Não vivemos num Estado de Direito, mas antes, num “Estado Mafioso”
Acabo de receber esta carta que partilho aqui para reflexão. Se estou surpreendida? Não. Seja qual for a problemática, quando não vai ao encontro dos interesses dos “ditadores” desta “república venezuelana”, situações destas aqui relatadas nesta carta, são prática recorrente no nosso país. Há muito que denuncio que esta classe de políticos funciona à margem de uma verdadeira democracia. E tenho dito também que urge limpar o Parlamento deste tipo de gente. Que ontem já era tarde.
Como o denunciei aqui, a Vianapolis já deveria ter sido EXTINTA há muito por insolvência. Mas continua “activa”. Como é possível fechar os olhos à lei?

Para seu conhecimento envio-lhe acção especial que deu entrada no Tribunal de Contas em 2018 a denunciar as graves irregularidades da Soc. Vianapolis. Até à data não houve qualquer resposta daquela instituição!
Envio-lhe também um estudo económico sobre as contas da referida sociedade. Ambos os documentos não contêm os anexos porque foi assim que os recebi. Ambos os documentos são já do conhecimento dos Grupos Parlamentares, jornalistas, comentadores e personalidades, Sra. Procuradora da República e Presidente do Tribunal de Contas para que estes factos não sejam abafados como alguns pretendem.
Como deve saber conseguimos reunir as assinaturas necessárias para levar a petição “Salvar o Prédio do Coutinho” a discussão no Parlamento. Uma vez conseguido esse nosso objectivo, a Vianapolis, em conjugação com o Sr. Presidente da Câmara de Viana do Castelo, de imediato trataram de escrever uma carta ao Sr. Presidente da Comissão de Ambiente – que no meu entender não foi mais que uma tentativa de condicionar a discussão da mesma – e que acabou de ter o efeito pretendido.
Assim, formalmente os cidadãos dispõem de um mecanismo de participação nas decisões políticas mas, quando essa participação não é do interesse do Estado, existem mecanismos de sabotagem.
A votação da esquerda não constituía uma surpresa, mas o voto PSD na referida comissão, não há palavras para descrever!
Mesmo assim, lá arranjara, para compor o ramalhete, o voto do Livre e outro.
Apesar de ter sido chumbada, a sua discussão (nota de admissibilidade) admitia que o peticionário pudesse recorrer apresentando a sua contestação e assim fizemos, sem qualquer hipótese, porque a referida comissão tinha como único objectivo impedir a sua discussão ( leia a nota de Admissibilidade e a resposta ao despacho).
A nossa Petição foi sabotada, simplesmente!
Quando saírem as decisões judiciais e na posse desses documentos, vai poder ter uma percepção mais clara do tipo de Estado em que vive.
Estou plenamente convicto que em Portugal não vivemos num Estado de Direito mas antes num “Estado Mafioso”!
Em anexo segue também uma “Carta Aberta” dirigida ao Sr. Primeiro Ministro publicada em Set. /2019 no Jornal O Público.
Tire as suas próprias conclusões.
Com os meus melhores cumprimentos e muito obrigado por tudo.
Agostinho Correia
ANEXOS:
Documento nº 1 – Acção Especial entregue no Tribunal de Contas sobre denúncia às contas da Vianapolis
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmUEFRWWJvcmZPTXVyRXZMU3l1MXBfMFJ3UUhB/view?usp=drivesdk
Documento nº 2 – Carta ao Presidente da XIII Comissão de Ambiente
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmVFNxUnhpUFhTVnVmVkEtS181c3RsTy1YVnBn/view?usp=drivesdk
Documento nº 3 – Nota de Admissibilidade
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmQ0F1U1ZCWktjWkJSSmZLNTFmZzE1eGZjbWRn/view?usp=drivesdk
Documento nº 4 – Resposta ao despacho de admissibilidade da petição
https://drive.google.com/file/d/1JkGnOdR-n-MZfJ5k2k7M8a7QIZf4vnH1/view?usp=drivesdk
Documento nº 5 – Carta aberta a António Costa
https://drive.google.com/file/d/0B1zROAB2MLFmaGdsOW85WE1EUE13ckVYd1lMVGlDSHNlcGUw/view?usp=drivesdk

Pobre país, que pariu tais filhos…
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Cristina, há problema com os docs para download.
Os links parecem apontar todos para o mesmo doc, e ao tentar abrir online, dá o erro 404 – page not found, ou seja o link não funciona.
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os links dos documentos aponta para uma pasta do aeu computador.
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Já me avisaram. O problema é q não sei como resolver
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Eu baixei os documentos a partir do mail q me enviaram. Como resolver isto?
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Cristina, há problema com os docs para download.
Os links parecem apontar todos para o mesmo doc, e ao tentar abrir online, dá o erro 404 – page not found, ou seja o link não funciona.
Evidentemente ! O caminho dado é o da pasta no seu PC !
A menos que o seu PC fosse um servidor WEB, a coisa não podia mesmo funcionar !
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se fosse um servidor web também não era esse o endereço.
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Julgo ter resolvido o problema dos links. Veja por favor se consegue agora abrir
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E o entendido Joni pode explicar porque é que o URL especificado no HREF não podia ser um endereço ?
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Veja se já consegue abrir
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Está melhor, Cristina. Se puder adicionar um target=”_blank” nos links, estes abrem em nova janela. Dá jeito, sobretudo em telemóvel.
E obrigado por partilhar os documentos, é sempre útil. Este país tem segredinhos a mais. É como o amor de muito trafulha ao ‘segredo de justiça’.
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Obrigada pela dica. Agora vou ter de arranjar um “tradutor” pra saber como se faz isso 😆
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É por demais evidente estarmos num estado em que as famiglias mandam.
Apesar dos múltiplos sinais tem havido forma de obscurecer o débil pensamento de metade da população. As técnicas são por demais conhecidas e resultaram atá agora.
Contudo começa a a haver demasiado ruído que pode afectar a estabilidade zinha que o das selfies tanto gosta e o silêncio dos cemitérios interrompido pelos urros das claques.
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Muito bem, Cristina! Andam por aí uns “artistas” a dar entrevistas na rádio e tv a chamar o regime de Angola como regime cleptocrático, quando esses mesmos “artistas” fazem de conta que o nosso regime não o é. Alguns desses “artistas” até nadam em dinheiros que seguramente nenhuma auditoria séria isentava de podridão. Querem enganar o pagode ou enganar-se a si próprios? Dá vontade de vomitar!
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Na afirmação ‘Vivemos num estado mafioso’ discordo radicalmente da expressão ‘Estado’.
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de facto é antes: República das bananas ….
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«Estou plenamente convicto que em Portugal não vivemos num Estado de Direito mas antes num “Estado Mafioso”!» nas malhas de um regime de Avental concertado com as tribos do Bloco central a adjacentes.
Um País, Estado e Pôvo, capturados pelos Novos Devoristas.
Os primeiros, foram Os Devoristas do regime liberal XIX, conforme VPV.
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