duas crises
Na véspera do dia em que o governo decidirá pela suspensão ou manutenção das aulas na escola pública, a Escola Secundária Clara de Resende, no Porto, não tinha nenhuma casa de banho com qualquer espécie de sabão que permitisse aos seus alunos cumprir a primeira determinação das autoridades sanitárias no combate ao coronavírus, que é lavar bem as mãos. Inquirida uma responsável sobre tão grave falha, a resposta foi clara: “não temos dinheiro para o comprar”.
Isto acontece num país de que o governo se gaba ser um exemplo de “milagre económico”, que pôs fim à austeridade do anterior governo de Pedro Passos Coelho e que demonstrou que havia “outro caminho” para enfrentar a crise económica. Infelizmente, a mentira, que, como todos sabemos, tem perna curta, torna-se quase sempre evidente quando as contrariedades se agravam, e esta grave crise de saúde pública revelará, a olho nu, que o país nunca saiu da crise, muito menos da austeridade. Infelizmente, com a retórica demagógica de Costa e de Centeno, protelaram-se medidas e reformas que poderiam ajudar a recuperar o país. Reverteram-se privatizações, impedindo a entrada de capitais privados em empresas públicas falidas, cujos défices continuarão a ser pagos pelos contribuintes. Atacaram-se investidores com medidas que apenas fazem com que eles deixem de investir, como as que incidem sobre o Alojamento Local, à conta do que se recuperou boa parte do património das nossas principais cidades. Aumentaram-se impostos sobre os imóveis, sector que estava a dinamizar a nossa economia.
Portugal está, de facto, a braços com duas graves crises: uma, de saúde pública, causada pelo coronavírus; outra, económica e social, provocada pelo socialismo. Sairemos muito mais depressa da primeira do que da segunda.

Terão dinheiro para água e papel higiénico?
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Neste caso especifico parece-me mais uma questão de desmazelo puro
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Nem com redobrado esforço se consegue perspectivar que do evidente e crescente caos –ou do pré-caos– surjam soluções aceitáveis, estimulantes. “Estamos no bom caminho” à la P”S” tout court.
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O MarceloCarmonaThomaz DDT(Deus Dos Tolos) ainda não surgiu hoje na varanda ?
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Porque será que não há dados sobre quantos estão efectivamente a ser testados por dia…?
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Aplaudo!
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