A exploração política da morte
14 Maio, 2020
não começou com o André Ventura. Ele simplesmente faz aquilo que outros se habituaram a fazer. E note-se que o fazem há largo tempo com grande aval e tonitruante aplauso daqueles que agora se horrorizam com o populismo do dito Ventura.
29 comentários
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neste desventurado gulag o kamarada kosta encarregou-se
de ser mais eficaz que o Dum-dum: ‘mata que se farta’
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Absolutamente nojento.
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Que o AVentura fosse original, seria o que mais faltava!
Agora, Dona Helena, vir comparar uma ação de uma mulher contra a violência doméstica num congresso partidário, com a boutarde deste cavalheiro, em plena AR, a completo despropósito do quadro penal vigente, para ganhar palco e ter uns votitos!… Olhe que não é bem a mesma coisa…
O Dito Aventura, se quisesse ser mais coerentezinho, bem que podia interessar-se pela corrupção em meios que, desenvergonhadamente, defende na praça pública. Uma coisa dessas até vinha a propósito do caso Novo Banco e tudo…
O Aventura até sabe – veja-se o seu trabalhinho de mestrado- que o agravamento do quadro penal não é tão influente nos crimes de sangue, como poderia ser nos casos de corrupão financeira.
O Aventura, se quisesse mesmo, mesmo ser disruptivo, se fosse patriota e não patrioteiro, só tinha que propor o seguinte: fim das limitações à inversão do ónus da prova em matérias financeiras.
Mas aí, não! Era o que lhe faltava! Aí, o Aventureiro fica-se pelo mainstream. Dá-lhe jeito.
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Conclui. Em certos casos (como a violência doméstica) a exploração da morte é aceitável quiçá passiva de elogio. Portantessssss se ” eu, na minha pessoa, pessoalmente” achar que um outro qualquer crime é mais grave moralmente, posso fazer a exploração da morte? Acabou de abrir a porta e a janela para o fazerem, incluindo o Ventura. Talvez um dia perceba que cada um tem o seu sistema de valores e que o pode fazer também.
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Concluiu mal.
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Mas foi o que vc disse. Elogiou a exploração da morte para os casos de violência doméstica
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Concluiu muito bem. Você apenas acha que não, reforçando ainda mais o argumento que pretende contrariar.
E o facto de que é o raposotavares a colocar valores na balança, dando mais importância a uns que a outros para tentar justificar a acção politica de uns contra a acção politica de outros, diz mais sobre si do que provavelmente pretenderia. Fica-lhe muito mal.
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Obrigado pelo elogio que me faz sem ter consciência disso. Por muito mal que lhe pareça a sua graduação de valores nunca se sobreporá sobre qualquer outra graduação feita por quem quer que seja. O querer impor essa graduação é de um profundo fascismo doutrinário ou melhor de um profundo social fascismo moralista. Fica-lhe pior a si do que a mim.
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chipamanine, eu estava a responder ao raposotavares, e não a si. As minhas desculpas se isso não ficou claro.
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Para mim não ficou claro mas tudo o que disse se aplica a ele. Se está ca corroborar afinal a minha resposta so teve esse engano. Os adjectivos estão lá todos.
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Bof!
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Você já liderou um partido?
Já falou pessoalmente com A. Ventura?
E se ele nunca lhe agradar?
O Ventura não tem peso nenhum, na assembleia, mas já põe muitos nervosos. Porquê?
Está a tentar a insinuar, que o Ventura não quer realmente combater a corrupção, não é? Então e os outros, querem?
Fazer política, no terreno, não é assim tão fácil.
Criticar é barato, trabalhar no duro, é caro.
A democracia serve para tirar corruptos do poder. E neste sentido, o CHEGA é muito bem-vindo. Depois se verá.
Mas o que você pretende fazer, é criticar e não mudar nada, não é? E sobretudo uma pessoa como você, que percebe muito de economia e de finanças, em princípio, pelo menos.
A tal violência contra a mulher para já, é praticada pelos amantes do 25 de Abril. Só esses brutos é que tratam as mulheres assim. É a tal esquerda porca e putana.
E claro que penas mais duras ajudam. Penas, de tal modo, que os criminosos, saem de lá, só mortos. Sim senhor. Penas de 60 anos ou 70. Eu favoreço-as.
A esquerda apoiou sempre a criminalidade. Sempre!! A própria esquerda teve sempre um interesse em desestabilizar a sociedade e fazer reféns.
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»boutarde«? O que é uma »boutarde«?
Será uma »boutade« que vem tarde?
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Estes seres que cometem estes crimes hediondos são amorais, não serão jamais recuperáveis para viverem em sociedade.
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Por exemplo 25 anos de prisão para esses criminosos é pouco.
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A Direita em Portugal não evoluirá programática e politicamente, nem se imporá eleitoralmente se tiver como querido líder o tipo Ventura. A Direita tem gente com categoria, conhecimentos, “com sentido de Estado”, mas não querem sujeitar-se à choldra. Poucos deles se reveem no pouco mais do que um bitaiteiro intelectualmente desonesto.
Mas está claro que nas próximas legislativas, europeias e possivelmente autárquicas o Chega obterá mais votos.
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MJRB, concordo com o seu post em absoluto.
O Aventura vai às capelas todas: vai ao Benfica, vai a Fátima, vai às capas de jornais… É como diz: um bitateiro sem qualquer sentido de estado.
Quanto aos votos no Chega, Basta!, Tem Avondo!… também me parece que este oportunismo de tentar ganhar votos com a monstruosidade que ocorreu em Peniche e com o 3º segredo de Fátima provam algum desespero.
O Aventurinha vai a todas… Um verdadeiro escroque.
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O Ventura tem conquistado um nicho de pessoas legitimamente desesperadas por um líder especulativo, “de direita”, se verbalmente arruaceiro tanto melhor. Se surgir um verdadeiro político de Direita anulará o politicamente débil bitaiteiro e obterá apoios de…ex-apoiantes do Chega.
O Ventura, já eu escrevi há algum tempo no Blasfémias, nunca quis nem vai denunciar os vígaros de colarinho branco. Nem a promiscuidade entre estes e certos juízes — por que será ? O Ventura é fraco perante os fortes e forte para os fracos. Dou-lhe razão pelos subsídios a esmo para certas pessoas.
O Ventura intelectualmente desonesto, comentador futeboleiro tantas vezes arruaceiro, sem a muleta do SLBenfica (mais um que tem mamado na teta do Clube !), sem a cartilha e o apoio vieirista, não se atreveria a co-fundar um partido.
Ao mandado Ventura é-lhe sugerida e nalguns casos imposta uma “agenda” interventiva.
O Ventura não tem nem terá “sentido de Estado”.
Etc., etc.
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O que o raposotavares descreve caí que nem ginjas ao Martelo. O Martelo vai a todas, vai aos atiradores de pedras à polícia, comenta as cuecas da vizinha e as suas próprias na praia,canta a minha casinha, cospe cada vez que fala e por aí fora…..
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É mais que óbvio que a clubite se está a sobrepor ao “combate de ideias politicas”. Quando, em todos os posts, se fazem referências ao clube “do outro”, como se isso fosse a alma mater da discussão, para o desvalorizar, está tudo dito…
Hoje só faltou uma menção ao F de Fado. Os outros dois Fs já cá cantaram.
Isto há com cada uma…
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É óbvio que o Ventura não é o primeiro, o segundo ou o centésimo a fazer isso. Segue o jogo.
A propósito da figura, tem todos os defeitos e mais alguns mas é o único que os tem no sítio para levantar certas questões “tabu”, num país completamente adormecido por décadas de propaganda e domínio cultural canhoto.
Anseiam muitos pelo líder de direita sensato, com “sentido de Estado”, digamos, um líder “limpinho”. Estão à espera que esta pessoa saia do conforto do seu sofá para enfrentar sozinha a hegemonia total da esquerda? Esperem sentadinhos. O lado direito do retângulo está num sono profundo há muito (eu nunca o vi noutro estado que não esse). O Ventura não é o querido líder, é uma ferramenta. É um martelo para acertar nas pontas dos dedos do paciente na expectativa de o acordar. Se tiver sucesso nessa tarefa, pode ser que se criem condições que incentivem o tal líder limpinho a sair do sofá.
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Por falar nisso: quem ‘anseia por um líder’, seja de direita, de esquerda ou doutra coisa qualquer, é um carneiro e um otário.
É mais que tempo de acabar com esta ridícula e infantil mania do ‘líder’. O futuro é a democracia directa. Para já, semidirecta.
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Olhe que não, olhe que não…
Portantos depois de tanto protesto, afinal o Felipe até é um adepto dos mercados, o mercado do “demos” . O Felipe ainda me terá que explicar o que é que a democracia tem de tanta virtude e as maiorias do demos de tanta moral.
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Sou adepto de deixar as decisões a quem vai pagá-las e viver com elas.
De uma verdadeira cidadania, onde adultos, sem prejuízo de regras que protejam minorias e direitos básicos, podem decidir o que querem e o que não querem.
Algumas decisões podem não me agradar? Com certeza. Mas que sejam as pessoas a tomá-las; não pulhíticos ou mamões.
E o mg? Prefere um ditador-paizinho que decida tudo por si?
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“Sou adepto de deixar as decisões a quem vai pagá-las e viver com elas.”
“O futuro é a democracia directa. Para já, semidirecta.”
Qualquer falha na lógica.
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Uma das coisas mais perigosas que pode existir é essa suposta solução de democracias directas. Essa “ideia” vem de longe de um italiano comunista que vendo que jamais chegaria ao poder com o sistema democrático teorizou sobre uma formula de “educar” (doutrinar) a populaça desde pequeninos nos valores que mais alto se alevantam e onde o sol brilha mais alto. Destes educandos (doutrinados) sairiam os futuros homens novos socialisticus que cada um no seu bairro, na sua escola, na sua empresa, lideraria, os ignaros “cidadões” ainda não catequizados. Assim como uma horda de pequeninos ditadores despóticos na sua iluminação socialistica. Um ditadorzeco de meia tigela por cada núcleo social, incluindo a família.
Vai quase um século sobre essa manobra dialéctico materialista e há gente que ainda vem aqui em pleno século XXI como se de alguma novidade se tratasse, supostamente cheia de boas intenções ( de que o inferno está cheio e o diabo consciente) apelando a que em vez de “um líder” sigam “vários lideres” estes “esclarecidos” em cada célula da sociedade.
Seria o sonho tornado realidade para esses mamões invejosos que assim controlariam até o vizinho, o dono da casa que eles habitam e até o padeiro.
O orgasmo intelectualoide demonstrado mostra bem como não conseguindo ir por uma via estas piranhas sociais inventam e reutilizam sempre as mesma “soluções” para tentarem dar satisfação à sua obsessiva compulsão de “orientar” os outros a favor do seu despotismo .
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O wena chipamanine acaba de descrever, muito bem, como a populaça chinesa é totalmente controlada. É exactamente assim! E quem se atreve a desafiar o controle…
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Você falade , tem na mente, o vigarista Antonio Francesco Gramsci?
A Merkel e as putas em Bruxelas adoram o gajo, como o caraças. Dizem, que até foram à sepultura dele, venerar o gajo.
Salvo erro, existe uma foto com a fascista Merkel lá, ao pé, quase a chorar. Acompanhada por outros elementos altamente criminosos.
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“Uma das coisas mais perigosas que pode existir é essa suposta solução de democracias directas. Essa “ideia” vem de longe de um italiano comunista”…
Vem de um pouco mais longe: falhou só por 2400 anos. A democracia ateniense era directa, embora excluísse mulheres, escravos, etc. – algo que a mui celebrada democracia americana, neste caso representativa, também fazia.
Gramsci, Bobbio, Bakunin, Proudhon, muitos na esquerda têm analisado a democracia e a possibilidade de ser mais directa. Porquê a esquerda? Porque interessa à direita e ao status quo manter esta pseudo-democracia.
O capitalismo, como Gramsci observou, mantém o controlo não apenas por coerção económica, mas através de uma cultura hegemónica, normas e valores que se tornam o ‘senso comum’ da época: “não há democracia sem partidos”, “não há economia sem Banca”, “é preciso crescer sempre”; “temos de agradar aos mercados”; “quem tem muito é porque o merece”; etc.
O povão absorve estes chavões – a mesma doutrinação ideológica de que a ovelhinha chipamanine acusa os outros – e torna-os seus, ajudando a manter a partidocracia e o status quo em vez de se revoltar.
Como boas formiguinhas, vão trabalhando e botando o botinho, reelegendo fantoches, ansiosas pelas migalhas que caem da mesa dos mamões. Até podem ter Netflix e iphones e gadgets… que mais hão-de querer?
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