sequencia, a National Academy of Science (NAS) nomeou um painel, presidido pelo prestigiado e respeitado Prof. E. J. Wegman ( Presidente da Sociedade Americana de Estatística) que elaborou o famoso relatório Wegman (disponivel aqui) no qual se afirma, p 4 -5 que:

      “In our further exploration of the social network of authorships in temperature reconstruction, we found that at least 43 authors have direct ties to Dr. Mann by virtue of coauthored papers with him. Our findings from this analysis suggest that authors in the area of paleoclimate studies are closely connected and thus ‘independent studies’ may not be as independent as they might appear on the surface. (…)

      It is important to note the isolation of the paleoclimate community; even though they rely heavily on statistical methods they do not seem to be interacting with the statistical community. Additionally, we judge that the sharing of research materials, data and results was haphazardly and grudgingly done. In this case we judge that there was too much reliance on peer review, which was not necessarily independent. Moreover, the work has been sufficiently politicized that this community can hardly reassess their public positions without losing credibility. Overall, our committee believes that Mann’s assessments that the decade of the 1990s was the hottest decade of the millennium and that 1998 was the hottest year of the millennium cannot be supported by his analysis.”

      O relatório faz, além disso, recomendações específicas quanto a trabalhos futuros nesta área. O grupo de autores aqui citado figura proeminentemente nos ficheiros agora divulgados e o tempo mostrou que as recomendações do relatório foram por eles siste¬mati¬camente ignoradas. O resultado esperável ficou agora à vista.

      Consequência (alegadamente) directa desta comprovada “scientific misconduct” foi a criação do blog http://www.realclimate.org/ para defesa das suas teses com o pretexto de divulgar a ciência climática entre os não especialistas. Com o tempo, transformou-se na bíblia dos alarmistas, como muitos exemplos o documentam, não só em blogs como na imprensa (entre nós, o Público é um notório exemplo).

      O Wegman_Report é de 2006. A descrição e critica de todo o processo ( até ao presente), bem como a cópia ou link para os documentos mais importantes encontra-se no blog de Steve McIntyre, (http://www.climateaudit.org/?page_id=354). Como seria de esperar,

      Steve McIntyre é um dos que mais aparece nos emails do climagate, como alguém a quem deve ser impedido, a todo o custo, o acesso aos dados e contra quem parecem ser justificadas todas as tentativas para o desacreditar cientificamente. Steve McIntyre limitou-se sempre e só a exigir algoritmos estatísticos fiáveis, dados de qualidade comprovável e resultados finais replicáveis. Aliás foi ele que esteve na base da intervenção do senado que motivou o painel presidido por Wegman, o qual lhe veio dar razão.

      Para quem tiver um mínimo de prudência e de preocupações de objectividade a consulta regular de ambos os sites acima referidos é fundamental. Se o tivesse feito, o Prof.Miguel Araújo não teria sido tão imprudente e precipitado nas críticas que me fez.

      A fraude propriamente dita está claramente explicada e documentada no artigo do American Thinker, “Understanding Climategate’s Hidden Decline” acabado de sair e disponivel aqui. Um comentário muito pertinente a este artigo foi já feito pelo Eng.Rui Moura no seu blog http://mitos-climaticos.blogspot.com/.

      A minha afirmação de que dados base da rede de estações meteorológicas que serve de referencia ao IPCC para aferir o aquecimento global tinha sido destruída não se baseia, como procura inferir o Prof.Miguel Araújo, numa afirmação dos emails, mas sim em declarações de Phill Jones ainda antes do climagate, as quais foram posteriormente objecto de comunicado oficial.

      Conclusão
      Descontadas as diferenças de estilo, de tom, de background cientifico e experiencia profissional, as minhas posições de fundo e as que o que Prof.Miguel Araújo defende talvez estejam muito mais próximas do que superficialmente poderia parecer. Na origem da aparente diferença está o primarismo com que expeditamente se classifica de negacionista ou céptico ignorante quem não perfilha o “consenso” de um desastre climático global e iminente devido às emissões de CO2eq, tendo como fundamento o hockeystick e os actuais modelos climáticos.

      Confrange-me que, genericamente, o movimento ambientalista tenha também aderido a este primarismo reducionista sem se dar conta de que ao faze-lo sacrificou algumas das mais importantes causas por que se bateu e o credibilizaram para se transformar num avalizador de interesses que não domina. Justificar todos os meios e atropelos em nome duma mítica salvação da humanidade, pode ser uma ideologia, uma religião ou um dogma mas não é seguramente Ciência.

      A minha intervenção nestes temas é motivada por convicções e conhecimentos científicos longamente sedimentados, tendo a consciência clara das suas implicações políticas. Não esperem por isso que dê prioridade a objectivos políticos em detrimento do que entendo ser o rigor científico e a minha responsabilidade social como engenheiro/cientista.

      Nota: São meus os sublinhados e negritos em todas as transcrições

      8 de Dezembro de 2009

      José Delgado Domingos

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      • 15 Julho, 2019 18:27

        Eu sei que não é obrigatório caro colega Fernando Pena, mas permite-me divulgar esta sua resposta, brilhantemente fundamentada?

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    • 15 Julho, 2019 18:33

      Alvaro: Você adorava poder afastar as vozes da razão que lhe são incomodas … mas não vai ter sorte. Existe um principio simples da fisica: “acção reacção”, que leverá que quanto maior for a pressão pela mentira, masi campeadores apareceram pela verdade. O Aquecimento Global é uma história infanilizante para justificar um aumento de preços, já que a Globalização leva inexoravelmente á sua nivelação, desmontando o sistema de vantagens em que o capitalismo selvagem de Direita ou Esquerda sempre assentou.

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  45. Antonio Gomes permalink
    8 Julho, 2019 08:39

    Bom dia, gostaria de convidar a Cristina Miranda para uma entrevista no meu programa de rádio. É às Sextas à noite em directo das 9 às 11. Podemos falar por skype.

    Cumprimentos,
    António Gomes

    https://www.youtube.com/channel/UCL1A3izSgtQLbsHhGb9MUNQ

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    • Cristina Miranda permalink
      12 Julho, 2019 15:16

      Claro que sim. Com todo o gosto. Hoje não porque vou pra fora. Mas podemos combinar.

      Gostar

  46. Pedro Ubuntu Nobrega permalink
    8 Julho, 2019 11:41

    ahahahahahaha…
    não tarda nada o autor deste artigo vai ser acusado de trabalhar para os intereses petroliferos quando na realidade foram os intereses petroliferos (rockefeller) que começou toda esta campanha do aquecimento global man made com o financiamento/criaçao do IPCC (inter governamental panel on climate change) ..
    .
    “rockefeller-familys-covert-climate-change-plan”:
    https://www.globalresearch.ca/rockefeller-familys-covert-climate-change-plan/5678775?fbclid=IwAR0zxr3B3TKfYL5uepEXgTXRlQbadbfHK9XwrLb60RerxBHcHaSqdWwr-xg
    .
    Agora reparem bem como a criaçao duma nova industria chamada de ‘ecologica’ ajudou-nos a REDUZIR a nossa dependencia do petrolio e ajudou a REDUZIR as emissoes de CO2 para a atmosfera 😉 (money,money) ….
    https://finance.yahoo.com/news/u-oil-output-tops-12-120000720.html?soc_src=community&soc_trk=tw&guce_referrer=aHR0cHM6Ly90LmNvL1RSd1JHdGhwOFk_YW1wPTE&guce_referrer_sig=AQAAAAul6baSCEXaVW4DUTioi5Ayt9j_2p0oAm-wM84PNKvC4xQtjpeGObsW5eyaNeIxXAgKCkMqehXZ4cCeKiTp9pYtVQsbDdFi4acjWHJZbaI2WWObJKAgqsz6_6R2J-OhNrkQSkMCYHSA6BmoM-Qg16oRWy-YvPmeSXfnsSlYK6_1&guccounter=2

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  47. Pedro Resende permalink
    19 Julho, 2019 10:53

    Cara Cristina Miranda, pode por favor autorizar o meu segundo comentário, que está pendente para moderação há já alguns dias? (Tinha feito um comentário anterior, que pensei ter-se perdido porque também não apareceu aqui; foi por isso que fiz o segundo comentário — só interessa publicar o segundo.) Obrigado e cumprimentos.

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    • Pedro Resende permalink
      26 Julho, 2019 16:24

      Cara Cristina Miranda,

      Não era a esse comentário que me referia, mas então deixe-me fazer outro melhor.

      Já em 2019 surgiu na revista Nature (uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo) um artigo onde se estuda a influência do Sol no clima da Terra.

      O artigo é este:

      https://www.nature.com/articles/s41598-019-45584-3

      É um trabalho que parece explicar bem algumas das “anomalias” do clima verificadas num passado relativamente distante (pequena idade do gelo, o período quente medieval, etc.). No entanto as previsões que faz para o futuro não são credíveis tendo em conta o que se está a observar agora.

      Agora vejamos este outro artigo de 2016, também publicado na Nature, onde é feito um estudo das relações de causalidade que se verificam entre as variações do CO2 (e outros gases) e as variações da temperatura:

      https://www.nature.com/articles/srep21691

      O artigo conclui que num passado “longínquo” as variações de CO2 foram consequência das variações da temperatura, as quais também eram relativamente lentas. No entanto o artigo também conclui que nos últimos 156 anos (ou seja, mais ou menos desde o início da Revolução Industrial) a causalidade se inverteu: as variações de temperatura estão a ser causadas pelas variações dos gases de efeito de estufa e além disso estão a ser mais rápidas.

      Ambos os trabalhos são bastante mais recentes do que o ano (2009) a que se refere o seu artigo e reforçam a convicção de que as actuais alterações climáticas são devidas ao incremento dos gases de efeito de estufa provenientes das actividades humanas.

      Peço-lhe que aprove este comentário que, creio, poderá contribuir para desfazer alguns mal entendidos.

      Obrigado e cumprimentos.

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      • Jornaleco permalink
        26 Julho, 2019 16:57

        Não existe nenhuma prova neste mundo, que qualquer ser humano, possa influenciar o tempo, o clima, a chuva, etc..

        As suas fontes citadas nada provam.

        E você percebe muito pouco da matéria, para poder afirmar uma estupidez dessas.

        O mesmo é válido para todos os Zorrinhos, Costinhas, Vitorinos e os cabrões dos Guterres.

        Falo claro?
        É um crime afirmar outra coisa.

        Liked by 1 person

  48. zebraveheart permalink
    13 Novembro, 2019 21:00

    E ao fim de tanto tempo, além de não chegarem a qualquer conclusão, passam o tempo a insultar e insultar -se, dependendo apenas da opinião própria.

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  1. A Mentira Continua Sobre o Aquecimento Global

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